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História SPEED (Jeon Jungkook) - Capítulo 22


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Notas do Autor


espero que gostem 😘

Capítulo 22 - Problems


Fanfic / Fanfiction SPEED (Jeon Jungkook) - Capítulo 22 - Problems

Era óbvio que eu passaria o resto do dia ignorando Yoongi depois do que me falou, como também é óbvio, que não parei um segundo de pensar no que disse. 

O que ele falou, infelizmente, começou a fazer sentido, ou talvez seja minha cabeça pregando uma peça em mim mesma. Jungkook antigamente só me tratava com grosseria e seu relacionamento comigo só se baseava no meu dispositivo, somente. Mas, durante as cenas no galpão, quando Jihyo se apegou totalmente a mim e eu decidi mudar o controle de voz somente quando vi que valeria sua vida e eu não poderia deixar aquilo acontecer, que ele ficou diferente. 

Será mesmo que Yoongi estava certo? 

O ruim de ser uma pessoa muito expressiva é que não consigo mudar meu rosto mau humorado quando algo me incomoda. E seguiu assim até eu chegar a casa de Jungkook. 

— Jungkook, vamos trocar o controle de voz do dispositivo. Me siga por gentileza. - E foi nesse tom direto que entrei na sua residência, subindo até o quarto em que eu fico, indo contra meus princípios sem cumprimentar ninguém na sala. 

Adentrei o quarto e o computador estava ali, da maneira que pedi que Namjoon deixasse. 

— Aconteceu alguma coisa? - fechou a porta.

— Não. Só quero mudar a voz de comando. - falei sem olhá-lo, concentrada na tela.

— Mas, por que? Mudar assim, do nada.

O olhei confusa. — Ham? O dispositivo é meu, eu mudo a hora que eu quiser. 

— Eu sei. Mas se não fosse por mim, nunca saberia dele. - mudou seu tom de voz, totalmente autoritário. 

— Só pode tá de sacanagem! - bufei. — Anda logo Jungkook! Não tenho o dia todo, da meu dispositivo! - entendi minha mão pro moreno, que não mexeu um músculo sequer. 

— Não. - Falou. — Só darei quando me falar o motivo dessa cara de bunda! - cruzou os braços. 

— Não é nada, já falei! - bufei estressada. 

— Essa palhaçada de joguinho da adivinhação não combina comigo, anda, fala! - mandou.

— Isso daqui - apontei pra mim e pra ele, indicando nós dois. — não vai dar certo. Quero apenas pegar meu dispositivo e ir embora. - suspirei 

Meus olhos já inundavam de água, a qualquer momento iria desmoronar. 

— Alguém está te ameaçando? Te falou algo? - chegou perto de mim, mas coloquei a mão na frente para que ele parasse. 

— Não. Nada disso. - levantei minha cabeça, impedindo que as lágrimas caíssem. — Eu não quero mais, quero ir embora e seguir minha vida. - demorou, mas consegui coragem para falar. 

— Kylie, que palhaçada é essa! - passou a mão no rosto, nervoso. — Tem algo aí, eu sei que tem. Me fala! 

— Não tem nada! 

— FALA LOGO PORRA! - bateu a mão na mesa, que apoia o computador, me assustando. 

— Vo-cê não me vê como uma pessoa pra estar ao seu lado, como uma namorada ou qualquer coisa assim, você só vê como... uma mãe  pra Jihyo. - meu coração batia freneticamente, e quando acabei de falar, suspirei em alívio. 

— Quem colocou esse pensamento absurdo na sua cabeça? - me olhou, desconfiado. 

— Ninguém. Eu mesma cheguei nessa conclusão. - respondi, tentando transparecer a maior firmeza na minha fala.

Jungkook saiu do quarto num vulto, tão rápido que até cogitei do moreno ter super poderes. 

Corri atrás dele, e no final do corredor ele estava lá, batendo forte na porta do quarto de Yoongi enquanto gritava.

— ABRE ESSA PORRA AGORA OU EU VOU ARROMBAR! - e então Yoongi abriu, com a típica cara de poucos amigos.

Jungkook não esperou uma palavra do moreno, nada, para lhe receber com um belo soco na cara.

— Aí meu, deus! - entrei em choque. — TAEYHUNG ME AJUDA!! - gritei pro castanho, que era vizinho do Min.

