História Spideypool (III) - Capítulo 19


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Categorias Deadpool, Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Loki, Maria Hill, May Parker, Natasha Romanoff, Peter Parker (Homem-Aranha), Wade Willson (Deadpool)
Tags Spideypool
Visualizações 127
Palavras 1.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulos anteriores:

Tony foi sequestrada; Peter está com uma especie de doença; Peter teve sua primeira noite de bebedeira por causa do Wade; uma mulher "misteriosa" invadiu a torre; Bruce está de volta.

Capítulo 19 - O beijo do diabo


(Steve on)

 

— Confia nesses?-Perguntei a russa enquanto olhávamos a Lady sentada em cima do tapete junto com Wanda enquanto tentavam rastrear Tony.

 

— Bruce parece confiar.-Dirigi meu olhar ao cientista que conversava com Clint e Pietro. Concordei com a cabeça tentando repassar tudo que havia acontecido de um tempo para cá.

 

 

Descobri que Tony tem depressão.

Começamos a namorar.

Pietro voltou dos mortos.

Clint e Pietro estão tendo um “relacionamento”(não que eles assumissem).

Tony foi sequestrada.

O protegido da Stark está com uma doença desconhecida.

Bruce apareceu aqui com uma mulher desconhecida.

 

Parece que tudo começou a desandar depois de um tempo. Às vezes, tenho saudade da época em que eu não tinha que me preocupar com tantas coisas tão complicadas, era só uma guerra mundial.

 

Como que o mundo ficou tão difícil depois dela?

 

Não sei se nessa pergunta o “dela” se refere a guerra ou a minha noiva. Talvez os dois.

 

Visão passou pela parede da Torre e parou ao meu lado. Ninguém parece ter percebido sua presença, nem eu perceberia se ele não estivesse em meu campo de visão, já que quase sempre seus passos são silenciosos e passam despercebidos.

 

— Falou com ele?-Perguntei.

 

— Sim.-Respondeu olhando para a morena sentada junto com sua namorada-Ele disse que estaria aqui pela manhã.

 

— Okay.

 

— Quem é ela?

 

— Não faço ideia, mas Clint parece tê-la reconhecido.-Olhei para o arqueiro e percebi que agora Natasha havia se juntado a conversa. Eu realmente não queria saber do que estão conversando, já que Pietro e Bruce estão mais vermelhos que o cabelo da agente e Clint parece querer simplesmente sumir da face da terra.

 

— Wanda parece gostar dela.-O vi sorrir enquanto falava da feiticeira. Eu sempre odiei a inveja, mas não pude evitar senti-la nesse momento.

 

Vi o sol nascendo pelas janelas de vidro da torre e lembrei de Tony. A essa hora, ela provavelmente estaria se arrastando até o quarto depois de mais uma noite em claro no laboratório. Eu realmente odiava acordar naquela cama e não a ver ali, sempre ficava com medo dela ter uma recaída e decidir se jogar do último andar. Mas sempre a essa hora, quando o sol estava nascendo, ela ia até nosso quarto com aquela cara de sono, resultado de uma noite mal dormida,  deitava ao meu lado e dormia até a chegada da tarde.

 

Sentia falta dela, dos toques dela, do jeito dela.

 

Quem diria que o famoso ditado dos opostos se atraírem seria tão verdade?


 

(Peter on)

Acordei assustado com o barulho de algo caindo. Olhei em volta e percebi que estava no quarto mais bagunçado que já tinha visto na vida, e olha que demorei 3 meses pra perceber que tinha meia pizza embaixo da minha cama uma vez.

Levantei da cama que estava deitado e comecei a me desesperar quando percebi que só estava com a roupa de baixo. É a primeira vez que bebo e já acordo quase nu na cama de alguém.

Pego o edredom na cama e me enrolo completamente pra tampar meu corpo. Saio do quarto e acabou saindo em uma sala, e graças a Odin, está bem mais limpa do que o quarto.

Olhei pela janela ao meu lado e vi o nascer do sol. Era uma vista linda... quer dizer… é uma vista linda, e sempre será.

