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História Stand Down - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Treze.


– Perguntei! – Exclamou Harry, indignado. – Perguntei a Rony e Hermione, mas eles disseram que não podíamos participar da Ordem, então...

– E têm toda a razão – Disse a Sra. Weasley. – Vocês são muito jovens.

A bruxa se empertigou na cadeira, as mãos fechadas sobre os braços, sem o menor vestígio de sono.

– Desde quando alguém precisa pertencer à Ordem da Fênix para fazer perguntas? – Indagou Sirius. – Harry ficou preso naquela casa de trouxas um mês inteiro. Tem o direito de saber o que andou acontecendo...

– Calma aí! – Interrompeu-o Jorge, em voz alta.

– Por que é que o Harry recebe respostas às perguntas dele? – Protestou Fred aborrecido.

– Faz um mês que tentamos tirar informações de você e não conseguimos absolutamente nada! – Disse Jorge.

Você é jovem demais, não pertence à Ordem – Disse Fred, com uma voz esganiçada que lembrava estranhamente a da mãe. – E Harry não é nem maior de idade!

– Não tenho culpa se ninguém lhe contou nada que a Ordem tem feito – Respondeu Sirius calmamente. – Isso é uma decisão dos seus pais. Por outro lado, o Harry...

– Não cabe a você decidir o que é bom para o Harry! – Retrucou a Sra. Weasley com aspereza. A expressão em seu rosto, normalmente bondoso, parecia perigosa. – Suponho que ainda se lembre do que Dumbledore disse? - Harry reparou no olhar que Morgan dava a Molly. Nada contente.

– Que parte? – Perguntou Sirius educadamente, mas com o ar de um homem que se prepara para uma briga.

– A parte em que disse para não contar a Harry mais do que ele precisa saber – Disse a Sra. Weasley, sublinhando as duas últimas palavras.

As cabeças de Rony, Hermione, Fred e Jorge giravam de Sirius para a Sra. Weasley como se estivessem acompanhando uma partida de tênis. Gina estava ajoelhada em meio a uma pilha de rolhas de cerveja, observando a conversa com a boca entreaberta. Os olhos de Lupin estavam pregados em Sirius. Charlie segurava Morgan pelo ombro.

– Não tenho intenção de contar mais do que ele precisa saber, Molly. Mas como foi ele quem viu Voldemort voltar – Mais uma vez houve um estremecimento coletivo ao som daquele nome – tem mais direito do que a maioria de...

– Ele não pertence à Ordem da Fênix! – Contrapôs a Sra. Weasley. – Tem apenas quinze anos e...

– E já teve de enfrentar tanto quanto a maioria dos participantes da Ordem e mais do que alguns. - Morgan comenta como não quer nada.

– Ninguém está negando o que ele fez! – Disse a Sra. Weasley erguendo a voz, os punhos tremendo nos braços da cadeira. – Mas ainda...

– Ele não é mais criança! – Retrucou Sirius, impaciente.

– Tampouco é adulto! – Disse a Sra. Weasley, a cor afluindo às suas faces. – Ele não é James, Sirius! - Morgan engoliu a seco, desviando o olhar.

– Sei perfeitamente quem ele é, obrigado, Molly – Retrucou Sirius com frieza.

– Não tenho muita certeza! Às vezes, pelo jeito com que fala dele passa a impressão de que pensa ter recuperado seu melhor amigo!

– E que é que há de errado nisso? – Perguntou Harry.

– O que há de errado, Harry, é que você não é o seu pai, por mais que se pareça com ele! – Disse a Sra. Weasley, os olhos ainda fixos em Sirius. – Você ainda está na escola, e os adultos responsáveis por você não deveriam esquecer isso! - Olhou de relance para Morgan que encarava a mesa.

– Está dizendo que sou um padrinho irresponsável? – Perguntou Sirius, alterando a voz.

– Estou querendo dizer que é conhecido por agir impulsivamente, Sirius, razão pela qual Dumbledore está sempre lembrando a você para ficar em casa e...

– Vamos deixar as instruções que recebi de Dumbledore fora da conversa, quer fazer o favor? – Disse Sirius quase gritando.

– Arthur! – Chamou a Sra. Weasley, zangando-se com o marido. – Arthur, venha me apoiar!

