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História Stand And Deliver! - Capítulo 31


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Notas do Autor


Antepenúltimo capítulo na área, marujos!🌊👀
E preparem os lecinhos... E o álcool gel, só por precaução.😉😢😧
Boa leitura!❤

Capítulo 31 - I hope I've made the right decision


Fanfic / Fanfiction Stand And Deliver! - Capítulo 31 - I hope I've made the right decision

31. I HOPE I'VE MADE THE RIGHT DECISION


- Tu ouviste? - um dos funcionários da realeza, perguntou à Michael, que capinava uma área próxima ao castelo.

- O que? - o jovem perguntou, se encostando um pouco na enchada.

- Há um navio gigantesco atracado. - o outro avisou, tirando o chapéu e coçando a cabeça - E não és em nada parecido com as embarcações da marinha.

- Como assim? - Michael perguntou intrigado, dessa vez parando e se virando para dar atenção à quem falava.

- Não sei ao certo, mas de fato esse transporte não pertence à marinha ou qualquer área de algum reino... E também haviam muitas pessoas saindo dele, e vindo em direção à praia hoje mais cedo. Bom, ao menos fora o que ouvi comentarem. - o homem contou, dando de ombros.

Michael largou a ferramenta de trabalho, logo saindo dali depressa, deixando o outro pra trás e indo para casa dos pais. Lá, começou a bater sucessivas vezes na porta até seu pai finalmente a abrir.

- O que houve, meu filho? - Jim perguntou.

- Há pessoas desconhecidas na costa da cidade e... Não parecem ser da marinha ou representantes de outro reino. Por favor, venho comigo, papai.

O senhor ficou alguns instantes olhando do espantado para o filho abfes de esboçar qualquer reação e finalmente conseguir falar.

- Tu achas que... Ele pode estar lá?

- Eu não sei, papai. Eu não sei. - Michael disse, passando as mãos nas coxas, sujando-as com um pouco de terra.

Os dois levaram algum tempo parados ali, apenas se acostumando com a ideia de que Paul poderia estar de volta. Mary chegou na porta para ver o que estava acontecendo e porque seu marido demorava tanto. Acabou por questionar ambos e o motivo da demora. Eles de entreolharam e, não querendo deixar a mulher mais esperançosa do que ela já estava, acabaram não falando nada e os três entraram. Alguns minutos depois batidas na porta da casa foram ouvidas e, logo Mary se levantou, mais foi impedida pelo marido que espelhou o movimento e logo em seguida, ficando perplexo ao ver seu filho mais velho na sua frente. Jim ficou tão surpreso e sem reação, que ao menos soubesse quanto tempo perdeu apenas em ficar o encarando. Sabia que Paul estava falando com ele, mas não conseguia entender exatamente o quê. Ele só sabia que estava parado ali, e em seguida o puxou para um abraço apertado cheio de emoção.

- James, James... Meu filho! Não posso acreditar que regressou para casa! - ele falava em lágrimas.

- P-Pai, assim o s-senhor vai fraturar minhas costelas... - o garoto disse com dificuldade, tentando respirar normalmente com tamanho aperto.

- Oh, me perdoe... - Jim disse, finalmente o soltando e o olhando por completo.

- Paulie! Deus, és tu mesmo, maninho!? - Michael apareceu na sala, perguntando incrédulo e em seguida, correndo para abraçá-lo também.

- Sim, Mike, sou eu! - McCartney respondeu, ficando com a voz embargada, também se emocionando com esse reencontro.

- Mas o que está acontecendo? Com quem estão falan... - Mary parasilou assim que viu a cena.

- O-olá, mamãe. - Paul falou timidamente, levantando uma das mãos.

A senhora levou as mãos à boca, a tampando enquanto abafava o som do início do seu choro. Seu eterno bebê estava vivo! Estava bem e de volta!

Paul logo foi até a mãe e a abraçou, se lembrando da sensação aconchegante que tinha tido da última vez que a abraçou. Era tão acolhedor.

