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História Space Opera - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Então eu entendi tudo errado?


A porta do apartamento foi aberta com a assinatura digital de Bakugo, ele acendeu as luzes, enquanto Midoirya vinha andando devagar atrás dele. Os dois não falaram muito até chegarem ao apartamento, e Bakugo estava quase se arrependendo de ter ido até lá.

Ele pediu para Deku o aguardar, enquanto ele ia até o quarto. O anel de diamantes ficou guardado no cofre do guarda-roupa do quarto de hóspedes, onde ele dormia. Bakugo abriu todas as portas e não encontrou o cofre.

— Droga, tá no outro quarto. — Bakugo foi andando até a suíte do casal e entrou no closet. Ele deu uma olhava nos cabides e aproveitou para trocar de camisa, havia uma infinidade de camisa de bandas de rock em uma das prateleiras. Depois de se trocar, ele abriu o cofre. Assim que pegou a caixinha de madeira, Bakugo retornou para a sala, mas não encontrou Deku.

— Porra, onde ele tá? — Bakugo deu uma olhada na varanda e depois foi até a cozinha, encontrando Deku na dispensa. — O que você está fazendo aqui?

— Pegando uma garrafa. — Midoriya mostrou para ele a garrafa de conhaque. — Guardamos essa desde a festa do nosso casamento, você disse que iria abrir quando fizéssemos vinte anos de casados. Mas, pelo jeito, essa data nunca vai chegar, então vamos beber hoje.

A voz de Deku era melancólica. Bakugo suspirou, alisando o pescoço. Ele não sabia o que dizer.

— Eu realmente não sei tinha na minha cabeça pra fazer essas promessas. — Bakugo deixou Midoirya pegar os copos para servir o conhaque, ele não queria beber, mas a expressão de Deku já não era das melhores, então achou que não faria mal acompanhar ele só mais essa vez.

— É tão estranho assim saber que você se transformou em um homem apaixonado? — Deku riu, debochado.

— Não é isso, mas... — Ele realmente não sabia o que dizer.

Os dois retornaram para a sala, onde Deku parou na frente dos painéis de vidro, onde podia ver a cidade iluminada pela noite. O buraco no teto já havia sido tampado, mas ainda faltava terminar o acabamento. Alguns móveis foram destruídos e por isso a sala estava vazia, com apenas um dos sofás coberto por um plástico para não sujar.

Bakugo sentou-se no sofá plastificado e apoiou uma das pernas sobre o joelho, enquanto observava Deku.

— No começo você era desse jeito. — Deku apontou para ele, enquanto Bakugo arqueava a sobrancelha, sem saber se era algo bom ou ruim. — Mas eu o amava mesmo assim, eu já estava apaixonado desde a época da escola.

Midoriya começou a rir com a expressão surpresa de Bakugo, comentado depois que ele fez a mesma cara quando disse isso há alguns anos.

— Quando ele retornar, vocês conversam. — Bakugo bebeu o conhaque, e serviu mais uma dose.

— Como você pode ter certeza de que ele vai voltar? — Deku o olhou sério. Bakugo não sabia como, mas não era hora de ele pensar diferente. — Você acha que ele está no passado?

— Não sei, também ninguém sabe. É uma incógnita.

— Se ele estivesse no passado, não teria mudado algo no futuro? — Deku começou a murmurar, segurando a garrafa de conhaque contra o peito. — Mas se algo tivesse mudado, nós iríamos notar? Será que a gente tem como fazer um teste para saber que nossa realidade sofreu alguma mudança desde que você chegou? Quem sabe se a gente tentar procurar algumas pistas? O que o Katsuki faria para eu perceber que alguma coisa mudou?

Bakugo já havia pensado naquela possibilidade. Se a sua versão adulta estava no passado, então ele poderia ter se aproximado de Midoriya e provavelmente estaria agindo de forma diferente nesse momento.

Deku começou a rir novamente no meio da sala, mudando de assunto e apontando para o tento, recordando-se da briga deles.

— Já que estamos reformando, podia mexer nessas janelas horríveis. — Katsuki disse, após levar o copo à boca. Deku riu em sua direção.

— Sabe que foi você que insistiu que viéssemos morar aqui. — Midoriya virou-se, apoiando as costas na janela de vidro da varanda, olhando para Bakugo.

— Vai ver é porque eu gosto que as pessoas vejam a gente. — Ele deu uma leve gargalhada, enquanto Deku virava a cabeça e voltava seus olhos verdes para a varanda.

