História Spark Of Love - Capítulo 2


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Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá Mina voltamos e ficamos imensamente feliz,pois estamos amando este projeto.

Desde já agradecendo aos favoritos e comentários!

Capítulo 2 - A luz que me libertou da Escuridão!


Fanfic / Fanfiction Spark Of Love - Capítulo 2 - A luz que me libertou da Escuridão!


Mamoru Pov´s On


Passou uma semana desde a última vez que tive contato com a escuridão, ouvi os médicos conversando com meus pais e segundo o que eles diziam eu estava em “coma” por cinco anos, mas eu não conseguia entender direito aquilo, para mim tudo parecia um terrível sonho.

Durante está semana eu não consegui dormir nenhum minuto se quer, pois sempre que fechava os olhos eu assustava e acabava ficando acordado, queria saber mais sobre o que estava acontecendo comigo e até perguntava a algumas enfermeiras e ao médico que cuidavam de mm, mas ninguém me dizia uma palavra se quer.

– Oni-chan, sabe estou aprendendo um monte de coisa na escola, hoje mes... – Por muitas vezes minhas irmãzinha vinha me visitar depois das suas aulas, mas eu acaba a ignorando no meio da conversa, não fazia isso por maldade, mas eu simplesmente queria ter respostas e ninguém parecia se importar com isso. – Depois, nós desenhamos um urso, daí depois tive aula de matemática e... – Minha mente ficava indo e vindo, tentava acompanhar a minha irmãzinha energética, mas ela é muito alegre, me sentia feliz por vê-la tão feliz, lembro muito pouco das nossas lembranças juntos, mas sei que logo as recuperarei, pois tenho certeza que são importantes. – E fim, foi muito divertido, Oni-san. – Finalizou e eu sorri para ela e levei minha mão em seu rosto a vendo ficar ruborizada.

– Boa menina, continue assim, seu irmão está orgulhoso. – Digo, mesmo sem saber muito bem o que ela disse, mas sabia que era algo bom e importante para ela, jurei a mim mesmo que descobriria de alguma forma tudo o que ela me diz e a recompensarei.

– Oni-san quando você vai poder ir para casa? – Perguntou para mim e eu fiquei sem saber responder, eu não sabia de nada o que estava havendo comigo e isso era inquietante.

– Não sei, mas acho que breve. – Falo tentando acalma-la um pouco, ouvimos a porta abrindo e ambos a olhamos juntamente.

– Mamoru, vamos está na hora da sua fisioterapia. – Diz a enfermeira fisioterapeuta que tomava conta dos meus exercícios. Minha imõto se afastou da cama e deu passagem a moça, ela então estendeu suas mãos em minha direção e me guio para me levantar, pude facilmente me sentar na cama com os pés encostando no chão, mas ainda não conseguia ficar em pé sozinho e para isso tinha um andador para me auxiliar. – Quer vir com a gente? – Perguntou para minha irmã e ela sorridente disse que sim, então ela veio junto comigo e a fisioterapeuta.

...

Assim que chegamos ao setor de fisioterapia e vejo os aparelhos que estou acostumado a usar, aquilo era simplesmente para que eu voltasse a ter força muscular, pois meu corpo ficou bem frágil devido os cinco anos deitado.

– Quem são aquelas pessoas? – pergunto, vendo uma mulher me observando, ela tinha uma caderneta e estava fixamente me observando.

– Ela é só uma aluna, ela está observando a evolução de pacientes recém saídos de coma. – Disse e eu aceito numa boa, não me importava tanto também.

Mamoru Pov´s Off


Akemi Pov´s On



Acordei cedo, estava ansiosa para começar a trabalhar e pesquisar sobre ele: O garoto que dormiu por cinco anos. Sua condição é rara, pois pelo que soube é o único caso no mundo inteiro e eu quero ser a cientista que irá descobrir a causa e o efeito deste fenômeno.

Tomei um banho bem demorado e senti meu corpo inteiro se arrepiar, este dia me traria grandes coisas e espero que sejam boas e produtivas, pois tenho grandes expectativas a respeito do meu paciente.

Saio do banho e coloco minha roupa de estagiária, eu o observaria como se fosse uma académica normal, não queria que ele ficasse assustado ao saber que está sendo estudado por uma médica cientista e a melhor delas, pois não houve caso que eu não resolvesse até hoje.

...

Vou para o hospital e lá chegando pego com uma enfermeira a prancheta com os dados do paciente e vou direto a ala de fisioterapia, porém nem chego a ler minha prancheta prefiro o contato visual, minha visão é ótima para observar qualquer tipo situação e consegue ver além do normal, às vezes até acho que sou muito abençoada, com os meus dons.

