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História Starco-Inseparável - Capítulo 58


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Notas do Autor


desculpa a demora, mas o que importa é que saiu k

Capítulo 58 - Torradas


POV Star On

A noite foi simplesmente incrível, eu e o Marco não fizemos nada tão ousado assim, ficamos um pouco envergonhados e nem sequer tocamos nesse assunto, mas aquilo que eu sempre havia sonhando finalmente havia acontecido, eu e o Marco estávamos namorando, e a melhor parte, é que eu nem precisei forçar ele a isso.

Depois de nos confessarmos um para o outro, nós ficamos naquela varanda por mais um tempo, talvez por mais uma hora, foi um momento bem agradável, conversamos, lembremos de aventuras que tivemos no passado, rimos bastante, foi um bom momento, pudemos esquecer um pouco de tudo o que havia acontecido, esquecer um pouco toda essa merda dos corpos sumidos e tudo mais.

Bom, agora já era de manhã, tinha um pequeno relógio numa escrivaninha, nele marcavam 8:32, ainda era cedo. Eu e o Marco havíamos dormido juntos, mas não fizemos isso que você está pensando, nós só realmente dormimos juntos, nada demais.

Ele ainda estava dormindo, eu já estava acordada a um tempo, não conseguia parar de pensar em algo que ele havia me dito durante a madrugada, algo que me deixou muito feliz, mas agora, está me deixando muito pensativa.

Horas atrás:

- Eu vou com você... – Marco disse, me pegando completamente de surpresa.

- Você o que? – Eu arqueei uma sobrancelha, enquanto virava a cabeça na direção dele.

- Você me ouviu, eu vou com você, sabe... Você vai ir com o Kv, e eu sei que pedir para você ficar seria muito egoísta da minha parte, então... Eu quero ir com você.

- Marco, você... Você tem certeza disso? O Kv me contou algumas coisas e... Aparentemente, se você for comigo, vai ter que cortar os laços que você tem aqui... Você não vai poder mais ver seus pais...

- E mesmo sabendo disso, mesmo sabendo que teria que cortar os seus laços, você escolheu ir. Você sabia que não poderia mais me ver, não é?

- Sim... Eu sabia. – Eu desviei o olhar, olhando para o chão.

- Então... O que nós estamos fazendo? Acabamos de começar um namoro, sendo que você terá que cortar seus laços, como nós vamos continuar com isso?

- Eu... Eu não sei... – Eu suspirei. – Eu sinto muito por ter te colocado nessa, mas eu não podia mais guardar isso para mim, era como... Se isso estivesse me corroendo por dentro, sabe? Isso pode parecer meio egoísta da minha parte, mas eu não consegui guardar isso só para mim...

- Eu sei como você se sente... – Ele também suspirou. – Star, eu vou com você. – Dessa vez foi diferente, o tom da voz dele estava diferente, ele não havia dito aquilo por dizer, o Marco realmente... Ele realmente estava falando sério.

- Marco, os seus pais, eles-

- Nem adianta tentar me fazer mudar de ideia, Star. – Ele sorriu. – Eu vou com você.

Tudo o que eu consegui fazer naquele momento, foi observar aquele lindo sorriso e sorrir também. Mesmo sabendo das consequências, Marco escolheu ficar comigo, e sem sombra de dúvida, eu faria a mesma coisa por ele... Porque eu o amo.

Atualmente:

É, na hora, eu fiquei muito feliz, mas agora, depois de ter pensado muito a respeito, eu não sabia mais se essa era a melhor decisão que o Marco deveria tomar, afinal, ele não poderia mais ver seus pais, nem seus amigos, e se por algum motivo, algum dia nós terminarmos, ele vai ter que continuar nessa vida, e isso não seria bom para ele.

Por mais que agora eu quisesse que ele mudasse de ideia, eu sabia que não conseguiria fazer isso, então só me restava uma opção.