Jungkook não dava brecha para Yoongi se defender, continuava com socos e mais socos em cima do rapaz. Desesperada, sem ajuda, tentei tirar Jungkook de cima dele, mas perto da sua raiva, minha força era inútil. Até mesmo passei a belisca-lo para soltá-lo, mas nada adiantou. Até que em um momento de descuido meu cheguei perto demais de Jeon, que no momento certo levou seu cotovelo para trás, preparando para dar mais um golpe, mas me atingiu certeiro no rosto. Como estava de joelhos, cai pra trás e bati a cabeça no pequeno móvel que havia ali, ao lado da sua cama. 

Ninguém percebeu o que havia me ocorrido. 

Estava com os sentidos desorganizados. Sentia o sangue escorrer do meu nariz, como também senti ele escorrendo da minha cabeça. Os cotejos de sangue manchavam o piso branco do quarto do Min. 

Vi quando Jimin saiu do quarto, com o rostinho sonolento, mas que quando me viu ali na porta, estirada no chão, seus olhinhos se arregalaram. Correu em minha direção e gritou algo que não entendi, pois em seguida, apaguei completamente. 

[...]

— Da próxima vez eu acho que empacoto de vez. - já falei antes mesmo de abrir meus olhos. A dor na cabeça me atingiu em cheio. 

— Aí graças adeus! Ela tá viva pessoal. - ouvi varios suspiros em sincronia. 

Abri meus olhos na velocidade da luz, e todos os sete estavam ali, me encarando. 

— Ela levou um tiro, quase teve o corpo partido no meio em um carro em movimento, ficou dias sem comer ou beber água ... - Namjoon citava as partes drásticas que já me aconteceram nesse curto tempo. — uma pancada na cabeça é fichinha. 

— Não fala isso, dessa vez, eu juro que vi a luz branca. - zombei também. — Você tá bem? - meu olhar foi pra Yoongi, que tinha o rosto todo machucado. O mesmo deu um sorriso pequeno e assentiu em positivo. 

— Todos sabemos que Yoongi foi um cuzão pelo que te falou, e Jungkook foi outro cuzão pelo que fez. A questão é; você está desequilibrando nosso grupo. - J-hope falou. 

— O que você quer dizer com isso J-hope? - Jin ergueu uma sobrancelha para o amigo. 

— Não é óbvio? Se ela continuar aqui conosco, esses dois vão querer se matar constantemente e isso vai arruinar tudo que demorou anos para criarmos! - Hope estava puto com a situação, e não é pra menos, eu o compreendia. 

— Ele está certo, não quero que ninguém brigue por mim, é idiotice. - suspirei — Tenho que aceitar a realidade, eu não me encaixo aqui. Achar que isso tudo daria certo foi apenas uma ilusão, mas nada sai como pensamos mesmo. - ri seca, sem um pingo de humor.

Aquilo parecia uma despedida, e estava sendo mais dolorosa que o dia em que minha irmã foi enterrada. 

Havia me apegado a todos e, é nisso que dá, agora a merda está feita. Não cultivo raiva pelo Yoongi ter plantado aquela semente maldosa na minha cachola, somente fico magoada com ele por ter feito isso. Eu nunca havia lhe dado uma brecha de que estaria interessada a si, deveria entender que a quem eu realmente estou gostando é; Jungkook. 

Dia seguinte 

— Nos vemos por aí. - Tae falou quando desci do seu carro.

— Tchau flor. - Jin falou, evidentemente triste.

Apenas acenei para ambos e adentrei ao meu prédio, totalmente arrasada. 

Yoongi não me falou nada des do momento que foi decidido que seria melhor eu ir embora, muito menos Jungkook me procurou. 

Dois dias depois. 

A sofrencia é uma merda. Jungkook nem é tipo ideal que eu sempre quis. Eu queria um cara romântico, culto, que sairia comigo para um encontro no cinema ou me levasse para um restaurante lindíssimo. 

O lugar mais romântico que estive com ele foi em uma cela, quando seu irmão me sequestrou. 

Ele não era nada do que eu queria, como eu mesma não era nada como uma garota doce, fofa e culta. Mas agora, eu não desejava nenhum tipo ideal de merda que eu sonhava, queria somente ele

Ele se tornou meu tipo ideal, do jeito dele. 