Andei na direção oposta a da janela e cheguei na cozinha. De costas pra mim, estava um brutamontes só de cueca e máscara vermelha rebolando e cantando “I Kissed A Girl”.

Não sei se era uma cena cômica por Wade estar dançando katy Perry enquanto faz panquecas queimadas, ou trágica por ele também estar de cueca.

— Wade?-Ele se virou assim que me ouviu chamar seu nome. Vi um sorriso nascer em seu rosto, mesmo por baixo da máscara, mas logo o sorriso sumir tão rápido quanto se formou.

Wade deu um grito fino, daqueles capazes de quebrar uma taça. E logo pegou uma frigideira, não faço ideia se ele queria acertar aquilo na minha cabeça e me prender no armário, ou só fritar um ovo. Deadpool sempre vai ser um sinônimo de aleatório pra mim.

— O que foi?-Perguntei tentando me aproximar, mas ele passou fugir de mim.

O maior passou correndo do meu lado, e tudo que eu consegui fazer foi tentar o seguir. Minha coberta acabou caindo, mas não me importei com isso agora. Wade entrou no quarto e fechou a porta antes que eu conseguisse entrar.

— Wade! O que foi?-Comecei a bater na porta quando não obtive respostas. — Wade!

— Você vai fugir!-Ouvi a voz dele bem baixinha do outro lado da porta.

— Por que fugiria?

— Todos fogem uma hora.

—Eu não! Ainda to aqui!-Esperei um pouco pra ver se ele abria a porta, mas percebi que não seria o caso. — Wa…

— Elas me incomodaram a noite inteira.

—Quem, Wade?

— As vozes!

— Que vozes?

— Na minha cabeça, a amarela e a branca! Elas ficavam falando que você ia fugir assim que acordasse.

— Abre a porta e vamos conversar. Eu prometo que não vou fugir.

Demorou um pouco, mas logo ouvi a porta sendo destrancada.

Abri a porta e vi o mais velho deitado embaixo de um edredom preto, tudo que eu conseguia ver era a parte de cima de sua cabeça tampada pela a máscara. Cheguei perto e sentei do seu lado enquanto passava a ponta dos dedos na única parte visível do seu corpo fazendo desenhos invisíveis.

— O que as vozes falaram pra você?

— Elas disseram que você fugiria, tipo a Vanessa. Você ia sumir e nunca mais voltar!

— E por que eu iria sumir?

— Porque eu sou um monstro, Petey!

Puxei lentamente o cobertor para baixo vendo que Wade parou de fazer resistência. Sentei em cima de sua barriga e comecei a passar minhas mãos por cima das cicatrizes de seu abdômen, tudo isso enquanto era observado pelo maior. Logo, levei minhas mãos para tentar tirar sua máscara, mas elas foram seguradas.

Acabei levando um susto quando Wade inverteu nossas posições e se deitou por cima de mim, escondendo seu rosto em meu pescoço dando arfadas pesadas, o que causava cosquinhas por ser um lugar muito sensível.

–Wade-Ele fez um som com a garganta para mostrar que estava escutando-, você me levou pra beber em um bar cheio de mercenários tarados,se depois disso eu ainda estou aqui te confortando por algo que nem sei o que é direito, então não vou sair do seu lado tão rápido.

Passei minhas mãos suavemente por suas costas e as parei na parte de trás de sua máscara. Olhei pra Wade pedindo sua permissão, que foi concedida com ele soprando meu pescoço, fazendo-me rir.

O rosto de Wade não era mais uma novidade, mas poder olhar pra ele tão de perto sem que ele se importasse, era perfeito. Tudo nele era perfeito, só que do seu jeito.Mesmo que seu rosto tenha marcas que provavelmente nunca sumirão, ainda sim, era possível ver sua beleza. Era uma verdadeira arte abstrata.

— Sabe uma coisa boa em toda essa merda?-Ele vai falar algo idiota, não é?

— O que?-Não sei bem se queria saber.

Wade segurou minhas pernas e me fez abraçar seu corpo com elas. As deixei ali, mesmo que a posição fosse estranha, principalmente por estar sentindo algo me cutucando.

