História Sr. Parker - Capítulo 39


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Chefe, Diversos, Emprego, Empresa, Newadult, Romance, Sr Parker, Teen
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Palavras 1.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 39 - EVANS - A resposta da ruiva.


Fanfic / Fanfiction Sr. Parker - Capítulo 39 - EVANS - A resposta da ruiva.

Na manhã seguinte, acordei com minha cabeça latejando. Talvez eu tivesse exagerado um pouco com a bebida, na noite anterior.
Levantei da cama com certa dificuldade e fui até o banheiro. Após um banho longo o suficiente para que a dor diminuísse um pouco, vesti um terno cinza e fui até a cozinha, onde Katia me esperava com um café bem forte e quente.


Katia era uma das mais antigas empregadas. Ela preparava meu café todas as manhãs, mas eu o tomava na cozinha mesmo. Não queria que fosse posta a mesa, afinal, não havia ninguém para me acompanhar, então não tinha necessidade daquilo. Seria uma perda de tempo!


- Bom dia, senhor Parker.


Ela me deu um doce sorriso. Eu gostava de a ver sorrir. Katia tinha a expressão de uma mulher que já havia sofrido muito em sua vida, mas que mesmo assim, era feliz.. Era quase o oposto de mim. Devolvi a ela um sorriso e peguei meu café de suas mãos.


- Bom dia, Katia.


Então fui até a garagem, onde o motorista já me esperava, parado ao lado do carro. A claridade fazia meus olhos doerem. Entrei no carro e busquei por meus óculos escuros. Alívio.
Tomei o café enquanto estava bem quente e me recostei no banco, tentando relaxar. Foi quando uma pontada aguda surgiu em minha perna esquerda. O susto me fez gritar.


- Tudo bem, senhor? Quer que o leve de volta para casa?


Ouvi a voz do motorista, preocupada. Segurei minha perna com força, aquilo não ajudava muito, mas teria que bastar para que eu descesse do carro e chegasse ao escritório.


- Não!


Silêncio se estabeleceu novamente. Após algum tempo, a dor diminuiu consideravelmente, ao menos o suficiente para que eu conseguisse andar sem mancar demais.
Não estava muito certo. Minha última "sessão de dores" fora a tão pouco tempo, deveria demorar um pouco mais para que elas voltassem.. Mas não dava para pensar nisso agora e sim em como eu chegaria ao meu escritório!


Quando o carro estacionou em frente à empresa, respirei fundo algumas vezes, então desci do carro e, usando todo meu auto controle, entrei porta adentro. Os efeitos de minha presença logo se fizeram notar. Pessoas praticamente correndo de um lado para o outro, prendendo a respiração e saindo do meu caminho.


Entrei no elevador que já estava aberto e subi até o vigésimo andar. A porta do elevador se abriu e Cassandra já me esperava.


- Bom dia Senhor Parker.


- Saia!


Gritei para ela. Precisava de alguém de confiança no momento. Andei até a mesa de Abby e me apoiei nela. Então, tomado pela dor, praticamente rosnei.


- Na minha sala!


E eu mesmo andei até lá, fechando a porta e me sentando em minha cadeira. Em poucos segundos, Abby estava comigo.


- A cortina!


Disse a ela, que atendeu prontamente e abaixou a negra cortina sobre as portas de vidro, que eu usava para trabalhar com mais privacidade em meu escritório. Cerrei o punho e segurei a perna com mais força.


- Abby.. Minha perna!


Disse a ela. A morena correu até o local onde guardava as injeções para as dores que eu sentia quase que diariamente.


- Matt só tem uma.


Disse ela, apavorada. Soltei um gemido de dor e ela se aproximou, colocando o remédio na agulha e a estendendo para mim.


Após aplicar o remédio e sentir o alívio momentâneo, disse à Abby que providenciasse mais injeções e chamasse Ship, o único médico em quem eu confiava.


O telefone toca em minha mesa e o atendo ao primeiro toque.


- O que é?


Rosno, já sabendo que era Cassandra que me responderia, com sua voz Fina.
Ela me informa que Sarah Evans já está esperando e lhe digo que a verei, mas eu a chamaria quando quisesse.


Abby foi apressada para providenciar que Ship chegaria logo ao escritório e, após me recompor um pouco, ordenei que Sarah entrasse.


Assim que a vi, soube que o desafio seria ainda maior do que havia imaginado. A ruiva tinha um gosto realmente péssimo para roupas.. Só que a droga disso tudo, era que ela ficava linda até mesmo se estivesse vestida de mendiga!


Me movi em minha cadeira, desconfortavelmente. A dor em minha perna ia e vinha, a dose do remédio que apliquei não era suficiente para que parasse por completo. Olhei para Sarah, que me observava como se olha para algo que lhe amedronta, mas ao mesmo tempo lhe deixa curioso.


- Seu vestido é horrível!


Disse a ela, que rebateu sem pestanejar;


- Sua gravata também!


Ao notar o que havia dito, a ruiva pôs as mãos sobre a boca e eu achei muita graça naquela situação.. Ou talvez fosse o efeito colateral do remédio.


- Você tem razão. Nunca gostei dessa gravata!


Então uma pontada de dor surgiu e tive de me esforçar para disfarçar que estava de fato muito mal. Ela franziu as sobrancelhas, com ar preocupado.


- O senhor está bem?


- Estou ótimo!  Então, qual a resposta, senhorita Evans?


Disse, para evitar mais perguntas desnecessárias.
Ela pareceu pensar no assunto por alguns segundos, o que me deixou curioso, afinal, por que ela viria até aqui se ainda não tivesse tomado sua decisão?


- Sim.


A encarei, em desafio.


- Tem certeza disso?


Então ela sorriu e, droga, ela tinha um sorriso maravilhoso. Se eu não estivesse com tanta dor, certamente aquele sorriso lindo teria me trazido pensamentos que eu tento evitar ter com minhas funcionárias.


- Sim!


Sorri de volta para ela, mas sem o mesmo ânimo. A dor em minha perna se tornava mais intensa a cada minuto. Mas que droga, tinha de esquecer meus remédios justo hoje, Abby!?


- OK, quero te ver aqui amanhã às 8:15, no máximo! Está dispensada.


Disse, movendo-me novamente em minha cadeira, em busca de uma posição mais confortável para a perna. Sarah assentiu e saiu do escritório.
Me debrucei sobre a mesa e aguardei por um tempo que pareceram horas, considerando a dor que sentia. Então a porta se abriu e senti um par de mãos geladas tocarem meus ombros.


- Vamos amigo, levante a cabeça.


Ouvi a voz de Ship. Então a voz de Abby disse algo que não entendi. Eu estava quase perdendo a consciência. Mas que droga.


- Vou demitir... Você ... Abby...


Consegui dizer, sentindo meus lábios formarem um fraco sorriso. Então a voz suave da morena soou em meus ouvidos.


- Engraçadinho!


E a escuridão tomou conta.




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