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História Starco-Inseparável - Capítulo 25


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Notas do Autor


oi

Capítulo 25 - Star Butterfly


Lave a Mão

- Oi, aqui é o Kv, eu sei que vocês querem ler o que vai acontecer nesse capítulo, mas se você pular isso daqui, eu juro que vou te caçar até te encontrar, e então o corona vai ser o menor dos seus problemas. Tem um novo vírus circulando, você com certeza já sabe do que se trata e se não sabe, onde você vive?

Enfim, talvez você não saiba, mas já passaram de trezentos infectados aqui no Brasil, ou seja, fique em casa, filho da puta, vai sair pra quê? Custa ficar em casa? Você já não faz nada mesmo, custa não fazer nada agora?

Lembrando: Lave a porra da mão depois de pegar em QUALQUER objeto, até o seu vibrador pode estar contaminado. Evite ficar perto de pessoas tossindo ou espirrando, não seja um imbecil né.

E caso você apresente alguns dos sintomas, use a porra da máscara, cacete. É tão difícil assim?

Não acredito que botaram logo a mim pra fazer essa conscientização, vocês nem deveriam precisar disso.

Hmpf, que saco.

Aproveite o capítulo agora.

Lave a Mão filha da puta

POV Marco On

Depois de finalmente descobrir meus reais sentimentos pela Star, qualquer coisa que eu fizesse perto dela, ou com ela, se tornava muito mais embaraçosa. Não sei ao certo, mas ela aparentava ter percebido que eu estava mais envergonhado do que o normal, mas por sorte, não perguntou nada. Eu não iria saber como responder, então foi de fato sorte.

A neve caindo lentamente, ruas a fora do lado de fora da cafeteria. Aquela cena tornava aquela cidade sem dúvidas muito bela.

Estava frio, mas não era um frio incômodo, chegava até a ser confortável.

Provavelmente, era algo da minha cabeça, mas apenas de ver a Star sorrindo enquanto brincava com seu copo, aquecia meu corpo por inteiro. Acho que nunca amei alguém tanto quanto eu amo essa garota.

- Marco? – Ela me chamou, eu sacudi a cabeça e a olhei diretamente nos olhos. – Você está bem? Tá me encarando de uma forma estranha a um tempo, já tô começando a ficar assustada. – Ela riu na última parte.

- A-Ah... E-Eu... – Merda, como vou inventar uma desculpa para isso? Droga, malditos sentimentos! – E-Eu só est-

- Bom, de todo jeito, eu acho que nós deveríamos já ir andando. – Por sorte, ela não me deixou terminar.

Analisei bem o seu rosto, ela não possuía mais uma expressão alegre, agora ela estava bem mais séria e pensativa.

- Eu... Eu estou sentindo algo ruim. – Ela colocou a mão esquerda em seu peito. – Eu não sei como explicar, mas sinto que há algo errado.

- Sério?... – Ela assentiu positivamente. – Eu também senti algo estranho, mas pensei que fosse apenas coisa da minha cabeça... Você acha que tem algo errado rolando na casa do Kv?

- Eu não sei, mas acho que devemos ir lá, só por via das dúvidas.

Eu ainda queria ficar mais um pouco com ela ali, mas eu também tinha que concordar com algo. Eu de fato estava sentindo algo estranho, como se algo ruim tivesse acontecido, então apenas levantamos, eu paguei a conta e saímos de lá, rumo a casa em que o Kv estava.

POV Marco Off

POV Star On

Aquele estava sendo realmente um dia muito divertido, acho que eu nunca havia me divertido tanto assim numa manhã. Mas mesmo estando me divertindo tanto, eu me sentia mal, eu sentia que enquanto eu estava me divertindo, algo terrível estava acontecendo. Não sei se o Marco havia me dito aquilo apenas para me confortar, mas parece que ele também estava sentindo algo.

A partir daquele momento, várias dúvidas tomaram conta da minha cabeça e logo comecei a teorizar bastante sobre. Comecei a pensar que algo envolvendo o ato três havia acontecido, ou que alguém poderia ter descoberto a posição do Kv e sua equipe.

O que convenhamos, não seria muito difícil de acontecer, já que eles resolveram alugar a maior casa da cidade, era realmente... Suspeito.

- Ei, você está bem? – Ele perguntou, enquanto caminhávamos. – Você quase não falou nada desde que saímos da cafeteria, ficou bem mais séria do que o normal.

- Ah... Eu não sei, acho que fiquei bem mais preocupada do que deveria, não sei. – Eu tremi um pouco. – Está frio...

Eu havia pegado um casco bem fininho, pois não pensei que faria tanto frio assim, mas agora já era tarde para me arrepender.

