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História Sozinhos Contra O Mundo - Capítulo 2



Capítulo 2 - 2. Destino Perigoso


Ao longe próximo ao Iguatemi, um carro movimenta-se. Em direção a algum destino perigoso.

O carro movimentava-se rapidamente pelas ruas, deixando cheiro de gasolina para trás. O ar passava pelas janelas, fazendo com o que os cabelos cacheados de Maria voassem. A mesma não tirava os olhos da estrada, sabendo que logo anoiteceria. A fisionomia da garota logo entregava sua descendência coreana.

— Você acha que há muitos deles lá?

Perguntou, sem olhar para o lado. No banco ao lado, estava uma garota de cabelos negros e uma feição que demonstrava a sua descendência japonesa. A garota observava fixamente uma katana que possuía entre mãos.

— Provavelmente.

Maria suspirou.

Atrás das garotas, um esbelto e robusto menino apoiou-se no parapeito dos bancos.

— Não entendo como isso foi acontecer.

O rapaz disse, bocejando.

— Através de um vírus, talvez? — Maria disse, ignorando o ar de relaxamento do garoto.

— Eu preferia estar com meu celular, jogando, comendo...

— Ninguém queria estar nessa situação. Mas estamos, então...

— Não temos quase nada...

— Bom, ainda temos um pouco de macarrão e alguns primeiros socorros... para três pessoas...

O garoto fez uma careta.

— Não vou viver a vida comendo macarrão.

De qualquer jeito, era melhor do que passar fome. O trajeto que ambos três seguiam eram um só; Juntos. Em busca de sobrevivência. E mesmo que não buscassem demonstrar ; Tinham medo. Medo do pior. Nunca tinham usado revólveres e lâminas. Nunca tinham derramado sangue. E aquela situação era desesperadora.

{....}

6:30 PM

Fortaleza, CE, Brazil

Gustavo chuta uma latinha vazia. Maria e Letícia tiravam um molho de chaves e uma pequena mochila do carro, evitando olhar ao redor.

Tinham chegado a pouco tempo no local, que se encontrava deserto. Vestígios de objetos, sujeira e comida eram encontrados no chão — Abandonados. Carros infestavam a avenida assombrosa.

— Espero que eles ainda tenham salgadinhos na validade.

Gustavo sussurrou, acompanhando as garotas, em direção a uma entrada pequena do shopping — distante da principal. Todo o cuidado era pouco. Quando se estava em um ambiente gigante principalmente.

Felizmente, a saída de incêndio parecia livre de perigo. Se houvesse o perigo ele estaria localizado literalmente no ponto principal.

— Estamos com sorte.

Maria disse, encarando a placa de emergência.

— Poxa, será que tem salgadinhos? — A voz irritante de Gustavo fez as garotas o olharem feio.

— O que foi?

Não o responderam. Maria sacou uma pistola do bolso, e destravou sua mira. Engoliu em seco, encarando os amigos.

— Quem vai primeiro?

Gustavo riu.

Letícia não respondeu. Apenas encarou Gustavo e lhe deu um pequeno empurrão em direção a entrada.

O garoto assustou-se, segurando a barra da porta.

— Qual foi?

— Você. Vai primeiro. — Letícia disse, olhando para o garoto visivelmente com indignação.

— Por que eu?

— Porque sim.

Gustavo olhou de uma para outra,indignado.

— Você também quer que eu vá?

Perguntou a Maria que soltou ao mesmo um suspiro.

— Vai logo.

— Mas...

Letícia o interrompeu.

— Relaxa. Estamos logo atrás de você.

O garoto engoliu em seco, sentindo um arrepio subir sobre sua espinha dorsal.

— Droga. Eu odeio vocês.

Gustavo começou a caminhar, sentindo o seu corpo tremer a cada passo que dava. As garotas o acompanhavam, sentindo vontade de rir. O garoto era muito medroso.

A porta do shopping rangeu, como um morcego. Parecia enferrujada.

