História Spring Day - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Min Yoongi (Suga)
Tags Agust D, Amizade, Angst, Bangtan Boys, Bts, Depressão, Friendship, Homofobia, Hoseok, J-hope, Jung Hoseok, Min Yoongi, Suga, Suhope, Yoongi, Yoonseok, Yoonseok!friendshipp
Visualizações 67
Palavras 2.891
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


REPOSTANDO #SAD

Caso ainda não tenham percebido, já aviso que a fic não é shipp, mas se passa em torno da amizade de Hoseok e Yoongi (friendshipp).
Espero que gostem, pois teve um valor muito sentimental escrevê-la.
Boa leitura ♥

Capítulo 1 - Capítulo Único; Dias de Primavera


Fanfic / Fanfiction Spring Day - Capítulo 1 - Capítulo Único; Dias de Primavera

16.06.2016 

Busan 

08:52  

  O dia amanhece gelado. Flocos da mais branca neve caem sem cessar do céu cinzento, enquanto os pássaros nem cantam, escondem-se do ar gélido da capital. Já tão cedo pode se ouvir as pessoas indo para lá, e, para cá. A vida segue seu rumo, sem nem esperar Min Yoongi sair de sua cama.  

A vida não esperaria. 

Ninguém esperaria, exceto Jung Hoseok. 

Havia diversas garrafas de soju vazias e tocos de cigarro amassados jogados pela sala do apartamento, assim como na cozinha e quarto. Yoongi se encontrava jogado na poltrona velha e desgastada da sala, em plena escuridão. Seu cabelo desgrenhado e sua expressão petrificada de nada condiziam com seu habitual sorriso estampado nos lábios durante a presença da garota que, agora, estava o deixando. Porém, sua aparência atordoava-se ainda mais ao perceber as enormes olheiras e a pele extremamente pálida, denunciando que não dormia ou comia direito fazia dias. 

Lá fora, os carros persistiam em soar suas buzinas, o movimento ecoando sons estressantes do dia a dia, mas o pequeno apartamento permanecia tão silencioso que era quase audível a palpitação da respiração de Yoongi ou até mesmo as gotas de soju que se chocavam contra o chão de madeira ao escaparem da garrafa que pendia frouxa das mãos do jovem rapaz beirando os 24 anos. 

O celular vibrou, tocou e novamente morreu silencioso, sem que Yoongi o atendesse ou sequer movesse seu corpo para checar quem era. Não precisava, e não queria ver. Sabia que não era ela, e nunca mais seria. 

Assim que o som do celular cessou, pode se ouvir pequenos ruídos na porta do apartamento, com sua maçaneta girando e voltando para seu devido lugar, diversas vezes, anunciando investidas contra a mesma, e chaves tilintando. 

Yoongi não se moveu. 

Na pior das hipóteses, estaria sendo assaltado. Não que se importasse, talvez fosse até mesmo capaz de implorar para que lhe dessem um tiro e acabasse de uma vez com sua vida inútil. 

Fraco, incapaz. Era assim que se sentia. 

E se sentia ainda mais assim, ainda pior, porque sabia que muito provavelmente quem adentraria o apartamento era Hoseok, seu melhor amigo, mais uma vez preocupado. 

Não queria isso. Odiava ter de depender de alguém, de ser fraco a ponto de alguém dizer "eu vou cuidar de você". 

Por céus, preferiria mil vezes agora que quem entrasse fosse o maldito homem que iria lhe dar um tiro. 

Hoseok estava molhado, e sua roupa aparentava pesar em cima do magro corpo, só não tão pesadas quanto seu semblante e olheiras. 

Apesar de seus olhares não se conectarem, ele podia ver e sentir a dor do amigo, podia sentir cada pontada de magoa em seu peito, como se a dor fosse sua. 

— Yoongi? 

— Me deixe. 

A primeira frase que o garoto pronunciou durante horas, talvez fechando dia ou dias, saiu fraca, sem ânimo. Sua voz falhou, e seus lábios trêmulos e ressecados transpareceram o difícil esforço que teve em dize-las. 

