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História Star Wars Episode IX.5 - A New Era - Capítulo 25


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Notas do Autor


boa leitura <3

Capítulo 25 - Chapter 25 - Acinzentados


Finn segura o sabre em suas mãos com força, partindo indisciplinadamente rumo ao outro, com fúria nos olhos e em movimentos duros e brutos ele ataca o Solo, que desvia dos ataques exatamente como Luke fez anteriormente na batalha em Crait, onde o antigo mestre Jedi se sacrifício para comprar-lhes algum tempo contra a primeira ordem. Finn estava totalmente descoordenado e não seguia nada além de sua raiva pelo rapaz, se esquecendo totalmente sobre a força, ou quaisquer coisas sobre paz e compaixão que tinha lido nos antigos ensinamentos Jedi, vez ou outra, Ben aparava seus ataques com seu sabre e o empurrava para longe usando a força, tentando tocar o menos possível no rapaz para não feri-lo e lhe dá chances de ao menos chegar próximo de acerta-lhe algum golpe.

De alguma maneira, no entanto, Finn parecia desfocado, o que trouxe um sorriso sarcástico no sorriso do solo e um olhar preocupado no da jovem Jedi, que nota a crescendo raiva no amigo, queimando como lava vulcânica, crescente, se aglomerando dentro dele, até que, ele junta todas as suas forças e parte com tudo para cima do solo, que chega a fazer uma careta e o chuta para longe, no reflexo, Ben usa força demais no golpe, tanto física quanto a outra propriamente dita, fazendo o rapaz voar longe, Rey o apara também usando a força, diminuindo a velocidade do lance, Finn estava a apenas alguns centímetros do chão, assim que os pés dele pousam neste novamente, ele já tenta correr em direção ao rapaz novamente, que desliga seu sabre e o encara, não impedindo que o mesmo tente avançar, ao tenta desferir o ataque, Rey usa a força para tomar o sabre das mãos do amigo e o golpe é realizado ao vento, sem que nada aconteça, já que ele não tinha mais a arma nas mãos, porém, ficam claras as intenções do rapaz, já que ele tentaria atravessar o sabre de fora a fora no peito do Solo, que permanece imóvel. Vendo suas mãos vazias, ele lança a Rey um olhar furioso.

- Mas que merda Rey, o que você está fazendo? – Ele questiona, vendo uma Rey confusa e furiosa vindo em sua direção.

- O que você está fazendo?! – Ela devolve a pergunta – Finn! Você tentou matar ele. – Rey afirma ficando frente a frente com o amigo agora, que respirava pesadamente tentando se recuperar de toda adrenalina que corria em suas veias.

- Era só um treino, eu não... ia fazer isso mesmo. – Ele tenta argumentar, mentindo para si e para ela.

- Em um treino você não tenta matar o seu parceiro – A garota exclama, ainda alterada. – Você nunca veio com essas intenções quando treina comigo – A garota da algumas puxadas de ar nesse meio tempo, como se estivesse tentado se acalmar de alguma forma. – Você estava cheio de intenções assassinas, totalmente consumido pela raiva e pelo ódio, isso não é você! – Ela expressa uma certa calma que agora alcança suas palavras, tentando fazer o amigo compreender em que estado ele estava. Finn parece ter se tocado do erro, ele a encara durante alguns instantes, engolindo a seco e logo em seguida voltando totalmente a ser o Finn de sempre.

- Me desculpe... – Ele começa, ainda com os olhos focados na amiga. – Eu não sei, eu não sei por que fiz isso. – ele tenta argumentar, recebendo uma expressão acolhedora de Rey, que parece entender os sentimentos dele.

- porque você me odeia – Ben se pronuncia por vez, finalmente tomando a palavra para si em um tom calmo. – a raiva que você direcionou em batalha, ti deu forças para conseguir me surpreender, e isso é bom. – Ben dá um sorriso de canto, mexendo o pescoço de um lado para o outro, estralando ele.

