História Squeeze - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Sabine Cheng
Tags Adrien Agreste, Alya Césaire, Chloe Bourgeois, Marinette Dupain-cheng, Miraculous, Nino Lahiffe, Squad
Visualizações 56
Palavras 1.976
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu ouvi alguém pedir um milagre?! Pois eu concluí uma one-shot. (se alguém perguntar o que eu achei, vou virar um avestruz e enterrar minha cara na terra)

É isso, boa leitura baby's❤

Capítulo 1 - Put your arms around me, baby, and squeeze;


Chuva era algo agradável, caso não fosse com trovões. Quando a chuva caía, lembrava a todos que podia ser um dia ruim onde não sairiam de casa, mas alguns mais otimistas enxergavam o outro lado desse conto.


Marinette era uma dessas otimistas.


Com a chuva vinha o frio e, com o mesmo, a vontade de sair da cama era nula.


— Mãe, está em casa? Está tudo bem? Conseguiram chegar?


Ouviu a resposta da progenitora e sorriu com um suspiro de alívio. 


— Eu estou no apartamento, não se preocupe. Pareço uma lagarta em um casulo com tantos cobertores. — Riu do próprio comentário, sentido o coração aquecido e mais leve por sua mãe lhe seguir na gargalhada. — Vou pedir uma pizza, está tudo bem, conversamos amanhã.


Encerrou a ligação. Se preocupava com seus pais tanto quanto eles para com ela. Ainda mais agora que se tornou uma universitária e para iniciar sua vida de independência tivera que mudar-se para um condomínio não tão caro, e bem aconchegante.


Os pais lhe ajudavam com o aluguel, mas ela também não deixava todo o peso em uma só perna.


Trabalhava para a grife de roupas Gabriel, o mais perto de seu sonho como designer já que o próprio a elogiava com frequência, sempre orgulhoso da mestiça e seu talento para a moda. 


Além de adquirir carinho do Sr. Agreste, se tornou ainda mais próxima de Adrien, podendo até chamá-lo de melhor amigo, embora quisesse um pouco mais do que isso. 


Batidas na porta bege do apartamento lhe atraíram a atenção; levantou-se do seu cantinho de leitura e descanso próximos à grande janela de vidro da sala, cruzando o cômodo médio, com a mão na maçaneta por fim abriu a mesma.


— Alguém pediu pizza? — Alya abriu o mais largo dos sorrisos, exibindo os dentes alinhados e brancos.


Marinette ergueu a sobrancelha e observou sobre o ombro da sua melhor amiga, encontrando Chloé, Adrien e Nino.


— Você colocou uma escuta no meu apartamento ou chama isso de telepatia? — Tomou as três caixas média de pizza que a morena equilibrava e as levou até o balcão, dando aos amigos passagem para entrar.


Todos riram, entrando em fila. Chloé e Adrien carregavam refrigerantes, enquanto Nino arrastava caixa de som com rodinhas (nada pequena, aliás). 


— Vão dar uma festa e não me avisaram? Isso é obra de qual das mentes criminosas?


A azulada sorriu de canto abrindo uma das caixas e deixando que o aroma se espalhasse. 


— Culpada, mas a maior parte foi do Adrien.


Chloé colocou a bebida sobre o balcão, ficando ao lado da amiga. Em nenhum país, planeta, universo ou dimensão paralela, Chloé e Marinette sequer sonharia em se tornar amigas, mas lá estavam; universitárias e amigas.


Desde que Sabrina saiu para estudar em Londres, Chloé se sentiu sozinha e Marinette não queria permitir isso. Acabaram por criar uma forte amizade com direito à farpas vez ou outra, o mesmo podia se dizer da loira com Alya.


— Hey! Eu achando que fossemos parceiros de crime e você acabou de me entregar para as autoridades! — Fez bico e semicerrou os olhos verdes na direção da Bourgeois.


Marinette gargalhou com Chloé, parando apenas para apontar à Alya onde ficavam os jogos de tabuleiro.


— Mas o que estão realmente fazendo aqui? Vieram nessa chuva?


— Todo mundo estava entediado, então roubamos o carro do Nino e partiu casa da futura designer famosa. — Alya explicou enquanto distribuía as caixas com jogos de tabuleiro pela sala, sentada sobre o tapete redondo felpudo e cor de preto com detalhes brancos em espiral na borda.


