História Spring Day - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Red Velvet
Personagens J-hope, Wendy
Tags Bangtan Boys, Bangtanvelvet, Bts, Hoseok, Red Velvet, Seungwan, Wendy, Wenseok
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Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui estamos nós em mais uma sexta-feira, não é mesmo? Vocês estão ansiosos? Como estão?
Espero que estejam se alimentando direitinho, ok?

Vamos lá, os capítulos iriam sair sempre às 21h30, porém eu achei muito tarde para quem vai postar uma Sexta sim e outra não, então eu achei melhor às 20h Bom, eu escrevi esse capítulo com muito amor e carinho pra vocês, espero que gostem. 💙

Capítulo 2 - Conte até três.


Fanfic / Fanfiction Spring Day - Capítulo 2 - Conte até três.

Spring Day. - Conte até três.

 

Hoseok estava doente novamente e Son Seungwan estava viajando com a sua classe de Arte mais uma vez. O pequeno de cabelos marrons claro não sabia como se cuidar ou até mesmo preparar uma pequena xícara de chá para lhe curar, por isso levantou pela centésima vez naquela madrugada fria e congelante; o inverno daquele ano estava terrível e mesmo assim Hoseok teimou em sair sem alguns casacos de proteção em um certo dia.

“É um teimoso de primeira”, Seungwan diria para ele se estivesse ali pra abraçá-lo e lhe dar alguns beijos na bochecha, mas como sua ausência deixava o pequeno desamparado, preferiu levantar da sua cama agarrado à seu cobertor azul de bolinhas pretas e ir preparar ao menos uma sopa quente para dispersar a insônia. Hoseok calçou suas pantufas fofinhas de dálmatas, além do cobertor de bolinhas pretas, também gostava de dálmatas ou quaisquer outras coisas com bolinhas; eram, definitivamente, suas preferidas.

Quando pegou todos os ingredientes e a panela para começar a sua sopa, lembrou-se que Seungwan não estava ali e não haveria necessidade de fazer aquela quantidade; por um momento o coração do pequeno bateu mais devagar, ele sabia que a Son não voltaria naquela semana, talvez ela não voltasse na outra também. Mas o pequeno não ficou inquieto ao sentir aquilo, logo buscou seu celular e voltou para a pequena cozinha fria com seu cobertor azul.

Encarava a tela do pequeno aparelho como se fossem os pequenos olhos castanhos da Son, sorria tristemente ao notar que suas mensagens não foram visualizadas e que faziam cinco minutos que ela estava Online. Aos poucos, o pequeno ia relendo as conversas passadas com a Son, estava tudo tão bem naquela prosa que seu coração se enchia de felicidade falsa; era falsa pois a briga entre eles estava o deixando aflito, uma pessoa perdida em seu pequeno e privado mundo.

Mexia em seus cabelos com as pontas de seus dedos, queria ter a coragem que a garota de fios avermelhados possuía em todas as brigas para se desculpar. Hoseok lembrava uma pequena criança de cinco anos, estava sempre com suas birras pra lá e pra cá; mas ele gostava de fazer esse tipo de coisa para a Son, além de ganhar risadas que enchiam a sua alma de felicidade, também se sentia completo ao escutar aquele riso tão sincero apenas para seus tímpanos.

O relógio já estava marcando 02h02 da madrugada e ela não havia mandado nenhuma mensagem para ele, Hoseok sabia que devia respeitar o espaço da pequena e enche-la de mensagens em um momento como o que estão passando seria terrível, mas ele não conseguia segurar a vontade de abraçá-la nesse instante, naquela cozinha pequena e fria com seu cobertor predileto.

Se pudesse escolher um poder, com certeza escolheria aquele que o levasse para os braços dela. Bloqueou seu celular e suspirou pela primeira vez naquela noite, levantou-se para começar a fazer a sua tão desejada sopa, — mas Hoseok sabia que iria dar errado em algum momento.

