História Stalker - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Dakota, Dimitry, Jade, Letícia, Li, Lysandre, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Viktor Chavalier
Tags Crazy In Love, Elo, Insane Love
Visualizações 25
Palavras 1.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Harem, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


*Imagem de personagem: Marnie criada por K4guya

Capítulo 23 - Anjo ferido


Fanfic / Fanfiction Stalker - Capítulo 23 - Anjo ferido

Um mês se passou sem que Violette tivesse notícias da mãe. Será que ela estava viva? Que estava bem? Que sentia saudades também?
Era engraçado como sempre que estourava uma bomba Niele não estava ali para as duas conversarem. Violette precisava ter certeza se Niele sabia ou não que Nathaniel era o assassino de Kentin.
Violette conversara com Eliana a respeito e esta lhe confirmara que Nathaniel tinha matado ao menos Thereza.

— Como pode dizer isso com essa calma? Ela era sua mãe! — Falara Violette sem entender porque Eliana não se importava.
— Por que eu deveria me importar quando ela nunca deu a mínima para mim? — Dissera Eliana, impassível. — Se ele não a tivesse matado, eu mesma teria.
— Meu deus. E a minha mãe? O que pensa disso? — Violette perguntara.

Eliana dera de ombros.

— Sabia que ele era um assassino. — Dissera Eliana. — O que acha que assassinos fazem? Não foi a toa que ele conquistou o apelido de Anjo, foi matando todos que, de certa forma, machucavam Niele, e a mamãe sempre machucou ela com suas mentiras.
— E o meu pai? Também machucou a minha mãe? — Perguntara Violette com ódio.
— Não, mas esteve perto de ganhar o coração dela. Isso deve ter sido o bastante para Nathaniel. — Falara Eliana.


† † †

 

Alonso Werner estava em seu gabinete trabalhando quando sua secretária lhe avisou que tinha uma moça esperando por ele. Como ela tinha hora marcada, ele prontamente a recebeu.
Alta, magra, com cabelos curtos e negros, e olhos verdes. Se aproximou da estação de trabalho de Werner e antes de sacar uma arma com silenciador e apontar para ele, disse-lhe:

— Saiba que nunca tive nada contra o senhor, mas, ainda assim, preciso matá-lo.
— Você? Por que está fazendo isso? — Perguntou ele levantando as mãos e a reconheceu.
— Justiça. O Anjo precisa sentir na pele tudo o que eu senti. — Ela disse. — Sei que deveria matar Elisângela e não você, mas como ela também é a mãe de Castiel, não posso. Ele não me perdoaria se fizesse isso. Sinto muito.
— Niele… Por favor? Não. — Disse Alonso.

Niele disparou, acertando um tiro na testa de Alonso.

 

† † †


Quando Nathaniel recebeu a notícia de que seu pai fora assassinado, estava acompanhado por Blaine, seguindo uma pista sobre a Anarquia.
Exteriormente, Nathaniel se mostrou calmo, impassível… Mas interiormente, ele estava uma bagunça.
Analisando a cena do crime, ele encontrou um bilhete na estação de trabalho com uma mensagem deixada especialmente para ele:

“Olho por olho, Anjo”.


Mesmo sendo absurdo, só uma pessoa lhe veio à mente: Violette. Ela tinha passado tempo suficiente ao lado do Kaos para saber como matar alguém e não ser pega por isso. Mas, é claro que ele podia estar enganado. Podia ser outra pessoa, qualquer pessoa, na verdade.

“Isso não ficará assim”, Nathaniel pensou.

 

† † †


Violette estava ficando na casa de Viktor e estava adorando a companhia de Mia. Viktor ia todos as manhãs levar e buscar as garotas, com medo que elas fossem raptadas pela Anarquia, mas aquela manhã, ele teve de ir trabalhar mais cedo e não pode buscá-las. Mia e Evelyn pegaram uma carona com Marnie Kênia Young, uma estudante nova que, em pouco tempo, se tornara muito amiga delas. Violette não era suficientemente próxima de Marnie para aceitar uma carona e sabia que se sentiria desconfortável ao lado das garotas que o tempo todo ririam de alguma coisa que Violette não entenderia, pois já há algum tempo, deixara de se importar com coisas normais a jovens da sua idade, como animes e mangás, festinhas e paqueras. Violette preferiu voltar caminhando, e quando se aproximava de sua casa, sentiu alguém agarrá-la por trás puxá-la para um beco onde então ela foi empurrada contra uma parede. Quis gritar, mas uma mão tapava sua boca.


† † †


Evelyn Lunter foi a última quem Marnie deixou em casa.

— Obrigada pela carona, Marnie. — Disse Evelyn sorrindo e aproximou seu rosto do da morena.

Marnie prendeu a respiração um pouco nervosa, achando que Evelyn fosse beijá-la, ela desejou que sim, mas Evelyn apenas lhe deu um beijo na bochecha antes de sair do carro.

— Tchau. — Disse Evelyn.
— Tchau. — Marnie sorriu sem graça antes de dar partida.

 

† † †


Natasha Bardot afastou sua mão da boca de Violette, permitindo que esta falasse.

