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História Spider Bakugou - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Calça apertada


Fanfic / Fanfiction Spider Bakugou - Capítulo 2 - Calça apertada

As toxinas da picada da aranha estavam fazendo efeito no corpo de Bakugou, suas células estava tentando se adaptar e seu DNA estava sendo modificado aos poucos, mas não foi um processo indolor, a noite foi muito difícil para o loiro ele ficou a noite toda sentindo dor e zonzeira, estava tão fraco que nem mesmo conseguiu avisar seus pais e sofreu praticamente calado.


Mas de manhã quase que por um passe de mágica Katsuki acordou se sentindo bem na verdade nunca esteve tão bem, nem mesmo se incomodou tanto com o barulho do despertador e nem estava com seu mau humor matinal.


Mesmo se sentindo melhor uma coisa ele estranhou muito, sua visão estava perfeita, normalmente ele acordava e via tudo embasado e logo colocava seus óculos, para não ficar com dor de cabeça, mas dessa vez estava vendo tudo perfeitamente e quando tentou por os óculos aí sim viu tudo embasado. 


Isso foi um choque para ele, desde que se lembrava por gente ele sempre teve a vista embasada e sempre usou óculos e do nada a vista dele fica perfeita, estranho para se dizer o mínimo.


- O que!? - Ele diz totalmente espantado e deixando seus óculos de volta no balcão. - Como que... Ahm!!


Ele levantou da cama, mas notou outra coisa diferente, como ele dormia peladão e estava de frente de um espelho, ele viu que seu corpo estava com os músculos muito mais definidos que o normal, tipo muito mesmo.


Bakugou não tinha o que reclamar, pois ele realmente tinha um copo bom, mas esse almento muscular foi de assustar.


- O que caralhos tá acontecendo comigo hoje!?!? - Ele para e pensa um pouco. - Oh porra será que eu entrei na puberdade !?!!- Ele diz, mas agora mais assustado que espantado.


Ele ainda não entendendo nada começou a olhar seu corpo no espelho com mais atenção, fazendo todo tipo de pose fisiculturista que conhecia, explorando um pouco essa mudança.


- Até que... Não é tão ruim assim. - Ele diz observando seu corpo mais uma vez no espelho.


Mesmo sabendo que ele não estava nada normal ele foi tomar seu banho matinal de rotina, só que passou maior parte do tempo se olhando no espelho do banheiro admirando sua recente estrutura muscular melhorada, depois de um bom tempo no chuveiro que demorou bem mais que o normal, ele finalmente sai do banho e se seca.


Ele coloca sua roupa normal de ir para escola, só que hoje ela estava bem curta e bem mais apertada por conta da mudança corporal repentina, isso fez Bakugou fica incomodado e desconfortável, muito desconfortável.


- É... Tem desvantagens essa porra!! - Ele diz tentando desesperadamente abotuar sua calça e depois de um bom tempo conseguindo.


Logo em seguida ele desce as escadas um tanto quanto apresado, mesmo com a roupa incomodando e ele estava até animado e isso não era algo tão normal para ele.


Ele foi para cozinha onde seus pais já estavam, seu pai já estava tomando seu café da manhã e sua mãe estava procurando algo na geladeira.


- Oi filho, você foi dormir assim que chegou, nem deu para perguntar como foi a excursão. - O pai de Katsuki diz, fazendo a dona Bakugou parar de olhar a geladeira e sim olhar seu filho irritada e com uma vontade imensa de bater nele.


Katsuki senta na mesa, inguinorando os olhares mortais de sua mãe, que estava nessa hora saindo da geladeira com uma garrafa de leite.


- Foi até que... - Bakugou não conseguiu terminar a frase, pois foi interrompido por um repentino arrepio que sentiu no corpo todo, foi como se por um segundo o tempo todo parou e ele tava sentindo tudo tudo em volta seus sentidos estavam disparando.


Isso fez ele perceber e desviar sem dificuldade nenhuma de um tapão que a dona Mitsuki ia dar nele.


- Que porra foi essa!!! Por que ia bater em mim!? - Katsuki disse puto da vida, mas ao mesmo tempo assustado pelo que tinha acontecido, nunca tinha sentido nada assim na vida, foi como se ele, ou melhor seu corpo soubesse que sua mãe ia bater nele e fizesse ele desviar no último momento.


- Eu respondo se me responder... - Ela dá uma breve pausa. - Por que comeu minha lasanha seu filho da puta!?!? Eu tinha guardado pra mim, ouviu!? Pra MIM!!!! não posso nem mais ir no mercado rapidinho que você já faz uma porra dessa!!!! Caralho!!! - A dona Mitsuki disse rangendo os dentes de raiva.


