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História Spread My Feathers - Henry Danger. - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Finalmente, atualização. Perdoem o atraso, estive com um bloqueio criativo.

Capítulo 12 - Capítulo Onze: Um Valentão Não Tem Honra.


[Narrador]

O sótão era um lugar tenebroso e frio, onde coisas esquecidas pela família eram guardadas. A muito tempo esquecidas, eram tomadas por camadas seguidas de poeira. Haviam móveis  sem utilidade e que poderiam agradar o gosto de outros; caixas com livros velhos, roupas mofadas e condenadas a serem jogadas na lixeira pela manhã.Era como um mundo aparte daquele que se habituava, onde tudo parara no tempo.

Subindo pela escada retrátil, o único som que Jasper escutava era o de seus passos pelo assoalho velho de madeira, intocado por anos e que era tão sujo que criava uma trilha  de pegadas. Ao parar por um instante ele sentiu um cheio forte, revelado ser a carne putrefata de um velho roedor que morrera a muito tempo, o pobre infeliz devia ter entrado, e não conseguira escapar.

Havia caixas de papelão até onde se podia ver. Empilhadas uma sobre as outras, algumas cobertas por panos velhos e empoeirados. Jasper suspirou.

– Quanto mais rápido terminar, mais rápido saio daqui.

O tempo parecia passar de maneira lenta e tortuosa, a cada caixa que abria, a cada móvel que encontrava. Havia uma variedade de livros, a grande maioria era dos tempos de solteiro de seus pais, e que haviam resolvido guardar naquele espaço. Ele abriu um livro em específico, e se assustou ao ver uma gravura explícita de sexo. O casal estava em uma posição peculiar, e aquilo foi o pivô para que pensamentos promíscuos surgissem sem aviso na mente de Dunlop. Pensamentos envolvendo um homem em específico. Músculos surgiam em seus devaneios, e um par de óculos oceânicos, que o encaravam de maneira fria e pervertida, enquanto lábios de veludo tocavam sua pele lentamente, e teus dentes mordiam a pele alva com desejo. Ver aquelas fotos, faziam Jasper desejar Ray de uma maneira carnal, tão forte, que não podia mais controlar o falo entre suas pernas. Pensar em Ray, era o suficiente para fazer seu falo erijecer.

Ele abriu outra caixa de papelão,  cheia de coisas, roupas… haviam um par de botas, uma saia velha e consumida por mofo – jogou-a o mais longe (Seria ruim tacar fogo? Falou Jasper, em relação a peça mofada, condenada pelo fungo). Haviam lençóis dobrados, e mais afundo uma espécie de collant, feito em couro. Jasper o tirou, e por um instante os olhos azuis brilharam – um brilho que era mais comum quando o louro via seu amado chefe.

Junto ao collant haviam outras roupas: uma jaqueta de couro, um par de botas. Jasper encarou as peças como uma criança na véspera de natal, admirando seus presentes com cobiça. Aquelas roupas provocavam sua curiosidade.

Moletom, camisa, até que a calça também fosse tirada, deixando-o quase nú. Ele vestiu o collant, e andou até um velho e oxidado espelho, admirando sua imagem de um Jasper Dunlop completamente diferente. A roupa deixava suas pernas expostas – achava suas pernas lindas, com muito poucos pêlos, e carnudas. Os olhos azuis olhavam sua imagem de maneira analítica, vendo suas gordurinhas marcadas pelo couro. Ele vestiu a jaqueta, e viu o quão bem a peça caía com o collant.

As botas se revelaram masculinas, e por sorte, couberam em seus pequenos pés. Estava sentado sobre um velho baú, e ao tentar levantar teve de se segurar em um armário grande ao lado. Realmente não tinha muito equilíbrio. Ao olhar para o espelho, viu nele uma nova pessoa. Mas uma pessoa, com um rosto amigo.

[Jasper]

Nunca fui muito chegado a coisas sobre sexo. É vem difícil pensar em coisas assim, pôs ao contrário de muitos – muitos – eu temo. Temo os prazeres da carne, como temo me entregar a ele. Nas poucas vezes que pensava nisso, pensava em como seria: seria ele delicado, bonzinho? Pensando em mim, e em nosso prazer; ou seria bruto, selvagem? Me foderia, tão fortemente, que não sentiria mais meus músculos por dias a fio, mas satisfeito por saber que era ele quem me fodia. Mais ninguém. Apenas ele. Que era seu, e apenas seu? Ah, sim. Eu era dele. Se ele soubesse sobre meus pensamentos, meus desejos mais promíscuos…

Continuo a olhar meu reflexo no espelho, e de repente vi o zíper como um decote a se abrir. O fiz, aos poucos descendo-o até parar em meu umbigo. Ajustava a posição do zíper sempre mirando o espelho, e aquele garoto de aparecia sedutora a minha frente, como uma versão completamente diferente de mim. Parei o zíper no meio do peitoral, ficava legal.

– Pareço a Canário Negro. Eu preciso de mais… originalidade.

Minha mãe trabalha horas a fio no hospital de Swellview, e acho que não acordara tão cedo. Mesmo ciente de seu sono pesado, tinha total cautela para descer a escada retrátil naqueles saltos – quase vi o chão de perto quando o salto ficou preso no degrau, devo aprender a andar nisso.

Fui até meu quarto e procurei minha mochila, achando meu caderno de anotações. Havia umas folhas em branco, e nelas começaria um rascunho. Voltei ao sótão e fechei a portinha. Precisava de privacidade, e principalmente, segurança. Me voltei ao espelho, mirando o básico do que usava. Quero um uniforme completamente original! Serei uma pessoa diferente, Jasper Dunlop será um estranho para mim. E por um instante, me encarei no espelho e aqueles pensamentos voltaram. Pensamentos promíscuos.

