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História Stalker - Um clichê - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Conversa mortal


Fanfic / Fanfiction Stalker - Um clichê - Capítulo 8 - Conversa mortal

A garota olhou ao redor, o líquido vermelho, as rosas, as cartas, tudo. Aquilo era uma completa loucura.

— Amanda. — Allan bateu na porta sem abrir. — Eu não estou bem, vou dormir, ok?

— C-claro! — A voz da garota saiu um pouco mais assustada do que ela queria.

— Você está bem? — Ele girou a maçaneta. — Posso entrar?

— Não! — A garota correu até a porta. — Eu... Eu estou indo tomar banho.

Amanda olhou para o chão, ela não queria que Allan visse aquilo, não queria preocupar o garoto, ele já estava bastante abalado.

— Ah, sim. Boa noite então. — O garoto falou e logo ouviu a porta do outro quarto bater.

— Boa noite Allan. — A garota sussurrou. — Me desculpe.

Amanda precisava limpar aquilo, e precisava ser logo, amanhã ela teria aula e não poderia ficar acordada até tarde.

Pegando as cartas que ela recebeu de manhã e as novas, guardou no fundo de uma gaveta junto com aquele vidro estranho. Ela precisaria de provas para poder ir atrás da polícia.

Ela limpou o líquido no chão. Como suspeitava, aquilo não era sangue. Quando terminou, suas mãos estavam manchadas de vermelho, ela tentou lavar, mas aquilo havia grudado em sua pele. A garota estava torcendo para aquilo sair até amanhã.

Amanda pegou as rosas que estavam jogadas no chão e colocou em um saco de lixo, levando para fora e jogando na lata. Fora de sua casa, a garota se sentiu extremamente desprotegida, parecia que a qualquer momento alguém poderia aparecer e matar ela.

Amanda não sabia, mas tinha sim alguém a observando, sem intenção de lhe fazer mau, mas mesmo assim com pensamentos ruins.

A garota entrou rapidamente para dentro da casa, sem olhar para trás ela fechou a porta.

Sentindo-se um pouco mais segura, ela subiu para o seu quarto, que parecia normal, limpo e não aquilo que estava a alguns minutos atrás. Ela pegou seu celular, haviam algumas mensagens, nada muito importante, mas algo chamou sua atenção. Uma mensagem de um user do Horror History, Hi-hugar.

  Hi-Hugar era conhecido de Amanda, ele sempre acompanhava suas histórias no site e os dois viviam conversando, eram amigos. Mesmo Amanda não o conhecendo pessoalmente e nem sabendo seu nome verdadeiro.

@Hi-Hugar: Como você está? Percebi que anda um pouco sumida ultimamente.

@Hi-Hugar: Se precisar conversar saiba que estou aqui.

A garota se sentiu um pouco feliz, ela realmente precisava falar com alguém sobre o que estava acontecendo, ainda mais alguém que não iria poder lhe julgar.

@Amy04: Eu não posso dizer que estou bem, mas não estou tão mal assim. Só alguns problemas que não sei como resolver.

@Amy04: E posso dizer que é um enorme problema.

@Hi-Hugar: Você quer falar sobre isso? Se quiser, saiba que sou todo ouvidos.

@Amy04: Pode parecer loucura, mas acho que tem um Stalker atrás de mim, um psicótico doido ou talvez um perseguidor assassino.

@Amy04: Nunca pensei que as coisas que eu escrevo iriam acontecer comigo um dia, a vida é uma grande filha da puta kkk

@Hi-Hugar: Como assim?

@Amy04: Eu comecei a receber cartas e "presentinhos" estranhos. Recebi também uma foto espontânea e um print do meu perfil do HH. Coisa de gente bem doida da cabeça mesmo.

@Amy04: Mas o melhor foi um líquido vermelho espalhado pelo meu quarto junto com algumas rosas e uma carta com trechos da Animals do Maaron.

@Hi-Hugar: Espero que você esteja falando sobre uma nova história, porque se isso realmente estiver acontecendo, é uma coisa muito séria.

@Hi-Hugar: E que história é essa de líquido vermelho no seu quarto?

@Amy04: Era só um líquido com corante, aliás, minha mão está toda manchada de vermelho depois de ter limpado tudo.

@Amy04: Infelizmente isso é totalmente real life, mas daria uma ótima história kkk

@Hi-Hugar: Você não deveria estar brincando com isso, é perigoso. Você já foi na polícia?

@Amy04: Eu sei, mas é que eu fico totalmente idiota quando estou nervosa.

@Amy04: Eu ainda não fui na polícia, não quero dar mais preocupação para o Allan, ele já está muito abatido por causa da morte do amigo dele.

Amanda chegou no assunto que ela não queria. Estava muito recente ainda, a garota se sentia culpada por colocar toda a culpa de não ir atrás de ajuda em cima da morte de Kyle e da fragilidade de Allan quando, na verdade, ela só estava com medo de ir atrás daquilo.

@Hi-Hugar: Você sabe que isso não é motivo, o seu irmão não tem nada a ver com o seu problema. Tenho certeza que ele não iria ficar feliz em saber que você não quis procurar ajuda apenas para não o preocupar. VOCÊ PRECISA IR PROCURAR A POLÍCIA.

