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História SPEED (Jeon Jungkook) - Capítulo 15


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Notas do Autor


espero que gostem 💗

Capítulo 15 - Ex-fiancee


Fanfic / Fanfiction SPEED (Jeon Jungkook) - Capítulo 15 - Ex-fiancee

Minha cabeça doía horrores. Levantei meu pescoço e gruni baixinho com a dor que senti na região, pelo jeito passei muito tempo apagada. 

— Seja bem-vinda a Busan. Espero que esteja gostando daqui. - uma voz grossa falou ao fundo da sala escura, só conseguia ver sua silhueta. 

— Porra! Seu país é uma merda igual sua boas-vindas. - falei rude

— Você é durona. - riu baixinho. Sua sombra se movimentava lentamente indicando que estava se aproximando. — Eu gosto de garotas duronas. - finalmente o homem misterioso saiu do escuro e se revelou.

Puta merda! Era o Park Jay. 

— Poxa, sério cara? Que bacana. - sorri sínico.  

— Eu sei que você pegou o relógio da minha filha no acampamento. Mas infelizmente, você pegou o relógio falso. - seu sorriso aumentava a cada fala. Jay levantou a manga de seu terno, mostrando o objeto idêntico ao que pegamos de sua filha.

Franzi a testa. Como o computador do meu avô mostrou que o relógio estava com ela, se esse tempo todo estava com, ele.

— Eu a deixei com o relógio por alguns dias para que vocês pudessem morder a isca, e bingo! Olha você aqui. - riu estupidamente alto

— O que você quer comigo? - o desafiei pelo olhar, já farta dos joguinhos.

O mais velho exalando soberania se aproximou demais do meu rosto para dizer: — Quero que você configure o dispositivo para ele obedecer minhas ordens. 

Agora quem ria alto era eu. — Nem fodendo! Esquece. 

— Você vai se arrepender do que disse. - se afastou bruscamente, irritado.

— E você vai fazer o que? Vai matar meu cachorro? Meus tios? Minha irmã? Sequestrar meus pais? - ri mais ainda — Tenta a sorte, e se conseguir, me avisa que eu comemoro junto. 

— Essa linha de "eu não me importo com ninguém" é ultrapassada. - cruzou seus braços me analisando 

— Não tem ninguém que eu me importe a ponto de fazer a merda que você está me pedindo. Sem chance. - virei meu rosto para lado, observando a parede, sem dar trela pro mesmo. 

— Veremos. 

E saiu da pequena sala em que eu estava. 

[...]

— Papai você está aqui? - Yeeun apareceu na porta de supetão, me viu toda amarrada a encarando com cara de poucos amigos, e parecia bem, surpresa? 

— Perdeu o que aqui? 

— Você ... mas... - tentava simular uma frase coerente, mas tudo sabia confuso. — Foi você e aquele seu namoradinho que pegaram meu relógio né?! Eu sabia. Agora você vai se vê com meu pai por ter feito isso com a princesinha dele.

— Garota, abaixa seu ego que eu não estou aqui por sua causa. Você foi apenas a isca disso tudo, sua mula. 

— Que absurdo! Vou pedir pra ele cortar sua língua. - me encarou por alguns segundos, se virou e bateu a porta logo quando saiu.

Dois dias se passaram 

Ele não me fez nenhuma tortura como seria comum em casos parecidos com o meu. E muito menos se preocupou se eu precisaria usar o banheiro, ou até mesmo beber água. Ele esqueceu de mim aqui, totalmente pálida, fraca e desnutrida. 

— Sua cavalaria chegou. - ele apareceu, junto com ele a luz forte que vinha do lado de fora que havia me cegado completamente. 

Sem entender nada, apenas me focava em conseguir me manter em pé quando o mesmo havia me soltado e me puxado sem delicadeza nenhuma pra fora.  

Observando o local melhor agora, estávamos em uma espécie de galpão. Tinha alguns caminhões estacionados por ali, deve ser de algo que ele vende. 

Andamos mais um pouco e logo avisto sete cadeiras, uma do lado da outra em fileira. 

Os meninos estavam ali. 

Quando eu já havia perdido as esperanças, eles apareceram.

Eu sorri de alegria por vê-los, mesmo que amarados. Eu parecia uma louca, cabelo em pé, olheiras e a fraqueza que estava, se Jay me soltar aqui eu caio no chão com tudo.

É, ele me soltou.

Jungkook bufou bravo para o homem, que se divertia com a situação. 

