História Spring, As Cicatrizes - Capítulo 10


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Categorias Criminal Minds, Matthew Gray Gubler
Personagens Aaron Hotchner, David "Dave" Rossi, Derek Morgan, Dr. Spencer Reid, Jennifer "JJ" Jareau, Penelope Garcia
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Palavras 4.117
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Self Inserction, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Sutil


O amor não é senão o desejo; e assim, o desejo é o princípio original de que todas as nossas paixões decorrem, como os riachos da sua origem; por isso, sempre que o desejo de um objeto se acende nos nossos corações, pomo-nos a persegui-lo e a procurá-lo e somos levados a mil desordens.

Miguel de Cervantes

 

 

Ela sabe a verdade.

A noite em Boston. Massachusetts não está favorável para ela.

   “ Meu Deus, como chegou a esse ponto?” ela batalha interna para compreender, ao mesmo tempo que a redenção a toma. “não importa como eu vim para aqui, talvez eu... talvez eu se quer veja a luz do dia.”

Mas não importa.

 

Porque ala sabe a verdade.

 

     A única certeza que ela tem é que os graves além das paredes misturam-se aos agudos dos respingos de chuva que aumentam consideravelmente cada vez mais. Mas não que siará dessa com vida.

    Os vidros nos olhos dela acompanha cada movimento que ele faça, mesmo que os seus pulsos estejam acima da sua cabeça mantendo-a suspensa tirando seus pés no chão, impossibilitando-a de qualquer ação de defesa.

 

Ela sabe a verdade.

   E não importa o quanto seu coração dispare mais ainda parecendo ritmar a sua vida inteira, ou quanto seus lábios cortados pelo nervosismo de o assistir espalhar apetrechos sobre a mesa escolhendo qual usará nela.

 

Ela sabe a verdade.  

 

    A lâmina devidamente amolada é cuidadosamente manuseada por ele mediante passo a passo que ele dá, o medo nos olhos dela lhe dão mais e mais cede embora a melhor parte esteja por vir.

   O branco em seus dentes destacam-se quando os dedos dele trazem a alça da blusa dela para ter mais acesso a seu busto, ela não tinha percebido e apenas notou o pincel avermelhado na mão dele quando a ponta do mesmo fez um contorno na parte visível de seu seio esquerdo, que é coberto pelo sutiã, faz seu corpo estremecer.

 

Mas a pior parte ainda está por vir, pois assim que o pincel retornou para a mesa, uma pequena marreta veio em sua mão com o bisturi na outra.

   Ah elas sempre se debatem nessa parte, e é tão... excitante.

Os pés dela vão e vem, a voz soa estridente através dos seus lábios.

    A calmaria está junto ao rosto dele, ao contrário do dela. Porque entre as ondas dos seus cabelos claros, as linhas da testa formadas assim como as que contornam seus olhos brilhando, estão as sobrancelhas erguidas embora retas, nas suas pálpebras a maquiagem já está manchada além de erguidas, tornando suas pupilas evidentes com lábios abertos ela deixa visível o seu pânico.

 

Ela sabe que vai morrer.

 

    Os trovoes lá fora, se intensificam cada vez mais e pode-se dizer que os raios formavam um doce melodia para ele ao mesmo tempo em que a marreta faz com que a lamina do bisturi percorrer o caminho. Fazendo-a gritar, lutar pela vida mesmo que inutilmente.

Porque a partir do momento que ela se viu perdida, ela sabia que a morte viria. 

 

Mas não sabia que poderia ser doloroso. Tão doloroso.

 

Rebeca

 

5 dias depois.

Confesso que eu esperava mesmo que ele literalmente ficasse travado, mas por um instante esqueci completamente tudo e qualquer coisa. Tanto que, nem mesmo notamos a presença de mais alguém.

É como se fossemos apenas nós.

− O que está acontecendo aqui?

Agora.

 

     A câmera clica e imediatamente vejo como ficou a minha última fotográfica que complementa o álbum que me propus a fazer esses dias; os cristais refletem o dourado da luminosidade como um espelho infinito enquanto o ouro briga com a o azul quase cinza do céu. Fiz um grande sacrifício de acordar cedo antes de ir para o trabalho para acompanhar esse espetáculo na baia de Virginia Beach , mas valeu a pena.

 

    Através dos vidros escurecidos do meu carro posso admirar a paisagem de Quântico enquanto dirijo com calma.

