História Spring Poetry - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bangtan Boys, Boys Love, Bts, Drama, Fanfic, Fluffy, Jikook, Kookmin, Kpop, Romance, Shoujo, Shounen Ai, Yaoi
Visualizações 111
Palavras 1.949
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus amores... desculpa a demora para atualizar.
Eu tenho esse capítulo pronto faz um tempo, mas eu estou em uma situação difícil esses dias.
Vou explicar tudo nas notas finais, relaxem e aproveitem!
O nome do capítulo é veneno mas eu não tenho uma explicação, eu achei que combinava akdjs.
Boa leitura!

Capítulo 3 - Veneno



"Para casa. Agora."
Era este o recado que havia causado tanta fúria no garoto de cabelos rosados. Continha palavras escondidas que só ele poderia entender. Ir para casa significaria que teria que passar ainda mais dias longe da escola, pois não possui maquiagem para esconder os hematomas. Porém, não poderia negar.
Era seu destino, sua função no mundo.
As vezes acreditava que apenas teria nascido para ser o saco de pancadas de seu pai, que despeja toda sua tristeza e raiva em si, já que o homem lhe espancava desde quando era pequenino. Repetia o ato em sua mãe, que foi embora na primeira oportunidade e o lhe deixou para trás.
Não a culpa, faria o mesmo se pudesse. Na verdade, espera que ela tenha encontrando a felicidade, da maneira que ele nunca conseguiu encontrar, que talvez nunca iria conseguir.
Ao encarar a porta de sua casa, suas mãos começaram a tremer. Suor frio escorria por sua face, não sentia a mínima vontade de entrar e sentir as mãos nojentas contra seu corpo. Sem poder revidar, sem poder denunciar. Um inferno diário que passava, passando por ciclos entre seus andares. Hoje, estaria no mais ardente, apenas esperando o fogo lhe dominar.
Ah, como sentia falta dos momentos que passou mais cedo. Um pouco de felicidade em seu dia, até que a arrancaram de si com apenas poucas palavras. Será que poderia voltar a escola amanhã apesar de seus hematomas? Isso dependeria do humor de seu pai, que não parecia estar bom.
Suspirou profundamente e abriu a porta. Não poderia adiar mais. Ao levantar sua cabeça, viu dezenas de garrafas de cerveja vazias no chão e seu pai, tonto, no meio delas. Quando seus olhares se cruzaram, Jimin sentiu um calafrio. O homem lhe encarava como se quisesse lhe matar. E a primeira garrafa foi atirada.
×××
Jungkook observava a vista do topo da escola, com o vento levemente gélido da primavera bagunçando seu cabelo. Ah, se sentia no paraíso. Era estranho como sua vida havia mudado em tão pouco tempo. Além de se sentir mais alegre, se sentia realizado por estar fazendo boas ações. E tinha tirado uma boa nota em matemática, deixando seus pais orgulhosos.
O garoto estava esperando a pessoa que, mesmo que indiretamente, lhe trouxe tanta felicidade. Haviam marcado de se encontrar lá todos os dias depois da escola, pois Jungkook havia se tornado a principal inspiração para Jimin escrever seus poemas. O mais alto narrava suas experiências ajudando as pessoas e o outro os escrevia com base nelas. A qualidade de sua poesia estava aumentando aos poucos também.
Até hoje, não havia tirado suas dúvidas sobre o motivo do menino ficar no telhado até a hora da escola fechar. Ainda pensava que seria invasivo demais. Afinal, eram apenas colegas.
Esse era um fato que incomodava o mais novo. Gostaria de ser amigo do de cabelos rosados, sair com ele como sai com seus melhores amigos. Os meninos viviam lhe pentelhando para apresentar o mais baixo a eles, mas ainda se sentia inseguro, já que ele não parecia gostar de grandes grupos.
Jungkook estava tão concentrado em seus pensamentos que só reparou que o garoto já havia chegado quando o mesmo lhe cutucou. 
—No que está pensando? —Perguntou, curioso.
—Em nada. —O mais alto suspirou, olhando para o céu. Colocou um sorriso em seu rosto e se virou para Jimin.— Vamos começar?
×××
Após lhe contar as experiências que teve no dia anterior, Jungkook observava o de cabelos rosados escrevendo. Trocava a cor de sua caneta toda hora, o acessório de coelho balançando a medida em que escrevia. Cada uma das cores representava o que sentia em relação a história por trás do poema, havia lhe dito ele há um tempo atrás. 
O dia anterior havia sido diferente do que o de cabelos castanhos estava acostumado. Havia visto cenas e descoberto coisas que nunca imaginava que existiam. A palavra havia se espalhado e ele havia se tornado o "ajudante da praça", como disse uma senhora que tinha ido lhe ver por recomendação de sua neta. Alguns boatos saiam pela cidade que o parque iria sobreviver por sua causa.
—Acabei! —Jimin exclamou, colocando a tampa na caneta e fechando seu caderno. O mais baixo nunca lhe deixava ver o que escrevia.
—Por que você nunca me deixa ler? —Perguntou Jungkook, emburrado.
—É pessoal! Mesmo você sendo meu amigo, eu não quero que leia. —Respondeu, um pouco chateado. Nunca gostou que lessem o que escrevia.
—Amigos? —Perguntou, confuso. Sempre achou que ele não o considerava dessa maneira, apenas o via como um colega. Era um pouco estranho.
Mas sua mãe sempre lhe dizia que nunca se pode imaginar o que os outros sentem, pois você não está no corpo deles para saber como eles enxergam as coisas.
O olhar do mais baixo se tornou triste, pensou que o outro pensava sobre si do mesmo jeito.
—Você… não é meu amigo? —Perguntou, decepcionado.
—Eu acho que sou, mas não pensei que você achava também! —Exclamou.
—Eu também acho que sou. —Ficou emburrado. Era tão adorável.
—Então somos amigos! —O mais novo sorriu, não era tão complicado quanto pensou.
—Somos amigos. —Abriu um sorriso pequeno, porém sincero.
×××
Era sexta feira e Jungkook estava nervoso. No dia anterior, havia corrido da escola direto para casa já que sua mãe, desastrada, acabou caindo, quebrando as duas pernas e machucando os quadris. Ou seja, estava internada sem poder andar.
 