Aquelas letras em maiúscula davam desconforto na garota. Ela não queria mais falar sobre aquilo. Amanda não queria admitir, mas ela estava com medo, receosa de acabar acontecendo alguma coisa com alguém por sua culpa. Ela preferia ficar quieta.

@Amy04: EU SEI! Eu vou procurar ajuda.

@Amy04: Obrigado por me ouvir, eu precisava contar isso para alguém. Preciso ir agora. Boa noite.

@Hi-Hugar: Espero que faça o que eu te falei. Eu me importo com você.

@Hi-Hugar: Boa noite, durma bem ^^

Amanda leu a última mensagem e guardou o celular. Ela precisava dormir e tentar esquecer aquilo.

              **********************

— Desgraçado. — O ruivo esbravejou enquanto olhava para a conversa que aparecia na tela de seu computador.

Lawrence, além de ser um Stalker doente e assassino ciumento, ele era um ótimo hacker, suas "amizades" no submundo da internet haviam prestado para algo.

O garoto havia conseguido hacker o celular de Amanda, ela ainda não havia percebido, aquilo fazia com que o garoto pudesse ver o que ela fazia. E o que ele viu não o deixou nem um pouco feliz.

Amanda estava conversando, pela mensagem privada do Horror History, com um cara. Aquilo deixou Lawrence irado, eles pareciam ser bem amigos e aquilo não o agradava.

Pesquisando sobre o perfil de Hi-Hugar, Lawrence pôde ver que ele era um leitor ativo nas histórias de Amanda. Comentários, curtidas, críticas construtivas e elogios. Tudo. Aquele cara era um problema para o ruivo.

Lawrence iria descobrir quem ele era, e depois, o desgraçado teria o mesmo destino de Kyle.

Depois de algum tempo, Lawrence descobriu o endereço de IP daquela conta, aquilo seria sua passagem para o inferno.

Lawrence foi até o endereço que conseguiu, era na mesma rua que a casa dele. Chegando na frente da casa, o ruivo pôde finalmente descobrir quem era o desgraçado que estava falando tão espontaneamente com a sua garota.

— Oh, pobre Hugo. — Lawrence sussurrou para si mesmo com um sorriso bizarro no rosto.

            ***********************

Thiago estava deitado em sua cama mexendo no computador. Ele navegava por um site de histórias que uma garota estranha de cabelos curtos e azuis o recomendou.

— Horror History. Que nome horrível. — Ele falou para si mesmo.

Entretido enquanto procurava algo bom para ler, Thiago se assustou com o celular tocando ao seu lado. Deveria ser uma emergência, afinal, ele já havia deixado claro que odiava atender ligações.

Um nome apareceu na tela: D. Marjia.

Era a avó de Carla. Por que ela estaria ligando para Thiago a uma hora dessas?

— Alô? — Thiago atendeu.

— Thiago? — A mulher do outro lado parecia desesperada.

— Sim.

— Eu preciso de você, a Carla está trancada no banheiro. Ela pegou alguns remédios que estavam no meu quarto. Eu estou com medo de ela fazer alguma besteira de novo. — Ela falava rapidamente, totalmente em alerta.

— Dona Marjia, eu estou indo aí agora! — Thiago falou se levantando bruscamente da cama e vestindo as botas.

Ele correu até o último andar, mesmo não querendo, ele pegou a moto de Thomas emprestada e saiu em alta velocidade até a casa de Carla que ficava a algumas quadras dalí.

O garoto parecia aflito, ele não pensava que Carla iria ficar daquele jeito. Ele pensou que ela já estivesse bem e que não teria mais essas recaídas.

Quando chegou na frente da casa da garota, ele estacionou tão rápido que quase caiu da moto. Thiago entrou correndo, ele tinha a chave do portão. Tropeçando em seus próprios pés, ele chegou sem fôlego até onde Marjia estava. Por que aquela casa tinha que ser tão grande?

A avó de Carla estava em desespero de frente para a porta de um dos banheiros da casa.

— Thiago, por favor, tira ela daí. — Ela andava de um lado para o outro.

— Eu vou, Dona Marjia. — Thiago falou batendo na porta. — Carla, abre a porta, sou eu.

Não ouve resposta alguma do outro lado.

— Carla! Carla abre essa porta, eu quero falar com você. Abre essa porta, por favor. — Thiago gritava.

— E se ela... — Marjia começou a chorar.

— Não. Ela está bem. — Thiago tentou tranquilizar a mulher. — Eu vou ter que abrir essa porta a força.

— Faça o que quiser, só tire ela de lá.

Thiago se distanciou um pouco e deu alguns chutes na porta. Ela não abriu, malditas portas resistentes.

Ele chutou com mais força, depois de vários chutes a porta cedeu, abrindo brutalmente.

Quando a porta se abriu, Thiago pôde ver Carla desmaiada no chão com um vidro de remédios jogado perto. Ele correu até a garota, se ajoelhando e colocando a cabeça dela em seu colo. Ela estava babando.

— Dona Marjia, chama uma ambulância! — Thiago falou desesperado enquanto olhava para a loira em seu colo.



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