Ter que apelar para o chefe.

POV Star Off

POV Cassy On

- Você tá bem mesmo? – Eu perguntei para Baila, enquanto enchia a minha caneca de café.

- Ai, gata, eu já te disse que eu estou bem, cem por cento bem, relaxa, você tá se preocupando demais com todo esse lance.

- É que você se esforçou tanto ontem, não sei, você pode estar cansada mentalmente, como o Ant, sabe?

- Argh, não me compare àquele cara. – Ela me olhou com cara de nojo, enquanto dava uma mordida na sua torrada. – Hm, isso aqui tá muito bom! – Ela disse, ainda de boca cheia, o que me fez rir um pouco.

- Qual é, não tem como uma torrada ser tudo isso. – Eu disse, enquanto me aproximava dela.

- Cassy, você não tá entendendo, isso tá fantástico! De verdade. – Ela pegou outra torrada e estendeu na minha direção. – Experimenta.

- Não, eu... Ah, que mal pode fazer, né? – Eu disse, enquanto pegava a torrada da mão dela.

Não pensei duas vezes, dei uma boa mordida na torrada, e foi aí que eu senti, eu nunca havia comido nada tão bom em toda a minha vida antes.

- Hmm, isso tá muito bom mesmo! – Exclamei, enquanto enfiava tudo de uma vez na boca.

Parecíamos duas esfomeadas ali, mas aquele lugar era realmente incrível, aquela cozinha era de deixar qualquer um com inveja, eu nunca havia visto uma cozinha tão bonita em toda a minha vida.

Tudo o que tinha naquele lugar, era sem dúvidas muito superior ao que tinha no nosso apartamento, acho que as coisas que tinham no nosso apartamento não chegavam nem perto de tudo o que tinha aqui.

- O que você acha que tem dentro da geladeira? – Baila perguntou, enquanto se levantava e lentamente começava a caminhar na direção da geladeira.

- Baila, eu não acho que nós deveríamos... Acha que podemos abrir a geladeira do comandante assim, sem mais nem menos?

- Bom, se eu não me engano, a cozinha é um espaço para todos da equipe, não? Acho que não tem problema nós darmos uma espiadinha na geladeira, e depois quem sabe, pegar alguma coisinha, né? O que tem de mais nisso?

- Eu não sei não, Baila... Não quero fazer algo que possa comprometer minhas chances de ir pra sede...

- Ah, mas aí você já tá sendo paranoica, né? Não tem como abrir uma geladeira te fazer perder a chance de ir para a sede.

- Hm... Você tem certeza mesmo?

- É claro que eu tenho certeza.

- Ah, então vamos lá.

Baila abriu um largo sorriso, o que me deixou um pouco preocupada, mas ela geralmente já era sempre assim, então deixei passar dessa vez.

Nós duas fomos até a geladeira, ela foi na frente, já que eu ainda estava receosa quanto a fazer isso, eu achava mesmo que poderia sofrer algum tipo de punição por fazer isso.

- Bom... – Ela pôs a mão na porta e respirou fundo. – Seja o que Deus quiser. – Ela abriu a porta com tudo e nós duas fechamos os olhos com medo.

Não sei o que nós estávamos esperando, acho que talvez que alguma coisa pulasse de dentro da geladeira para nos matar, ou que soasse uma sirene dentro da casa, alguma coisa desse tipo.

Como já era de se esperar, nada aconteceu, nós só ficamos feito duas idiotas, tendo medo de uma geladeira.

Mas bom, depois que nós percebemos que não aconteceria nada conosco, foi só alegria.

POV Cassy Off

POV Kv On

Caralho, parece que foi uma eternidade, mas aquele dia finalmente acabou, e por mais que só tenha acontecido desgraça nele, nós havíamos conseguido superar e ainda conseguimos a recompensa do Kazuma.

