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História Srta. Saltzman - Capítulo 2


Escrita por: MihApSnts

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Srta. Saltzman - Capítulo 2 - Capítulo 2

(PDV DAMON)

Depois que eu acordei, eu me arrumei e decidi dar uma volta. Eu saí de casa era 09h00min, e logo depois fui resolver alguns assuntos com a xerife.

E só voltei às 14h30min. Stefan não estava em casa, com certeza ele estava enfiado na casa, (no quarto pra ser mais específico), da Elena.

Eu estava morrendo de fome, eu tive que me controlar muito para não atacar ninguém. Então eu desci até o porão, peguei duas bolsas de sangue e voltei para sala, me joguei no sofá, espreguiçando.

Comecei a beber a primeira bolsa e ali no meio daquele silêncio, pensamentos invadiram a minha mente...

Quanto tempo eu conseguiria viver desse jeito? Nessa situação?

Eu levantei e peguei uma garrafa de whisky e comecei a beber.

Amava uma pessoa que não tinha nem sequer um olhar diferente para mim.

Era amor? Ou fascinação?

E aliais, pra piorar tudo eu não quero perder a amizade do meu irmão de novo por causa de amarmos a mesma mulher.

Por que eu nunca tenho sorte no amor?

O meu relacionamento com Katherine acabará tragicamente. Tudo que ela fez... Todas as mentiras, controle mentais. Tudo.

Ela não merecia nosso amor, nada que fizemos para ela.

Ela merece solidão e rejeição.

Agora Elena me ama, só que de outra forma.

E Rose... Apesar de eu ter convivido com ela pouco tempo, eu a amei incondicionalmente. Como eu me sentia culpado pela morte dela!

Eu realmente acredito que poderíamos ter sido muitos felizes juntos. Mas como sempre tinha que acabar.

Eu nunca sou digno de uma merda tão boa assim não é ?

Suspiro bebendo a outra bolsa de sangue.

Várias mulheres me acham bonito, charmoso, sexy... Mas o que isso me adianta? Se sou tão infeliz?

Será que estou predestinado a ser infeliz e sozinho por toda a eternidade?

Não...

Não pode ser !

Eu não aguentaria.

Nos meus 170 anos de vida, já ouvi muitas histórias de vampiros que enlouqueceram. E eu sinceramente tenho medo de ficar completamente louco, e o mais triste sem saber o que é ter um amor verdadeiro,  correspondido.

Porra...

É isso o que ganho sendo bonzinho?

Sofrer na solidão?

Pelo menos quando eu não me importava com nada e com ninguém, quando eu não tinha nenhuma humanidade, eu não sofria por esses sentimentos ridículos.

Aliais, eu não sofria por nada, pois não tinha consciência de nada...

Só pensava em sangue, morte, vingança.

—Eu preciso... EU PRECISO, EU NECESSITO SER AMADO AGORA. -eu disse quase berrando.

Nesse momento  pude escutar passos e logo barulho na porta sendo aberta e assim sendo fechada .

Stefan entrou na sala.

Merdaaaa!

SERÁ QUE ELE ESCUTOU? -eu me perguntei mentalmente me amaldiçoando.

—Falando sozinho, irmão? -Stefan perguntou preocupado me analisando.

—Eu? Que isso. Não sou louco. -rebato revidando os olhos.

—Louco eu não sei. Mas que você falou algo sozinho, falou. Só que não deu para eu ouvir... Infelizmente. -ele disse me analisando.

Com essas palavras eu me acalmei um pouco. Não queria que ele me visse tão fraco, exposto.

Eu odeio parecer sensível e emocionado perante as pessoas.

—Mesmo que eu tivesse dito alguma coisa sozinho isso não é da sua conta. -eu disse com ironia, dando de ombros.

—Uol... Calma aí, Damon. Eu só fiz um comentário. Não precisa ser bruto e mal educado.  -Ele disse  bravo chegando perto do sofá.

E quando ele viu a garrafa de whisky...

Aí céus, tudo começou.

—Damon?! -ele falou rígido.

—Que foi? -eu perguntei com brutalidade.

