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História Sr. Carter - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura 💜

Capítulo 2 - Cap 1 - A Festa


      

         Capítulo 1 - A Festa


   - Vamos logo Emma! - resmungo em frente a porta de nosso quarto - a gente vai se atrasar! 

Sim, eu acabei cedendo a essa festa idiota de calouros. Emma me perturbou o dia todo com mensagens de texto. Só aceitei para a mesma não ficar chateada, além do mais, eu tinha que me enturmar com mais alguém.

- E desde quando alguém se atrasa para uma festa? É uma festa! - ela saiu do banheiro toda desajeitada - tá bom ? - diz dando uma voltinha para mim analisar.

- sim, podemos ir agora? - ela acena com a cabeça e descemos

Não posso mentir que Emma me atraí um pouquinho. Desde que eu a vi pela primeira vez hoje de manhã meu coração se acelerou de uma forma estranha… eu nem sei ao certo minha sexualidade na verdade, não sei o que pensar dessa situação.

- […] aí eu caí bem em cima dele, tipo de cara mesmo… - saio de meus pensamentos - está prestando atenção na história Alyssa?

- O que? - tento forçar a me lembrar de algo

- Aishi, deixa pra lá…

***

Caminhamos mais algum tempo até chegarmos a uma espécie de "casarão" perto do prédio de engenharia.

- E é aqui que a magia acontece - ela diz animada

- Se a magia é bebida e sexo… - digo analisando o local.

- Você é tão careta - ela revira os olhos em quanto retoca seu gloss - vou ver se meus amigos já estão aqui - ela fala caminhando em direção a casa me deixando só.

- E AQUELE PAPO "EU VOU ESTAR LÁ, VOCÊ NÃO VAI FICAR SOZINHA? - grito na tentativa dela me ouvir, sem sucesso - vadia - murmuro.

Desde de que eu me entendo por gente isso acontece e depois as pessoas vem falar comigo como se nada estivesse acontecido. Tá, talvez eu esteja sendo dramática demais por que conheci a menina a menos de 24hs mas… isso é normal de se acontecer, já estou acostumada.

Entro na casa.

Há bebidas por todo canto, música alta, drogas circulando livremente, gente se pegando e se esfregando em quanto dançam, pouca iluminação. Aparentemente é uma casa normal com móveis e tudo mais… numa faculdade? Pensei "então são assim as festas universitárias?". 

- Que merda! - exclamo num tão baixo.

Caminho até a cozinha.

- Pode me dá uma bebida? - falo para um garoto que despeja vodka em seu copo.

- Tá me achando com cara de bar-man? - ele fala sorrindo e virando o copo - pega aí gata - me entrega a garrafa e sai.

Grosso, sarcástico e bonito, não gostei dele.

Me sirvo com um pouco de uísque e volto para a sala. 

***

Já se passaram mais de 1h que estou sentada nesse sofá que fede a álcool e sexo. Nesse momento tem um casal se pegando a minha esquerda, e um garoto dormindo ou morto a minha direita.

Olho para as escadas da casa e vejo a Emma subindo toda desajeitada quase caindo com um garoto…pera…com o garoto da bebida??

Pensei umas mil vezes se subia. Não queria atrapalhar a foda de ninguém, porém ela não parecia estar sóbria para transar.

Subi lentamente até ver uma porta entre aberta no fim do corredor. Olho pela brecha.

Emma está deitada sobre a cama, desacordada, e o tal garoto por cima dela.

- EI! - grito fazendo um movimento brusco para abrir a porta - SAI DE PERTO DELA SEU NOJENTO! - ele se levanta e coloca as mãos para cima num sinal de rendição, porém ainda sarcástico.

- Calma gatinha, pode se juntar a nós - ele fala vindo em minha direção.

- Se você encostar um dedo em mim eu ligo pra polícia agora - falo pegando meu celular do sutiã - saí daqui - ele sai lentamente despejando um selar em minha bochecha e bate a porta.

Respiro aliviada.

Eu queria encher aquele garoto de porrada, mas ele me dava medo. Não sei se foi pelo fato dele quase ter estuprado a Emma, pelo olhar de louco dele ou de estar extremamente bêbado e provavelmente drogado e querer fazer algo comigo. Ninguém sabe o que se passa na cabeça dessas pessoas.

Queria tirar a Emma daquele lugar, porém não sabia o que fazer. Todo mundo lá em baixo estava bebado, drogado ou transado, não tinha como pedir ajuda para ninguém.

Olhei para o celular em minha mão, e pensei em ligar para a mãe dela. Desbloqueie o aparelho com sua digital pegando seu dedo indicador e tocando suavemente a região. Entrei em contato, depois pesquisei "mãe". 

Liguei para a mesma e ninguém atendeu. Continuei rolando para baixo na tentativa de encontrar um contato salvo como "pai". Porém só achei um salvo como "Carter". 