O plano original de três atos deu completamente errado, tudo o que poderia acontecer de errado aconteceu, eu acabei tendo que pedir ajuda a Vick, algo que eu definitivamente não esperava que fosse acontecer, e o pior, eu acabei duvidando dela, duvidei de uma das pessoas mais próximas, alguém que eu até poderia considerar uma amiga, ainda não acredito que aquele desgraçado conseguiu mesmo me manipular.

Escutei algumas batidas na porta do escritório, é, depois de levar a Erina para casa, eu voltei e fiquei todo esse tempo no escritório, eu tinha muito trabalho a fazer e não podia perder tempo com comemorações triviais.

- Kv? – Eu escutei a voz da Star do outro lado da porta. – Você tá aí?

- Infelizmente. – Eu suspirei e a porta foi aberta.

- Então... – Ela entrou e fechou a porta atrás de si. – Tem uma coisa que eu gostaria conversar com você e... Espera, você tá com a mesma roupa de ontem? Não foi dormir?

- Dormir é coisa de preguiçoso, de gente que tem muito tempo livre, eu não tenho tempo livre, inclusive, você tem dois minutos e eles começaram a contar no momento em que você bateu na porta, acho melhor você ir direto ao assunto.

- Bom, o Marco disse que quer ir comigo, sabe, para se tornar um caçador de recompensas também, você acha que tem algum problema?

- Espera... – Eu parei de digitar e a encarei. – Você vai para a sede, sabe disso né? – Ela assentiu positivamente. – Você não está indo para a sede porque nós somos amigos, você está indo para lá porque tem uma varinha mágica, que até onde eu sei, pode fazer de tudo, isso sim te garante um lugar na sede, mas... E quanto ao Marco? Ele não tem nada de diferente, tem?

- Então... Ele não pode ir comigo? – Ela suspirou aliviada e sorriu fraco. – Que pena, né?

- Espera, você não quer que ele vá?

- O que?! Não! Não... Eu quero que ele vá sim, dá onde você tirou isso?

- Star, Star... – Eu suspirei. – Você quer mesmo mentir pra mim? Pra mim? Dizem que eu inventei a mentira, acha mesmo que consegue mentir pra mim?

- Não é isso, é que eu... – Ela suspirou. – Okay, okay, você venceu, mas as coisas não sem bem assim, se ele for comigo, ele terá que abandonar sua família e amigos, eu não sei se isso pode ser bom para ele, ele pode se arrepender depois.

- Você se arrependerá depois? – Ela arregalou os olhos por um momento. – Se você for comigo, você sabe que não poderá mais ver o Marco, e possivelmente, para sempre. Você não vai se arrepender disso?

- Eu... Eu não sei, talvez eu me arrependa disso no futuro, mas essa foi a minha decisão, não posso e nem quero voltar atrás agora.

- E você não acha que o Marco se sente da mesma forma? Você ficaria parada se a sua mãe pedisse para você não ir comigo? Eu acho que não, né?

- Mas o Marco, ele-

- Quem é você para decidir alguma coisa por ele? Não acha que ele pode tomar as próprias decisões sozinho? Se ele se arrependerá ou não no futuro, isso é algo para ele mesmo lidar, não você.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos, acho que estava pensativa, eu soltei um suspiro e já estava pronto para a expulsar do escritório, mas ela resolveu abrir a boca pra falar merda, né.

- É, mas é uma pena que ele não vai poder ir de qualquer jeito, né? – Ela deu de ombros, sorrindo fraco. – Como que eu vou contar essa notícia terrível para ele? Puxa vida, o que é que eu vou fazer?

- Espera, você está me usando como desculpa para ele não ir com você? – Naquele momento, eu senti um ódio imenso por aquela loira, jamais pensei que ela jogaria tão baixo, mas não importa, ela vai levar o dela.

- Bom, fazer o que, né? – Ela deu de ombros mais uma vez.