O inverno está há pouco menos um mês de distância.

   As arvores já estão despedindo-se de suas folhas e cobrindo as ruas de Washington de amarelo, mesclado ao verde na grama e o chão e cobrindo os pinheiros de vermelho e laranja abobora. Inclusive a também, aboboras gigantes, caveiras e tudo mais espalhadas por toda a parte graças ao Halloween.

− Olha só quem voltou! – A mulher de madeixas claras e arma no coldre na calça preta assim como a blusa, se aproxima de mim com um sorriso entre as bochechas assim que me despeço das quatro paredes metalizadas −E ai? Como foi seu tempo sem a UAC?

    Ela me cerca em um abraço gostoso que eu retribuo. E logo recorro a cozinha do escritório, mais precisamente o café.

− Ah fiz tudo, e botei os hobbies em dia. Maratonei os espólios da minha serie que faltavam,  li os livros que eu listei e não podia, assisti todos os por do sol que eu queria, e bati todas as fotos que meu tempo em serviço não permitia.

− E ai, e os fantasmas? – Abaixo o olhar ao ouvir o seu sussurro para que o escritório em volta não ouvisse. Dou um gole generoso no meu café e fito.

− Coisas assim não se superam do dia pra noite e embora eu tenha ficado fora durante algum tempo, não significa que eu simplesmente esqueci. – Chacoalho os ombros e beberico o conteúdo no meu copo e ela confirma.

−Eu entendo.

    Por cima de seu ombro vejo uma figura inigualável com o tablete em mãos de óculos, vestido em preto e cordões cintilantes e sem esquecer de mencionar a flor destacando-se em meio aos seus fios claros.

− Eu não estou acreditando, você voltou! Estou tão feliz isso tem cheirinho de felicidade! – J.J sorri e eu cerco os braços ao redor do seu corpo assim que ela me abraça.

− Eu também Pen, eu também.

− Eu bem que queria botar o papo em dia mas o caso será barra pesada.

− Logo de cara? – Murmuro.

− Pois é. Oh, e o carinha do Texas?

− Ele não é do Texas, ele é daqui. – Corrijo com nós três na passarela superior. Pen faz uma careta engraçada com o queixo caído e olhos escancarados, devo dizer que J.J também um erguer de sobrancelhas bem sugestivo.

− Hum, então conversaram? – Aconchega as mãos nos bolsos da sua calça preta, e bem, não nego.

− Digamos que estamos nos dando muito bem.

− Quem é vivo sempre aparece. Saudade Back.

− Eu também Morgan, de todos vocês. – As luzes em volta refletem na mesa no centro da sala.

− Me conta, ele é legal? – Garcia cochicha e eu estico os lábios deixando-os em uma linha finas. – Por que eu sempre pergunto isso?

− Deixa ela respirar Penélope. – Rossi dá um sorriso torto.

− Desculpe Sr. Mas é mais forte do que eu, vocês são minha família então quando acontece algo assim eu não consigo evitar.

− Acontecer o que? – Sua voz chama a nossa atenção.

    

 

Spencer

 

 

O café ainda está quente quando termino de subir a escadaria e ao desferir alguns passos já consigo ouvir as gargalhadas na sala de conferencia. É, não estou tão atrasado assim.

−  Acontecer o que? – Ainda tenho os olhos de todos em mim quando tento me inteirar sobre o assunto.

− Um romance, geninho. Um romance. – Garcia tem o controle do telão em mãos ao me responder.

− Quem está num romance? – Insisto na pergunta ao olhar para todos os lados.

− A Rebeca. – J.J soluciona minha dúvida, confirmo rapidamente ao pegar um livro dentro da minha bolsa.

− Qualquer noite dessas nós poderíamos nos reunir, você poderia traze-lo para conhecermos melhor. – J.J sussurra com ou sem intenção para que eu possa ouvir, mas ela falha.

− Sim, claro.

E ai eu pigarreio.

− Temos um caso? – Ainda por trás do livro entre os dedos eu aguardo uma resposta.

− Bem, meu combatentes do crime, a polícia de Massachusetts precisam de vocês em Boston, acontece que... ai meu Deus! – Garcia contorce as bochechas em uma careta quando fotos do caso vem a mostra. E entendo porquê.