Virei a noite no sótão, e acabei dormindo em cima de um colchão velho. Tive muitas ideias para um uniforme, uma melhor que a outra. Olho para o relógio em meu pulso, e vejo que são oito horas. Acordei atrasado! Corri até a portinha do sótão, quando passei pelo espelho, e vi que ainda usava aquelas roupas. Me despi o mais rápido possível, mas é como se eu mesmo não colaborasse comigo – é difícil tirar aquele collant, de tão justo que é.

Vesti a mesma roupa, agora levemente empoeirada, e corri até o andar abaixo. Peguei minha mochila, e guardei meu caderno. Havia muita coisa dentro de minha mochila, grande parte havia pego no laboratório. Devia guardar em algum lugar, então voltei ao sótão, e coloquei no baú em que me sento. Por sorte havia um cadeado com chave – e tranquei o mesmo. A chave tinha um cordão, que fica bem em meu pescoço.

De casa para a escola seria minutos de bicicleta. Guardei minhas coisas, e corri pelo corredor passando em frente ao quarto de meus pais, para ver que minha mãe havia ido trabalhar. Devia ter achado que eu fui para escola mais cedo! Desço até a cozinha, e pegou uma maçã na fruteira para comer no caminho.

Durante o percurso de bicicleta, eu me acidentei numa calçada e em um homem alto e mau-humorado que me xingou por "quase mata-lo". E finalmente cheguei na escola. Os corredores estavam vazios, a primeira aula acabava em cinco minutos. Resolvi ir até a porta da sala, daria satisfação ao professor, e ainda tentaria pegar a matéria com Charlotte. Me apoiei na parede, e tirei meu telefone do bolso para me distrair. De repente, senti algo contra meu rosto, um impacto tão forte que fez com quê caísse no chão e que meu nariz jorrasse sangue. Jake parecia alterado. Tentei me levantar, mas levei um chute em meio ao estômago, me tirando as poucas forças que tinha.

Ainda falta a cinco minutos… apenas cinco minutos…

Chutes e mais chutes eram desferidos contra mim, sempre contra mim. Um em particular foi contra meu rosto, por sorte não pegando minha boca.

– Você se acha muito, não é? Olhe para mim – Suas mãos se envolveram contra minha mandíbula como garras, e nossos olhos se miraram.– Você acha que ganhou? Pôs você não sabe com quem se meteu.

– Eu… posso dizer o mesmo.

Fechei meu punho com força, e desferi um soco contra sua virilha. Ao vê-lo cair, golpeei sua nuca, o fazendo cair. Aos poucos recuperava minhas forças, cambaleando em meus pés. Jake tentou se levantar, eu já estava preparado caso tentasse algo.

– Guarde minhas palavras, Dunlop – Falou Jake com sangue no olhar.– Quando eu atacar, você não verá de onde vim. Não pense que acabou, por que não acabou.

– Está me ameaçando?

– Estou. E eu vou cumprir.

Senti o sangue ferver em meu interior. De repente me vi avançando contra Jake, minhas mãos estavam envoltas sobre o colarinho de sua roupa, e eu o erguia do ar.

– É de mim que deveria ter medo. Não de você, não dos seus amigos. É de mim. Não aceito ameaças de pirralhos. E quanto a me atacar, só digo algo: na próxima vez, dê o seu melhor, vagabunda.

De repente o sinal soou. Larguei Jake no chão, e num ato de surto, fechei meu punho e soquei seu rosto. Limpei o sangue do nariz na roupa mesmo, e entrei na sala logo após a professora sair. Vi Henry e Charlotte em seus lugares, e me sentei em meu lugar. Charlotte questionou o meu atraso, então menti a ela, dizendo que apenas dormi até tarde. Olhei para Henry que parecia radiante, tinha uma expressão sorridente em seu rosto, que me dava inveja.

– Parece muito feliz para quem não gosta de segundas-feiras.

– Tenho meus motivos – Abri minha mochila, para pegar o caderno.– Volto a trabalhar novamente. E quando digo "trabalhar", quer dizer que – Ele olhou para os lados, como se procurasse ver se alguém nos observasse. Ao ver que não tinha ninguém nos espiando, ele falou num quase sussurro.– Quero dizer que o Henry Danger volta a trabalhar. Farei rondas noturnas, e sairei em missões novamente.

– Enquanto isso, nós dois não podemos voltar a Bugigangas – Falou Charlotte. Parecia emburrada.

– Ah, pelo menos fique feliz por mim.

– Desculpe. É que não aguento ficar em casa com meu pai, ele gosta de fazer tudo escutando músicas, tudo. Eu disse tudo, Henry.

Rimos de suas palavras. Fazia um tempo que não me sentia bem dessa maneira.

– E… então, como vai seu pai, Jasper?

Arregalei meus olhos para sua pergunta. Fazia um tempo que não falava de meu pai.

– Prefiro não comentar. Por favor, respeitem isso.

Henry estava prestes a falar algo, quando o professor entrou na sala. Peguei meu estojo não mochila, quando lembrei que não trouxe lanche. Terei de comprar algo na cantina. Por sorte, guardo algo dentro da bolsa, para esse tipo de situação. Um dinheiro meu, que guardo embaixo de um fundo falso da bolsa. 


Notas Finais


É treta. Próximo capítulo, o início de um sonho…


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