Hoseok se aproximou, estampando um rosto preocupado, e apressou o passo ao ver Yoongi, frágil e fraco, despencar no chão ao tentar levantar, sendo levado pelo próprio peso. 

O garoto debilitado riu de si mesmo, uma risada interna, com desdém, enquanto Hoseok segurava-o firme e o erguia para que retornasse a poltrona. 

— Eu sou um lixo. — Limpou o próprio rosto, sujo e manchado pela bebida já velha no chão. – Então pare de me olhar desse jeito. Não preciso de pena. 

— Não estou aqui por pena, porra. Olha o seu estado. Quanto tempo faz que não come? 

Hoseok afastou-se novamente de Yoongi, indo até a cozinha, procurando por qualquer coisa comestível e dentro da validade. 

Nada. 

Voltou ligando as luzes, e recebeu uma resposta negativa do amigo, que tapou os olhos e a boca ao sentir náuseas. 

Não demorou para que novamente tentasse levantar, sentindo toda a bebida que havia ingerido voltando. 

Se dirigiu ao banheiro com o auxílio de Hoseok, protestando. Não o queria vendo-o naquele estado. Não acreditava que alguém merecia passar por aquilo, uma situação tão constrangedora e nojenta, e muito menos se achava merecedor dos cuidados e preocupação do amigo. 

Apesar disso, Hoseok não o deixava. 

Já no banheiro, agachou-se no chão, apoiando os braços na privada e vomitando diversas vezes. Seu rosto agora estava mais pálido, e Hoseok permanecia ali, sentado ao seu lado, uma mão afagando suas costas e dando leves batidas e a outra segurando os fios loiros que hora ou outra insistiam em cair em sua testa. 

Ficou ali, sentindo finas lágrimas escorrerem pelo seu rosto enquanto escondia o rosto ainda sujo no braço, em cima daquele cheiro pútrido de mofo e vomito, ouvindo os passos de Hoseok no porcelanato polido do banheiro. 

A água começou a escorrer do chuveiro, batendo veemente no box, e Yoongi estremeceu, já imaginando aquela água fria batendo sobre seu corpo. Hoseok tirou sua camiseta, e dessa vez Yoongi não protestou, apenas deixou-se levar em lágrimas e aos cuidados do amigo. Sentia o cheiro de vomito misturado ao da bebida e cigarro em si, e agora que não se sentia mais sozinho, chegava a se anojar daquilo tudo. 

Levantou com dificuldade, sem que o amigo tirasse a mão de seus ombros, levando-o até embaixo do chuveiro. Tremeu sentindo frio, seu rosto banhado em lágrimas e gotas frias de água. 

Não tentou escapar, apenas chorou. Um choro de desabafo, que limpa a alma. Tão alto que soluçava, jogando para fora todo o sofrimento que havia guardado nos últimos dias, embriagado para escapar daquela dor, que agora se acalentava e acolhia nos braços do garoto um ano mais novo, que o abraçava com força enquanto a água continuava fria, gélida, escorrendo por ambos os corpos. 

— Tudo bem. Agora está tudo bem, Yoongi. — Hoseok apertou o abraço, ainda afagando os cabelos de Yoongi, que agora sofria em seus braços, apertando firme suas mãos nas laterais do braço do outro. 

— Ela me deixou. Não só ela... – Dizia entre soluços. —Meus pais, ela... Todo mundo. Todos deixam um dia. Eu sou um fardo tão grande assim? 

— Eu não deixei, e nunca vou deixar. Eu te fiz uma promessa e vou cumprir ela até os fins dos meus dias. Você não está sozinho, e você não é um fardo. Você é a pessoa mais importante na minha vida, e isso nunca vai mudar. Tudo bem se apoiar em mim as vezes, mesmo que seja para chorar. Se for para chorar, tudo bem me deixar te abraçar. 