 

    As fotos estampa uma mulher com perfuração de um corte no peito, mais precisamente no coração dentre outros cortes.

  Desconfortável, Rebeca se move na cadeira, Rossi mesmo com a experiência que tem não deixa de surpreender-se com casos.

− E eu achando que já tinha visto de tudo. – Rossi murmura.

− Pela brutalidade das mutilações nos corpos pode-se dizer que ele vem aperfeiçoando. Encontraram outros corpos semelhantes Garcia? – J.J chega a mesma conclusão que eu enquanto se inclina para mais próximo mesmo que ainda esteja na mesa.

−Há uma semana antes encontraram mais um corpo com cortes parecidos no peito.

− Parecem hesitantes. Este pode ser o primeiro corpo. Já tem identificação. Garcia? – Cruzo os dedos sobre a mesa.

− Ainda não sabem garoto prodígio, e eu mesma procurei mas até agora nada.

− Arrancar o coração deve simbolizar a rejeição que ele sofreu e vê nessas mulheres, a sua real vítima.

− Então é só uma questão de tempo até ele ir atrás da sua real vítima. – Hotch completa o pensamento de Morgan. – Será uma viagem longa então, decolamos em 20.

Rossi, Morgan, e eu fomos na frente já pegando nossas bagagens.

 

Rebeca.

−É bom tê-la de volta.

− Obrigada Sr. – Agradeço.

− Mas tenho ressalvas.

− Quais são? – Me preocupo.

− Na verdade é só uma, você não irá para campo. Pelo menos por enquanto, até você se estabilizar melhor.

− Entendo Sr.

Entendo completamente, minhas atitudes em campo não estão sendo as melhores. Então por enquanto eu prefiro me afastar disso por enquanto.  

  

   O bege toma conta da pasta dos arquivos do caso destaca-se em meu colo por causa da calça flare azul aveludada que eu uso com minhas pernas cruzadas, por outro lado, o vidro da janela destaca minha blusa pelo tom claro enquanto eu apoio meu cotovelo nela ao mesmo passo que minhas piscadas pensativas também refletem de volta e eu relaxo naquela poltrona confortável.

   Já havia lido parte do arquivo deixando para ler o resto apenas quando a equipe o fizer ainda no ar.

− Oi? – Ela praticamente se joga a meu lado, com uma expressão exausta, praticamente malas embaixo dos olhos, e as linhas do seu rosto mais evidentes o que eu já tinha notado antes. Ela sopra o ar.

− O que foi? Estafa de trabalho extra em casa? – Sugira.

− Pois é, ele tem passado mal esses dias. Hoje que ele melhorou.

− Que bom.

− Então, como ficou Spenbeca? – Eu automaticamente sinto as curvas dos meus olhos aparecendo e embora tenha aberto a boca sou interrompida pelo Hotch.

− Vamos repassar o caso? – Engulo a pergunta mas anoto mentalmente de faze-la.

− Bom, o sadismo está claro aqui.– Com os arquivos por entre os dedos, nos aproximamos

− É, não tem situação razoável para tirar um coração de alguém. – O moreno ao lado de Rossi diz e eu concordo.

− Tendo uma quantidade tão exagerada de sangue sugere que o procedimento foi feito enquanto ela estava viva.

− Infelizmente só podermos formar um mapa geográfico se...

− Se ele matar mais alguém. – Hotch completa o pensamento de Reid. – O exame da toxicologia ainda não está pronto, então com certeza quando chegarmos estará, J.J e Rebeca vão ao legista e vejam o que descubram, Reid e Morgan vão para os locais de desova, Rossi e eu vamos para a delegacia, vamos torcer para que não aconteça novamente.

 

Autora

   De fato, não há outra vítima por hora. Mas arquitetar outra emboscada também não nada impossível.

  Contudo, enquanto este fato não se aproxima, não tem nada demais em assistir um filme ao computador após a manhã exaustiva que tivera mais cedo após lavar cada centímetro dos seus apetrechos, mas este está longe de ser um filme qualquer.

    “O pavor é tamanho, que elas se quer percebem” sorri no escuro constando seu pensamento enquanto retorna a cena pela, 12 vez talvez? O que importa?

   Reviver o momento é como degustar de uma nova refeição deliciosa para ele quanto o notebook rompe o breu do seu quarto. Impossível não sentir a saliva tomar conta de sua boca ao mesmo tempo que os gritos por sua vez saem do alto falante, mau pode esperar pela próxima.