— Seu desgraçado! Se eu souber que tocou um dedo nela, acabo com você! - Suga esbravejou furioso, tentava se desamarra a todo custo. Eu sorri mínimo, senti saudade até dessa criatura azeda.

— Aí que bonitinho! - fez um aegyo  super fofo, bem medonho. — Sinto informá-los mas, não sairão vivos daqui, melhor aproveitar os últimos momentos juntos. - riu — Uma péssima ideia ter vindo até aqui para salvá-la, maninho. - Falou diretamente para Jungkook, e foi embora em seguida.

— Maninho? Tipo rappers? - Falei zombando, mas apenas eu ri do apelido estranho que o mafioso deu ao Jeon.

— Tá mais pra tipo; mesmo DNA. - J-hope murmurou baixinho, e por estar deitada perto de sua cadeira o ouvi perfeitamente. 

— IRMÃOS? Tipo, mesmo? - Meus olhos se esbugalharam. 

Jungkook não respondeu, só xingou algo que não compreendi e virou a cara pro outro lado.

— Você consegue nos soltar? - Taeyhung falou baixinho, para que os homens que estavam "tomando conta" de nós não ouvisse. 

Ainda estava tentando digerir aquela história melhor, mas resolvi acordar pra vida. Precisávamos sair daqui o mais rápido. 

— Acho que posso tentar. - Forcei meu corpo a levantar, apesar da grande fraqueza, consegui ir até o meio das pernas de Tae.

— Onde pensa que vai? - um dos capangas perguntou.

— Fazer um último boquete no meu namorado, posso por favor? - o olhei com a maior cara de tacho. O grandão levantou as mãos e andou um pouco para trás, alegando que não iria interromper.

Nojento.

Com dificuldade me apoie em suas coxas para me auxiliar a levantar. Sentei em seu colo, ofegante por tamanho esforço. Passei sensualmente minhas mãos por seus braços, que estavam presos atrás da cadeira, levemente e disfarçadamente eu afrouxei o no bem dado em suas mãos.

Eu me questiono como esse bando de brutamontes não suspeitaram que eu estaria tentando soltar Tae. Poxa, era tão óbvio. Com certeza a cabeça de baixo deve tá pensando mais que a de cima pelo meu show gratuito.

— Preciso que pegue uma arma de um deles. - Tae beijava meu pescoço e sussurrava nele ao mesmo tempo, mantendo a descrição.

Sinceramente, eu gosto mais de atuar com o Tae. É mais divertido e parece real. 

— Pode deixar. - me retirei de seu colo, apoiando em seu ombro levantei a mão chamando o grandão que estava mais perto, nos observando. — Poderia tirar o cinto dele aqui pra mim, por favor? Eu estou fraquinha, não to conseguindo. - fiz um leve bico.

O homem me olhou com a testa franzida, mas suspirou cedendo minha vontade. Ele ajoelhou para tirar o cinto de Tae, o que melhorou na rapidez de tudo que foi feito a seguir; Taeyhung deu uma joelhada certeira no homem que desmaiou, peguei sua arma e quando os outros carangas iriam atirar, o castanho se soltou e pegou a pistola. Com destreza a palma esquerda apertava a trava enquanto o dedo da mão direita apertava a cada passo, sendo assim, todos os seguranças daquele resisto foram atingidos em cheio pela habilidade e pontaria incrível do Kim.

— Isso foi lindo amigo. To emocionado. - Jimin falou fingindo falso choro.

Tae me ajudou a sentar em sua cadeira, para que não fizesse movimentos e me cansa-se. Soltou os amigos, que suspiraram de alívio pelo aperto em seus pulsos.

— Eu não pensei que viriam, mas quando os vi aqui amarrados, fiquei surpresa. Achei que vocês, no mínimo, chegariam jogando bomba, no maior espetáculo. - falei sonhando alto de como essa cena seria incrível, pelo menos na minha cabeça é.

— Anda assistindo muito missão impossível, mocinha. - Jin falou, rindo da minha cara.

— Tivermos que nos entregar se quisermos ficar vivos para sair daqui. Em alguns casos, o confronto não é a solução. - A voz da sabedoria, Jungkook, disse. — Tenho que admitir, você e Taeyhung mandaram bem. - comentou observando os corpos estirados no chão. Apesar da sua fala ter sido um belo elogio, sua feição não mostrava um pingo de admiração. 

Esse homem é difícil mesmo...

— Como vamos sair daqui agora? - perguntei, curiosa. 

— Você pegou o dispositivo? - me olhou que parecia ler minha alma.