- Amor... - Masaru tenta se pronunciar, mas é interrompido por Katsuki dizendo:


- Oh porra!!!eu tava com fome!! - Bakugou se defende sendo breve.


- Ah é, tava com fome é!? Então saiba se por acaso você ficar sem jantar hoje me desculpe... Eu tava com fome!! Muita fome!!!! - Ela diz fazendo o Bakugou mais novo bufar.


- Amor... - Masaru se pronuncia para acalmar a esposa.


- Que foi!? - Mitsuki diz ainda irritada.


Masaru levanta e vai até o congelador e tira alguma coisa de lá.


- Aqui, fiz do jeito que você gosta, só espero que tenha ficado bom. - Ele diz pondo um bolo de cereja na mesa, fazendo os olhos de Mitsuki bilharem. - Sabia que você ia sentir falta da lasanha, então fiz seu bolo preferido para compensar, sabe que eu não gosto de te ver desse jeito, ainda mais... - Ele ia continuar, mas Mitsuki o interrompe, dizendo:


- Ahm ... Não precisava amor. - Ela abre um sorriso de leve e deu um beijo no marido, fazendo Katsuki revirar os olhos e olhar pro outro lado.


- Não precisava, mas eu quis ué. - Ele diz sorrindo meio sem jeito.


- Obrigada querido. - Ela diz dando um outro beijo, só que agora na bochecha do marido.


- Que isso, foi um prazer, ainda mais não gosto de ter que lidar com uma briga de dois esquentadinhos. - Ele diz fazendo Mitsuki dar risada e um soquinho no ombro do Marido.


Katsuki só ficou observando sem falar nada, ele não gostava de interfirir quando eles estavam desse jeito meio melosos demais, era tão estranho o quanto eles se davam bem, mesmo sendo tão diferentes, ele nunca entendia muito a relação de seus pais, mas ele até achava bonitinho... E vergonhoso.


Seus pais sentaram a mesa de novo e logo Masaru percebeu uma coisa diferente no filho.


- Pera aí, agora que eu tô vendo, Katsuki o que houve com seus óculos? 


- É mesmo, agora que eu reparei, por acaso perdeu eles na excursão!? - Mitsuki acrescenta tão curiosa quanto o marido.


O loiro sabia que contar tudo que estava acontecendo com ele essa manhã não seria uma boa ideia e iria só gerar dor de cabeça, ele até tentou pensar em uma desculpa, mas não achou nada melhor que:


- Nunca ouviram falar de lente de contato!? Então ganhei uma de presente no laboratório. - Ele percebeu o quanto essa desculpa era bosta.


- Por que alguém nesse mundo iria ter dar alguma coisa Katsuki!? - Mitsuki diz fazendo o filho bufar.


- Simples sua velha! Ganhei o estágio ganhei um presente. - Katsuki percebeu que essa não foi sua melhor mentira, mas teve que ir enrolando.


- Engraçado... Pelo que me lembro você me disse que odiava lente de contado, diz que é horrível de por e tirar e também que... - Masaru diz desconfiado, até Katsuki o interromper dizendo:


- Não odeio mais! É eu até que gosto dessa é... Boa, é... Muito boa. - O loiro se enrola um pouco na mentira.


Masaru o encara bem desconfiado, mas logo em seguida sorri.


- Sei que tá me escondendo alguma coisa... Mas tudo bem adolescência é assim mesmo. - Masaru diz fazendo Katsuki suspirar aliviado, porém Mitsuki só bufou de raiva e balançou a cabeça negativamente.


- Uma ova Masaru!! - Mitsuki se pronuncia.


- Como assim? - Masaru pergunta confuso.


- Não é óbvio!? Você mima demais essa filho da puta, por isso ele é assim!!! - Mitsuki diz fazendo Masaru ficar um pouco irritado.


- Eu não mimo ninguém, eu trato ele como filho diferente de você que só sabe ficar xingando o menino de tudo calquer nome!!! - Masaru diz amentando um pouco mais o tom do que estava acostumado.


- Ah não mima não é !? Esse muleque não tem o mínimo senso pra fazer nada, é arrogante até o rabo, não tem respeito nenhum com ninguém, fica mentindo sobre esse lance de lentes de contato e o caralhos por um motivo que só ele sabe, COMEU MINHA LASANHA e você chama isso de "adolescência"!?!?! O muleque virou um inútil e a culpa é sua!!! - Essa última parte que Mitsuki disse chamando o filho de inútil faz a veia da testa de Katsuki saltar de raiva


- Cala boca sua velha desgraçada!!! Se realmente me odeia tanto assim porque me teve então!?!?? Em!!! Problema seu que eu sou seu fardo!!- Katsuki levanta da mesa puto da vida, pega a mochila da escola e vai saindo de casa.


