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História Starco-Inseparável - Capítulo 27


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Notas do Autor


sim, hoje e está tendo capítulo e amanhã também terá, fiquem em casa, é quarentena pô, aproveitem e leiam fanfics.
Mas não é porque provavelmente terá capítulo todo dia que é pra deixar de comentar né porra
comenta aí, se não eu choro, trazer capítulo todo dia é difícil.

Capítulo 27 - Confiança


LAVE AS MÃOS

POV Marco On

Após ouvir aquelas palavras, Star caiu de joelhos no chão. Pelo o que eu tinha entendido, eles eram amigos dela, ou algo do tipo. Talvez até aqueles sentimentos que nós estávamos sentindo estivessem ligados ao que aconteceu aqui.

- A E-Emmy, ela... – As lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto, nem pensei duas vezes antes de me ajoelhar e abraça-la, tentando de algum jeito conforta-la. – C-Como?... Nós tínhamos acabado de virar amigas, conversamos tanto sobre nossos planos...

- Infelizmente... Nós subestimamos o nosso adversário, Koriko era mais esperta e audaciosa do que nós imaginávamos. – Ele também se ajoelhou e pôs sua mão no ombro dela.

- Se pelo menos eu tivesse chegado um pouco antes... – Star apertou seus punhos e eu a abracei mais fortemente.

- Ei, não fui culpa sua. – Kv disse. – Você não tinha como prever o que aconteceria, ninguém tinha. – Ela ficou em silêncio por alguns segundos. – Se alguém deveria ser culpado... Esse alguém sou eu. – Ele balançou a cabeça. – Mas ficarmos nos culpando não vai resolver nada, se quer culpar alguém, culpe o Kazuma.

Eu estava bastante confuso, já que não tinha nem ideia do que eles estavam falando, apenas algumas vagas ideias sobre o que se tratava.

Por algum motivo, ver o Kv consolando a Star daquele jeito, aquilo me deixou irritado. É, eu sei que é egoísmo da minha parte, mas eu não conseguia deixar de sentir ciúmes dele. Eu queria poder consola-la melhor, mas eu não nem tinha ideia do que estava acontecendo, de que modo eu poderia lhe consolar?

- E-Eu... Eu queria ao menos poder ter me despedido...

- Bom... – Ele se levantou e deu uma boa olhada em volta, além de nós três, haviam outras duas pessoas na sala, dois homens que eu não conhecia, mas um deles aparentava ter mais ou menos a nossa idade, mas o outro parecia ser um pouco mais velho. – Venham comigo. – Dito isso, ele começou a caminhar em direção a um corredor.

Nós começamos a segui-lo em silêncio, os caras que estavam na sala também estavam vindo, o que me deixou um pouco nervoso.

Mesmo depois de tudo o que passamos, eu ainda não tinha certeza se devia confiar no Kv, ele me parecia ser o tipo de pessoa que poderia fazer qualquer coisa a qualquer momento, e isso me deixava com medo. Ele nem sequer aparentava ter pontos fracos, sem contar que ele com certeza estava escondendo suas reais habilidades.

Depois de caminharmos pelos corredores daquela enorme casa por mais uns dois minutos, nós finalmente chegamos numa porta. O kv a abriu e fez um sinal para que nós entrássemos, e nós o fizemos.

- Será que você pode explicar o porquê de estarmos aqui agora? – Eu perguntei.

- Hmpf, que saco. – Ele suspirou. – Não são todos que sabem disso, mas após a morte, sua alma estará vagando pela terra pelas próximas três horas, enquanto os figurões estarão julgando para onde você vai. Durante essas três horas, eu posso invocar as almas dos falecidos até aqui.

- Você pode ressuscita-los?! – Star perguntou, abrindo um sorriso esperançoso.

- Sim, mas na verdade não. – O sorriso do rosto da Star desapareceu na mesma hora. – Eu creio que vocês gostariam de pelo menos se despedir, e isso é tudo o que eu posso fazer, invoca-los por um tempo e deixar que se despeçam.

- Então... – Um dos caras se manifestou pela primeira vez. – Não há mesmo nenhum método de traze-los de volta?

- Bom, existe jeito para literalmente tudo, nada é impossível. Mas não há nada que nós possamos fazer. Eu atualmente não tenho poder para realizar tal feito, apenas posso deixar que digam suas palavras finais.

- É... – O cara que aparentava ser mais velho suspirou. – Acho que isso é melhor que nada.

- Bom, antes de invoca-los, tem outra coisa que eu preciso fazer. – Dito isso, ele simplesmente desapareceu no ar.

Eu já havia me perdido completamente no assunto, aqueles foram sem dúvida os dias mais confusos de toda a minha vida.

Mesmo sem estar estendendo nada, eu não soltei a mão da Star nem por um minuto, eu sentia que, naquele momento, ela precisava disso, precisava que alguém estivesse ali com ela, que alguém segurasse sua mão, então, eu decidi ser esse alguém.