O Sr. Weasley não falou imediatamente. Tirou os óculos e limpou-os devagar nas vestes, sem olhar para a esposa. Só depois que os recolocou no rosto, começou a responder.

– Dumbledore sabe que houve uma mudança de posição, Molly. Ele aceita que Harry tenha de ser informado, até certo ponto, agora que está hospedado aqui na sede.

– Sei, mas há uma diferença entre isso e convidá-lo a perguntar o que quiser!

– Por mim – Disse Lupin em voz baixa, só então afastando o olhar de Sirius, ao mesmo tempo que a Sra. Weasley se virava para ele, na esperança de ter finalmente conseguido um aliado –, acho melhor que Harry conheça, por nosso intermédio, os fatos, não todos, Molly, mas o quadro geral, em vez de ouvir uma versão truncada pela boca de... outros.

Sua expressão era suave, mas Harry teve certeza de que Lupin, pelo menos, sabia que algumas Orelhas Extensíveis haviam sobrevivido ao expurgo da Sra. Weasley.

– Bom – Começou ela, dando um longo suspiro e olhando ao redor à procura de um apoio que não veio –, bom... estou vendo que vou perder. Mas vou dizer só uma coisa: Dumbledore deve ter tido suas razões para não querer que Harry soubesse demais, e falando como alguém que quer o melhor para Harry...

– Ele não é seu filho – Disse Sirius em voz baixa.

– É como se fosse – Respondeu ela ferozmente. – Quem mais ele tem?

– Tem a mim!

– E a mim. Agora você pode parar de tentar esconder dos SEUS filhos a verdade? Uma hora ou outra eles vão ter que saber o que está acontecendo, eles estão no meio disso, ou você esqueceu que onde o Harry está eles estão juntos? - Morgan elevou a voz para a mais velha. Charlie arregalou os olhos se encolhendo na cadeira.

– VOCÊ QUER O QUE? QUE ACONTEÇA COM ELES O MESMO QUE ACONTECEU COM SEU IRMÃO? Sinto muito se eu me importo com meus filhos e quero proteger eles do que vem pela frente, inclusive Harry.

– Harry não precisa mais dos seus cuidados excessivos, eu estou aqui agora. - A loira diz dando um sorriso falso.

– Tem – concordou a Sra. Weasley, crispando a boca –, o problema é que foi bastante difícil para você cuidar dele enquanto esteve na Romênia com meu filho e escondendo a verdade de Harry, não? - Harry olha nervoso para as duas, não entendendo o que estava acontecendo.

Sirius começou a se erguer da cadeira.

– Molly, você não é a única pessoa nesta mesa que se importa com o Harry – Disse Lupin secamente. – Sirius, sente-se.

O lábio inferior da Sra. Weasley estava tremendo. Sirius tornou a se sentar lentamente em sua cadeira, o rosto branco.

– Acho que devíamos deixar Harry dar a opinião dele sobre o assunto – Continuou Lupin –,ele já tem idade para decidir sozinho.

– Eu quero saber o que está acontecendo – Disse o garoto imediatamente.

Ele não olhou para a Sra. Weasley. Comovera-se quando a ouviu dizer que era como se fosse seu filho, mas também estava impaciente com seus mimos exagerados. Sirius tinha razão, ele não era criança.

– Muito bem – Disse a Sra. Weasley com a voz falhando. – Gina... Rony... Hermione... Fred... Jorge... quero vocês fora desta cozinha, agora. – Houve um tumulto instantâneo, Morgan deu uma risada escapar, incrédula.

– Somos maiores de idade! – Berraram Fred e Jorge juntos.

– Se Harry pode, por que eu não posso? – Gritou Rony.

– Mamãe, eu quero ouvir! – Choramingou Gina.

– NÃO! – Bradou a Sra. Weasley, pondo-se de pé, os olhos demasiado brilhantes. – Proíbo terminantemente...

– Molly, você não pode impedir Fred e Jorge – Disse o Sr. Weasley, cansado. – Eles são maiores de idade.

– Ainda são estudantes.

– Mas agora são legalmente adultos – Disse o Sr. Weasley, com a mesma voz cansada.

A Sra. Weasley ficou escarlate.

– Eu... ah, está bem, então, Fred e Jorge podem ficar, mas Rony...