Enquanto isso, John observava a cena à alguns passoas de distância, evitando qualquer contato visual com as pessoas da família de seu namorado. Não havia nem falado com nenhum servos reias que passavam ao seu redor. Era realmente algo desconhecido para ele, presenciar toda aquela cena de afeto e amor. Jamais confessaria aquilo em voz alta, mas sentiu uma certa inveja de Paul quando viu ele abraçando sua mãe. Seria imaturidade demais da parte dele dizer que desejava com todas as suas forças ter a sua de volta? Ele manteve uma distância que julgou segura entre a família do garoto e onde ele se encontrava. Preso demais em seus pensamentos, não ouviu quando Paul começou a falar sobre ele, explicando alguns acontecimentos. Os mínimos detalhes sempre sendo omitidos e a maioria das informações sendo alteradas.

- John!

Olhou para onde vinha o som e encontrou Paul parado sozinho na porta da casa feita de pedras, como se estivesse o esperando.

- Tu não virás? - McCartney pergunta.

- Ah... É... Ah... - ele tentava buscar uma explicação para ainda estar parado distante dele, quieto e sem graça.

- Ora, mas o capitão Lennon estás sem saber o que fazer? - Paul perguntou e riu - Não és como se eles fossem lhe matar, entende? Trata-se apenas de minha família, querido.

- Mas também não és como se fossem me adorar... Querido. - John comentou com uma risadinha forçada - És apenas uma questão de tempo até que descubram que sou e pronto... Serei um homem morto.

- Vejo que quem amanhaceu dramático hoje foras tu. - o mais novo reclamou, indo até John e parando em sua frente - Já disse que eles não vão fazer nada à ti, então entrarás comigo e verás que nada vai lhe acontecer. - Paul diz, tentando convencê-lo.

- Hum... Tenho alguma escolha? - Lennon perguntou.

- Oh, não tens. - McCartney riu, negando com a cabeça.

O acobreado suspirou e os dois seguiram para a casa simples e pequena. Logo, o garoto os guiou até a sala, onde o restante da família estava reunida e depois de ter apresentado o capitão como seu namorado, todos reagiram com enorme espanto, porém nem tão violentamente como John imaginou. Após isso, Paul se sentou e ficou apenas prestando atenção nele, que passou à responder uma enxurrada de perguntas feitas à ele, quase como se fosse sabatinado.

             

                          [  ...  ]


- Como achas que ele está? - Richard perguntou pela milésima vez.

- Já disse que ele está bem, Rings. - George respondeu sem ânimo, já cansado daquele assunto - Se ele tivesse sido agredido de alguma forma ou até mesmo morto, na certa nós também já estaríamos sendo atacados e levados para a forca.

Ambos estavam sentados na areia da praia na costa da cidade de Blackbird, junto com o restante da tripulação. No caso, George estava sentado, escorado no que um dia foi uma grande muralha de pedras e Richard, deitado com a cabeça sobre o colo do outro, enquanto recebia um afago em seus cabelos. Estava bastante preocupado com seu velho amigo, era verdade, mas sabia que John tinha plena consciência do que fazia e que não iria se colocar em uma situação de alto risco à toa. Mas, desde que tinha se envolvido com Paul, muita coisa tinha mudado e Ringo não sabia o que podia esperar mais do capitão.

George mudou o assunto, desviando por um tempo o foco da atenção do de olhos azuis, que agradeceu internamente por isso. Mais tarde, naquele mesmo dia, John retornou ao navio sozinho. E, quando questionado sobre onde Paul estava, fechou a porta da cabine e se trancou lá dentro sem nada dizer. Ninguém disse nada também e Harrison apenas apertou o abraço em Ringo, que de todos ali, era quem estava mais preocupado.


...Um mês depois...


O navio começava a ser reabastecido e a rotina seguia a mesma desde o primeiro dia em que chegaram na cidade costeira: John saía da embarcação pela manhã, deixando que todos fizessem o que quisessem e voltava de noite, ficando sozinho a maioria das vezes. Naquela tarde, depois de muito esforço, o capitão conseguiu tirar Paul da família por algumas horas e, por não conhecer totalmente a localidade, deixou que o garoto fizesse o caminho que quisesse pelas ruas enquanto conversavam.