— Por estar chovendo, a maioria dos meus compromissos foram adiados. — Explicou Adrien pegando os pratos no alto do armário, acima da pia.


— Viemos quando a chuva estava fraca ainda, mas aí passamos na Pizzaria. — A loira cruzou os braços virando na direção do Agreste. — E você! Eu quero sushi!


— Depois eu compro para você.


— Perdeu mais uma aposta, Agreste? — Marinette riu pegando os copos.


— A Chloé que é trapaceira.


A mencionada virou a cabeça para o lado com falso ar de inocência, piscando os olhos azuis duas vezes seguidas.


— Você que é um mau perdedor.


— O que apostaram dessa vez? — Impediu a Guerra Civil na sua cozinha antes que começasse.


— Quem dançaria Macarena na praça de alimentação. — Alya pegou seu celular, colocando no vídeo onde Adrien estava tentando se esconder atrás de uma planta, ele ria sem parar, pois Chloé estava dançando Macarena no meio da praça, entre as mesas e algumas pessoas olhavam para os dois com seus celulares em mãos.


Marinette se engasgou com o ar no meio da gargalhada.


— Eu até posso ter passado vergonha, mas pelo menos vou ganhar o que eu quiser. E eu quero sushi!


— Tá vendo com o que ela gasta o pedido dela? Ainda não entendo como vocês comem e não engordam uma grama. — Nino comentou da sala.


As garotas se entreolharam com sorrisos cúmplices.


— Segredo de garotas. Alya, me manda esse vídeo.


A moreno imediatamente o fez.


Cada um do grupo ficou com uma função: Chloé escolheria um filme na Netflix da mestiça e drama estava proibido; Alya ficou por decidir os jogos mais divertidos; Nino organizava a playlist da noite; enquanto Adrien e Marinette arrumavam o jantar na cozinha da melhor forma possível.


— Obrigado por não nos expulsar do prédio, Mari.


Ela observou-o enquanto servia a pizza de Alya no prato.


— Eu que agradeço por não me permitirem morrer de tédio sozinha.


Riram juntos enquanto ele servia as bebidas.


— Se alguém perguntar o nome do filme antes de começar vai ganhar um tapa, obrigada, de nada. — Chloé falou, sorriu sem mostrar os dentes e equilibrou três dos pratos já com pizza para si e o casal de amigos na sala.


O loiro e a mestiça se olharam, rindo levemente. Leveza, paz e alegria era sentidos à distância com aquela reunião do Squad. Amava que estivesse com ela assim como eles amavam estar presente.


— Te ajudo a levar os copos.


Equilibrou três copos cheios de Coca-Cola enquanto Adrien levava dois copos e dois pratos com dois pedaços de pizza em cada.


— Sinceramente, para onde vai tudo isso? Vocês têm um buraco negro no estômago, com certeza. 


— Está implicando porque não consegue comer quatro pedaços ou mais. — Marinette riu debochada chegando perto das amigas onde rapidamente recebeu ajuda.


— E nem quero!


— Todo mundo ao redor do tapete. — Alya ordenou e todos obedeceram, sentados em pose de índio. — E que os jogos comecem!


— Verdade ou desafio, Alya?


— Chloé! Eu quem devia começar. — A expressão de tédio da loira era a clara representação da sua preocupação com os detalhes, arrancando um bufar da morena que mordeu sua pizza revoltada. — Verdade.


— Verdade que já fez um boquete no Nino?


Todos paralisaram, cada um reagindo diferente. O moreno tentou desaparecer em seu boné, Alya se engasgou com a pizza e tentava se acalmar com o refrigerante, Marinette ficou vermelha como um tomate e Adrien admirava o teto como se fosse uma obra de arte, com vergonha pela falta de noção da loira.


— Você morreu?


— Não, mas você vai.


A Césaire fez menção de levantar para asfixiar Chloé com as mãos nuas, mas Adrien protegeu a loira que riu.


— Eu sou imortal, criatura ridícula! — Apontou o dedo para a garota que segurou a risada o máximo de tempo possível, mas fez uma careta no processo e riu com a loira.


— Vocês não tem nenhum amor à vida mesmo. — Marinette balançou a cabeça.


Depois de risos e diversos tons de vermelho, Alya respondeu a pergunta e prosseguiram o jogo. Toda vez que Chloé ia perguntar para alguém, todos paravam de comer e beber para evitar uma morte terrível.