– De qualquer jeito Harry vai contar a mim e a Hermione tudo que disserem! – Falou o garoto, zangado. – Vai... não vai? – Acrescentou, inseguro, procurando os olhos de Harry.

Por uma fração de segundo, Harry considerou a possibilidade de responder a Rony que não lhe contaria uma única palavra, que iria fazê-lo experimentar o que é ser deixado no escuro para ver se era bom. Mas o impulso maldoso desapareceu quando se encararam.

– Claro que vou – Confirmou Harry.

Rony e Hermione abriram largos sorrisos.

– Ótimo! – Gritou a Sra. Weasley. – Ótimo! Gina... CAMA!

Gina não foi em silêncio. Todos a ouviram zangando e brigando com a mãe na subida das escadas e, quando alcançaram o corredor, os gritos de furar os tímpanos da Sra. Black vieram se somar ao alvoroço. Lupin correu para o quadro para restaurar a calma. Somente depois que voltou, fechou a porta da cozinha e retomou seu lugar à mesa, foi que Sirius falou.

– Muito bem, Harry... que é que você quer saber?

O garoto inspirou profundamente e fez a pergunta que o deixou louco durante todo o mês anterior.

– Onde está o Voldemort? – Perguntou, não fazendo caso dos renovados arrepios e caretas à menção daquele nome. – Que é que ele está fazendo? Estive tentando assistir ao noticiário dos trouxas, e não houve nada que parecesse coisa dele, nem mortes estranhas nem nada.

– É que ainda não ocorreram mortes estranhas – Respondeu Sirius –, pelo menos até onde sabemos... e sabemos muita coisa.

– Pelo menos mais do que ele pensa que sabemos – Acrescentou Lupin.

– Por que é que parou de matar gente? – Perguntou Harry. Ele sabia que Voldemort matara mais de uma vez só no ano anterior.

– Porque não quer chamar atenção – Respondeu Sirius. – Seria arriscado. O retorno não foi bem como ele esperava, entende. Ele estragou tudo.

– Ou melhor, você estragou tudo – Disse Lupin, com um sorriso de satisfação.

– Como? – Perguntou Harry, perplexo.

– Você não devia ter sobrevivido, Harry! – Disse Morgan. – Ninguém além dos Comensais da Morte devia saber que ele havia retornado. Mas você sobreviveu para contar.

– E a última pessoa que ele queria que fosse alertada do retorno era Dumbledore – Disse Charlie, sorrindo de lado. – E você garantiu que ele ficasse sabendo imediatamente.

– E como foi que isso ajudou? – Perguntou Harry.

– Você está brincando? – Perguntou Gui incrédulo. – Dumbledore é a única pessoa de quem Você-Sabe-Quem já teve medo na vida!

– Graças a você, Dumbledore pôde reconvocar a Ordem da Fênix uma hora depois do retorno de Voldemort – Disse Sirius.

– Então é isso que a Ordem esteve fazendo? – Perguntou o garoto, olhando as pessoas ao seu redor.

– Trabalhando com o máximo empenho para garantir que Voldemort não possa concretizar seus planos – Disse Sirius.

– Como é que vocês sabem quais são os planos dele? – Perguntou Harry depressa.

– Dumbledore teve uma ideia astuciosa – Disse Lupin –, e as ideias astuciosas de Dumbledore em geral se provam verdadeiras.

– Então que é que Dumbledore imagina que ele esteja planejando?

– Bom, para começar, Voldemort quer reoganizar o exército – Explicou Sirius. – No passado, ele teve efetivos enormes sob seu comando: bruxas e bruxos que intimidou ou enfeitiçou para segui-lo, os fiéis Comensais da Morte, uma grande variedade de criaturas das trevas. Você o ouviu planejando recrutar os gigantes; bom, este é apenas um dos grupos que ele quer aliciar. Com certeza ele não vai tentar assumir o Ministério da Magia com meia dúzia de Comensais da Morte.

– Então vocês estão tentando impedi-lo de recrutar mais seguidores?

– Estamos nos esforçando o máximo – Disse Lupin.

– Como?

– Bom, o principal é tentar convencer o maior número possível de pessoas de que Você-Sabe-Quem realmente retornou, deixá-las na defensiva – Disse Gui. – Mas está sendo complicado.

– Por quê?

