História Sr. Parker - Capítulo 42


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Chefe, Diversos, Emprego, Empresa, Newadult, Romance, Sr Parker, Teen
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Palavras 1.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 42 - EVANS - Dias Dolorosos.


Fanfic / Fanfiction Sr. Parker - Capítulo 42 - EVANS - Dias Dolorosos.

Os dias se arrastam com uma lentidão dolorosa, quando você tem algo tão pesado para carregar no peito.
O fardo de uma morte.. De duas mortes.

"As luzes eram claras demais, os sons estavam altos demais também.. Tudo ao meu redor parecia fora do lugar. Como se as coisas não devessem ser daquele jeito.. Mas por que? Não conseguia me lembrar..

Blair!

Como se uma lâmpada fosse repentinamente acesa em um quarto escuro, eu me lembrei do que aconteceu.

- Blair.. BLAIR!!

Eu gritei seu nome até meus pulmões doerem.
Quem surgiu em minha frente foi Ship, um velho amigo da faculdade.. Mas ele cursava medicina. Não estava certo.

- Ei, calma Matt!

Olhei para ele com espanto. Eu estava deitado? Por que? Tem algo em meus braços. São catéteres. Um deles traz um líquido vermelho e o outro, é transparente. Não posso estar mesmo em um hospital. Preciso saber notícias de Blair!
Tento me levantar, mas Ship me empurra de volta.

- Não pode se levantar. Você perdeu muito sangue e a sua perna foi gravemente ferida, Matt.

- O que?

Digo. Tem um zumbido alto em minha cabeça. Não sinto dores. Eu estou bem. Resmungo algo sobre me deixar em paz.

- Me larga! Tenho que ver a Blair!

Ele me solta e consigo me sentar na cama. Eu o olho, começando a ficar irritado. Por que ele ainda não me disse onde estava a minha noiva?

- Ship! Cadê ela?

Falo, com um pouco de dificuldade. Parece que o efeito da morfina (ou seja lá o que me deram para a dor) está passando. Sinto como se minha perna estivesse sendo rasgada e olho para ela, instintivamente.
Definitivamente não está nada bonito. Apesar do ferimento ter sido limpo e estar medicado "Isso vai deixar uma bela cicatriz" penso.

Ship senta ao meu lado na cama. Eu o observo, sentindo o zumbido voltar à minha cabeça.
Aquilo não é bom. Posso estar drogado e sem pensar com tanta clareza. Mas até mesmo nessa situação, sei que ele está sendo cauteloso.. E só se é cauteloso quando se tem notícias ruins.

- Onde está ela?

Repito, sentindo o peso de cada palavra que sai da minha boca. Como se fossem tijolos e eu os estivesse amarrando à minha perna, pronto para me atirar de uma ponte.
Ele me observa com atenção. Limpa a garganta e diz, daquela​ forma que falamos com alguém de quem temos medo. Conheço bem esse tom, porque a maioria das pessoas fala comigo assim.. Só que Ship nunca fora uma dessas pessoas.

- Matt.. A Blair, ela.. Bom, os ferimentos foram muito graves.. Eu sinto muito por ela e o bebê.

E aí vem a queda.. Me jogo da ponte imaginária, Com os tijolos imaginários amarrados em meus tornozelos.
Levei mais tempo do que o necessário para absorver aquilo. Talvez eu tenha entrado em estado de choque, não sei, porque quando minha consciência voltou, eu ainda estava na mesma posição, sentado na cama.. Mas estava sozinho no quarto. Sentia o líquido gélido entrando por minhas veias de hora em hora.

"... Por ela e o bebê"

Blair estava ...

Me levantei e dei dois passos, até sentir os catéteres pesarem em meus braços. Eu puxei com força, um de cada vez. Vi o chão sendo manchado de sangue. Mas não me importei.

Outro branco em minha memória. Quando dou por mim, estou no terraço do hospital. Ouço gritos. Levo um tempo para compreender que os gritos são meus. Sinto meu rosto molhado. Minha garganta arde.
Sinto um par de mãos pousando em minhas costas. Ouço uma voz. Acho que é América. Ela grita meu nome varias vezes até que alguém a tira dali.
Não consigo sentir mais dor em minha perna ou em qualquer outro lugar de meu corpo. A dor do meu peito é sufocante. Eu a matei.. Eu a matei..."

Acho que o tempo passou mais rápido do que eu gostaria.
Também acho que fiz a besteira de convidar a novata para ir comigo até a casa de meus pais no dia de ação de graças.

" - Tem planos para o dia de ação de graças?

- Bem.. Meu plano era um jantar simples, sozinha em meu apartamento.

- E se eu lhe convidar para ir até a casa dos meus pais? ... Quer dizer, não que passar a ação de graças sozinha no seu apartamento não seja convidativo..."

Minha nossa, Matt. O que foi que deu em você?
Agora estou em minha varanda olhando para o penhasco que há logo atrás de meu quintal. Ele deve ter uns 20 metros de altura, ou quase isso.
Tenho pensado demais em Blair nos últimos dias e aquilo não me faz bem. Não consigo trabalhar, nem raciocinar direito. A prova disso foi a besteira de convidar a novata para ir até a casa de meus pais. Quer dizer, eu sempre levo alguém comigo, alguma mulher bem atraente é sempre bem vinda para aqueles malditos dias em que preciso encarar minha família.. Mas eu sempre levo garotas que são "dispensáveis". Afinal, não as verei novamente tão cedo, talvez nunca mais as veja.. Opções não faltam, pois conhecer a mansão dos Parker é algo bem desejado no mundo da moda.

Na manhã de quarta feira, acordo sentindo um peso em meus ombros. Me sinto definitivamente péssimo. Vou até a cozinha e tomo meu café. Os empregados estão quase todos de folga hoje, mas meu café está pronto e bem quente, como em todas as manhãs.
Volto ao meu quarto e coloco um terno cinza, como de costume.
Vou até a garagem e lá está Eddie, meu motorista habitual, esperando ao lado do carro e lendo seu jornal.

- Bom dia, senhor Parker.

Dou um sorriso fraco para ele.

- Mais um ano, Eddie!

Digo, o fazendo rir. É uma piada interna. Eu e ele apostamos quantas ações de graças em família eu consigo suportar, sem ter um surto.
Apesar de ser considerado um total carrasco na empresa, não me considero uma pessoa assim tão ruim. Mas que isso fique longe dos ouvidos de qualquer empregado daquela empresa!

Já no carro, ligo para Ship e o peço para me encontrar na mansão de meus pais. Tenho que buscar Sarah em seu apartamento. Aquilo não me agrada tanto assim, mas eu a convidei, apesar de não estar em meu juízo perfeito quando fiz o convite. Estava bem claro que a ruiva não tinha a capacidade de fingir ter qualquer tipo de relacionamento comigo. Eu a havia visto poucas vezes, mas seu olhar deixava bem claro o que sentia por mim. Era quase como uma placa luminosa em sua testa que dizia "odeio você".
Dou um sorriso. Talvez eu estivesse errado. Talvez fosse até divertido...



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