E assim foi por toda a noite. Assistiram ao filme favorito da loira: It - A Coisa. Onde riram a cada susto que a mesma lhes dava.


— Chloé, se algum demônio aparecer por aqui, juro que vou te levar para o Tártaros comigo.


— Não se preocupe, docinho, o Adrien vai te proteger enquanto eu faço as unhas com os demônios.


Riu com a loira.


Após todos terminarem o jantar e cansados de toda aquela energia, cada um se aninhou em algum canto da sala.


Chloé ficou com o canto de descanso onde cabia perfeitamente, já o casal se acomodou no sofá juntos. Marinette lavou as louças ao lado de Adrien ouvindo a música suave que Nino havia colocado antes de apagar.


Reconhecia-a como do Ed Sheeran e era sua favorita. Movia a cabeça no ritmo lento, deixando sua mente vagar para o baile de formatura do ensino médio, onde dançou novamente uma música lenta com Adrien.


Lembrava da primeira ter sido na festa de Chloé.


A mão do amigo estendida lhe chamou a atenção que dirigiu seus olhos aos dele.


— Me concede essa dança, Marinette Dupain-Cheng?


No exato momento a música mudou. A garota secou as mãos no pano de prato após guardar os pratos em suas mãos e fez uma reverência, aceitando a mão de Adrien com um sorriso que lhe foi correspondido de imediato.


— Com prazer, Adrien Agreste.


As mãos dela foram para o pescoço dele e as mãos dele abraçaram a cintura dela. A diferença de altura era notável, mas ninguém se importava.


Fim da noite, olhando pra mim


O que você vê?


Queria poder ler sua mente


Diminuindo a luz, aqui no escuro


Indo com emoções


Somente com a lua nos guiando


A letra era linda na opinião de ambos e não precisavam de palavras para concordarem sobre isso.


Quando estamos sozinhos, chego mais perto


Me dê seu calor que nunca conheci


Nos encaramos, presos em um abraço selvagem


Este é o lugar mais seguro que já conheci


Nenhum deles queria se afastar, aquele abraço em meio a dança era o melhor do mundo, o mais seguro como dizia a própria música.


Ponha seus braços ao me redor, amor


Ponha seus braços ao me redor, amor, e aperte


Só você sabe como me salvar


Ponha seus braços ao me redor, amor, e aperte


Abraço esse que se apertou por parte do loiro, ele enterrou o rosto no pescoço de Marinette e inspirou o aroma de morangos. Ela não reclamou, apertou-o em seus braços também, acariciando os fios próximos à nuca.


Lembro da noite em que falava comigo

Dizendo as palavras que eu mais queria ouvir

Me deu seu coração, me deu seu casaco

Quando estava frio

Me levando doce e lentamente


A chuva enfraquecida acariciava as janelas do lado de fora, era como uma segunda música de fundo para eles que viajaram para o primeiro encontro de verdade, o primeiro contato, quando ele lhe entregou o guarda-chuva e falou que nunca teve amigos. Quando ela se apaixonou perdidamente por Adrien Agreste.


Quando estamos sozinhos, chego mais perto

Me dê seu calor que nunca conheci

Nos encaramos, presos em um abraço selvagem

Este é o lugar mais seguro que já conheci


A música alternava entre o ritmo calmo e agitado, mas eles sequer ligavam se estavam ou não seguindo com a batida. Apenas não queriam deixar aquele abraço, onde pararam de dançar pela cozinha apenas para aproveitarem.


Ponha seus braços ao me redor, amor

Ponha seus braços ao me redor, amor, e aperte

Só você sabe como me salvar

Ponha seus braços ao me redor, amor, e aperte

Ponha seus braços ao me redor, amor

Ponha seus braços ao me redor, amor, e aperte

Só você sabe como me salvar

Ponha seus braços ao me redor, amor, e aperte

Você não vai me apertar, me abrace, baby


A música encerrou e Marinette foi a primeira a separar-se, sorrindo para ele, acariciou o rosto bem moldado e não desviou os olhos dos dele.


Ele a prendeu com um sorriso, um olhar e com um abraço.


Era dele e seu coração quem determinou isso, apenas Adrien não enxergava.


Notas Finais


A imagem da capa, personagens e universo não são de minha autoria, mas quem me dera.

Espero que tenham gostado, beijos e até mais❤️🥀❤️


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