Seus olhos tristes acompanhavam o celular em cima da mesa na esperança do toque de mensagem soar. Ao menos uma mensagem ele estava esperando, apenas uma. A Son estava tão magoada por dentro que o pequeno Hoseok podia sentir estando milhas e milhas longe dela, esse havia sido o motivo de sair sem as blusas para se proteger do grande frio, ele queria apenas chamar a atenção dela.  

Hoseok estava sendo egoísta e sabia disso, todos os trabalhos e provas da faculdade estavam lhe tirando todo o tempo que tinha para ficar ao lado de sua namorada. Seungwan também andava ocupada e o pequeno Hoseok ainda teimava em fazê-la perder o tempo para os estudos com ele, mas a culpa não era apenas dele e a Son sabia disso também.

As brigas estavam sendo causadas pelo estresse excessivo da parte de ambos os lados, os prédios de Teatro e Arte ficavam um pouquinho longe um do outro; Hoseok se esforçava ao máximo para todos os dias ir almoçar ao lado dela e ganhar um sorriso como recompensa. Não gostava de comparar o seu relacionamento com o do amigo Taehyung e a namorada Joohyun, os dois brigavam todos os dias e ainda assim pareciam estar mais felizes do que Seungwan dizia estar.

Em alguns momentos como este, Hoseok se sentia tão sozinho que as lágrimas não podiam ser seguradas mais, o seu coração apertava e a garganta automaticamente ficava seca, a dificuldade de respirar fica difícil e o pulmão diminuia cada vez mais em seu peito pequeno. A vontade de arrancar seu coração e lhe jogar para as estrelas voltava sempre que chorava feito um bebê; sentou-se na cadeira após desligar o fogo da sopa e chorou.

Hoseok chorou e jogou tudo para fora naquela noite.

Seu celular não dava sinal de vida e Seungwan também não estava colaborando, o pequeno ainda estava na Coréia do Sul enquanto a namorada viajou para outro País. Son era difícil e orgulhosa, mas mesmo assim Hoseok ainda sentia que precisava dela todos os dias para ficar completo.

“Não tem nada de errado”, Hoseok pensou, ele desbloqueou o celular e decidiu que ligaria para ela; esperou o primeiro toque e desligou, estava sem coragem para ouvir a voz que faria seu coração acelerar em instantes. Se enrolou em seu cobertor novamente e levantou para ir até o quarto vazio, acendeu a luz e foi andando até o quadro que Seungwan havia o pintado como presente.

As cerejeiras cobriam metade do rosto de Hoseok, seus olhos estavam fechados e ele sorria alegremente na pintura. Seus dedos passavam sob a tinta seca e ele chorava um pouquinho mais ao lembrar de quando a Son lhe deu esse quadro; bem ali ao lado estava outra pintura feita por ela, as margaridas combinavam perfeitamente com o tom avermelhado dos cabelos da namorada. O vermelho sempre combinou com Seungwan, com as bochechas, com a cor do amor que sente por ela e com às vezes em que se amaram entre as estrelas, aquelas nas quais trocavam apenas beijos e carícias.

Hoseok suspirou pela segunda vez naquela noite fria, seus dedos apertavam o celular com força enquanto sua outra mão limpava suas lágrimas salgadas. Ele desbloqueou o aparelho novamente e ligou para Seungwan, dessa vez o pequeno Hoseok não iria fraquejar, iria ser forte e faria a Son sorrir mesmo a quilômetros de distância.

Escutou a respiração do outro lado da linha após ela atender, os dois estavam quietos e Hoseok gostava daquele som em seu tímpano. Ele cobriu a boca para abafar o som do choro, Son Seungwan nunca havia gostado de ver o pequeno Hoseok chorando.

— Hope…

A voz dela estava baixa e abafada. Seungwan também estava segurando suas lágrimas e seu coração apertado no peito, ela tinha medos como os de Hoseok, também pensava que ele estava tão feliz quanto dizia para a Son. Os cabelos vermelhos estavam bagunçados também, seu corpo todo naquele momento era uma completa confusão de sentimentos.