- Tu... Realmente parece bem estando aqui. Andas bem animado e radiante. Posso ver em teus olhos e sorriso. - comentou, com as mãos para trás enquanto andavam devagar, chegando na praia.

- Estava com tantas saudades deles... Ah, não há lugar no mundo melhor que Blackbird... - McCartney comentou, suspirando alegremente.

O peso daquelas palavras fizeram com que John engolisse em seco e se sentisse mal, e qualquer coisa que pretendia falar, simplesmente desaparecesse. Todas as ideias haviam sumido e ele não sabia como contar ao namorado que o Warm Gun estaria partindo dali em dois dias.

- E-então queres dizer que... Queres ficar?

- Hã? Oh, mas é claro que quero ficar! - Paul respondeu sem titubear, fazendo o aperto no peito do acobreado aumentar ainda mais.

- B-bem... Estarei partindo daqui dois dias, se queres saber. - revelou sem ânimo, procurando olhar para qualquer outro lugar que não fosse o rosto do garoto.

Paul ficou olhando para o mais velho sem entender nada por alguns segundos, até que tudo fizesse sentido para ele.

- Não... Por favor, não me peças para escolher... - disse, parando de andar e se posicionando de mandeira que ficasse de frente para John - Por favor, não me peças, pois não posso. - pediu e o outro respirou fundo, pegando e segurando suas mãos.

- Não irei pedir-lhe nada, porque esta escolha, já presumo qual será. - Lennon disse sério, apertando mais as mãos dele, mordendo o lábio inferior - Não vou lhe fazer escolher algo que tu já decidiu.

- Johnny... - Paul tentou - Não poso escolher ficar contigo ou minha família. Não é algo fácil de se fazer.

- Tudo bem, eu já esperava por isto. - o capitão diz, tentando não transparecer sua decepção - Não lhe forçarei a nada. - soltou as mãos deles, voltando a encarar o horizonte.

- M-mas... Mas eu também não quero lhe deixar. - o garoto disse, agarrando o corpo do homem.

- Tu não precisas. - respondeu o abraçando de volta.

- E-eu não sei o que devo fazer, Johnny... - McCartney disse, começando a sentir seus olhos se encherem de lágrimas.

- Ainda há tempo para que penses bem, meu amor. Apenas... Apenas ouça seu coração e o que ele e sua intuição têm a lhe dizer. - Lennon falou com a voz carregada de ternura, acariciando as costas e o cabelo, que assentiu contra seu peito, já fungando.

Os dois ficaram ainda um tempo abraçados. Observando em silêncio o mar, o sol e as gaivotas voando pelos céus, enquanto Paul travava uma luta interna sobre onde ficaria e se conseguiria decidir o que faria com a sua vida dali pra frente. E John tentava se conformar com a possibilidade do seu amado por fim escolher ficar com a família e desistir dele. As coisas poderiam mudar completamente dependendo do que fosse decidido. Paul escondeu seu rosto na curva do pescoço do acobreado, fechando seus olhos e inalando seu cheiro, se mantendo assim por um tempo indeterminado.

- Te amo. - sussurrou ao pé do ouvido dele.

- Também te amo, Macca. - sussurrou de volta, beijando sua bochecha.

E aquilo, eles sabiam, nunca iria mudar. Não importava qual fosse a decisão tomada.


Música do título: Ants Invasion - Adam And The Ants


Notas Finais


Link da música: https://youtu.be/QHoAywidJGs

Emocionante o reencontro do Paulito com sua família, não acharam?😢
E o Johnny, tadinho? Ficou meio se sentindo que jogado pra escanteio... Mas mesmo assim soube respeitar o momento do namorado.💕
Mas qual será a decisão que o Paulie vai tomar? E essa decisão, será a certa???😞
Deem uma dica para o nosso Pol sobre o que fazer haha, quem sabe ele siga o conselho de vocês😅😉
Mas e vocês, meu queridos (as) leitores... Fariam o que no lugar dele?👀
Até o próximo (penúltimo)😘❤
...
E a continuação de Baby It's You vêm aí! Olé,olé, olá...😅🎶


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