— Não ... - inflei as bochechas ao falar 

— Não iremos sair daqui sem pegar ele! - seu tom deixava claro que não seria nenhuma reclamação minha, ou de qualquer um, que o faria mudar de ideia. 

— E você tem algum plano? - questionei, já desconfiada da resposta que viria.

— O plano é salvar só você. - ele me olhava com mais ternura de maneira que nunca vi antes, só em um momento com a filha dele. Meu coração palpitou mais rápido, frenético. 

— E vocês? - cessei o momento sentimental e dei espaço a minha feição assustada.

— Não iremos conseguir sair vivos daqui, e já sabíamos disso no momento em que subimos no avião. - sorriu ladinho, como se o que acabou de falar não fosse uma bela de uma merda com que eu estava preocupada.

Porque faz isso comigo Jungkook? 

— Nada disso Jeon! Podemos sair todos vivos daqui, daremos um jeito, sempre demos e...

— Kylie! Não tem como escapar daqui, Busan inteiro está nas mãos do meu irmão. - chamou minha atenção. Meus olhos já lacrimejavam. — É impossível. - finalizou suspirando fundo, em seguida abaixou a cabeça. 

— vocês são uns idiotas mas, não quero que morram por mim. - supliquei para que ele ao menos desse uma brecha de como poderíamos sair daqui, mesmo que seja o plano mais insano, eu quero arriscar. 

— Fique viva, por nós. - tocou delicadamente em meu queixo. 

— Jungkook para com esse sentimentalismo de merda e presta atenção em mim! - faltei rosnar pro mesmo quando lhe dei um tapa estralado no dorso de sua mão, que tocava minha pele com tamanha ternura. — Vocês não vão morrer, tá legal?! - o olhei firme, para que entendesse que não estava blefando. — Ele é seu irmão cara, não faria isso. 

— Kylie, para de achar que todos os irmãos são como você era com sua irmã, antes dela morrer. As irmãs perfeitas, que viviam grudadas, um laço sanguíneo invejável por todas as famílias! - ironizou 

— E quem contou pra você que éramos perfeitas? - ri irônica — se por dia trocássemos dez palavras uma com a outra, seria muito. Minha irmã sempre me odiou por ser a queridinha do meu avô, apesar dela ter sido a filha perfeita para os meus pais, e eu, o peso que a família carrega de desgosto. - seus lumes se arregalaram, como os dos meninos também. Parece que a pesquisa que fizeram a meu respeito escondido, não foi lá em uma fonte confiável. Todos temos a parte feia da vida, no entanto, é melhor mostrar só a bonita para que ninguém se assuste. — Eu sempre fui a vilã das irmãs, aquela que é o lado ruim e podre, tudo por fofocas dela que todos acreditavam. Mas, meu avô sempre ficou do meu lado e sabia como minha irmã era uma cobra, se não fosse por ele, talvez eu nem tivesse aguentado tanto tempo aquela tortura psicológica ... - suspirei — Nunca estava bom pra ela, queria sempre mais atenção, tudo somente pra ela. Viver aquilo era uma merda, mas sabe o que eu fazia? Ignorava. Continuava com a minha vida, apesar dela infernizar a minha a todo momento. E quer saber JK? Isso não tornou meu amor por ela menor, ou me fez sentir melhor quando ela morreu, pelo contrário, o arrependimento bateu e por mais egoísta, insuportável, mesquinha, arrogante e sem juízo que ela fosse, eu faria de tudo para tê-la viva novamente. - funguei alto e olhei para o teto rachado a cima de nós, em busca de conter as lágrimas que beiravam o precipício de meus olhos inundados. 

— sua irmã pode até ter sido ruim com você a vida toda, te feito mal e tudo mais. Mas, a cicatriz que eu carrego pelo que meu próprio irmão fez, vai muito além de birra de atenção. - chegou perto de mim, agachou para que ficasse na minha altura na cadeira, me intimidando mais. 

Fiquei brava com seu comentário tosco. Realmente pensando por esse lado, passamos a vida inteira brigando por algo bobo, mas agora ela não estava aqui, nem ao menos para se defender, então não deveria falar como se isso fosse pouco caso. 

— E o que ele fez de tão ruim assim Jeon Jungkook? - nosso rostos estavam perto demais, eu sentia sua respiração em meu nariz. Seu olhar não desgrudava do meu, sempre conectados.

Bizarro, mas estranhamente bom. 

— Kylie ... - chamou meu nome, fazendo suspense para falar. — meu irmão matou nosso pai a sangue frio, e também matou a mãe da Jiyeon, minha ex-noiva.



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