Comparar Hoseok com as estrelas seria pouco para Seungwan, ele era bem mais do que aquilo, o pequeno era a galáxia toda do universo vasto e brilhoso da Son. Jung Hoseok era seu planetário, seus infinitos planetas e infinitas estrelas. Era clichê, mas o homem que estava ali do outro lado da linha segurando a respiração chorosa, era o mesmo que brotou em seu jardim alguns anos atrás.  

— Eu não aguento mais, Hoseok. — Os dedos de Seungwan estavam com a pontinha avermelhada, segurava o celular com tanta força que pensava que logo quebraria. — Eu não aguento mais olhar as cerejeiras desse lugar e lembrar de você, amor.

Hoseok não havia se manifestado, estava chorando em silêncio para que ela não escutasse, mas Seungwan sabia disso porque ela também estava do mesmo jeito. Apenas o coração falava naquele momento, deixava que todas as emoções da Son ficassem transparentes para apenas o pequeno Hoseok ver.

— Eu te amo. — Hoseok lhe disse após um tempo. — Eu te amo tanto que chega a doer mais do que deveria, sabia? Eu te amo tanto que não cabe no peito, Seungwan.

O pequeno soltou sua respiração, o peito estava tão aliviado que poderia finalmente dormir naquela noite. Hoseok sentia que seu mundo voltou a ser colorido de novo, sabia que aquela briga estava pesando o seu relacionamento desde semana passada. Seungwan fungava do outro lado da linha e isso fazia com que ele sorrisse um pouquinho, ela, definitivamente havia ganho mais um pedaço do pequeno Hoseok.

O inverno estava acabando e as tão amadas cerejeiras de Hoseok poderiam florescer novamente, iriam, de certa forma, tornar tudo mais especial para ambos. Estavam no Inverno, mas Seungwan conheceu Hoseok no Verão, eles se beijaram no Outono e começaram a namorar na Primavera

— Desde que eu conheci você no ensino médio, Hoseok, as minhas margaridas ficaram mais fortes. Agora na faculdade, eu sinto que não são mais margaridas. — Ela abriu um sorriso do outro lado da linha, olhava para o anel em seu dedo e sorria mais. — Eu sinto que elas se tornaram as suas cerejeiras.

Todo o planetário que cabia dentro do coração de Seungwan se expandiu novamente, seu vasto e brilhoso universo teria mesmo o sempre significado: Hoseok.

Suas bochechas estariam sempre avermelhadas pelo mesmo motivo que Hoseok está sempre ao seu lado, ela seria sempre a cafeína nas veias do pequeno, e ele seria sempre as infinitas estrelas que cabem nos sonhos de Seungwan.

As comparações eram clichês, mas a Son não ligava para isso. “O amor que não é clichê, não é amor”, ela pensou.

— Conte até três. — Hoseok disse para ela. — Conte baixinho até três.

Então Seungwan respirou e lhe disse: — Um.

Hoseok sussurrou que a ama.

— Dois.

Seungwan sussurrou que o ama.  

— Três.

Eles desejaram estar juntos para sempre.

 


Notas Finais


Eu fiquei em dúvida se seria em primeira ou terceira pessoa, como alguns sabem, a maioria das histórias que eu posto são quase sempre em terceira, e como Spring Day estava tão ruim em primeira pessoa (porque eu sou péssima nisso) decidi deixar em terceira, então comentem o que acharam e desculpem os meus erros.

Próxima atualização: 24/11.
~ A atualização pode acontecer dias antes caso algum problema aconteça na minha vida pessoal. Boa semana chuchus. 💙

Indicações:
Através do Espelho: https://spiritfanfics.com/historia/atraves-do-espelho-6092104

S.O.S Otários Ao Mar: https://spiritfanfics.com/historia/sos-otarios-ao-mar-10639719


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