Assim, como a notícia havia sido repentina, não teve tempo suficiente para avisar Jimin que não iria passar pelo telhado naquele dia. Agora estava lá, roendo as unhas de tamanho nervosismo. Tinha medo do mais baixo ficar bravo, pois era assustador quando ficava com raiva.


O barulho de alguém subindo as escadas fez Jungkook dar um salto, assustado. Suas mãos começaram a suar e ao ver os cabelos rosados desarrumados do garoto, sentiu que ia desmaiar.

Mas, ao contrário do que esperava, não parecia estar bravo. Ele correu até ele quando viu que estava ali, segurando seus braços e perguntando:

 

—Está tudo bem?! Por que não veio ontem? —Sua voz e expressão demonstravam preocupação, fazendo o mais alto se sentir culpado por achar que ficaria com raiva de si.


—Minha mãe está internada. —Falou, mas ao ver a reação do menino, completou. —Não, não! Ela apenas quebrou as pernas e machucou o quadril, não foi nada muito sério. 


O mais baixo suspirou aliviado. Se sentiria mal por ter ficado com raiva pelo menino não ter aparecido no dia anterior caso fosse algo sério. Na verdade, já se sentia, mas disfarçava. Achava que era egoísta por ter pensado que ele deveria ter ficado ao seu lado ao invés de ter ido. E era.


—Vamos começar? —Perguntou Jungkook, logo percebendo algo.— Ah, mas eu não tenho nada para contar…


—Eu estou sem inspiração de qualquer maneira. —Desabafou de maneira casual. Era algo que estava lhe incomodando, pois sempre foi cheio de ideias. Ontem estava muito ocupado pensando no mais novo e no final não conseguiu escrever nada.


O mais alto pareceu pensar um pouco. Era a oportunidade dele de fazer algo que queria há muito tempo. 


—Então vamos observar pessoas! —Propôs.


—Observar?


—Sim! Esses a praça começou a ficar cada vez mais cheia. Talvez sejam os boatos sobre mim. —Sorriu, convencido.


—Eu não gosto de ficar perto de pessoas estranhas, Jungkook.


—Eu vou estar lá com você! Por favor, vamos! —Implorou.— Você não precisa interagir com elas!


O mais baixo pareceu cogitar a hipótese.


—É só dessa vez? —Perguntou, dando um pouco de esperança a Jungkook.


—Sim, só dessa vez, por favor! —Implorou o mais novo.


—Então tudo bem… —Disse, derrotado.— Vamos.


×××
Como o mais alto esperava, o parque estava cheio. Crianças chorando por suas mães não terem comprado pipoca para eles, casais idosos de mãos dadas observando os pássaros e jovens jogando futebol eram apenas alguns exemplos de pessoas que tornavam o ambiente mais colorido.


A variedade de histórias que podia ser encontradas ali era o que atualmente encantava o mais novo. Algumas pessoas acenaram para ele, sorrindo. Já havia se tornado bastante conhecido desde que começou a ceder ajuda a quem necessita.