- O que? Não, eu não quero me tornar um Sith – ele olha desesperado para Rey, fazendo uma careta – Rey, ele quer me transformar em um Sith, falei que não podíamos confiar nele. Eu quero ser um Jedi, e fazer, você sabe, coisas de Jedi, ajudar as pessoas, proteger meus amigos, essas coisas. – Finn tenta explicar o que ele acreditava ser ‘’ coisas de Jedi ‘’ em sua concepção, tirando uma careta de Rey que encara Ben, e este por outro lado arqueia a sobrancelha duvidando das palavras do moreno. – Não? ... É, eu acho que não - Ele fala baixinho, tentando uma confirmação mas acaba desistindo.

- Isso é o que os Jedi do passado acreditavam – ele faz uma pequena pausa – e bem, eles estavam errados. Você pode fazer tudo isso sem ser um Jedi. – Ben se vira, ficando quase de costas para eles – Existem pessoas por ai que fazem tudo isso, ajudam, protegem, e nenhuma delas nunca se quer ouviu falar da força ou o que é ser um Jedi. Esse pensamento retrogrado levou os Jedi à beira da extinção. – Ben explica, voltando a ficar de frente para eles, para Finn as coisas ainda pareciam um tanto abstratas, mas, para Rey, tudo fazia total sentido, o jovem Solo parecia ter acendido uma luz nas ideias da garota, ela já sabia quem era, ele ainda estava se encontrando, o lugar deles na história, estava lentamente sendo escrito por eles próprios, ele estava na escuridão e ela na luz, e ambos se encaixavam perfeitamente, como o equilíbrio que ela viu quando estava em Ahch-to, o equilíbrio não estava só nas coisas, mas, deveria existir também nas pessoas, nas relações. Algo que os Jedi rejeitavam, o lado negro, era parte tão parte da força quanto a vida é para a morte, dois em um.

- Espera, você está dizendo, que todo esse tempo, os Jedi estiveram errados? – Finn questiona, incrédulo com a afirmação do outro.

- O erro dos Jedi foi ignorar algo que faz parte do ciclo natural das coisas... – Rey começa, tendo a atenção deles – O medo nos mantém vivos, a raiva nos faz ter forças para revidar, vida e a morte, criação e a destruição, no meio de tudo isso, há o equilíbrio, os Jedi achavam que deveriam temer e se abster disso, amor, ódio, raiva, angustia, alegria, mas... ninguém consegue ignorar seu próprio eu, não existe luz se não houver escuridão, não existe vida se não houver morte. – Rey permite que as palavras venham a sua boca naturalmente, sendo conduzida por elas, a força flui por ela, a garota parece trazer o entendimento ao coração confuso do amigo e um misto de orgulho e paz ao do seu companheiro de dyad. Rey sorri ao fim da constatação, sendo correspondida por eles, em especial pelo Solo, ao qual ela sente que compartilha os mesmo sentimento que ela sobre isso.

[...]

Finn arruma suas coisas para partir de volta a base, o dia havia sido cheio, os treinos com Rey e Ben eram bem intensos e o fizeram repensar um pouco sua relação com a força, tinha acabado de conhecer mais sobre isso, e talvez, por não ter nenhuma experiência prévia com nada disso, era fácil para ele aceitar as mudanças, aceitar que talvez, nem tudo fosse tão ‘’ branco no preto ‘’ como ele imaginava, ele olha ao longe vendo Ben e Rey ainda treinando, eles realmente estava pegando pesado com o treino de sabre de luz, a ponto de lutarem tão intensamente que ele achava que a qualquer momento teria de se intrometer e parar os dois, pois, algumas vezes parecia realmente que eles estavam lutando sério. O rapaz se despede deles, mesmo que eles não ouvissem a voz naquele momento, ele desce e volta para a base.

