História Space Heart - Capítulo 6


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Tags Espaço, Ficção Cientifica, Mpreg, Riren, Romance
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Palavras 1.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Inglês


– Você foi muito bem, Erwin. – elogiou Shadis Keith, primeiro tenente da divisão do exército, também um dos responsáveis por apoiar nas pesquisas do grande astrônomo Erwin Smith sobre vida extra terrestre.  

– Eu me pergunto se isso realmente era necessário? – disse entrando no camarim após a longa entrevista, na perspectiva do loiro, afinal odiava estar no domínio de jornalistas enxeridos e sob holofotes.

– Mas é claro que era. Não poderíamos simplesmente sair falando por aí que encontramos um OVNI caído no meio de um milharal. – retrucou Keith.

– Não vejo motivo para tanto alvoroço. – descansou sobre a poltrona – Por que não fizemos do jeito convencional? Nunca precisamos nos justificar em nada. Basta a população saber quem somos e eles ficarão longe dos nossos negócios. – seu tom de voz era sempre monótono, seu rosto estoico nunca expressando realmente o que sentia, porém estava visível sua insatisfação no momento.

– Eu entendo que você não gosta de dar entrevistas. – disse um outro loiro entrando com um copo d’água e comprimido em mãos. – Mas precisávamos de alguém que nos representasse. Alguém em quem a comunidade científica tem credibilidade e considera para falar sobre o assunto. Uma justificativa era necessária para nossa intromissão na região uma vez que a notícia do suposto meteoro se espalhou antes que pudéssemos controlar. – se aproximou entregando o remédio e o copo para o cientista que apenas pegou-os sem dar alguma resposta. Sua enxaqueca estava a mil para continuar a discussão.

– Armin tem razão. – Keith se pronunciou. – Você é o rosto e porta voz da Área 51. Ninguém é mais adequado do que você para aparecer na mídia e fazer o trabalho. Suas pesquisas são grandes referências acadêmicas em muitas universidades, muitos acreditam e apostam em você. Com certeza defenderão seu discurso dado no jornal local. O que você fala se torna uma verdade para eles. Agora é só questão de tempo para a notícia se espalhar e abaixar a poeira. – o tenente cruzou os braços, encostando-se na parede. – Você é nosso az na manga, Smith. – estava presunçoso. Erwin suspirou cansado com tanta bajulação.

– Eu já entendi. – pegou seu celular que estava jogado na mesa ao lado olhando a hora. Era tarde, quase meia noite. – Que horas nossa carona chega? – perguntou impaciente já não querendo ficar mais um segundo naquele estúdio.

– Logo. – respondeu Armin sorrindo levemente vendo seu chefe agir como ele. Quem não conhece Erwin Smith pessoalmente diria que o loiro sempre foi paciente e muito focado em suas pesquisas. Bem, talvez a segunda parte estivesse mais que correta. Erwin era paciente até as coisas começarem a desandar, depois disso um demônio surgiria e caminharia entre os humanos.

Armin era o estagiário de Erwin. Conseguiu o estágio por recomendação de Dauper, grande centro de pesquisas universitárias que formava grandes engenheiros, físicos, químicos e astrônomos. Sentiu-se privilegiado quando soube quem seria seu chefe e impressionado quando Erwin reconheceu seu artigo que contrariava algumas ideias de Einstein sobre a teoria da relatividade. “Você pensa fora da caixa. Gostaria de testar suas habilidades.” Foi uma das primeiras coisas que Erwin disse a ele quando Armin passou na entrevista.

Isso o trouxe de volta para a sua primeira semana em que estava no estágio. Lembrou-se daquele sábado, o dia em que recebeu elogios de seu ídolo. Foi memorável para dizer no mínimo. E a partir desse dia Armin esperava que o resto de seus dias como estagiário fossem da mesma maneira.

– Finalmente. – a voz grave de Erwin preencheu o camarim silencioso, tirando Armin de seus devaneios.

– O que? – falou no automático.

– A carona. – disse levantando-se. – Vamos. – os dois que estavam no camarim, o primeiro tenente e o estagiário seguiram o cientista porta à fora, para a liberdade. Quando chegaram na saída encontraram a BMW 330i preta estacionada, apenas esperando o trio. Erwin foi o primeiro a entrar seguido de Armin e Shadis. Já dentro do veículo foram recebidos com escândalo por ninguém menos que a engenheira Hange.