- Viu o que você fez sua inguinorante - Masaru diz ainda um pouco estressado.


Katsuki deixa a briga dos pais para trás e vai saindo.


Ele vai andando até o ponto de ônibus em silêncio, mas com sua cabeça praticamente transbordando de pensamentos a maioria desse tipo:


"Eu não sou um inútil!!!"


"Assunto meu é assunto meu essa velha não tem nada do que se intrometer!!"


"Eu vou me mudar e nunca mais vou ver a aquela velha desgraçada!!!"


"O pai nunca me mimou ele só foi pai"


De fato na hora ele estava com um ódio cravado por conta do que a mãe dele disse sobre ele, eles sempre tiveram uma relação conturbada e cheia de brigas, muito diferente da relação de Katsuki com seu pai os dois se davam muito bem e Masaru fazia de tudo pelo filho, mas o loiro raramente desmonstrava muita gratidão pelo amor paterno que tanto precisava.


Com o tempo de caminhada e aos poucos esfriando a cabeça uma outra coisa diferente tomou conta de seus pensamentos:


"O que tá acontecendo comigo? Não pode ser a puberdade... Eu tô assim estranho desde da excursão"


Ele só queria entender um pouco mais do que estava acontecendo, mas ele a essa altura já achava que ficar pensando nisso toda hora é bobagem, já que até agora não aconteceu nada demais... Até agora.


Chegando no ponto ele encontra o Kirishima que estava estranhamente acompanhado com o Kaminari, isso era estranho já que o Denki sempre ia para escola por outro caminho, já que ele morava do outro lado da cidade.


Bakugou chegou perto e viu que o Denki estava com o rosto todo machucado, mas não parecia frustrado ou irritado nem nada do tipo.


- Ah, e aí Bakugou. - Kaminari comprimenta sorrindo mesmo estando machucado.


- O que houve com seu rosto? - Bakugou pergunta apresado e um tanto curioso.


- Nada demais eu só apanhei na minha rua, por isso eu quis vim por aqui hoje. - Denki responde naturalmente mesmo tendo falado uma coisa séria, fazendo Bakugou revirar os olhos e dar risada.


- De novo, mas tú é muito azarado mesmo. - Katsuki diz zombando dele.


- E isso não é tudo roubaram ele também. - Eijiro acrescenta um pouco frustrado pela situação de Denki.


- É isso que dá não revidar, né seu medroso. - Bakugou diz em seco, mas essa fala incomoda um pouco Denki e Eijiro.


- Eu não tenho medo de nada! - Kaminari diz se defendendo.


- Tá, se é assim, quando baterem em você de novo revida ué! - Bakugou diz provocando de certa forma.


- Você sabe que meu pai me mata se eu brigar com alguém, ele não gosta que eu me meta nesse tipo de coisa, eu apanharia em casa também. - Kaminari diz e logo em seguida da um suspiro.


- Seu pai é um hipócrita isso sim! - Essa opinião de Katsuki incomoda e muito seus dois amigos, principalmente Denki que se descontrolou na hora.


- O que você disse do meu pai!?! - Denki fala querendo ir pra cima de Bakugou, mas é impedido por Kirishima que o segura antes.


- Ei! Calma aí Denki. - Kirishima diz o segurando.


- O que você ouviu! Seu pai fica te falando essas coisas só pra você não ser um fracassado que nem ele é, só ele mesmo não tá nem aí pra não ser um fracassado!! Não é mesmo!? - Bakugou diz só para provocar Denki, para ele ver ele se descontrolar.


- Cala boca!! Meu pai não é fracassado, ele é tudo que eu tenho!!! - Denki diz ainda querendo ir para cima de Bakugou, mas ainda sendo segurado por Eijiro.


- A culpa não é minha se seu pai é um vagabundo! - Isso faz Denki perder o controle de vez e quase se soltar.


- Ei! Bakugou não é melhor você calar a boca!! - Kirishima diz um tanto irritado por tudo que o amigo disse.


- Fala pra esse hipócrita aí, que diz que não bate em ninguém, mas quase destrói tudo pela frente na primeira provocação. - Bakugou diz dando risada.


- Falar de mim tudo bem! Pode me xingar, pode até me bater, mas se falar um A do meu pai de novo eu juro que eu quebro a tua cara!!! - Denki diz com os olhos cheios de ódio, fazendo Bakugou dar risada de novo.