Chegando na mesma ele dá de cara com uma Rose frustrada, ela estava a um bom tempo tentando consertar C-3PO, mas, ainda não sabia como fazê-lo. Das as peças estavam ali, ela tinha de fato fisicamente o consertado, no entanto, por que ele não ligava? A garota já tinha montado e desmontado a parte arrumada, ainda assim, o droide não acordava e isso começou a fazer a garota temer que talvez ele pudesse não ligar mais. Finn não consegue dizer nenhuma palavra ao ver a mesma nesse estado, ele só a abraça e a conforta, encorajando a garota, afirmando que ela daria um jeito, uma hora ou hora, aquele droide tagarela iria ligar e voltar a perturbar todos ali, ao menos, era o que ele desejava acreditar.

[...]

Ben e Rey descansam um pouco antes de voltar, já era noite e ambos precisavam voltar antes que Leia viesse busca-los como duas crianças mal criadas que passaram da hora do jantar. Rey aproveita o riacho que havia ali perto para pegar um pouco de água e se refrescar, passando-a no rosto, vendo-a fazer isso, Ben imita a mesma, e toma em suas mãos um pouco da água gelada, passando-a pelo rosto e pescoço,  Rey nem nota quando ela instantaneamente trava seus olhos em cada minucioso gesto do rapaz, ele trajava uma camisa regata preta, e aquelas típicas calças de cintura alta que ele sempre usava com seu uniforme de Kylo Ren, só que essas eram de couro, um tanto coladas até, ela se pergunta se ele trouxe só as roupas que usava por debaixo do traje, ou se havia uma cópia do traje além da que ele veio vestido para enganar os stromtroopers e que havia deixado na nave que os trouxe até Ajan Kloss.

Outro pensamento lhe invade a mente enquanto ela notava o quão bonito ele ficava trajando aquele tipo de roupa, a calça lhe marcava a cintura e mostrara o físico  que ele trabalhava para se manter em forma, assim como os braços, ele eram grandes e bem musculosos, combinando bem com todo resto, Ben não era um homem pequeno, ele deveria ter para mais de 1,90 de altura, e todo aquele porte físico tão bem ornamentado faz a garota desvia o olhar quando se lembra da vez que o viu sem camisa, e como aquilo havia sido embaraçoso e constrangedor, ele era lindo, ela não podia negar, mas nunca tinha visto um homem do seu interesse assim, desprovido de algumas vestimentas.

Rey se lembra da primeira vez que o viu, e como ela ficou estática com a presença dele, além do rosto, que fora a primeira coisa que ela se impressionou quando o viu sem máscara, não por beleza, mas, por que ele deveria ser seu inimigo, mal e cruel, no entanto, ele era só era uma pessoa como ela, comum, uma pessoa presa em amarras e manipulações, alguém que almejava ser acolhido e esperava desesperadamente por um resgate, como ela esperou a vida toda em Jakku.

Rey sente um arrepio lhe subir a pele, imaginando que provavelmente compartilhou esse pensamento com ele, já que lentamente os olhos do rapaz se voltaram para ela, aqueles olhos carentes que ele tinha, a fazendo se sentir culpada e ao mesmo tempo feliz, por saber exatamente o que era aquele sentimento, ela seca a mão no tecido da roupa mesmo, e a leva até o rosto dele, mostrando a ele que ela estava ali para ele, sentindo o coração deles se sincronizarem, e os olhos de ambos se focam apenas para admirar a imagem um do outro, enquanto se aproximam mais, para mais um beijo, quando foram surpreendidos por algo, um estrondo muito forte e audível, uma enorme explosão ao longe, que faz os dois imaginarem de cara logo o pior cenário... a primeira ordem encontrou a base da resistência.


Notas Finais


bom, acho que com isso ficou claro que eles não vão ser jedis comuns, talvez alguns estejam familiarizados, e outros não, mas, pretendo colocar a filosofia do jedi cinza, que é algo que transita entre o jedi normal e um '' dark '' jedi, um jedi equilibrado, isso tem no cânone, um jedi que segue os princípios da força e não da ordem jedi propriamente dita.. acho importante isso pq acaba por ser uma quebra de paradigmas e dogmas lendário dos jedi, e apresenta algo novo e conserta o erro deles.


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