Estava tão entretida nos pensamentos que quando minha companhia tocou, dei um salto de susto. Receosa com quem seria, afinal, não sou uma pessoa com muitos amigos como viram, fui calmamente para a porta, qualquer ataque eu estaria preparada. Pelo olho mágico observei Yoongi, bem ali.

— O que quer? - disparei grossa quando abri a porta, com a cara pouco animada com sua presença. 

— Eu sou um idiota! - suspirou.

— Mi casa, su casa. - Abri caminho para ele. 

— Eu não pensei direito quando falei aquilo pra você, só não queria mais vê-los juntos. Mas depois que você foi embora tudo ficou tão pacato, sem graça, até mesmo Jungkook está um carrasco. - passou a mão no rosto. Aparentava estar falando a verdade sobre a merda que havia feito. 

— Fico feliz que tenha visto que errou. Acho que podemos ser grandes amigos, o que acha? - peguei em sua mão, sorrindo.

— Tem certeza? Mesmo depois de tudo que eu causei? - parecia desacreditado.

— Certeza absoluta. 

Ele assentiu em possível, meio sem graça, sabia que Min não era lá de muito afeto e resolvi não dar a mínima pra isso quando o abracei forte. Demorou alguns segundos até ele retribuir, mas pareceu aliviado com o meu ato.

— Bom, agora não á muito o que ser feito. Ninguém me quer lá naquela casa, e Jungkook pouco se importou com minha ida. - meu olhar caiu pro chão, totalmente arrasada. 

Até ouvir uma pequena risada de Yoongi. — É porque você não viu como ele gritou com J-hope por ter feito isso, foi logo quando você partiu. 

Meus olhos brilharam de esperança. — Sério? 

— Sério! Você faz bem pra ele, todos sabemos disso. Jungkook não se sentia assim des de quando achava que Lee estava "morta". Ele só tem um temperamento meio agressivo, mas eu não o culpo, teria feito o mesmo no lugar dele. - deu de ombros. 

— Então eu ainda tenho chance? - meu sorriso faltava rasgar minha boca.

— Acho que o que ele mais esperou nesses dias foi ver você de volta lá. - confessou. 

— Me leva lá? - supliquei, obtendo um pequeno sorriso do pálido e um assentir em positivo. 

[...]

Os meninos ficaram felizes com minha chegada, até mesmo J-hope que havia tomado a decisão de me expulsar. Percebi o quão sem graça estava, talvez ele não tenha feito por mal, foi só uma medida desesperadora. 

Não demorei com eles ali, meu objetivo era outro.

Parei em frente a porta do quarto de Jungkook. Respirei fundo. Estava nervosa. 

Dei uma batidinha na mesma, recebendo um "vai embora" em seguida. Bufei e entrei no quarto sem cerimônia, encontrando o moreno deitado desleixado enquanto assistia um filme qualquer. 

— Quer que eu vá embora pela segundo vez? - fiz cara de indignada. 

Jeon me olhou com seus lumes arregalados.

— O que faz aqui? - levantou, ficando de frente pra mim.

— Oras! Você me convidou para ser sua parceira nos negócios e é assim que me trata? Que deselegante. - fiz uma careta.

— Isso não vai da certo. Sem chance! - ficou irritado, talvez eu tenha pisado nas ilusões dele sobre minha presença aqui. 

— Por que não vai da certo? - Me aproximei dele, segurando ao máximo o sorriso que queria sair a todo custo. 

— Porque ficar com você só para negócios não é o bastante pra mim! - suspirou. — Eu quero mais.

Me aproximei mais ainda, sentindo sua respiração bater no meu rosto. — Mais o que? - me fiz de desentendida. 

— Mais de você pra mim. Somente pra mim. - sussurrou. 

— Também quero você somente pra mim. - sussurrei. 

Jungkook sorriu, aquele sorriso irresistível que só ele possui. Encaixou sua boca na minha dando início a um beijo lento, cheio de saudade. 

— Então isso é um sim para ir morar comigo em Busan? - Enlaçou um braço na minha cintura me puxando pra si. 

— Sim, sim e sim. - a cada palavra minha era um selinho na sua boca. 

Quando Jeon chegou perto do meu rosto e sua boca tocou levemente na minha alguém bateu na porta, em seguida, colocou seu cabeção dentro do quarto. 

— Jungkook? 

— Fala! - separou levemente de mim, totalmente irritado.

— Temos problemas. - falou Namjoon.



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