— Tasha? — Disse Violette e a abraçou forte.
— Senti sua falta. — Disse Natasha. Ela voltara a tingir os cabelos de azul-marinho.
— Onde você estava? — Perguntou Violette recuando e a encarando. — Não me diga que voltou para a Anarquia?
— Eu não tive escolha. — Disse Natasha. — Quando você sumiu, fiquei desesperada e procurei a base de Roxie. Ela me prometeu que nada aconteceria a você, mas em troca, eu…
— Não. Está dizendo que vou perdê-la também? — Falou Violette chorando.
— Essa guerra não pode durar pra sempre. — Falou Natasha e a beijou. — Lysandre, Abby e Ryan estão conosco, mas a sua mãe não.
— E isso é bom ou ruim? — Violette realmente não sabia porque os anarquistas estavam divididos.
— Honestamente? Não sei. — Respondeu Natasha. — Otterley me disse que Rafferty nunca a machucaria porque a ama, e depois, ela fugiu. Acho que foi atrás da Niele.
— Otterley? A babá do Ryan e da Lily? — Disse Violette.
— Sim, ela é uma anarquista, uma espiã do Rafferty. Não sei muito sobre ela, só que ela se tornou uma de nós por causa da Niele. — Falou Natasha.
— Como assim? — Perguntou Violette assustada.
— Parece que o Lysandre não é o único quem tem admiradores. — Falou Natasha. — Olha, assim que eu tiver qualquer notícia da sua mãe, juro que te procuro. Mas ninguém pode saber nada sobre mim, especialmente a Mia que está no Kaos. Entendeu? Se Lysandre desconfiar que tivemos essa conversa, ele pode mandar me configurar e eu não quero isso. Por favor? — Natasha segurou as faces dela. — Me prometa que não contará nada a ninguém?
— Sim, eu prometo. — Disse Violette.
— Eu tenho de ir agora. Não esqueça que te amo. — Natasha a beijou novamente e então foi embora.


† † †

 

Nathaniel foi até o colégio de Violette e, uma vez que confirmou que ela passara a manhã toda estudando, a descartou de sua lista de suspeitos.

“Que bom confirmar que ela não seria tão estúpida para começar uma guerra comigo”, Nathaniel pensou, “mas se não foi ela, então, quem pode ter sido?”.

Um tiro atravessou o vidro que se estilhaçou e passou raspando   do ombro de Nathaniel. Ele se abaixou ligeiro e sacou sua arma. Percebeu que quem estava atirando eram mulheres com uniformes do L.O.V.

— Droga. — Ele disparou algumas vezes antes de fugir, dirigindo.

Nathaniel foi perseguido e só conseguiu fugir quando o reforço que ele pedira, veio em seu socorro.
Após ser atendido por um paramédico, Nathaniel voltou para o hotel. Recebeu uma ligação de um número desconhecido e mesmo sabendo que não deveria atender, o fez.

— Alô?
— Meus pêsames pela morte de seu pai, mas ele era um péssimo pai… Ou você sempre foi um péssimo filho? — Disse Niele.
— Niele? Onde você está? — Perguntou Nathaniel. — Por que está falando assim, meu amor?

Ela riu.

— Pena que haja tão poucas pessoas com as quais se importe… Anjo. — Disse Niele. — Me parece até injusto, mas farei o meu melhor com o pouco que tenho.
— Você não é a Niele! Não a minha Niele! — Disse ele com ódio.
— É, tem razão… Não sou mais sua. Agora penso por mim mesma. — Ela disse.
— O que Lysandre fez com você dessa vez? Quando encontrá-lo, juro que… — Falou Nathaniel.
— Ah, por favor? Já ouvi isso antes. — Disse Niele. — E para sua informação, não estou com ele.
— ONDE você está? Vamos ter essa conversa pessoalmente. Duvido que continue tão fria assim quando me vir. — Disse Nathaniel.
— Você acha que morro de amores por você, não é? Bem, isso era antes quando eu tinha medo e acreditava que só você poderia me salvar de Lysandre. — Falou Niele.
— E ainda posso! Acredite? — Falou Nathaniel.
— Não preciso mais de você. — Niele disse. — Precisei há dez anos e onde você estava? Confortável em um quarto acolchoado.
— Eu não tinha como sair! Mas quando saí, a primeira coisa que fiz foi ir atrás de você. — Falou Nathaniel.
— Depois de DEZ ANOS sendo abusada? Não precisava mais. Não há mais nada que Lysandre possa fazer para me assustar porque ele já fez tudo o que possa imaginar. — Falou Niele revoltada. — Você é um assassino de merda. ANJO? Hahah. Uma piada! Nunca conseguiu me livrar do demônio de olhos heterocrômicos.
— E foi por isso que matou meu pai? O que ele tinha a ver com isso? — Perguntou Nathaniel elevando a voz.
— Eu já disse… Ele era um péssimo pai. — Falou Niele.
— Ah, então foi por causa da sua mãe? Um pouco tarde pra isso. Não acha? — Disse Nathaniel.
— É como dizem, querido… Antes tarde do que nunca. — Falou Niele.
— Eu já sei o que está acontecendo… Está se lembrando das coisas agora e está com raiva. É normal. Também estou com raiva. Fiquei três meses atrás de um armário vendo a mulher que amo se entregar ao demônio de olhos heterocrômicos. — Falou Nathaniel. — Até diria que estou orgulhoso de você porque finalmente matou alguém, mas foi o meu pai… E tudo bem. Não estou com raiva de você. Foi justo. Matei sua mãe. O que me intriga foi… Por que meu pai e não minha mãe?

Niele não respondeu.

— Não seria porque ela também é a mãe do Castiel e você não quer que ele te odeie? — Falou Nathaniel.
— Olhe como você é manipulador… Usando a mesma forma que usei há pouco ao me referir a Lysandre… Tentando parecer que é complacente comigo… Acontece que já conheço esse jogo e não funciona mais comigo. — Falou Niele.

Nathaniel não disse nada, tentando entender o que acontecia… Como Niele se tornara tão independente e segura de repente? Ela nunca fora assim.

— Você não pode mais me controlar. O jogo acabou para você, anjo. — Ela disse antes de desligar.

— Veremos. — Disse Nathaniel absorto.



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