- V-Você... Está com frio? – Assim que eu olhei paro o seu rosto, pude perceber que ele estava olhando para o outro lado, mas não conseguia disfarçar suas bochechas vermelhas.

- Sim... – Eu respondi baixinho, apenas para que ele escutasse.

Antes mesmo que eu pudesse raciocinar, ele tirou o seu casaco. Automaticamente eu corei, pensando que ele simplesmente me entregaria o casaco, o que por si só já seria um belo ato. Mas ele simplesmente se aproximou e me envolveu num abraço.

- M-Marco...? – Nem preciso dizer o quanto estava envergonhada com aquilo, certo? Claro que algo tão repentino vindo da pessoa que eu amo me faria surtar.

Ele me apertou um pouco mais, o que acabou me fazendo soltar um pequeno gemido, que talvez tenha saído mais sexy do que deveria, já que senti ele se arrepiar logo em seguida.

Depois de quase me matar de vergonha, ele pôs seu casaco em mim, comigo ainda em seus braços, e se afastou lentamente.

Eu não sei o que aconteceu comigo, eu juro que tentei resistir, mas eu simplesmente não consegui me conter e quando ele estava se afastando eu o puxei novamente, agora era eu quem o estava abraçando.

- S-Star... – Eu encolhi minha cabeça no seu peito e assim que fiz isso ele retribuiu o abraço.

- A-Ahn... – Eu lentamente levantei comecei a levantar minha cabeça até conseguir fazer contato visual com ele. – Por que eu...?

- Star, você... Está chorando?

Não me lembro de quando começou, mas as lagrimas simplesmente não paravam de escorrer pelo meu rosto e foi quando algo atingiu o meu peito. Eu senti uma enorme pontada, mas não era nada físico, eu apenas comecei a me sentir muito triste, como se tivesse acabado de receber a noticia de uma morte de algum amigo querido.

Será que algo realmente aconteceu lá?

- Por quê você...?

- Eu não sei. – Eu pus minha mão na bochecha, ainda sentindo as lagrimas escorrerem. – Eu só... Estou triste? Por que eu estou triste?

- Okay, isso está ficando muito mais bizarro, acho que devemos voltar para casa...

- Hãm? Não! – Eu praticamente gritei, o assustando um pouco. – D-Desculpa, mas... Eu sinto que nós não podemos voltar, não agora.

- Bom... – Ele suspirou. – Então acho que não temos outra escolha se não seguir em frente, hm?

POV Star Off

POV Kv On

- E então, Koriko, o que vai ser?

Eu ainda estava um pouco nervoso, mesmo que ela estivesse completamente cercada ali, eu não tinha certeza de que estava totalmente incapaz de se defender, por isso desloquei o seu ombro, mas ainda não sentia que todos ao meu redor estavam seguros o suficiente para que se aproximassem.

Cacete, até quando ela está encurralada ela consegue me dar uma dor de cabeça, que mulher insuportável.

Mas realmente não tinha jeito, ela estava cercada por pelo menos quarenta pessoas, sem contar que agora eu a tinha totalmente na minha vista, então ela não poderia escapar de mim, e com aquele ombro deslocado, duvido que ela fosse tentar alguma investida.

Ela ainda não havia respondido, o que me deixava ainda mais nervoso. Mas pela expressão que estava fazendo, ela aparentava estar pensando em algo, alguma rota de fuga talvez.

- Ei, o comandante está falando com você! – Jack gritou. – Responda logo, se não eu-

- Eu me rendo. – Ela o interrompeu, dizendo essas três palavras em voz baixa, mas alto o suficiente para que todos nós escutássemos, e logo em seguida, ela levantou um braço ara cima, claro que não poderia levantar o outro, porque... Bom.

Cacete, acho que eu não ficava tão tenso assim desde 2001, mas finalmente eu podia relaxar um pouco. A pior parte já havia acabado.

Koriko havia sido capturada e agora estava sendo mantida numa sala que havíamos reservado para caso fizéssemos algum interrogatório.

E quem diria que acabaríamos mesmo tendo que usar ela.

(...)

Um dos membros da equipe médica colocou o ombro de Koriko de volta no lugar, ela não tentou reagir depois, pois sabia que seria inútil tentar nos atacar depois de tudo aquilo. Nós algemamos as suas mãos e a levamos para a sala de interrogatório, onde prendemos suas algemas numa cadeira especial, justamente para aquele tipo de coisa.

Eu não sei onde acharam uma cadeira daquela num período tão curto de tempo, mas já que estava lá, tudo o que eu podia fazer era usar, né?

Eu ordenei que todos os outros, com exceção do Jack e do Mike, ficassem de fora daquela sala e nem sequer chegassem perto, não que eu achasse que ela poderia fazer algo contra eles, mas ao mesmo tempo, eu não me arriscaria a subestima-la de novo.