Yoongi não respondeu, não disse nem mais uma palavra sequer. Sentia sua esperança esvaindo-se assim como sua vida, tão sofrida durante esses longos anos que havia vivido. 

Desde que seus pais o expulsaram de casa por querer seguir seus sonhos, tudo estava desmoronando. Afinal, aquilo seria um sonho ou um pesadelo? Tudo na sua vida ao redor daquele maldito sonho de ser musico virava catástrofe. Agora que havia dado a volta por cima, descobria todos lhe usando, como se fosse um nada, um zero à esquerda. E de fato, deveria ser, se até sua namorada estava apenas usufruindo de sua influência para conseguir o que queria. 

E mesmo assim, Hoseok continuava ali, sempre, dia após dia, e Yoongi não conseguia entender. Por que Hoseok insistia tanto nele? Por que continuava a cuidar de uma pessoa tão inútil e inerte como ele? 

Riu com desgosto, internamente. 

Ele sabia o porquê. 

Aquilo era o gosto da amizade... Da verdadeira amizade. 

Tudo que Hoseok estava fazendo por ele, também faria por Hoseok. 

Aquele era o preço e o gosto da amizade, amizade essa que aprendeu o significado com o garoto que estava ali com ele. 

Sua vida não tinha valor algum, além do valor altíssimo que tinha para o garoto ali, e se ainda havia forças para continuar, era porque não poderia se dar ao luxo de partir o coração daquele ali em sua frente. 

"Me deixe lutar suas batalhas, mesmo aquelas que até você já desistiu." 

Essa frase ecoava em sua mente de tantas vezes ditas entre os dois, em seus piores momentos. 

Abafou o choro vendo Hoseok encolher-se quando encostou em sua barriga, rapidamente trincando o maxilar. Pode jurar que ouviu-o gemer baixo, como se sentisse dor, e o mesmo pareceu disfarçar, levantando-se para desligar o chuveiro como resposta a ter se acalmado, pegando a toalha e jogando sobre seus ombros. 

Levantou novamente com seu auxilio. Sentia-se cansado, o corpo pesado. A dor em sua cabeça devido aos dias bebendo pareciam lhe socar a cabeça a cada passo que dava em direção ao seu quarto. Sentou aos pés da cama, abraçado naquela toalha como uma criança indefesa, enquanto Hoseok secava seus cabelos e tirava todo o lixo de cima da cama. Mesmo quieto, seus olhos observavam o corpo do amigo, notando que se movia com a mão sobre o abdômen, em um gesto protetor. 

Fechou os olhos, sentindo a dor atenuar naquela região, e deitou para trás encolhendo-se após trocar de roupa. 

— Fique deitado. Já volto. — Hoseok continuou andando pelo quarto, catando cada garrafa e limpando o cômodo. Incomodava-o ver a situação do local, e Yoongi sofrendo deitado no meio do lixo, do fedor do álcool e poeira misturados. 

— Deixe isso. Pare de se esforçar tanto. — A voz de Yoongi era baixa, porém audível o suficiente. 

— Apenas fique quieto e descanse. 

— Estou falando sério, Hoseok. Não quer conversar? 

Hoseok hesitou, sem olhar para Yoongi, manteve-se de costas para ele sem soltar o que havia em suas mãos. Forçou-se a rir animadamente, como sempre fazia em todas situações, sem exceções. 

— Você está cansado, apenas durma Yoongi. Ou se não, terei que lhe contar piadas. Você quer? Por que a galinha foi na igreja? 

— Ah, pelo amor. Irei dormir. 

Yoongi virou-se para o lado já com sua carranca habitual e Hoseok riu, logo abandonando seu sorriso ao sair pela porta do quarto. Passou por todo o apartamento abrindo as janelas e cortinas, tratando de limpa-lo e jogar todo lixo e garrafas fora, até que o apartamento estivesse em perfeito estado e o cheiro ruim desse lugar para o aroma que vinha da cozinha. 

