História Srta. Sortuda - Capítulo 1


Escrita por: ~

Visualizações 81
Palavras 1.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Começando pelos avisos, porque sou radical:

~ Plágio é crime! Não plagie! E não aceite o roubo. Eu sempre estarei procurando daqui, mas caso você veja alguém roubando alguma história minha, me conte por MP para eu resolver com o ladrão. Obrigada! ^^

~ As imagens foram conseguidas na net e as capas são editadas por mim, mas a arte não me pertence. :V

~ Inspiração HARD no mangá "Kisu yori mo Hayaku"; apesar da história e enredo serem COMPLETAMENTE diferentes - mas com propósitos iguais -, o mangá tem uma forte influência nesse enredo (inclusive, recomendo muito, tá no meu top 4 de melhores shoujos). :')

~ Também tive a ideia lendo a fic da @Ibuki-sanShoujo, que também tem Utaus e essa parada toda! Uma leitura que recomendo, a fic está super divertida, deixarei o link nas notas finais. ;3 O enredo dessa aqui não tem BULHUFAS a ver com o dela, tipo, intrigas totalmente diferentes, mas eu me inspirei pela personalidade do casal principal, que me agradou bastante. :3

ENFIM, espero que se agradem com a leitura.
Eu até tenho uma história com "vida de casados", mas ainda está longe pro "vida de casados", queria fazer isso logo. '-' E sim, essa fic também está na lista de "quero-me-redimir-pelas-5-fanfics-deletadas". kk'
Gosto de escrever fics pequenas (como "Cavalheiro Imperfeito" e "O Quanto Eu Confio em Você"), mas me identifico mais com long-fics (lasquei-me ;^;); essa, no caso, eu pretendo finalizar ao décimo capítulo, mas depois que eu finalizei Anjo Shota com 40 capítulos, eu consigo esperar tudo de mim. ._.
E uma coisa que eu não faço um bom tempo: fics em primeira pessoa. -u-

Bom;
BOA LEITURA! <3

Capítulo 1 - Ted, o vizinho estranho


Fanfic / Fanfiction Srta. Sortuda - Capítulo 1 - Ted, o vizinho estranho

Os bombeiros faziam de tudo para recuperar o que podiam da minha casa, que antes estava completamente em chamas. Usaram duas mangueiras para tentar conter o incêndio; um vizinho enfrentou um dos bombeiros para entrar e verificar se tinha alguém lá dentro ainda. Eu via as pessoas – alguns curiosos – em volta da minha casa, e apesar de estarem desesperados, eu não conseguia mostrar emoções para aquilo.

— Sinto muito, mocinha — um bombeiro lamentou enquanto acariciava a minha cabeça; era como se eu fosse uma criancinha que tinha acabado de perder os pais em um acidente.

Até onde eu sei, meu pai abandonou a mim e a minha mãe quando eu ainda tinha dez anos, mas não sei porque ele fez isso; tal acontecimento terrível fez com que eu e minha única família vivêssemos juntas como podíamos. Abaixei o olhar sem emoções para o chão, segurava a alça da minha bolsa transversal sem nenhuma força.

— Aquele cara está lá até agora — comentou o mesmo bombeiro para outro.

— Vamos entrar, pode ter acontecido alguma coisa — o outro respondeu.

— Essas pessoas imprudentes! — o mesmo, de antes, retrucou, e os dois se preparavam para entrar e salvar o vizinho estranho que se arriscou e pulou nas chamas.

— Espera, olhem! — um terceiro bombeiro alertou; o homem alto, com longos cabelos ruivos saiu em bom estado do prédio – só um pouco sujo e suado –, apesar da cara arrasada; eu não o conhecia muito bem, mas sabia que ele era muito gentil, principalmente com crianças. — Não tinha ninguém lá dentro?

Ele hesitou um pouco em responder:

— Não. Eu gritei, mas ninguém respondeu; também não ouvi nenhum som estranho — quando ouvi ele responder, meu corpo agiu por impulso. Me joguei na frente do homem, que tomou um pequeno susto ao me notar praticamente socando o peito dele.

— Não! Minha mãe está lá! — chorei, finalmente. — Ela me disse que não sairia de casa hoje! Com certeza você a deixou lá! Por favor, volte!

Ele segurou minhas mãos com ternura, mostrando-me um olhar triste:

— Sinto muito, Kasane-san! Eu fiz o que eu pude.

Não consegui respondê-lo, estava a ponto de desabar no chão:

— N-Não pode ser — lamentei, e as lágrimas pesadas desceram pelos meus olhos.

— Na próxima vez, não entre numa casa em chamas — o bombeiro alertou com uma voz grosseira —, poderá não ter a mesma sorte de sair ileso.

O estranho não respondeu.

Reparei no braço direito dele, estava sangrando; olhei em seus olhos e este me olhava com uma expressão gentil no rosto. Ele me abraçou como se eu fosse uma filha e acarinhou minha cabeça; totalmente sem chão naquele momento, cedi ao seu abraço, abraçando-o de volta com força, só querendo que aquele pesadelo chegasse ao fim.

Demorou até o incêndio ser totalmente controlado, aquele vizinho continuou ao meu lado e quando o fogo se apagou, não restou nada da minha casa. Um dos bombeiros veio até mim, enquanto os outros se preparavam e guardavam os equipamentos no caminhão dos bombeiros (tinham dois deles). Ele me estendeu um medalhão de ouro, que por mais incrível que pudesse parecer, não tinha sido afetado pelo fogo.  