- Só eu que acho tudo isso mais sexual do que investigativo? – Koriko perguntou, enquanto lançava um sorriso malicioso. – O que vocês querem arrancar de mim, minhas roupas?

- Desgraçada! – Jack tentou partir para cima dela, mas foi segurado por Mike. – Como pode tentar bancara a engraçadinha agora?!

- Ui, ele é esquentadinho... Acho que eu mataria você bem mais lentamente, talvez da mesma forma que matei aquela garota. – Ela sorriu, o que deixou Jack ainda mais furioso.

- Comandante! Por que não podemos mata-la aqui e agora?!

- Não se deixa abalar pelas coisas que ela fala, Jack. – Eu respondi, puxando uma cadeira a frente dela. – Ela só está tentando te fazer perder a cabeça.

- Hm? – Ela riu novamente. – Você é esperto, Luci. – Ela mordeu o lábio inferior. – E é isso o que eu mais odeio em você. Sempre analisando os outros, se achando melhor do que qualquer um! Mas você não é grande coisa, não, não é.

- Jura? – Eu fiz o sinal de uma arma com a mão direita e apontei diretamente para ela.

- Hm? O que você está fazendo. – Ela arqueou uma sobrancelha. – Ficou louco por acaso?

- Bang! – Eu fiz o gesto de puxar o gatilho com a mão.

Ninguém estava entendendo nada, até que eu “disparei” contra ela. O projétil invisível a acertou bem no ombro, deixando todos ali em choque e totalmente surpresos.

- O-O que?! – Ela soltou um gemido de dor, enquanto observava o sangue escorrer de seu ombro.

Os outros dois também estavam surpresos e estavam cochichando algo, que eu decidi ignorar por ora, afinal, eu já tinha aquela lunática para me preocupar.

- C-Como isso é possível? – Ela fez uma careta de dor. – E-Eu pensei que a sua habilidade estava ligada ao teletransporte... N-Não é possível que... Você possui mais de uma habilidade?!

- Ouça bem, Koriko. – Eu engrossei a voz. – Você está na minha casa, no meu território. Quero que você ponha na sua cabecinha, que tudo o que você fez aqui hoje, foi porque eu permiti que fizesse. – Sua expressão ficou ainda mais confusa. – Não, eu não queria que meus amigos morressem, mas apenas o fato de você ter conseguido mata-los significa que eu permiti que fizesse. Também quero que tenha em mente... – Eu me aproximei um pouco dela. – Você só continua viva, porque eu permiti.

- V-Você... As histórias são mesmo verdadeiras... O que infernos é você? – Eu podia ver claramente ela tremendo, provavelmente de medo. – V-Você é o diabo por acaso?

- Hm? – Eu soltei um pequeno sorriso e lentamente voltei para o meu local. – Quem sabe. – Voltei a fazer contato visual com ela, agora ela estava totalmente aterrorizada, o que não era pra menos, mas eu precisava que ela estivesse naquele estado, assim ela me contaria tudo o que eu precisava saber. – Então, Koriko. Se você for uma boa menina e me responder tudo o que eu perguntar, eu prometo que eu não vou mais machucar você.

- V-Você... Está falando sério? Como eu posso saber que não está mentindo?

- Eu não minto, não importa quais sejam as circunstâncias, ou quem seja o inimigo, eu não minto. Nunca. – Ela engoliu seco, mas não tinha outra opção, ela com certeza acabaria aceitando. – Vamos, caso você me conte tudo o que eu queria saber, eu prometo que eu não irei encostar mais nenhum dedo em você... Combinado?

Ela ficou em silêncio por alguns segundos, mas isso já era de se esperar, ela sempre foi do tipo de analisar todas as opções primeiro antes de agir. Só que agora, não haviam outras opções para analisar.

- Eu aceito.

Não consegui conter um sorriso, as coisas finalmente haviam começado a dar certo para mim naquele dia amaldiçoado.

- Ótimo. – Eu sorri. – Primeiro, eu quero que você me responda: O quanto o Kazuma sabe, sobre nós?

- Ele não sabe que vocês se escondem aqui, eu descobri esse lugar ontem de noite, e como não há sinal nessa cidade, eu não pude contactar ele, e também não poderia deixar meu posto para ir diretamente até ele.

- Hm, okay, vamos para aproxima, existe mais algum usuário de henkan na equipe do Kazuma?

- Até onde eu sei, eu sou a única.

- Okay, se você diz, acho que não tenho outra opção a não ser confiar. Agora, quero que me responda, qual é o verdadeiro objetivo dele?

Ela engoliu seco, percebi que havia chega num ponto delicado.

- O principal objetivo dele... O real motivo pelo qual ele está nessa cidade... Star Butterfly.


Notas Finais


leve a mão


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