— Na verdade, você sempre dizia que queria saber por onde o inimigo estava vindo.

O sorriso de Bakugo diminuiu e ele encarou Deku.

— Que inimigo? — Bakugo perguntou, ele queria a verdade. Estava farto de saber a história pela metade.

Midoriya virou-se novamente, olhando a cidade iluminada naquela noite.

— Nós nunca conseguimos capturar a pessoa que nos atacou naquele estádio. Enquanto eu estive em coma, me falaram que você andou por vários lugares em busca de respostas, lugares que nenhuma agência permitiria que seu herói fosse. — Deku suspirou, depois afastou-se da janela e sentou-se no sofá ao lado de Bakugo.

Eles ficaram em silêncio novamente, e Bakugo pegou a caixinha de madeira, entregando para Deku.

— Eu posso não ser igual aquele cara que você se casou, mas não acho justo fingir que isso não existe. — Katsuki viu os olhos verdes de Midoriya tremeluzirem, ele sorriu, satisfeito com a reação. Imaginava que o Katsuki do futuro estava mesmo querendo se aproximar de Deku.

Contudo, quando Deku abriu a caixa e viu o anel de diamantes, seu semblante se fechou.

— O que é isso?

—  É o seu presente, veja, “nosso amor transcende o infinito”. — Bakugo apontou para a frase gravada no anel. — Você não gostou? Eu sei, é brega, mas eu devo ser um brega mesmo.

Deku ainda olhava seriamente para o anel de diamantes.

— Como você conseguiu isso? — A pergunta veio com um tom de voz de acusação, o que deixou Katsuki confuso se ele realmente gostou ou não do presente de Katsuki.

— Haru me disse que eu precisava buscar seu presente na joalheria, então achei que o Katsuki do futuro queria dar esse anel para você. — A resposta foi simples, porém, não parecia satisfatória para Midoriya.

Ele se levantou, após guardar o anel na caixinha.

— Você tem ideia de quanto deve ter custado isso? — Deku perguntou, elevando a voz. Sua expressão era severa, a testa enrugada e os olhos descrentes. — Isso deve ter custado no mínimo uns cinco milhões de dólares.

— Hey! Eu não tenho culpa de ter feito essa compra, por que está me acusando de algo que não fiz?

— Eu não estou acusando você, estou indignado que o meu marido é um idiota. — Deku devolveu a caixa de madeira para Bakugo. — Nós vendemos as ações da nossa empresa para não cair em falência, e ele usa o nosso dinheiro para comprar um anel de diamantes? Porra! O que ele estava pensando para me dar um presente desses? Quer chamar atenção?

— Falência? — Bakugo perguntou, mas Deku estava absorvido pelos seus pensamentos e andando de um lado para o outro.

— Você vive gastando nosso dinheiro em coisas inúteis como a sociedade na cerveja artesanal, esse apartamento, as viagens para esquiar na Rússia... — Deku parou e esfregou as mãos no rosto. Bakugo apertava os lábios, irritado por ter que ouvir aquele sermão ao qual ele não tinha qualquer culpa.

Afinal, foi sua versão do futuro quem fez merda. Bakugo pegou a garrafa de conhaque e serviu mais líquido no copo.

— Mas que caralho, quando eu acho que entendi tudo... — Ele passou a mão nos cabelos loiros e dobrou a perna, colocando o pé em cima do sofá, enquanto a outra mão segurava o copo. — Belo casal de merda a gente forma.

Deku soltou uma risada de deboche, balançando a cabeça.

— Katsuki prometeu que não mentiria mais para mim, eu me sentia mal todos os dias porque eu estava mentindo para ele sobre os remédios que tomava. — Midoriya voltou a andar pela sala com passos arrastados, a sua voz reverberava pelo ambiente silencioso, desprovido de móveis. — Eu fechei os olhos para tantas coisas, fiquei ao lado dele mesmo sabendo que ele estava mentindo.

— Então você também é um idiota. — Bakugo terminou de beber o conhaque, notando que Deku pegou a garrafa e encheu o copo dele novamente. Depois disso, ele levantou e pegou a garrafa das mãos de Deku.

O sorriso desapareceu e seu rosto tornou-se triste, com algumas lembranças.