– Você foi ótimo Erwin! – gritou do banco da frente erguendo os braços – Mas você precisava se ver. A sua cara estava tão séria e ao mesmo tempo tão hilária! Parecia que você queria sair correndo quando falou: “... O meteoro já estava sob nosso radar. Segundo nossas análises o aerólito possui uma substância que pode ser tóxica ao ser humano. O meteorito estava previsto para cair em uma área mais aberta e longe da civilização, mas não imaginávamos que fosse desviar da rota.” – Imitou a voz de Erwin, que foi respondido com um grunhido do mesmo. – A cara nem tremeu. Hahaha – gargalhava sem o menor pudor, mesmo que Erwin estivesse demonstrando sinais de nervosismo com seu comportamento infantil.

– Eld, nos leve de volta para o hotel antes que aconteça uma tragédia. – ordenou massageando as têmporas, enquanto isso Armin temia pela vida da engenheira de computação, excêntrica para acrescentar. Olhou para um Erwin chateado e tudo o que ele desejava era que a viajem até o hotel fosse breve.

 

– Cara... – fez uma pausa dramática. – Quando você pretendia me contar sobre isso?! – disse exaltado apontando o dedo para um Eren que fazia sua “mágica alienígena”, rotulado pelo próprio Farlan, enquanto olhava magoado para o amigo. O moreno coçou a cabeça sem saber o que dizer. – Sério. Isso é incrível! – ergueu os braços em excitação. – Então, Eren... – pensou em suas próximas palavras. Sua cabeça estava a mil com tanta informação. Mal sabia por onde começar. – O que mais os eldianos são capazes de fazer além de fazer coisas flutuarem?

–... – Eren olhou para ele confuso por um momento, colocando os objetos flutuantes em seus respectivos lugares. – Nós podemos nos transformar em titãs. Criaturas grandes assim... – ergueu um braço para mostrar o quão grande eles poderiam se tornar. – Muito maiores do que os seres humanos. – Farlan soltou um grunhido agudo.

– Um titã tipo o do jogo God of War? – indagou animado.

– God... o quê? – tentou pronunciar a palavra difícil. – Que língua é essa Levi? – perguntou olhando para o humano como se estivesse perguntando o significado de uma palavra à sua mãe.

– Inglês. – respondeu com o rosto enterrado no balcão que separava a sala da cozinha. Eren franziu o cenho como se estivesse tentando interpretar aquela questão de matemática que ninguém entende quando lê em uma prova e se desespera porque não sabe como começar.

– Mas... eu achei que vocês humanos falavam só uma língua. Em Eldia, todos falavam a mesma língua e se entendiam. – tentou justificar falando de forma inocente, como sempre. – Então isso quer dizer que eu vou ter que aprender mais línguas? – falou meio tristonho. Isso fez Levi se levantar do seu “casulo” e gritar.

– Não!

Farlan recuou com a ação repentina do amigo.

– O que deu em você? – interpelou se recuperando do susto. Levi percebendo seu comportamento deixou os ombros caírem, murmurando um desculpe. Logo uma lâmpada se acendeu na cabeça de Farlan. – Falando em língua...

– Não... – Levi falou em tom de alerta, isso apenas instigou Farlan ainda mais.

– Como você aprendeu nossa língua tão rapidamente, Eren? – perguntou sorrindo presunçoso e olhando Levi nos olhos. – Isso é alguma capacidade eldiana? – o castanho colocou o indicador no lábio inferior pensando em como responder de uma forma que fosse compreendido.

– Acho que sim. Nunca vi outra raça fazendo isso. É quase como uma ligação de mente... ou coisa assim. Meus pais pouco falavam sobre isso, mas eu tinha conhecimento dessa nossa habilidade.  

– E como vocês fazem isso? – disse agora olhando para Eren.

– Não! – Levi bateu no balcão, mas isso não assustou Eren. Maldito, logo agora que ele queria provocar algum medo no alien...

– Nós selamos os lábios. – respondeu sorrindo inocente. A essa altura Levi se abaixou escondido atrás do balcão. Farlan logo captou a mensagem e inflou as bochechas tentando segurar um riso, mas era inútil.