Vejo o garoto entrando na sala e seu olhar veio diretamente a mim, noto que falou algo com a enfermeira e logo depois desvia sua atenção para o exercício onde poderia recuperar totalmente os movimentos do seu corpo. Afinal cinco anos dormindo e muitos anos fora do ar! Muitas mudanças ocorreram sem ele mesmo notar, tanto no mundo quanto no seu corpo.

A pele dele estava pálida, ele precisava rapidamente de um banho de sol, respirar novos ares, seus cabelos negros estavam compridos e seus olhos; esses sim me chamaram a atenção, eram olhos enigmáticos com coloração rara, um é castanho cor mel e o outro verde, pareciam buscar respostas para várias perguntas até o momento sem solução, parecia estar completamente perdido no tempo.

Seus lábios esbranquiçados, mostravam o quanto estava desidratado, seu corpo frágil, tentava retomar suas forças e assim viver, ele parecia nas sombras e eu não queria que ele voltasse para elas.

Vi entrando na sala um casal familiar, mas de onde os conheço? Toco na minha testa tentando lembrar, mas me lembro bem vagamente. Vou me aproximando do casal, que parecem ser pais do paciente, então só agora olho a prancheta com as informações para ver o nome e este é Mamoru. Fico então me perguntando, internamente, se já não conheci algum Mamoru antes?!

Seus pais são Hiroshi e Harumi, eles quando me veem fazem uma expressão engraçada que me deixa meio desconcertada, por não recordar se já os conheci em algum momento, quando vivi aqui no Japão.

– Nossa! Akemi é você mesma? Como você cresceu. – Falou a mulher arqueando a sobrancelha, demonstrando certa surpresa em me ver.

– Ela sempre teve está beleza incomum querida, Kiomi deve estar orgulhoso pela bela filha. – Falou o homem olhando sua esposa e ambos me olharam juntos, e eu pela primeira vez em anos me senti meio sem graça.

– Gomem, por não me lembrar ao certo de vocês!! – Junto minhas mãos me desculpando com eles.

– Tudo bem querida. Afinal, foram muitos anos fora. – A mulher falou e me abraçou, um abraço aconchegante.

– Você – Falou chamando a minha atenção. – E o Mamoru eram amigos. – Nesta hora eu e meu paciente nos olhamos e foi meio estranho, pois ele me olhava como se tentasse lembrar e eu o olhava da mesma forma.

Akemi Pov´s Off


Mamoru Pov´s On


Meus pais e a estagiária! Nós a conhecemos, mas quando isso ocorreu? E porque sinto essa sensação estranha com a presença dela...

Seus olhos azuis, eles pareciam ver o reflexo de minha alma vazia. Seus cabelos são como chamas de tão vermelhos e sua pele branca, que parece ser tão macia, fora os seus lábios rosados! Mas porque estou prestando tanta atenção assim?! Talvez pelo fato de mamãe e o papai falarem que somos amigos, mas assim como eu, ela parece não recordar. Até me sinto mais aliviado por não ser o único a esquecer das coisas… meio cômico isso... ou será, que ela também estava em coma?

– Você é a aluna estagiária? – Perguntei, tentando sair daquele climão.

– Hay, estarei lhe observando e ajudando em sua recuperação. – Noto que ela deu um sorriso meio abobalhado em sua resposta, acabei ficando um pouco sem graça também.

– Entendo... O que já escreveu sobre mim? – Pergunto novamente curioso, pois ela já estava me observando a horas, antes de acabarmos conversando.

– Estou apenas, como digo, apenas observando! – Pela resposta é de certo que não iria me dizer nada também, assim como os outros – Ei, o que acha de ir até o jardim? – Perguntou a mim.

– Preciso mesmo ir? – Respondo-a com outra pergunta, na intenção de fazê-la desistir da ideia, não sei se estava preparado para ver a luz do sol, por mais que eu quisesse muito ver e conhecer o mundo novamente.

– Senhores o horário de visitas acabou! – Veio informando a enfermeira para os meus pais. Eles então vieram até mim e se despediram, quando já passaram na porta acenaram sorridentes junto com minha irmãzinha.

– Não se preocupe filho, com Akemi você estará em boas mãos. – Posso ler a mamãe dizendo, nem mesmo sabia que eu tinha está habilidade de ler lábios.


Mamoru Pov´s Off


Naomi Pov´s On


Mamãe, Papai e eu tivemos que deixar o hospital, havia acabado o horário de visita e não poderíamos ficar ali mais, porém achei estranho a Mamãe e o Papai ficarem tão animados ao verem a estagiaria, era como se já se conhecessem.

– Mamãe! Papai! Quem é aquela moça bonita? – Perguntei, estava bastante curiosa ela realmente é muito bonita.

– Ela é filha de um amigo da família, ela cuidou do seu irmão quando era novinho. – Mamãe respondeu e eu fiquei um tanto impressionada. – Mais infelizmente ela teve que se mudar com sua mãe, devido a uns acontecimentos, mas que bom que ela voltou. – Disse e sorriu animada, eu continuei a observando enquanto entravamos no nosso carro, fui para o banco de trás e me ajoelhei olhando para o hospital atrás de nós.