— A última viagem dele para a Coréia do Sul, ele me disse que voltaria em breve. Então, um dia eu estava patrulhando e o vi dirigindo um carro, devia ser alugado. Achei que ele havia voltado e ia me fazer uma surpresa, então eu voltei para casa. — Deku virou-se com lágrimas nos olhos, ele encarou Bakugo. — Eu o esperei, mas ele não veio. Naquela noite ele me ligou e disse que estava com saudades e que estava tudo bem na Coréia. Fingi que acreditava nas palavras dele, perguntei quando ele retornava e ele disse que no final da semana... desde então eu me pergunto se todas as viagens que ele fez foram realmente a trabalho.

Bakugo não sabia o que falar, ele não possuía palavras de conforto rondando a sua mente. A única coisa que ele pensava era que sua versão no futuro poderia ser um babaca, mas era um babaca que guardava algum segredo. E se nem Midoriya sabia quais eram esses segredos, quem poderia saber?

***

A primeira decisão de Bakugo naquele início de semana foi vender seu apartamento. Raika primeiramente não questionou a decisão, mas depois que o número de compradores explodiu, ela o procurou para obter uma orientação.

— Senhor, já foram registados pedidos de até oitenta e nove milhões de dólares. — Raika entregou para Katsuki, o tablet onde ela via as informações da imobiliária.

— Ainda é pouco.

— Mas, senhor...

— Espere um pouco mais, pelo menos até chegar a cem.

— Sim, senhor.

Bakugo apoiou as mãos na mesa, embora soubesse que se fizesse um pouco mais de publicidade, ele venderia aquele imóvel por um valor ainda mais caro. No entanto, era um abuso de poder usar seu nome para tirar dinheiro das pessoas. Ele se levantou da cadeira e disse para Raika que visitaria Mei Hatusme naquela tarde.

Ao chegar no laboratório de Mei, o que Bakugo encontrou foi uma pilha de materiais descartados, enquanto a inventora falava com as peças mecânicas. Ao notar a presença dele, Mei levantou-se animada para mostrar para Bakugo sua nova invenção.

Em seu último encontro, Katsuki pediu algo importante para Mei. Desenvolver um uniforme onde ele pudesse armazenar a energia de suas explosões, a partir das teorias que ela conhecia sobre a quantidade necessária de energia para substituir o uso de urânio, precisaria armazenar toda a quantidade que pudesse. E se ele conseguisse fazer isso com seu próprio corpo, poderia obter uma vantagem.

Para fazer o teste, Bakugo vestiu o protótipo e entrou numa câmara de proteção, blindado com uma liga de aço inoxidável e tungstênio. Ao sinal de Mei, ele iniciou uma sequência de explosões e a energia gerada foi sendo transferida por um condutor de energia, até um cilindro do lado de fora da câmara.

Bakugo saiu da câmara com o macacão protótipo superaquecido e fuligem nas bochechas. Ele tirou os óculos de proteção, enquanto Mei estava analisando os dados no computador, e comemorando que havia conseguido atingir uma quantidade muito alta de energia.

— Infelizmente não é o bastante, precisaria fazer mais umas quinhentas tentativas para a gente conseguir um valor substancial. Mas estamos no caminho certo.

Bakugo limpou o rosto com uma toalha.

— Como podemos usar essa energia para viajar para o passado?

Mei virou-se para ele e ajeitou os óculos com um grande sorriso.

— Eu fiz alguns cálculos, mas não me peça para criar um novo protótipo para você.

Bakugo não entendeu por que ela falava aquilo com um sorriso no rosto.

— Ok! Eu não vou pedir.

— Sinceramente, você não pode me pedir coisas assim. — Mei se levantou e olhou sorridente para Katsuki, movendo a cabeça na direção da câmera de vigilância presa na parede. — Muito bem, já que eu não vou criar mais nada para você, podemos ir tomar um café, o que acha?

Bakugo não a questionou, ele se trocou e a acompanhou até uma cafeteria longe da U.A.

Ela se sentou e pediu um café com leite e uma torta, enquanto Katsuki pediu apenas água. Assim que a torta foi servida, Mei se deliciou com a fatia, lambendo os dedos.

— Sério, Mei, o que tá rolando?

— Não posso criar protótipos para você ou outros heróis, acham que seria uma concorrência desleal. O diretor me disse que qualquer ajuda eu deveria fazer for da U.A.

— Entendo, então você vai mesmo me ajudar? — Bakugo refletiu por alguns segundo, depois ele crispou os lábios. — Espera, você contou para ele?

— Ele não é burro, aliás, ele é um dos mais inteligente em todo o mundo. Enfim, se Katsuki Bakugo aparece do nada na escola, então algo aconteceu.

— Porra, então você vai me ajudar?

Mei ergueu a cabeça e sorriu novamente.