12:01 

O cheiro da comida recém pronta exalava pelo apartamento, e Hoseok prontamente pôs-se a colocar tudo em uma bandeja. Sabia que Yoongi acordaria com ressaca, então fez, além do almoço, vitaminas doces para ajudar a curá-la. 

Antes de levar tudo, foi até o banheiro, levantando a camiseta e analisando os diversos hematomas pelo corpo que agora o incomodavam. Estava sentindo dor, e a dor atenuava-se conforme continuava movendo-se de um lado para outro. 

Apesar disso, não ligou. Procurou por um analgésico e o ingeriu com um copo de água. Aquela dor de longe era menor do que aquela que sentia ao ver seu amigo acabado e sofrendo. 

— Tão cabeça dura... Ao invés de ter me procurado ou ao menos atendido. Pare de sofrer sozinho, Yoongi. — Disse para si mesmo, sabendo que mesmo que pedisse, o garoto, agora dormindo, continuaria fazendo isso. 

Lamentou por estar afastado nos últimos dias, não conseguindo ir ver Yoongi mais cedo. Mesmo assim, não deixou de liga-lo nem por um dia após descobrir sobre o rompimento com a namorada, ficando aliviado quando finalmente conseguiu sair de Gwangju para ir até Busan atrás do amigo. Estava preocupado com a ausência de Yoongi e rezou diversas vezes para que a cópia da chave que tinha a alguns anos ainda servisse. 

Sentia-se dolorido, cansado, exausto, mas não diria que não estava bem. Na verdade, com aquele peso saindo de suas costas, poderia até mesmo dizer que estava ótimo. Se pudesse ao menos, minimamente, ver Yoongi bem, vê-lo sorrindo, se pudesse cuidar dele, estaria em paz consigo mesmo. Mesmo se céu e terra caíssem por cima de seus ombros e cabeça, estaria bem por poder estar ali apoiando a pessoa que tantas vezes não desistiu dele também, mesmo quando todos viraram as costas... Cuidando a pessoa que mais amava na vida. 

Estava feliz, sim. Apesar das crises de ciúme de seu ex-namorado Namjoon. Poderia balbuciar e pestanejar centenas de vezes, nunca se afastaria de Yoongi. No fundo, Namjoon nunca esteve errado, seu amor por Yoongi era sim maior do que o sentia por ele. Mas não porque necessitava toca-lo, beija-lo. Afinal, quem disse que o grande amor da vida de alguém precisa necessariamente ser um namoradinho ou namoradinha qualquer? 

Tudo o que Yoongi fez por ele, nem um namorado ou namorada jamais faria. 

Foi até o quarto levando a bandeja em mãos, vendo Yoongi já acordado reclamando da dor na cabeça, em pé ao lado da janela que acabara de fechar, tornando o quarto escuro novamente. 

— Não deveria estar em pé. Eu disse para descansar. 

— E você não deveria estar me tratando como uma criança. Eu disse para não limpar tudo isso, eu faria isso mais tarde. 

— Pare de reclamar, Yoongi. Vamos, dê um sorriso antes que eu vá aí lhe dar um murro. 

Yoongi deu um sorriso forçado e rápido em deboche, retornando e sentando na cama, pousando a cabeça nas mãos. Estava incomodado novamente por dar trabalho a Hoseok, por ele estar ali cuidando de alguém tão na pior como ele. 

Só não conseguia entender que não era trabalho algum para Hoseok estar ali, e o mesmo agradecia por ser a pessoa a quem Yoongi confiava sua vida. 

— Vamos, coma. Coloque algo no estômago, e já disse para parar de fumar. Quer foder de uma vez com sua vida? 

— Seu pai te bateu de novo? 

Hoseok baixou a cabeça, sorrindo sem jeito. Imaginou que Yoongi tivesse percebido seus machucados quando estavam no banheiro, mas não queria que falassem sobre isso agora, apenas deixar que ele se recuperasse. 

— Você pode só comer? Não vamos falar agora. 