—Você ainda pergunta? Bebendo essa hora?

—E daí? Eu bebo a hora que eu quiser. Não sabia que tinha hora certa pra beber. -falo sendo extremamente grosso.

—Nossa, sério hoje você está fora de base. Todo agressivo, grosso e mal educado... -ele bufa andando pela sala. -Sinceramente, eu não sei o que faço com você mais.

—Eu hein. Ótimo, não faz nada. Eu nunca te pedi nada. Você faz , se preocupa porque quer.

—Sabe... Era isso o que eu deveria fazer. -ele rosna furioso. -Mas você é meu irmão, e não quero vê-lo se destruindo assim... Dessa forma!

—Oh meu Deus. Dai-me paciência. Saco, muito saco pra te aturar. Sempre o mesmo Blablabla. Ok Stefan. -eu disse me levantando do sofá, e caminhando até a escada para ir para o meu quarto.

Lá eu ficaria em paz e sem ter que ouvir o disco arranhado do meu irmão. Nossa...

Disco arranhado porque ele sempre repete as mesmas coisas... Isso cansa, sabia?!

Entrei batendo fortemente a porta.

Deitei na cama fitando o teto e suspirei me sentindo cansado.

Mas não era fisicamente. E sim um cansaço mental.

Suspirei fechando os olhos sendo consumido por aquele silêncio.

(...)

Voltei a realidade, assustado.  Pelo meu celular que tocava sem parar.  Droga eu tinha apagado.

Estiquei pegando ele em cima da escrivaninha e vendo quem era.

Era o Ric.

—“E aí Ric...” -digo.

—“Damon, você está ocupado?”

—“Não. Por quê?”

—“Você me levaria até o aeroporto?”

Quando ele disse aeroporto, eu lembrei de toda a história da sobrinha órfã dele.

Céus, com certeza ele irá buscá-la. Seria uma boa. Pois eu conseguiria ficar, mais algumas horas fora de casa, sem ter que aturar, olhar pro pé - no - saco, do meu irmão.

—“Damon?”-ele me chamou impaciente com meu silêncio.

—“Oi Ric, desculpe. Vou sim”

—“Você pode me buscar agora, aqui na casa da Elena?”

—“Posso. Já estou indo...”-digo desligando o celular .

Levantei indo pro banheiro lavando meu rosto, escovando meus dentes e arrumando meu cabelo.

Ali quase voei porta a fora, para que Stefan não me incomodasse...

Mas não é que ele  anda bebendo muito sangue de coelho?  O desgraçado apenas brotou na minha  frente, num piscar de olhos.

—Como você vai para a casa da Elena, poderia me dar uma carona? -Ele perguntou me analisando.

—A não Stefan... -digo bufando não acreditando nisso.

Isso só pode ser castigo!

—Anão é um homem bem pequenininho. -ele retrucou.

Não é que ele tirou sarro com minha cara?

—Aposto que você acabou de voltar de lá e você já está com saudades da Eleninha? Por que não se casam de uma vez? Evitaria o trabalho de ficar andando de um lado pro outro, feito uma barata tonta irmão. -eu falei com ironia e muita fúria, por não ser eu quem pudesse ficar pertinho dela.

Ele faz bem querer ficar sempre grudado nela. Eu se tivesse no lugar dele também ficaria...

Bufo.

Ele sorri ignorando toda minha ironia e deboche.

Tentando sair e ficar pleno.

—Por favor, Damon. O que custa? Você está indo pra lá mesmo.

—Ok. Mas se você começar a ficar buzinando no meu ouvido, eu te taco pra fora, com o carro em movimento. Ouviu? -perguntei o ameaçando.

—OK. Prometo não te incomodar.

—Ótimo. -digo revirando os olhos.

Sai indo pra fora e assim entramos no carro e seguimos até a casa da Eleninha.

Para a minha felicidade Stefan não falou nada. Apenas ficou olhando pra fora, pensativo, e às vezes olhava pra mim, e logo depois voltava a olhar para fora.

Ok, bizarro.

 Eu achei isso esquisito de mais, mas não comentei nada.