Pensei por alguns instantes antes de ligar. Como "Carter" é o seu sobrenome, provavelmente é alguém se sua família. 

Liguei, e para minha surpra quem atente é seu pai. 

***

A essa altura o Sr. Carter já estava chegando aqui em Tomorrowland, e eu estava na porta do casarão a sua espera. Olhava a todo momento para as escadas para ver se algum subia, por conta da Emma.

Um Chevrolet Onix prata estaciona em frente ao casarão. Um cara aparentando ter uns 40 anos sai do veículo as pressas e vem em minha direção. 

- Oi - ele fala com em um tom baixo - você que é…

- A Alyssa? Sim, sou eu - sorrio simpática, e ele logo em seguida.

Que sorriso lindo, pensei.

- Prazer sou o Will… - ele da uma pausa e encara meus lábios - Will Carter - completa.

- Alyssa Evans, prazer - digo ainda sorrindo sem graça - ela está lá em cima, vamos? - ele acena e me segue. 

Ninguém parece se importa com o Sr. Carter lá dentro. Ignoram completamente sua presença.

Abro a porta do quarto e ele adentra junto comigo. Ele olha para sua filha com preocupação.

- Eu pego ela no colo e você vai abrindo a porta de trás do carro pra mim? - ele fala me entregando a chave do carro. Pego a bolsa de Emma e seguimos novamente lá para baixo. 

Ligo o carro destravando as portas e abro as de trás. Sr. Carter coloca a Alyssa com cuidado sobre os bancos. Sento no banco do passageiro e ele gira a chave dando a partida. 

- Vai me dizendo aonde tenho que seguir para levar vocês ao dormitório, ok? - ele diz dando a manobra

***

O caminho todo permaneceu em silêncio, só era interrompido pela minhas palavras em quando o guiava. Ele estava 100% atento a direção e com a cara fechada, não me dava liberdade nem de contar realmente o que aconteceu com sua filha. 

- É aqui - digo retirando o cinto de segurança.

- Vai indo na frente - ele diz abrindo a porta de trás do carro e pegando novamente Emma no colo. 

Seguimos para o nosso quarto, ainda em silêncio. Abro a porta do cômodo e mostro a cama dela, ele põe com cuido sua filha sobre o edredom por cima da cama e olha em minha direção.

- O que aconteceu? - ele diz se sentando do lado dela e retirando alguns fios de cabelo que estavam em seu rosto.

- Não sei exatamente oque houve... - sento em minha cama de frente para o mesmo - nós fomos juntas para a festa, mais se separamos - dou uma pausa - quando fui ver, um garoto estava levando ela para o segundo andar da casa, e eu apenas segui e mandei ele ir embora.

- Filho da puta - ele braveja - sabe o nome dele? - nego com a cabeça - sabe pelo menos como ele é? 

- Tinha o cabelo cacheado, 1.80, branco e olhos verdes - forço a tentar me lembrar mais de algo - é... é só isso que me lembro...

- Não acredito - ele leva as mãos a cabeça parecendo não acreditar no que falei.

- O que?

- Noah o nome do filho da puta - como ele sabe? Penso - ele e a Emma namoram, namoravam sei lá, eles vivem brigando.

- Tá, deixa ver se eu entendi - o encaro confusa me ajeitando na cama - a Emma e esse tal de Noah tem uma espécie de lance? - Will acena - E ele queria estuprar ela? Mais por que? 

- Não sei se ela te contou mais a Emma tem problemas com drogas  - sinto um tom de tristeza em suas palavras - e tudo começou depois que ela conheceu esse cara. Depois disso ela mudou completamente com tudo e todos...

- Nossa... 

Eu tinha uma impressão tão diferente da Emma quando a vi hoje mais cedo...nunca imaginei nada parecido. 

- Eu e ela não se falamos mais por conta disso... - me lembrei do contato salvo no celular da Emma "Carter" - eu só quero ela bem, mas ela não me escuta... Parece que ficou cega depois que conheceu esse vagabundo - será que tem como não dizer pra ela que eu vim? - Will me encara com a expressão ainda preocupada.

- Sim, sem problemas.

- E pode também colocar uma roupa mais confortável nela, por favor - ele se levanta 

- Claro, pode ficar tranquilo... - sigo até a porta - quer anotar meu número? - ele me encara fixamente - caso haver queira saber dela... - coro

   ****

Depois de levar o Sr. Carter até a porta do bloco B vou até Emma e troco suas roupas e a visto com um pijama bem confortável. Caio na cama de sono logo em seguida, o dia foi agitado. 



***





Notas Finais


Bom, foi isso pessoal, espero que tenham gostado. Fiquem em casa e usem álcool em gel xuxus, se protejam. Até o próximo capítulo 💜


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