- Ah, sua filha da pu- Alguém bateu na porta novamente. – Olha só, parece que as pessoas se tornaram mais educadas de um dia para o outro, parece que é realmente o começo de uma nova era. – Eu sorri. – Entra.

A porta foi aberta, revelando o Marco, que aparentava ainda estar meio sonolento.

- Marco! – Nós dois falamos juntos, Star com mais intensidade.

- Star, eu estava te procurando, você saiu sem falar nada, aí eu fui atrás de você, encontrei com a Nicked e ela disse que viu você entrando aqui, e... Eu estou atrapalhando alguma coisa?

- N-Não! Imagina! – Star disse, mas ela estava tão nervosa que nem uma criança cairia nesse papo. – Mas o Kv me disse algo, e... Eu acho melhor eu te contar logo...

- É algo muito sério...? – Marco parecia bem mais tenso agora.

- Bom... Acho melhor nós irmos para um lugar mais privado, para eu poder te contar com calma, sabe?

- Ah, sim, claro, claro. – Star começou a caminhar na direção dele, enquanto mesmo se virava em direção à saída.

- Não há necessidade disso, Star. – Eu os interrompi. – Eu mesmo falo para ele.

- Kv, você o quê?! – Ela se virou bruscamente na minha direção, fazendo com que Marco fizesse o mesmo. – V-Você... Tem certeza?

- Relaxa, eu quero poder falar isso pessoalmente para ele. – Eu sorri.

- Bom... Tudo bem, eu acho. – Marco respondeu.

- Então, Marco, eu queria falar que eu mal posso esperar para ter você conosco na sede. Você mostrou ser capaz, durante a luta contra Satoru, na sede será um ótimo lugar para você desenvolver ainda mais suas habilidades em combate, por mais que você não seja um usuário.

- ... O QUÊ?! – Star praticamente berrou, chamando atenção até de quem estava do lado de fora. – D-Digo... Isso é ótimo, não é, Marco? – Ela forçou um sorriso.

- Sim, eu agradeço por isso, Kv. – Ele sorriu. – Prometo que vou me esforçar ao máximo!

- É assim que se fala!

- Agora, eu preciso ir no banheiro, mas eu quero conversar sobre uma coisa que aconteceu na luta contra o Satoru. – Ele disse, enquanto se virava e começava a caminhar.

Depois de alguns segundos, Marco já havia sumido completamente, sobrando apenas a Star trezentos por cento puta.

- Eu não acredito que você fez mesmo isso. – Ela suspirou.

- Achou mesmo que eu iria aceitar ser usado como desculpa para a sua causa egoísta?

- E todo aquele lance do Marco não ter nada de especial? Pensei que só os melhores entrassem para a sede.

- A empresa é minha, a sede é minha, eu faço o que eu quiser, se eu quiser adicionar alguém como o Marco na sede, ninguém vai tratá-lo diferente dos outros, porque ninguém lá iria contra mim. – Eu sorri. – Você quase conseguiu, se não tivesse tentado me usar como desculpa, eu realmente negaria o Marco, mas bem, é melhor você ir se acostumando com isso.

- Mas você é um arrombado mesmo. – Ela suspirou, enquanto se virava e começava a caminhar em direção a saída.

- Tchauzinho. – Eu acenei.

- Vai se foder. – Ela mostrou o dedo do meio e eu ri.

Ai, ai, isso vai ser bem divertido.


Notas Finais


Obrigado por lerem até aqui, espero que tenham gostado, deixe sua opinião, teoria e sugestões aí na aba de comentários, amo ler k.
Leia também Light Of hope: https://www.spiritfanfiction.com/historia/light-of-hope-17820683 Uma história muito boa, que garanto que você irá gostar!
Confira também o grupo Escritores e Leitores, onde você poderá conversar com pessoas incríveis e fazer bons amigos: https://chat.whatsapp.com/E7Md7aA3QuXCS6Lg63dEHi
Revisão do capítulo por: @Carlstiel_Top


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