- Ei... – Eu disse baixinho ao pé do seu ouvido. – Vai ficar tudo bem...

- V-Você... – Ela virou totalmente o seu corpo na minha direção, no momento em que eu vi o seu rosto, uma tristeza tomou conta de mim, ver aquele lindo rosto encharcado de lágrimas, aquilo com certeza quebrava o coração de qualquer um. – Você acha mesmo? – Eu não senti tom de deboche, ou sarcasmo naquela pergunta, era apenas uma garota triste que precisava ser consolada.

- Claro. – Eu a abracei fortemente. – Eu tenho certeza de que eles irão para um lugar melhor.

POV Marco Off

POV Erina On

Eu sei que eu podia só estar sendo muito paranoica, mas eu não confiava nem um pouco no Marco. Não sei se consigo explicar como eu me sinto, mas a ideia de que o Marco não amava a Jackie como ela o amava, aquilo não saia da minha cabeça.

Eu até pensei em segui-los pelas ruas, mas eu não faço o tipo agente secreto, mas que eles estavam escondendo alguma coisa, isso eu tinha certeza.

Star e Marco são próximos demais, o que só me deixa mais desconfiada, pois eu acho que eles poderiam até mesmo estar tendo um caso sem que nós soubéssemos. Eu não podia permitir que a Jackie continuasse com alguém que não a amava de verdade.

- Erina? – Ouvi a voz de Jackie me chamar, enquanto algumas batidas na porta ecoavam pelo quarto.

- Hm...? – Ela me pegou totalmente desprevenida, me tirando dos meus pensamentos. Olhei para a porta e lá estava ela, parada em pé, segurando algumas sacolas. – Oi, eu não esperava que você fosse voltar tão rápido...

- Rápido? – Ela arqueou uma sobrancelha. – Já faz quase uma hora que eu saí. Você não ficou atolada nesse livro e perdeu a noção das horas de novo, né?

- A-Ah... Bom... – Eu virei o rosto pro outro lado, um pouco envergonhada, ao ver isso, Jackie soltou um suspiro.

- Você não muda nunca. – Ela balançou a cabeça negativamente. – Onde estão os outros?

- Saíram pra algum lugar. – Eu fechei o livro que estava lendo e fiz um sinal para que ela se aproximasse, mesmo tendo que guardar as compras, ela veio até mim.

- Aconteceu alguma coisa? Espero que seja importante, eu ainda preciso ir guardar as compras.

- Eu só preciso que você me tire uma dúvida... – Eu respirei fundo. – Você confia mesmo nessas pessoas?

- Hm? – Ela arqueou uma sobrancelha. – De novo com essa conversa? Eu já disse que sim, eu confio totalmente neles, menos naquele tal de Kv, ele ainda não me passa muita segurança.

- N-Não, não foi isso que eu quis dizer... Você realmente confia nele, no Marco? Você confia mesmo que ele não está tendo um caso com a Star? Como você consegue confiar tanto assim numa pessoa?

- Ah, Erina. – Ela soltou um sorriso e sentou-se ao meu lado. – É claro que eu confio no Marco, confio totalmente nele. Eu sei que ele não nunca me trairia, meu amor por ele me faz ter essa certeza. – Ela sorriu novamente. – Mas bom, eu confio nele, eu preciso confiar nele, afinal, que tipo de relacionamento as pessoas podem ter sem confiar umas nas outras? – Ela se levantou após dar uns tapinhas no meu ombro.

- V-Você realmente não tem medo dele estar te traindo?

- Nem um pouco. – Ela começou a caminhar em direção a porta. – Eu sei pelo o que você passou, mas nem todas as pessoas que estão por aí vão trair você como seu pai fez. Você deveria tentar confiar mais nas pessoas. – Ela deixou o local após dizer essas palavras.

Confiar nos outros?... Eu não sei, não sei se ainda sei como se faz isso, não sei se consigo fazer isso. Sempre que eu tento confiar nas pessoas, elas acabam virando as costas para mim.

Mas... Talvez a Jackie tivesse razão, talvez eu estivesse mesmo... “Exagerando”, talvez eu devesse tentar confiar mais nesses dois, mas... Por que eu ainda sentia que o Marco estava mentindo para a Jackie?

POV Erina Off

POV Star On

Eu nem conseguia acreditar que aquilo havia mesmo acontecido. Só no dia anterior, nós havíamos conversado tanto, contamos nossos planos para o futuro, nossos sonhos e desejos. Como algo tão terrível assim pôde acontecer com uma pessoa tão magnifica quanto a Emmy?

Ela me falou tanto sobre a sua irmã, e o quando queria voltar para busca-la, mas e agora? Como que o seu sonho fica?

Emmy era uma pessoa tão boa, alguém que merecia ter os seus sonhos alcançados. Mas infelizmente, o mundo não funcionava do jeito que deveria funcionar.