Estranhamente, Jungkook percebeu que após acenarem para ele, as pessoas olhavam de maneira engraçada para a árvore, como se quisessem conter o riso. O garoto decidiu ver o motivo de tanta graça.


Jimin.


Ele havia se agarrado nela de uma maneira estranha, tentando esconder seu rosto, mas deixando seus braços e pernas a mostra. O mais novo, impaciente —apesar de estar achando graça da situação.— disse:


—Jimin, sai daí. —Exigiu, tentando puxar o garoto de seu esconderijo.


—Eu não quero. —Falou, como uma criança.


—Jimin!


O mais baixo não respondeu, apenas resmungou, deixando Jungkook irritado. Ele havia dito que viria com ele, mas não que ia ficar grudado em uma árvore! Frustrado, decidiu tirá-lo de lá, mesmo que seja contra sua vontade. Afinal, ao invés de ficar invisível, estava atraindo muita atenção.


Andou silenciosamente até suas costas, puxando-o para cima e o colocando em seu ombro. Como um saco de batatas, alguns comparariam. O mais velho era tão leve que deixava-o preocupado, mas iria deixar esse assunto para o questionar outro dia.


—Me larga! —Gritava, chamando ainda mais atenção do que já estavam chamando antes. Ele batia no mais alto, que ria. 
Enquanto brigavam, uma garotinha passou por eles curiosa. Ela cutucou a mãe, que estava prestes a fingir que a situação não existia, chamando sua atenção.


—O que eles estão fazendo mamãe? —Perguntou, quase gritando.


Sua alta voz aguda de criança chamou a atenção de todos do parque, até os que estavam bem longe, jogando xadrez em cadeiras de plástico e uma mesa que trouxeram de casa. A pequena apontava para os dois, que apenas ficaram a encarando chocados.


—Nada, filha. Pare de apontar para eles, é falta de educação. —Ela se curvou, pedindo desculpas pela atitude da menina, logo a arrastando para longe dos olhares curiosos.


Jimin aproveitou a situação para escapar dos braços do mais novo, sorrindo vitorioso ao ver sua expressão. Ao ver que ele iria tentar o segurar novamente, saiu correndo. Se sentia uma criança, mas ainda sim sorria.


—Me pegue se conseguir, herói! —Gritou, quando já estava bem longe do outro.


Os dois corriam feito crianças brincando de pega-pega. Algumas pessoas estavam os observando, com sorrisos no rosto. Afinal, não era todo dia que se via alunos do ensino médio brincando no meio do parque. Aquela praça esquecida havia se tornado vívida em tão pouco tempo que chegava a ser impressionante.


Passaram-se pelo menos trinta minutos desde que estavam correndo quando Jimin desistiu. Estava sem fôlego, com o baço doendo e cansado. Se sentou na grama, esperando o mais novo lhe alcançar.


Ao escutar uma notificação vindo de seu celular, sua felicidade se esvaiu. Ninguém mais possuía seu telefone além daquele homem, o que lhe fez começar a tremer. Teria que ir para casa logo, ou sofreria ainda mais pelo atraso.


Se levantou, colocando a mochila em suas costas. Impaciente e nervoso, torcia para que o mais novo chegasse logo. Apesar de não querer voltar para casa, precisava. Era sua função, afinal.


Ao perceber que Jungkook estava próximo, andou até a ele, fazendo-o parar de correr. Se curvou, pedindo desculpas.


—Eu preciso ir. —Disse, entristecido. Percebeu que o outro estava preocupado, mas ele não disse nada, apenas assentiu.— E não se preocupe, eu já recuperei minha inspiração. Obrigado por hoje, Jungkook.

O mais novo sorriu melancólico enquanto observava o outro partir. Apesar dele ter agido naturalmente, a situação ainda lhe parecia estranha. Sentia como se ele estivesse pedindo socorro, mas não tinha certeza. Talvez, outra hora, tentasse o salvar.

Afinal, era um super herói.
 


Notas Finais


Então. Eu avisei lá em cima que estive com uns problemas: estou doente. É. Não é nada sério (provavelmente), apenas estou com falta de nutrientes e gripada. Vou melhorar logo!
Por isso estive muito tempo sem pensar direito, então não consegui escrever o capítulo 4 ainda. Ele vai ser bem complicado para escrever, já que eu planejo fazer apenas 6 (e mais dois finais, isso eu vou explicar em outro momento) e tenho que tomar cuidado com o tema.
Bom, é isto! Espero que tenham gostado, me desculpe qualquer erro (desativei o corretor automático esses dias) e que entendam minha situação. Beijos!


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