— Ajudar? Eu já estou quase finalizando a primeira versão dos cálculos da máquina, só precisamos atingir a massa solar e criar a energia para conseguir abrir uma fenda temporal. Estou em contato com um cientista na Rússia, podemos começar os testes em breve. — A empolgação dela era visível pela sua expressão divertida e ansiosa.

— Massa solar? Como vamos fazer isso? Deve precisar de um lugar muito grande.

— Não se preocupe, eu cuidarei disso.

— Mei, eu não tenho dinheiro agora, mas meu apartamento está a venda e talvez eu consiga te pagar alguma coisa. Quanto mais ou menos você vai precisar? — Antes daquela conversa com Mei, Bakugo e Midoriya chegaram a um acordo quando estavam alcoolizados na cobertura. — Mas, tem mais uma coisa. Nós precisamos encontrar Katsuki.

— Encontrar você?

— Não, digo, sim... eu do futuro. Você não acha estranho eu ter aparecido e ele desaparecido?

Essa era a pergunta que Midoriya fazia desde que ele recuperou da ressaca da noite em que beberam muito. Não era uma questão que mexia com a cabeça de Bakugo, até Deku começar a murmurar milhares de teorias sobre como o desaparecimento de Katsuki poderia mudar completamente a vida dele quando retornasse ao passado. Fora que, por mais problemático que fosse o casamento deles, Deku não queria perder Katsuki.

— Ah! A sua versão do futuro. — Mei terminou a torta e limpou a boca com o guardanapo.

— Ele deve estar em algum lugar.

— Bem, sim, mas... — Mei fez uma pausa e seu sorriso não era mais visto. — Não existe nenhum registro de viagem no tempo, eu disse isso, então não podemos ter muitas esperanças.

— Não, você está errada. — Ele notou um olhar frio vindo através do par de óculos. — A pessoa que viajou no tempo deve ter o registro da viagem. Se encontrarmos ele, saberemos onde Katsuki está. E se ele viajou no tempo uma vez, por que não viajaria novamente?

Mei analisou a situação, levando o garfo à boca.

— Talvez ele não possa viajar agora.

— Como assim? — Bakugo observou a garçonete se aproximar para servir mais café, ele moveu a mão e pediu para ela sair.

— Para uma nova viagem no tempo, vai precisar do mesmo que nós.

— Energia... — Bakugo fechou os olhos por um momento.  — Você que algo pode ter acontecido comigo?

— É claro que aconteceu, não precisa de cálculos para saber disso. — Ela o olhou séria. — Se alguém viajou no tempo para ferir Deku, então porque ele não iria fazer mal a você. A única pessoa que poderia derrotá-lo?

Bakugo já havia pensado nisso antes, mas não chegou a falar com Deku ou qualquer outra pessoa sobre esse fato. Quem quer que fosse a pessoa que desejasse ferir Deku, era óbvio que deveria passar por cima de outras pessoas, principalmente por Bakugo.

Mei precisava retornar ao laboratório, combinando que entraria em contato com ele assim que o protótipo estivesse em uma nova versão. Só não poderia garantir que isso seria rápido.

Bakugo não poderia nem exigir que ela trabalhasse mais rápido. Ele retornou para a agência e recebeu a visita de alguns alunos de escola que conheceriam a agência do herói número um. Deku estava uniformizado e acompanhava as crianças com Raika ao seu lado.

Katsuki parou e observou-o falar com as crianças. Seu sorriso era genuíno, lembrava o jovem Deku da época de escola. Só que agora ele estava mais alto e mais forte.

— Vocês podem ver aqui no painel de controle o distrito ao qual a nossa agência faz a patrulha, as áreas são divididas em três grandes áreas. Nós estamos na área Suzume, a prefeitura é na área Uzura e a terceira área é a Kanaria. — Deku falou, e em seguida começou a responder as perguntas das crianças. — Essa agência era do herói Hawks, quem se lembra dele?

As crianças levantaram as mãos e Deku continuou explicando que as áreas tinham essas divisões com nome de pássaros, criadas por Hawks. Agora, aposentado após perder suas asas, ele trabalhava como consultor. Deku decidiu manter as áreas nomeadas por Hawks em sua homenagem e pela prestação de seus serviços para a população.

Bakugo não quis mais acompanhar a visita das crianças, ele foi para seu escritório e sentou-se na cadeira, ligando o computador. Ao retornar do encontro com Mei, ele pensou que poderia tentar localizar o chip no uniforme de Katsuki, o mesmo chip que Kirishima usava. Uma senha foi solicitada e Bakugo digitou a primeira coisa que veio na sua cabeça, o aniversário de Kimi.