Naquele dia, naquele maldito dia, eu finalmente percebi.

O mundo não era um conto de fadas, por mais que por muitas vezes ele parecesse um. Era um lugar sujo, que favorecia as pessoas erradas, e para piorar, um governo que não se importava nem um pouco com as pessoas, deixando cidades, como essa, serem completamente tomadas por pessoas terríveis.

Eu nem mesmo sabia se ainda queria continuar morando num planeta daqueles, onde as pessoas boas morriam e deixavam parentes desolados. Eu já estava pensando seriamente em não ir mais com o Kv, e sim, voltar para casa.

Enquanto eu estava pensando nas coisas terríveis daquele mundo, de repente, eu me lembrei que o mundo não é só aquilo.

Imediatamente, eu me lembrei do Marco. Ele nem sequer sabia o que estava acontecendo ali, mas mesmo assim, ele continuava do meu lado, me consolando, dizendo as coisas que eu precisava ouvir.

Ele nem mesmo tinha algum motivo para estar ali, ele deveria estar curtindo suas férias com a sua namorada, mas mesmo assim, preferia estar ao meu lado, me consolando e enfrentando tudo aquilo comigo.

Não, eu estou enganada. Existem coisas boas nesse mundo, ainda existem motivos para ficar, não é porque existe uma maçã podre que quer dizer que toda a árvore esteja infectada, coisas boas ainda acontecem aqui.

Não posso simplesmente fugir e deixar as coisas do jeito que estão, quer eu queria ou não, a terra é a minha casa agora, e se tem alguma coisa errada com ela, eu... Eu vou mudar! Vou concertar tudo o que já de errado nesse mundo, e sinto que entrar para a equipe do Kv é o mais correto a se fazer agora, se eu quero que as coisas mudem, eu mesma vou ter que mudar, a começar por esse governo!

- Voltei. – Ouvi a voz do Kv, que rapidamente me despertou dos meus pensamentos. – Foi um pouco trabalhoso, bom, na verdade foi bem trabalhoso, eu odeio ter que apelar para os maiorais, mas acho que isso era o mais correto a se fazer agora.

- E então... – Eu comecei. – Como isso vai funcionar? Nós devemos fazer um círculo e dar as mãos, ou quem sabe... pegar um tabuleiro Ouija?

- Hm? – Ele arqueou uma sobrancelha. – Claro que não, eu não uso esses métodos, seja bem vinda ao século vinte e um. – Ele disse como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Bom, primeiro eu preciso dos corpos

Antes mesmo que eu pudesse pensar em algo para dizer, ele novamente sumiu no ar e reapareceu em questão de segundos, mas dessa vez, os corpos de Emmy e Nick estavam com ele, ele os tocava, mas ainda estavam no chão.

Agora eles não tinham mais um lençol branco que cobria seus corpos, então eu podia ver claramente as feridas que provavelmente haviam os matado.

Assim que bati o olho no corpo de Nick, meu estômago embrulhou e eu quis vomitar, mas me contive. O corpo dele era o que estava em pior estado, ele nem mesmo estava com a cabeça no lugar.

Eu rapidamente virei o rosto para o outro lado, também percebi que as outras duas pessoas na sala também pareciam estar bastante desconfortáveis.

Assim que vi o corte no pescoço de Emmy, eu me senti ainda mais triste. Mesmo que eu já soubesse o que havia acontecido, eu ainda tinha alguma esperança que fosse tudo mentira, ou uma grande pegadinha. Mas ver seu corpo ali no chão, apenas me confirmou o que eu não queria aceitar.

- Okay, preciso de silêncio agora, todo mundo, nem um pio, se não vocês também estarão deitados nesse chão. – Kv disse, enquanto aparentava tentar se concentrar. – Shi No Kami ga. – As luzes da sala começaram a piscar no momento em que ele disse essas palavras. - Atta hitobito ni. – Eu pude sentir o chão começar a tremer, Marco apertou minha mão mais fortemente, não podia negar que eu estava realmente começando a ficar assustada. – Wakare o tsugemasu yō ni!

Depois disso, tudo simplesmente parou, as luzes pararam de piscar, o chão parou de tremer e tudo ficou calmo, estranhamente calmo.

Eu passei os olhos rapidamente por toda a sala, nada parecia ter mudado, tudo parecia continuar em ordem, até eu olhar para os corpos que estavam no chão, ou melhor, que deveriam estar.


Notas Finais


Link para o grupo de escritores e leitores, entre lá, faça amigos e converse sobre assuntos diversos: https://chat.whatsapp.com/JnV7lKfEFQA0fZ4rWpPOeh

Comentem aí o que acharam do capítulo, se quiserem.
ó, se quiserem.
Spirit, pelo amor de deus, entenda que eu não tô fazendo ninguém de refém aqui, por favor não me mata!

LAVE AS MÃOS


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