Se puxar ou perguntar qualquer coisas com ele, ele se empolga e não para de falar. Então estou de boa.

Prefiro o silêncio e a curiosidade.

Rapidamente chegamos. Ele desceu e apenas agradeceu a carona e assim sumiu porta adentro.

Eu buzinei para que Ric viesse logo. Ele em poucos segundos saiu da casa e entrou no carro.

Dava pra ver e sentir sua afobação.

—E ai? -pergunto percebendo que ele ainda está um pouco abatido.

—Estou um pouco melhor... -ele diz direto.

—Bom. -dando um sorriso nervoso.

—Vamos buscar a minha sobrinha. Ela vai chegar no avião da 17h00min.

Eu olhei para o relógio e já era 16h00min. Era o tempo para chegarmos lá a tempo e sem correria.

—Ok. -eu disse ligando o carro e seguindo para o aeroporto.

No caminho fomos conversando. Dava pra ver a sua ansiedade e nervosismo.

Ric me disse que estava com um pouco de medo e receio de não ser um ótimo tutor para ela.

E que ela aparentemente , pelo o que eles conversaram pelo celular, ela parece que mudou muito.

—Ela está diferente. Pude perceber. Está bem determinada, sabe o quer e também me pareceu estar bem cabeça dura também. Se tornando até um pouco rebelde. -ele comenta preocupado , suspirando.  

—Pessoas mudam Ric. Fora que ela é uma adolescente de 16 anos. Adolescente são simplificação do demônio... Não se esqueceu disso ne? -pergunto rindo.

—Ah céus. Obrigado pelo apoio amigo. Você está sendo de grande ajuda. Você só me fez lembrar bem como é um adolescente... Céus Jeremy , Elena...

—Elena até que não dá, dava tanto trabalho.

—Sim. Apesar de todos os acontecimentos e perdas até que ela é bem centrada e controlada. Agora Jeremy...

—Esse aí deu trabalho pelo dois. -comento rindo.

—Sim. Mas ainda bem que apesar das dificuldades estou conseguindo o ajudar, apoiar e está aprendendo lidar com tudo, com todos os sentimentos... E já não está precisando refugiar nas drogas.

 -Sim. Ainda bem... Agora sua sobrinha...

—Ela sinceramente não sei o que esperar.

—É, aparentemente isso é normal, amigo. Faz anos que você não a vê. Junta a pré-adolescência... E agora tudo isso que está acontecendo na vida dela. Bom, fácil, não vai ser, pra ser sincero. Mas vai dar certo.

—Tomara.

—Você é um ótimo professor, tutor... Então mais de meio caminho já está andado.

—É. Que Deus me ajude. -ele diz rindo.

O acompanhei rindo e ali fiquei pensando em tudo que ele me falou. Fiquei imaginando como ela era e em como ela está agora.

Não só o gênio, mas fisicamente.

Será que ela se parece com Ric?

Depois de algum tempo chegamos no aeroporto.

Caminhamos, sentando perto da porta de entrada. E ficamos esperando por ela. Ainda faltava 10 minutos para ela chegar.

Posso ver o desespero dele. Ele estava inquieto , mexia as mãos sem parar. Sem falar em sua perna que balançava freneticamente.

—Céus. Vou te dar um tiro . Sossega. -disse rindo, irritado.

Ele riu nervoso.

—Desculpa, não consigo me acalmar. Enquanto eu não a ver , a tocar e sentir que está tudo bem, eu não vou sossegar.

—Meu Deus. -retruco balançando a cabeça.

Rapidamente o avião começou a chegar. Eu reparei nos pequenos detalhes...

“O avião descendo, a porta se abrindo, e as pessoas saindo.”

Eu me perguntei qual das moças que estavam descendo seria ela. Ric não me disse com ela era fisicamente.

Apesar que não adiantaria muito, faz anos que ele não a vê. Então com certeza deve ter mudado muito.

Mas eu fiquei puto da vida com ele, por isso! Eu não entendia o porquê da minha curiosidade.

Eu só sei que fiquei super ansioso para vê-la e conhecê-la...



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