– Pfff.... – soltou uma gargalhada que durou os trinta segundos mais compridos da vida de Levi. – Não pode ser. – risos – Levi, sua situação tá tão difícil aqui na terra que você precisou de uma ajuda extra... terrestre. – riu da própria piada. Enquanto isso, Eren não entendia do que se tratava tanto humor que exalava do amigo de Levi. – Sério Eren... – risos. – Você foi a primeira pessoa... ou alien... ou ser... que conseguiu beijar o grande Levi Ackerman. – fez ênfase na palavra “grande”. – Como você conseguiu isso?

– Farlan, cala a boca! – gritou de trás do balcão.

– Eu só corri atrás dele no milharal e tive que pular em cima dele... mas ele não parava de se mexer e de falar coisas que eu não entendia, então eu selei nossos lábios para saber o que ele estava falando.

– Não precisava dos detalhes Eren! – vociferou o moreno escondendo o rosto com as mãos. Enquanto isso Farlan se acabava de rir do amigo.

Depois do que pareceu uma eternidade – pelo menos para Levi que nunca se sentiu tão humilhado em sua vida – os ânimos se acalmaram. Levi lavava a louça e Farlan enxugava e guardava. Enquanto isso, Eren foi deixado na sala para explorar e foi fortemente instruído a não tocar ou mover nada com sua telecinese ou essa coisa de mutante do X-men. O olhar de Farlan alternava de Eren para Levi. Chegou perto do ouvido do amigo sussurrando.

– Não sei se é impressão minha, mas ele parece meio desanimado ali Levi. – o moreno revirou os olhos com o comentário do amigo.

– E o que você quer que eu faça, deixe meu serviço e distraia ele? Até onde eu sei não sou um objeto de entretenimento alien. – resmungou.

– Nossa Levi, como você é insensível. – Farlan desistiu de Levi e deu o primeiro passo em direção à sala, onde agora Eren olhava curioso para uma espécie de globo analisando o que tinha escrito, porém não conseguia entender o que estava lá. Parecei escrito em outra língua. – Hey Eren.

– Hmn? – grunhiu.

– O que está fazendo? – aproximou-se agachando ao lado do alien.

– Eu só... – olhou para o globo. – estava observando esse curioso objeto humano. – respondeu fazendo Farlan rir. Verdade seja dita, o loiro imaginou que alienígenas fossem agressivos, cabeçudos, com olhos grandes e tivessem a pele mais asquerosa e verde. Mas aqui estava ele diante do alienígena mais fofo e curioso do universo. Ele não conseguiria superar essa. – Que língua é essa que está nas escrituras?

– É inglês. – colocou a mão no globo girando o mesmo. Eren ficou fascinado com a mecânica do objeto.

– Então o planeta de vocês é dividido em duas línguas? – indagou hipnotizado com o globo girando.

– Infelizmente não... mas quem me dera que fosse. – sorriu ao lembra das dificuldades que teve ao aprender ao menos o inglês.

– Existem mais línguas além do inglês? – falou impressionado como se tivesse acabado de descobrir um doce escondido na geladeira. Farlan riu da reação.

– Sim. No nosso planeta existem diversas línguas e culturas. Por exemplo, o estilo de vida dos estados unidos é completamente diferente do estilo de vida na Índia por exemplo. Somos diferentes em religiões e crenças.

– E como vocês conseguem se comunicar em diferentes línguas dessa maneira? – indagou curioso.

– Nós estudamos. Mas não é possível falar tantas línguas ao mesmo tempo... se bem que alguns conseguem... – coçou a nuca – o que não é o meu caso.

– Que triste. – desviou o olhar para o globo. – Você consegue compreender o inglês? – analisou a palavra desconhecida.

– Sim. – coçou a nuca novamente sorrindo. – Não sou a fluência em pessoa, mas consigo me virar. – sem que Farlan esperasse Eren se aproximou do loiro selando seus lábios juntos.

Da cozinha foi possível ouvir um prato se quebrar.

– Mas que porra...  – Levi não sabia como reagir à cena que se desenrolava na sua frente. Sentiu seu estômago embrulhar enquanto seu coração batia mais forte em adrenalina. Deu seu primeiro passo em direção à sala descartando o pano de enxugar louça em cima da mesa. O que diabos Farlan estava fazendo?  


Notas Finais


Eita... e agora?


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