— Não. Eu quero saber. Ele te fez algo? 

— E adianta dizer que não pra você? – Riu descontraído. — Você viu. Não vou dizer que não. 

— Eu... Eu não sei o que dizer, mas isso está saindo do controle. Já saiu a muito tempo na verdade. Por que não me disse nada? Eu ainda não sei o que, mas vou fazer algo para ajudar com isso. 

— Eu estou bem, Yoongi. Eu te disse, se você estiver bem, eu estou bem também. Então apenas trate de se cuidar melhor. A única coisa que quero que faça é isso. 

— Hm... E Namjoon, como vai? 

— Ah, bem... Quanto a isso, não estamos mais juntos. Acho que ele não aguentou a pressão lá de casa, sabe? 

O sorriso no rosto de Hoseok diminuiu, sem disfarce algum, o mais forçado da noite. Yoongi não sabia se nesse momento gostaria mais de matar os pais dele ou o ex-namorado. 

— Bom, não sei se deveria dizer isso, mas de certa forma me sinto aliviado. Você merece alguém melhor pra você, alguém que lute como você luta. Chega a ser chato o tanto que você insiste na gente, sinceramente. Por que você apenas não consegue ficar com pessoas tão boas quanto você, que te merecem? 

— Eu estou aqui, não estou? 

— Você é bom demais, mesmo pra mim. Você que não enxerga isso. Mas, já que está aqui, por que não fica? 

— Fica? Você está dizendo, ficar tipo...? 

— Não quero que continue morando na casa dos seus pais e isso continue acontecendo. — Yoongi apontou para a barriga de Hoseok, onde se encontravam os machucados. — Até se estabilizar, pode ficar aqui comigo. 

— Não, não. Obrigado, mas não quero incomodar com isso. 

— Cale a boca, idiota. Não está incomodando. Eu posso não ser muito bom com palavras, mas se eu puder retribuir tudo que fez por mim assim, eu faço. Faço porque você merece isso e muito mais. 

— Mas... 

— Não aceito um não como resposta. Se depender de mim, hoje nem amanhã, nem nunca mais, você sai dessa casa, muito menos para ser ferido. 

Hoseok pensou por alguns instantes. Yoongi realmente não era bom com palavras, mas cada gesto seu era cheio de amor e gratidão, e mesmo que não chorasse simplesmente por sentir que tinha o dever de se manter firme, seus gestos enchiam-lhe o coração de mais admiração e afeto pelo amigo. 

— Você sabe... Se eu ficar, as pessoas podem começar a comentar. Digo, eu sou gay, irão falar coisas horríveis sobre você. 

— Mais uma coisa horrível de muitas? Eu não me importo. Apenas fique. Se realmente quer me ver bem, saiba que se puder fazer isso por você irei me sentir melhor. 

Mesmo hesitante, Hoseok ficou. Não iria ficar apenas por mais algumas horas, mas ficaria enquanto Yoongi precisasse dele. 

Não só naquele apartamento, mas ao lado do amigo... Dias, semanas, meses, anos... 

Ficaria ali por uma vida, por uma eternidade. 

— Prometemos cuidar um do outro... Acho que essa é a única promessa que tenho mantido durante os anos. 

— É a única promessa que cumpro com o coração, com sinceridade, e irei mantê-la até o final da vida, ao seu lado. Terão dias difíceis, em que o inverno nos assombra e ameaça nos castigar sem piedade... Mas os dias de primavera irão chegar, e assim como nossa primeira promessa, prometo segurar sua mão até que eles cheguem. 

Os dias de primavera tão cálidos, floridos e acolhedores como o carinho e amor que reside na amizade e coração dos dois. Que mora em seus peitos, e os enche de vontade de continuar, de viver... De amar. 

"Obrigada, Yoongi. Por estar aqui. Por me apoiar. Por me amar." 

"Obrigada, Hoseok. Por não desistir. Por tentar. Por me amar." 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! ♥~


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