— Senhorita, vasculhamos tudo; ainda não sabemos o que causou o incêndio, mas podemos assegurar que não havia ninguém dentro de casa. Esse medalhão foi a única coisa que conseguimos recuperar, sinto muito.

Obrigada — falei com os olhos inchados e o nariz vermelho pelo choro, aquele homem ainda acarinhava minha cabeça. Seu carinho era tão confortável, que eu deixei.

Com o tempo, os curiosos e os bombeiros foram embora. Chegaram a me oferecer ajuda, tentaram ligar para minha mãe, mas ela não atendeu o telefone. Eu estava completamente sozinha; a única coisa que pude fazer, foi esperá-la próxima às ruínas da minha própria casa, sozinha (o vizinho estranho também tinha ido embora). De repente, uma chuva começou a cair, ficando forte em segundos e me molhando completamente.

Ficava mais e mais tarde, mas ela não voltava.

Um trovão soou, mas eu não tremi como costumava fazer, estava muito incrédula com a minha vida naquele momento. Eu nunca fui uma pessoa de muita sorte, do tipo que consegue bênçãos, às vezes até acho que sou uma desgraçada. Mesmo assim, nunca pensei que algo do tipo pudesse me acontecer.

Os pingos pararam, e quando me dei conta, aquele vizinho estava me cobrindo com um guarda-chuva. “Quando ele chegou aqui?”, me perguntei no pensamento, olhando para ele com uma expressão meio neutra, como se eu não tivesse nenhuma emoção.

— ...Kasane-san, certo? — ele perguntou.

Afirmei com a cabeça:

— Obrigada por se arriscar e entrar na casa com aquele estado. Você tentou salvar a minha mãe, não foi? — sorri; apesar de triste, era um sorriso de gratidão.

Ele me devolveu um sorriso gentil:

— Não foi nada. Eu agi por impulso, os bombeiros não entravam e eu pensei que você e sua mãe estavam lá — justificou com um olhar sofrido.

— Você poderia ter morrido.

— Mas se vocês estivessem lá, também iriam.

Não respondi nada; apenas desviei meu olhar do gentil homem e ele parou ao meu lado, ainda apontando o guarda-chuva para mim. Eu queria muito saber o porquê dele simplesmente não ir embora; não era uma companhia desagradável, mas eu não estava a fim de falar ou ver ninguém que não fosse minha mãe. O desespero interno não iria passar até eu ver o rosto dela.

— Kazuhiro.

— Hm?

— Meu nome. Kazuhiro Tetsuo. Mas eu gosto de ser chamado de “Ted” — disse.

— Prazer, Kazuhiro — respondi, sem interesse.

— Pode me chamar de “Ted”, se quiser — insistiu com um sorriso; o olhei com uma expressão chateada, não queria chamá-lo daquele nome horrível, por que ele tinha que ser tão insistente?  

Queria responder “não quero”, mas... Ele tentou salvar a mim e a minha mãe:

— Tudo bem, Ted.

— Vamos entrar um pouco na minha casa — convidou. — A chuva está mais forte e está tarde também; se você continuar aqui, exposta ao frio, vai acabar pegando um resfriado.

Fiquei meio comovida com o convite dele, porque senti que se o seguisse, nunca mais veria a minha mãe. Não vi maldade no tom de voz, muito menos nas atitudes dele; na situação em que me encontrava, seria até natural ser convidada por alguém por pena, para não passar a noite na chuva como um cão abandonado e encharcado.

— Não posso, preciso ficar aqui e esperá-la — respondi, séria. — Por que está tentando me ajudar? O que eu menos preciso é de piedade agora.

Ele fez um pequeno silêncio, logo eu o ouvi rir, baixinho.

— Não estou tendo piedade de você, apenas não quero deixá-la sozinha neste temporal. Encare apenas como uma gentileza. Se você entrar comigo, poderá tomar um banho quentinho, colocar essas roupas para secar e comer uma boa refeição. E não se preocupe, eu não sou nenhum pervertido; podemos ir tentando ligar para sua mãe e olhar da porta para ver se vemos ela chegar.

— E-Eu não sei...

— Vamos — ele usa a mão que não segurava o guarda-chuva para acarinhar o alto da minha cabeça —, está frio e é quase dez horas. Isso não fará bem a você — o tom de voz preocupado dele me deixou curiosa; desde sempre, ninguém tinha falado com esse tom gentil comigo.

Se for um pervertido, provavelmente serei estuprada. Não deveria acreditar nele, mas... Se fosse somente um homem maldoso, não iria se jogar no fogo para salvar desconhecidas, muito menos enfrentar uma chuva forte para me fazer companhia. Talvez, eu deva confiar que ele seja uma boa pessoa.

— T-Tudo bem, então. 


Notas Finais


Ficzinha da Senhorita @Ibuki-sanShoujo - https://spiritfanfics.com/historia/debaixo-dessa-saia-tem-um-monstro-10816932

Apesar do primeiro capítulo melancólico, o propósito é ser uma fic bem descontraída. :')
Mas e aí, gostaram? :3
Caso sim, por favor, comentem para eu saber! ^^
Vocês não são obrigados, mas ajuda bastante. <3

O capítulo 2 virá bem em breve.

KISSUZÃO!!! *3*


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