– Por causa da atitude do Ministério – Esclareceu Tonks. – Você viu Cornélio Fudge depois que Você-Sabe-Quem retornou, Harry. Muito bem, ele não mudou de posição. Continua a se recusar a acreditar que seja verdade.

– Mas por quê? – Perguntou Harry desesperado. – Por que é que ele está sendo tão burro? Se Dumbledore...

– Ah, você acabou de pôr o dedo na ferida – Disse o Sr. Weasley com um sorriso entre divertido e aborrecido. – Dumbledore.

– Fudge tem medo dele, entende – Acrescentou Tonks com tristeza.

– Medo de Dumbledore? – Repetiu Harry incrédulo.

– Medo do que está pretendendo – Disse o Sr. Weasley. – Fudge pensa que Dumbledore está conspirando para derrubá-lo. Acha que Dumbledore quer ser ministro da Magia.

– O que é completamente imbecil, não me surpreende que isso venha desse incompetente. - Morgan resmungou mal humorada.

– Mas Dumbledore não quer...

– Claro que não quer – Confirmou o Sr. Weasley. – Jamais quis o cargo de ministro, ainda que muita gente quisesse que ele o assumisse quando Emília Bagnold se aposentou. Mas foi Fudge quem assumiu o poder, e ele jamais esqueceu todo o apoio do povo a Dumbledore, ainda que ele jamais tivesse se candidatado ao cargo.

– No fundo, Fudge sabe que Dumbledore é muito mais esperto que ele, um bruxo muito mais poderoso, e no início do mandato Fudge estava sempre pedindo ajuda e conselhos a Dumbledore – Falou Lupin. – Mas parece que Fudge gostou do poder e se tornou muito mais confiante. Adora ser ministro da Magia e conseguiu se convencer de que é o mais inteligente e que Dumbledore está criando confusão simplesmente por criar.

– Como é que ele pode pensar uma coisa dessas? – Perguntou Harry indignado. – Como pode pensar que Dumbledore vá simplesmente inventar tudo isso... que eu vá inventar tudo isso?

– Porque aceitar que Voldemort retornou significaria ter problemas que o Ministério não precisa enfrentar há quase catorze anos – Disse Sirius amargurado. – Fudge simplemente não quer encarar a verdade. É muito mais cômodo se convencer de que Dumbledore está mentindo para desestabilizá-lo.

– Você está entendendo o problema? – Disse Lupin. – Enquanto o Ministério insistir que não há nada a temer da parte de Voldemort, é muito difícil convencer as pessoas de que ele retornou, principalmente se elas, para começar, não querem acreditar nisso. E mais, o Ministério está confiando em que o Profeta Diário não noticie o que chama de campanha de boatos de Dumbledore e, assim sendo, a maior parte da comunidade bruxa não tem a menor consciência de que alguma coisa tenha acontecido, e com isto se torna um alvo fácil para os Comensais da Morte, se estiverem usando a Maldição Imperius.

– Mas vocês estão contando às pessoas, não estão? –Perguntou Harry, olhando para todos ao redor: o Sr. Weasley, Sirius, Morgan, Charlie Gui, Mundungo, Lupin e Tonks. – Vocês estão informando a todos que ele retornou?

Todos riram amarelo.

– Bom, como todos acham que sou um louco homicida que mata por atacado, e o Ministério está oferecendo uma recompensa de dez mil galeões pela minha cabeça, não dá para eu sair à rua e começar a distribuir panfletos, dá? – Comentou Sirius inquieto.

– E eu não sou um convidado muito popular na maior parte da nossa comunidade – Disse Lupin. – É um risco ocupacional ser lobisomem.

– Tonks e Arthur perderiam o emprego no Ministério se começassem a dar com a língua nos dentes – Disse Sirius –, e é muito importante para nós ter espiões no Ministério, porque você pode apostar que Voldemort os tem. Morgan está desempregada desde que saiu da Romênia.

– Mesmo assim, conseguimos convencer algumas pessoas – disse o Sr. Weasley. – A Tonks e Morgam aqui, por exemplo: eram muito jovens para participar da Ordem da Fênix da outra vez, e é uma enorme vantagem contar com aurores do nosso lado; Quim Shacklebolt também tem sido realmente valioso. É o responsável pela caça ao Sirius, então tem informado ao Ministério que Sirius está no Tibet.