   Mas a mera lembrança de sua primeira obra-prima causa uma cascata na boca ainda mais com algo tão exótico que havia ingerido naquele dia, quando mais jovem sempre cogitou como seria o sabor de algo diferente. E para ele o sabor foi inesquecível.

 

  

 

 

 

Spencer

Antes, costumava ficar confuso com a facilidade que Morgan tinha para com as garotas. E mesmo que ele tenha me explicado algumas vezes, eu continuo a não compreender.

− Ei? o que você tem?

– Do que está falando?

− Qual é? Esqueceu com quem está falando? Ficou incomodado com o fato das garotas terem falado sobre o namoro da Rebeca? – Sugere. Morgan é como o irmão mais velhos que eu nunca tive. Mas é como se fossemos, ele sempre sabe.

   Após nos separamos no aeroporto, cada dupla seguiu em carros separados para os seus destinos.  A indiferença até tentou soar o mais real possível, mas como esperava não funcionou. – Você gosta dela, não gosta? – Enquanto percebo que antes de chegarmos na área de desova, ainda no carro,

−  Eu não sei, eu estou confuso.

− Por que não fala com ela? – Eu arregalo bem os olhos quase que imediatamente.

− Você não ouviu o que as garotas disseram? Ela gosta de outra pessoa.

− Mas você não sabe, pode ser que sim ou que não, mas pior vai ser deixar isso corroer você e você parar no tempo, acredite em mim cara. – Deixamos o carro próximo ao isolamento.

− Você acha? – Extrapolo toda e qualquer possibilidade quando a parte superior da minha testa se evidencia. Será mesmo?

− Claro. Bom, com uma área tão movimentada, como ninguém vê nada?

− Ele sabe passar despercebido, chama atenção de suas vítimas o bastante para parecer invisível para os demais−  Constato.  Em torno tem o típico beco com escadas nas paredes de concreto aparente, latões grandes de lixo até mesmo.

− A ausência de sangue deixa o obvio bem claro, ele descarta as vítimas, porem as mata em outro lugar.

− Ele precisa de privacidade para isso, e talvez até seu lugar de tortura seja em uma área onde não exista uma vizinhança muito grande, sádicos sentem prazer na dor de suas vítimas e estou certo que anestesia está fora de cogitação, alguém teria ouvido algo.

− Tomara que J.J e Back tenham mais sorte.  

 

 

 

Rebeca.

− Tá legal. Que historia é essa de Spenbeca? – Continuo de onde paramos no avião.

−Ah, é coisa da Penélope.

− Ela sabe? – A loura ao meu lado me olha sugestiva enquanto dirige. – Claro que sabe.

− Por que o incomodo? Ela acertou?− No espelho do SUV preto a nossa frente vejo e sinto uma vergonha me tomar. Pronto, foi o bastante.

− Ela acertou! – Tento acabar com qualquer esperança que J.J tenha tido, mesmo que não pareça ter êxito.

− Não seja boba, J.J, gosto dele como qualquer um da equipe. – Como que de repente, é como se conseguisse ver partes do meu sonho de outro dia refletido nos vidros fumê da janela.   

− Então não tem porque você se incomodar com isso. – Da de ombros deixamos o carro no estacionamento.

 

 

− Marcas de amarras nos pulsos mas não nos pés, deve ter deixado-a suspensa durante a tortura. – Digo.

− Não encontrei nada nem no organismo nem no estomago dela, não comeu durante o período de cárcere.  – A Dra. Do outro lado da mesa diz enquanto temos o corpo da última vítima entre nós.

− E os cortes? Foram menos hesitantes? – Com as mãos nos bolsos, J.J questiona.

− Foram feitos com um objeto bem afiado desta vez, e do contrário da moça anterior, esses cortes foram mais firmes e precisos; duas pessoas não são o bastante para aprender a cortar alguém.

− Não. não são. J.J eu estou pensando, e se essas duas mulheres não forem suas primeiras vitimas? Já conseguiu identifica-las?

− Ainda não recebi os resultadas mas mandarei para a analista técnica de vocês.

− Muito obrigada. Dra. –  Nos despedimos da mulher morena de estatura mediana e expressão cansada. – Ele não pode ser adolescente, adolescentes não são tão meticulosos e tão organizados.