— Eu tenho um super-pênis!-Disse bem perto do meu ouvido. Senti uma pontada em meu baixo-ventre e um calor se apossando do meu corpo. Definitivamente, não gosto desses hormônios da puberdade.

— Wade, me diz que isso é sua arma!

— Claro que é! E se você quiser ela pode fazer um buraco enorme em você!-não pude evitar rir com aquela cantada totalmente imprópria. Por que ainda ando com esse cara?

 

(Tony on)

Meu corpo inteiro tremia de frio enquanto tentava se aquecer com um lençol, mas talvez ele tremesse por causa da abstinencia do alcool, ainda era uma possibilidade.

Aquele filho da puta me deixou na porra de uma cela com um lençol, uma garrafa de Uísque e uma faca.

Prometi a Steve que tentaria me controlar na bebida, e por isso só bebia um copo e apenas na presença dele já que seria muito pior tentar parar totalmente, e que nunca mais me auto-mutilaria. Estava sendo difícil, já que meu corpo sempre pedia mais e mais do álcool, e meu pulso sempre estava coçando, mas pelo menos agora, eu tenho um motivo para querer viver.

Ouvi o portão da cela se abrindo, e em um gesto automático, meu corpo parou tudo que estava fazendo por um segundo. Eu já não tremia mais, não tinha frio, e muito menos pensava na garrafa e na faca a menos de um metro de distância. Talvez fosse efeito da adrenalina causada pelo medo, ou então ao contrário, seria meu corpo querendo mostrar que não tinha medo.

Minha cabeça continuava baixa, meu olhar continuava focado nas minha mãos que seguravam fortemente o lençol. Por isso, só senti meu braço ser agarrado com uma força bruta, certeza que vai deixar uma marca.

Pensei que eram aqueles brutamontes que me torturaram, mas realmente era uma surpresa fosse Black Eyes –como o apelidei- a me levantar do chão de maneira tão bárbara. Ele parecia sempre tão calmo que chegava a ser irritante.

Ele me virou de costas pra ele, agora me segurava com o braço em volta do meu corpo, e puxou meu cabelo brutalmente para cima. O ouvi rosnar como um animal enfurecido, e depois fui jogada com força em direção a parede.

— VOCÊ FOI MARCADA!-Ele gritou. Senti meu braço sangrando por ter batido na parede que era completamente irregular, como se tivesse sido mal construída.-COM CERTEZA FOI AQUELA MÚMIA AMBULANTE!

Seus olhos negros encararam os meus, e mais uma vez deu para perceber um ataque de fúria iminente. Senti meu pescoço sendo agarrado e prensado contra a parede que, graças a suas múltiplas pedrinhas, arranhava minha pele até sangrar.

B-Black! Se… se a-acalme!-Minha voz quase não saia já que o ar quase não entrava.

Por que tinha que ser você?-Sussurrou.

Não conseguia entender do que ele estava falando, só que não faço ideia se é pela falta de ar ou se suas palavras que não faziam sentido.

Depois de um tempo nos encarando, sem que eu tivesse escolha, Black simplesmente, mostrando que é um verdadeiro bipolar, me beijou. Senti que estava beijando o próprio diabo, mas porque isso era tão bom.

Me sentia revigorada enquanto ele me beijava, era como se todas as forças que tinha perdido retornassem em dobro. Mas acho que não era coisa da minha cabeça, já que senti meus ferimentos se curando e a cor finalmente voltando a minha pele. Era como… como se ele partilhasse metade de suas trevas comigo.

Ele se separou rapidamente de mim. Era estranho eu querer mais? Parecia que tinha tanto poder circulando por meu sistema sanguíneo que eu poderia acabar com um pais inteiro. Era melhor do que o álcool ou qualquer droga, era alucinante.

Era a mais pura escuridão.

Quem diria que o tão precioso herói das Américas teria um herdeiro um dia?-Ele tocou meu ventre enquanto fala- E que ele seria da tão tentadora escuridão?

Estava tão perto que era possível ver meu reflexo em seus olhos. E o mais impressionante, é que meus olhos estavam iguais aos seus, negros.



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