– Mas se nenhum de vocês está divulgando a notícia de que Voldemort retornou... – Começou Harry.

– Quem disse que nenhum de nós está divulgando as notícias? – Falou Sirius. – Por que é que você acha que Dumbledore está tão encrencado?

– Como assim? – Perguntou Harry.

– Estão tentando desacreditá-lo – Explicou Lupin. – Você não viu o Profeta Diário da semana passada? Noticiaram que a Confederação Internacional de Bruxos votou a dispensa dele da diretoria porque está ficando velho e incapaz, mas não é verdade; votaram a favor da dispensa dele os bruxos funcionários do Ministério depois que ele fez um discurso anunciando o retorno de Voldemort. Ele perdeu o cargo de bruxo-presidente da Suprema Corte dos Bruxos, e estão falando em cassar sua comenda de primeira classe da Ordem de Merlim.

– Mas Dumbledore diz que não se importa com o que estão fazendo, desde que não tirem o seu retrato do baralho de sapos de chocolate – disse Charlie rindo.

– Não é caso para risos – Censurou seu pai com rispidez. – Se continuar a desafiar o Ministério abertamente, ele pode acabar em Azkaban, e a última coisa que queremos é ver Dumbledore trancafiado. Enquanto Você-Sabe-Quem souber que Dumbledore está livre e bem informado do que ele está fazendo, agirá com cautela. Se Dumbledore estiver fora do caminho... bom, Você-Sabe-Quem terá o campo livre.

– Mas se Voldemort estiver tentando recrutar mais Comensais da Morte, logo vazará a notícia de que retornou, não é mesmo? – Perguntou Harry desesperado.

– Voldemort não vai até à casa das pessoas e bate na porta, Harry – Ponderou Sirius. – Ele prepara arapucas, enfeitiça e chantageia. Tem muita prática de agir em segredo. Em todo o caso, reunir seguidores é apenas uma das coisas em que está interessado. Ele também tem outros planos, planos que pode pôr em ação discretamente, e, por ora, tem se concentrado neles.

– Que é que ele está querendo conseguir além dos seguidores? – Perguntou Harry depressa. Pareceu-lhe ter visto Sirius, Morgan e Lupin trocarem um brevíssimo olhar antes do seu padrinho responder.

– Coisas que ele só pode obter na surdina. - Como Harry continuasse a fazer cara de intrigado, Sirius explicou. - Como armas. Uma coisa que não tinha da última vez.

– Quando era poderoso?

– É.

– Que tipo de armas? – Perguntou Harry. – Coisa pior do que a Avada Kedavra...?

– Agora chega!

A Sra. Weasley falou das sombras a um lado da porta. Harry não notará sua chegada depois que fora deixar Gina no andar de cima. Tinha os braços cruzados e parecia furiosa.

– Agora vão dormir. Todos vocês – Acrescentou, olhando para Fred, Jorge, Rony e Hermione.

– Você não pode mandar na gente... – Começou Fred.

– Então olhe – Rosnou a Sra. Weasley. Tremia ligeiramente ao encarar Sirius. – Você já deu ao Harry muita informação. Mais um pouco e será melhor convencê-lo a entrar na Ordem da Fênix de vez.

– Por que não? – Perguntou Harry depressa. – Entro para a Ordem, quero entrar, quero lutar.

– Não.

Não foi a Sra. Weasley quem falou desta vez, mas Lupin.

– A Ordem é formada apenas por bruxos de maior idade – Explicou ele. – Bruxos que já terminaram a escola – Acrescentou, quando Fred e Jorge abriram a boca. – Há perigos em jogo de que vocês não têm a menor ideia, nenhum de vocês... Acho que Molly tem razão, Sirius. Já contamos o suficiente.

Sirius começou a sacudir os ombros, mas não discutiu. A Sra. Weasley acenou autoritariamente para os filhos e Hermione. Um a um, eles se levantaram, e Harry, reconhecendo a derrota, os acompanhou, quando estava passando da porta ouviu algo que lhe deixou muito confuso.

- Ah, Molly. Não fale mais uma palavra sobre James, ou o seu problema passará a ser comigo. - E levantou, saindo da sala atrás de Harry, que correu para fingir que não tinha ouvido nada.



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