O acesso foi liberado, mas o que encontrou não parecia uma boa notícia. O chip de Katsuki estava desativado há oito semanas, o mesmo período ao qual ele chegou no futuro.

Bakugo esfregou as mãos nos cabelos, preocupado, depois, ele passou a pesquisar os caminhos registrados pelo chip antes de ser desconectado. Eram rotas conhecidas por ele, mas que não fazia sentido algum. O roteiro de Katsuki eram locais que ficavam longe de seu distrito, as vezes ele passava pelo apartamento, mas não era sempre.

— Espera, tem algo errado. — Bakugo avançou para uma data mais antiga, de três anos. O registro de atividades do chip eram diferentes. — Porra, que merda eu estava fazendo, passeando pela cidade?

Bakugo foi avançando as datas até encontrar o período ao qual a rota de seu chip começou a ficar completamente desconexo com sua rotina. Não precisou pensar muito para reconhecer o endereço de Haru.

— Eu sou mesmo um filho da puta esperto.

Então sua versão do futuro deixou o chip de seu uniforme no garoto, provavelmente porque ele não queria ser rastreado. Ele só não sabia se isso era uma boa notícia. Se Katsuki fez essa ação de caso pensado, então ele poderia estar em algum lugar, mas sem localização.

A hipótese de traição proferido por Midoriya era o que mais incomodava ele. Mas não possuía nenhuma prova. E Bakugo sentia-se ferido com aquela acusação, ele possuía índole, mesmo sendo explosivo. Mas muita coisa havia mudado em sua vida.

— Francamente, eu até virei sócio de uma cervejaria. — Bakugo moveu a cabeça e olhou o porta-retrato sobre a mesa, onde ele e Deku sorriam junto de Kimi. Eles estavam em um parque de diversões, Kimi nos ombros de Deku e Katsuki ao lado deles, sorrindo.  Ele pegou o porta-retarato em mãos, levantando-se da cadeira e observando a cidade. — O que eu estava planejando? Eu não faria nada para magoar você, não é?

Era como se ele estivesse com venda nos olhos, mas precisava continuar. Por isso decidiu fazer uma patrulha, que sempre o deixava um pouco realizado. Afinal, era isso que ele sabia fazer de melhor, proteger as pessoas. Ou, pelo menos, era o que ele vinha tentando fazer.

Mais tarde, ao retornar para a casa dos pais, ele ouviu um falatório no quintal e foi ver o que era. Encontrando Kirishima e Deku.

— Vamos marcar mesmo, hein? — Kirishima falava com Midoriya, enquanto jogava a alça de uma mochila no ombro. — Olha só quem chegou.

— O que você está fazendo aqui? — Bakugo olhou para os dois, que estavam vestindo roupas de treinamento.

— Kacchan, depois da visita das crianças, eu vim para casa porque tinha uma sessão marcada com Kirishima. — Izuku pegou a toalha do ombro para secar as gotas de suor de sua testa.

— Ah! Você não se lembra, não é? Eu me formei em fisioterapia e sempre que tenho um tempo, faço um trabalho com os meus amigos. — Kirishima sorria animado, como sempre.

— Porra, você não me conta nada disso. — Bakugo não teve tempo de atualizar o amigo nos últimos acontecimentos, mas ele também não estava dando abertura para Kirishima falar sobre sua vida.

— Não contei? Foi mal, você não perguntou. — Ele deu uma risada mais alta e despediu-se dos dois.

Deku avisou que iria tomar um banho, mas antes de entrar, ele abaixou-se para enrolar a esteira de exercícios. Bakugo inclinou a cabeça, os olhos em direção as pernas de Midoriya, que vestia uma calça preta de tecido elástico, apertando os músculos da coxa e o quadril. Quando Deku se levantou, ele virou-se e Bakugo desviou o olhar rapidamente, pegando o celular para ligar para Haru. Iria encontrar o chip e desativá-lo.


Notas Finais


Confuso? Talvez. Mas estou moldando a história nos detalhes, só digo isso kk

Liga de aço inoxidável e tungstênio = aço-aço de alto Z, é um material que bloqueia radiação. Eu ia por chumbo, mas quis variar.

E aí, ele viajou no tempo mesmo ou a pancada foi forte? A Mei acredita, mas e as provas? E a pessoa que viajou primeiro?

Beijos.


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