- Tá bom se é assim, solta ele cabelo de merda, quero ver se essa marra toda não é só faxada. - Bakugou diz zoando, mas ele realmente queria brigar com Denki somente para testar essa estranheza toda que estava tendo essa manhã.


- Eu não vou soltar ele só pra vocês brigarem por bobagem!! - Eijiro diz ainda segurando o amigo que estava morrendo de raiva.


- Tá se é assim eu solto! - Bakugou diz e sem dificuldade nenhuma segura os braços de Kirishima, mesmo o ruivo segurando com toda força Bakugou consegue desprender Denki.


Denki estava morrendo de raiva, mas Bakugou ainda insiste em provocar.


- Vamos lá santinho, eu deixo você dar o primeiro soco. - Bakugou diz super despreocupado.


Mas aí Denki realmente se prepara para da um soco bem no rosto de Katsuki, só que aí Bakugou desvia no último segundo, Bakugou se alto impressiona por conta desse reflexo, ele sentiu de novo como se o mundo estivesse em câmera lenta.


E foi indo Denki tentou acertar Bakugou várias vezes, mas todos os golpes ele desviava sem dificuldade nenhuma com seus novos super reflexos.


- Como você tá fazendo isso!?!? - Denki pergunta ainda tentando acertar o outro loiro.


- Talvez você seja muito lento. - Bakugou diz debochando.


- Seu desgraçado!! - Denki diz tentado dar um soco bem no meio da cara de Bakugou, mas o mesmo segura o soco com uma mão só.


Kaminari se impressiona, pois ele viu que Bakugou nem se esforçou em momento nenhum da briga dos dois, assim ele prefere desistir.


- Ah fodasse!! - Denki fala parando de tentar acertar o amigo. - Eu vou embora!! - Denki diz dando meia volta, fazendo Bakugou baixar um pouquinho a guarda.


Só que no último segundo Denki tenta dar uma rasteira em Bakugou o pegando de surpresa, só que claro que ele desvia dando um pulo para não levar a rasteira, só que esse não foi um pulo comum.


Bakugou só com um pulo normal conseguiu chegar a uma altura bem acima da cabeça de Denki, Bakugou sentiu de novo o tempo passando mais devagar e aproveita para dar um mortal e cair bem atrás de Denki.


Inclusive dando um pouso estiloso caindo no chão igual a uma aranha, mas levantando logo em seguida.


- É, eu sou foda. - Bakugou diz e logo emburra Denki, fazendo o mesmo cair de peito no chão.


Denki levanta e encara Bakugou por alguns segundos, mas dessa vez ele não parecia mais com raiva e sim decepcionado, Denki nem pensa duas vezes e vai embora sem dizer nada.


- Coé!! Vai desistir assim tão fácil seu maricas!? - Bakugou diz dando risada de novo e depois olhando Eijiro - Aí cabelo de merda viu que foda aquele salto que eu dei?


- É... Muito legal o que você fez, humilhando ele desse jeito. - Kirishima diz ironicamente e logo em vai correndo atrás de Denki.


- E onde pensa que vai!?! - Bakugou diz vendo o amigo ir embora.


- Vou ver se meu amigo tá bem ao invés de ficar humilhando e xingando o pai dele. - Kirishima diz deixando Bakugou sozinho de vez.


- Tsk, problema dele. - Bakugou fala pra si mesmo, já que não tinha ninguém ali.


Bakugou nem se importou com que aconteceu, pelo contrário ele adorou ver o quão irado ele pode ser e ele sentiu que podia fazer ainda mais ainda, muito mais!


Essa manhã Katsuki percebeu que estava diferente, de fato muito diferente! Mas ele até que estava gostando, mesmo ainda não sabendo o motivo dessas mudanças.


Sozinho no ponto de ônibus ele só conseguia pensar:


"Puta que pariu!! Isso foi foda demais, ele parecia estar em câmera lenta, eu tava muito rápido!! Ágil pra cacete e forte também! E ainda teve aquele super salto que eu caí no chão como uma aranh..."


Bakugou interompeu seus pensamentos por conta dessa nova dedução, agora estava ligando os pontos e percebendo, nesse momento ele só estava pensando:


"Eu estou assim desde ontem a aranha me picou, eu me senti muito mau, fui dormir e acordei assim... Foi a aranha, com certeza a cientista disse que elas foram geneticamente modificadas... Pera então então eu ganhei podere..."


Ele não pode completar seu pensamento, pois o ônibus chegou.





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