– Tchau Oni-chan. – Digo acenando, sei que ele não me via, mas já acostumei fazer isso todo dia quando vou embora para casa.

Já está bem tarde, então me sentei no banco e acho que acabei dormindo, pois não lembro de nada do caminho até em casa.

Assim que chegamos em casa eu saí do carro, fui andando até a porta e depois que o Papai destrancou a porta entrei dentro de casa e fui direto para o meu quarto, chegando lá tirei minha roupa e só com a roupa de baixo me enrolei na toalha e fui tomar meu banho.

Voltando do banho, me vesti com minha roupinha de dormir e fui para minha cama, peguei o meu ursinho favorito e o abracei bem forte.

Naomi Pov´s Off


Mamoru Pov´s On


Depois de encontrar com a Akemi, que segundo meus pais nos conhecemos a muito tempo, fui levado para outra ala onde ela continuou a me observar, tentava fazer todos os procedimentos de forma certa, porém as questões em minha cabeça me deixavam bem inquieto e impaciente.

– Você sabe alguma coisa sobre mim ou meu passado? – Pergunto a ela, mas a vejo negar com a cabeça, ela parecia tão em dúvidas quanto eu, então parei de fazer perguntas e continuei com meus exercícios.

– Não se preocupe, logo você sairá daqui tudo bem, só precisamos fazer com que ganhe um pouco de massa e que sua pele acostumasse novamente com o sol, pois você deve ter notado que sua pele está bem frágil. – Disse e eu apenas concordei, preferi ficar em silencio, não me lembrava de nada entre ela e eu e queria saber mais.

Sinto o suor escorrer da minha testa, estava começando a me cansar, notando isso a Akemi solicitou que encerrássemos às atividades de hoje, porém eu não queria parar, queria sair do hospital o mais rápido possível para que eu conseguisse me reencontrar, então aproveitei que todos estavam de costas e tentei me mover sozinho, apoiei nas barras e comecei a andar, mas a dor é quase insuportável.

– Ei Mamoru, pare agora, você não pode. – Diz a Akemi vindo me segurar, mas eu a ignoro e puxo minha mão fazendo ela me largar.

– NÃO ME ATRAPALHEM, EU QUERO SAIR DAQUI! – Gritei, mas no instante que soltei a mão da barra, meu corpo pesou e como pesou, minhas pernas não suportaram tanto peso e eu comecei a cair, no entanto, antes de acertar o chão a Akemi me segura.

– PARE COM ESSA BIRRA! Você é idiota, seu corpo não aguenta tanto esforço assim ainda, não seja infantil e aguarde tudo ao seu tempo. – Falou para mim, vejo que as outras duas enfermeiras pareciam bem preocupadas e me olhavam com olhares assim, vejo a Akemi e ela também parecia preocupada e brava ao mesmo tempo, então abaixo minha cabeça.

– Sinto muito. – Sussurro e então escuto ela suspirando e dando uma risada em seguida.

– Você é só um bebezão. – Diz e dá uma cutucada na minha bochecha, fico um pouco irritado com aquilo mais não digo nada. – Venha, vamos para a cama, amanhã cedo antes do sol sair vou te levar ao jardim, assim você pode aproveitar a brisa da manhã. – Falou e eu concordei, queria muito ter este privilegio, comecei a gostar dela como minha responsável, diferente dos outros ela conseguia perceber meus desejos.

Manhã seguinte...

Era bem cedo, acordei antes de todo o hospital, ao menos eu acho, continuei deitado e minutos depois a porta do meu quarto se abre e vejo a Akemi entrando animada como a vi ontem.

– Bom dia, Mamoru. Dormiu bem? – Pergunta e eu tento sozinho me sentar, ao menos isso já conseguia fazer.

– Bom dia. Mais o menos, ainda não consigo dormir bem. – Digo envergonhado, pois não queria que soubessem do meu medo.

– Você está pronto para ir? – Perguntou e eu animado digo que “sim” com a cabeça, ela então pega uma cadeira de rodas e me ajuda a me sentar.

Instantes depois, atravessamos todo o enorme corredor, cumprimentei alguns outros pacientes e finalmente chego do lado de fora, aquele ar que entrou em meu pulmão me encheu de energia e a brisa do sol começando a aparecer e esquentar meu corpo, me deixou tão leve que parecia que eu poderia voar naquele instante.

– Quer se levantar um pouco? – Perguntou e eu novamente digo que sim, então ela me ajudou a me levantar da cadeira e ficou segurando minha mão e minha cintura, fechei meus olhos e neste momento a escuridão não me assustou mais, pois o sol conseguia atravessar minhas pálpebras e clarear ao menos um pouco.

Mamoru Pov´s Off


Notas Finais


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