Logo um cheiro ruim começou a surgir. O trio adentrou o local, encarando os mínimos detalhes. Estavam no corredor de escadas que dava para o banheiro.

— Será que tem comida na praça de alimentação? — Gustavo sussurrou.

— Claro. Se você quiser morrer intoxicado com comida podre.

O garoto fez uma careta.

— Eca...

— Shh... Vamos subir as escadas,então silêncio. — Maria disse.

— Vai saber o que tem lá em cima. — Letícia sussurrou, tentando enxergar naquela escuridão.

Calmamente, começaram a subir as escadas. Seus corpos cheios de adrenalina, preparando-se mentalmente para o pior.

Os tênis de plataforma de Gustavo batiam forte contra as escadas, emitindo um barulho.

— Poderia ter colocado algo menos barulhento. — Letícia disse, baixo.

— Digo o mesmo das suas botas.

Leticia arqueou as sobrancelhas.

— Minhas botas não são de plataforma.

— Mas...

Antes que Gustavo falasse, um barulho forte fora ouvido. Maria e Letícia assustaram-se, fazendo posições de ataque.

Gustavo não pareceu processar bem o momento e seu intestino agiu de modo automático.

*PUM*

As garotas fizeram uma careta.

— Você peidou seu desgraçado?

— Eu...

— Que barulho foi esse?

A situação fez com o que os três retomassem suas posições.

— Droga. Tem alguma coisa...

*Ploft*

Outro barulho. Assim que chegaram no topo da escada. Ao lado do alarme se incêndio, ouvia-se outro barulho.

Gustavo encolheu os ombros.

— Tem... alguma coisa ali...

Sangue. Havia sangue ali. Sangue fresco.

Maria e Letícia se entreolharam. Ambas assentiram com a cabeça, parecendo entender o que estava acontecendo. Letícia pôs sua katana em mãos, enquanto Maria segurava sua pistola com força.

Gusavo encostou-se na parede. O medo do garoto era tão grande que podia de longe sentir o cheiro negativo saindo de seu corpo,em forma de gás.

— Vamos.

As garotas lentamente andavam até o grande alarme de incêndio, ignorando o perigo. Se havia algo ruim,era melhor ser encerrado ali mesmo. Por mais que ambas nunca tivessem segurado uma arma antes.

Os calçados batiam contra o chão a medida em que as garotas aproximavam-se.

Os corações batendo forte, os olhos trincados...

*Ploft*

Ao chegarem perto, a figura alta escondida atrás do alarme de incêndio emergiu, levantado as mãos em rendimento — com uma feição fantasmagórica.

— Não me matem, eu imploro! Sou humano, juro, juro!

— Aaaaaah! O bicho fala! — A voz medrosa de Gustavo ecoou. — Pega elas, fica com elas! Me deixa vivo!

Maria estava estática. Letícia não se movia. O que estava na frente delas não era um zumbi. Na verdade, era um ser humano trajado de terno e com uma feição desesperada.

— Quem... é você?

Letícia perguntou, observando o garoto.

Ele não possuía machucados ou mordidas aparentemente.

— Manuel. Meu nome é João Manuel. Sou filho do vereador da cidade.

— Quê... como está vivo? — Maria Perguntou.

— Eu não sei. Eu me lembro de ser jogado aqui só isso. Um rival do meu pai, que concorria a presidência da empresa, me sequestrou e...

— Calma. Respire. Eu sei que o cheiro aqui não está muito agradável...

As garotas olharam feio para Gustavo, que somente deu de ombros.

— ...Mas, nós vamos tentar entender você.

Suspirando e já sem forças, o garoto jogou-se no chão.

— Tudo começou quando estava em casa...

Na mesma noite,ainda na avenida Rogaciano Leite — Estavam Thiago, Rennan e Erick. Ambos abrigando-se em meados do shopping, em uma pequena cabine que havia próxima aos estacionamentos...


Notas Finais


Por hoje é isso! Um beijo para vocês 💕


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