− Tá legal, mas tanta organização precisa de tempo e de caos para aprofundar o aperfeiçoamento.

 

Na delegacia reunimos as informações para liberar o perfil.

− O descon é um homem branco de 30 a 45 anos...

− Como sabem isso? −  Um dos policiais questiona o que Hotch diz e olha que estamos só começando.

− Com uma organização tão minuciosa  seria impossível ser causada por um adolescente. – Me prontifico a responder. – E além do mais, seu sadismo é puramente prazer em causar dor e mesmo que não aja abusos sexuais propriamente dito, o corte pode representar excitação com o ato.

− O ato de tirar o coração das vitimas pode retratar que alguém lhe causou uma dor tal qual.

− Alguma ideia do que ele faz com eles?

− Não foram encontrados nas cenas do crimes então e varias possibilidades podem ser cogitadas, ele pode ele os guarda como troféus ou até mesmo come-los. – As reações foram as mais esperadas, de nojo, de asco, de olhos trancados e caretas de enjoo com o que Morgan acaba de dizer. Quem pode os culpar?  

− Ele também deve ter um utilitário ou uma van para transportar os corpos das vítimas.

− Procurem nesta área mesmo que parcialmente podemos cogitar a sua zona de conforto. – Reid indica a área demarcada no quadro com um pincel vermelho.

− Ele é elegante e sabe ser gentil a ponto de saber se portar perante a outras pessoas não deixando rastro.

− Pedimos a todos que tomem cuidado. Por hora é só. – Hotch e J.J encerram a coletiva de imprensa.

 

− Diga Penélope? Já sabe quem são as vitimas?

− Oh mamãe urso você sabe que sim, A que pensávamos ser a primeira vitima mas que agora não é mais, é Alex Mith, e a segunda é Carla Liz, então eu investiguei e descobri que a irmã de Liz, Isabela, prestou queixa a um mês atrás para o então marido por agressão e até havia uma medida de restrição contra ele.

− Qual o nome dele, Garcia? – O Hotch pede com  impaciência.

− O nome dele é Jessy Dunkan, ela entrou com o pedido de divorcio há duas semanas.

− Deve ter sido o gatilho. – Aponto.

− Ele foi acusado de depredação na juventude.

− Aposto que se formos avaliar esse completou a tríade homicida.

− Com certeza Rossi.

− Estou mandando os endereços da casa e da pequena fazenda que ele tem um pouco distante da cidade.

− Estamos indo.

 

Apenas Reid e eu ficamos na delegacia.

 

− Você sabia que shipam a gente? −  Com os olhos sugestivos e quase que um ponto de interrogação no rosto, Spencer me olha por cima dos ombros e do colete preto e a camisa clara ainda com o pincel em sua mão, demarcando a área no mapa.

− O que é Shipar? – Inflo as maçãs do meu rosto ao sorrir; Por meio segundo eu havia esquecido que linguagem de internet é a criptônita  dele. Porque afinal, ele não gosta.

− Shipar é quando as pessoas unem os nomes umas das outras. – Amenizo. Sabendo que é meia verdade.

− E por que fazem isso? – Retraio os ombros.

−  Coisa de jovens Reid.

 

Logo fechamos o caso, o perfil. Estava certo, encontraram outros corpos com datas aparentemente distintas em sua casa. E retornamos para Quântico.

 

 

É tão... estranho.

Mesmo não estando frio, acho melhor aconchegar as mãos dentro dos bolsos enquanto a paz em volta é apenas quebrada pelo cantar dos pássaros e o assovio do vento que espalha os meus cabelos.

“Julian Willians” está diante de meus olhos escrito em uma lapide grande.

   Embaixo do longo verde que tem de sumir de vista, estão entes queridos de tantas pessoas.

Isso é estranho.

     Estranho é o fato de que eu não ter vivido uma vida normal com ele, ouso dizer que éramos estranhos mas eu achei que ele merecia um enterro decente. Como qualquer um.  Liguei para Pen procurar informações sobre ele, o que fizera, de onde era. É como trazer as memorias vagas a tona ao mesmo tempo que retomo as novas. Conhecer um conhecido desconhecido. Meu pai foi uma vitima disso tudo assim como eu e muitos outros.

   As datas para os julgamentos também já estão marcadas. Soube pela intimação que recebi a poucos dias em casa. Estar cara a cara com James será algo que não tenho a menor ideia. Todavia será um prazer colocá-lo onde merece.

    Minha infância não foi uma perfeita maravilha é verdade, de pé para a lapide, faço-me a mesma pergunta que venho me fazendo desde o último que tivemos, nada sutil devo admitir, se eu ainda guardo algum tipo de sentimento por ela. Qualquer que fosse. Raiva no lugar do que realmente deveria estar dentro de mim?  irá? Ressentimento por não ter tido um família? Infelizmente tenho a mesma resposta que eu tive durante esses dias. Não sei. A verdade é que eu tirei a minha profissão disso, talvez a única coisa boa. Infelizmente custou tão caro; engulo em ceco me recordando dos planos que eu tinha para trazer minha irmã pra cá comigo, para enfim vivermos uma vida digna.

   Me “despeço” do meu pai quando percebo que falta pouco para as 18h; eu preciso mesmo ir.

 

   Sapatos vermelhos de salto alto, um vestido preto confortável com mangas fofas, e um rabo de cavalo elevado. É assim que me vejo refletida no espelho. Confiro meu look no espelho com a mão na cintura e logo a campainha soa.

− Boa noite.

− Boa noite, você esta linda.

− Obrigada. Eu ainda não estou pronta, pode aguardar um pouco mais?

− É claro, inclusive eu queria mesmo conversar com você. – Eu fecho a porta.

− Do que se trata? – Me vejo parada em meio a minha sala com Adam segurando em minhas mãos e olhando dentro dos meus olhos.

−Queria que fosse minha namorada.

Sinceramente, este fato me pegou desprevenida.

− Oh nossa, isso realmente me pegou de surpresa. Eu... posso pensar?

− Logico. – Ele sorri confiante e eu termino de me arrumar.

Bem, não seria necessário apresenta-lo a todos porquê de fato eles já o conhecem, e não demorou muito para que entrasse na brincadeira da equipe. Exceto um dela. Além do mais, eu não consegui evitar os devaneios. Seria mais um passo.

Por um breve tempo, tudo tão rápido. Precipitado.

 

 

 

  Por um breve momento me dirijo ao banheiro feminino. Sem dúvida é um grande passo, um grande passo mesmo.

   A água corrente desperta meus pensamentos mas logo seco-a com o papel toalha o qual logo me desfaço.

 

    No entanto, antes mesmo de chegar a área de onde a equipe está, vejo uma silhueta familiar em meio ao escuro porem as luzes em volta.

Como se estivesse me esperando.

Sou o mais concisa e direta possível

− O que você tem?

− Desculpa, o que disse?

− Perguntei: o que você tem?

− Por que perguntou isso?

− Você está tão quieto.

− Eu não deveria ter vindo. Com licença.

− Por favor. Espera.

– Esperar o que? Esperar que no meio tempo desse momento tão afetivo vocês assumam algo mais serio? Sem ofensas Rebeca, não obrigado.

− Você está com ciúmes?

− Quer mesmo saber?

 

Impulsiva eu sei, mas foi mais forte do que eu  puxa-lo  pela mão, como da primeira vez que fiz isso. Mas ao oposto do que fiz anteriormente, a distância foi inevitavelmente cessada. Não sei por que, ou como, ou quando, talvez uma força além das minhas capacidades de controlar qualquer ato que seja.

     Ele realmente é mais alto do que eu, mas os meus saltos ajudaram bastante e é como se fossemos formas um do outro. Meus olhos inesperadamente fecham-se com a adrenalina no nível máximo assim que um toque diferente toma a superfície dos meus lábios.

Confesso que eu esperava mesmo que ele literalmente ficasse travado, mas por um instante esqueci completamente tudo e qualquer coisa. Tanto que, nem mesmo notamos a presença de mais alguém.

É como se fossemos apenas nós.

− O que está acontecendo aqui?

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais não vê, que o amor não se esconde
Mesmo em silêncio pode se ouvir ao longe
Não se foge, não se pode negar o amor
Só entregar-se a esse planeta de cores
Que é o nosso amor...

Planeta de Cores

Forrozão Tropykália


Notas Finais


gente, engainhamos para os momentos finais dessa jornada. de CM e já estou preparando minha proxima fic. mas nao será mais de CM.
façam suas apostas. quem era esse no fim da conversa? quem será?


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