1. Spirit Fanfics >
  2. Staring at you tonight- Sycaro >
  3. Trabalho de Redação

História Staring at you tonight- Sycaro - Capítulo 7


Escrita por: um_otakiu

Notas do Autor


Desculpa a hora kkkkkkk

Eu esqueci de postar mais cedo, perdão 😔👉👈

Enfim, bom cap ❤.

Edit: Então galerinha, escrevi mais um pouco e adicionei umas coisinhas novas aí.

Pra quem já leu e não quer perder tempo pode ir direto para a parte: “Seria por timidez?”

Só isso mesmo kkk

Capítulo 7 - Trabalho de Redação


Fanfic / Fanfiction Staring at you tonight- Sycaro - Capítulo 7 - Trabalho de Redação

Durante a tarde tento manter-me o mais focado e empenhado possível, assim conseguirei acabar logo todas as atividades que havia deixado pendentes. Nessas últimas semanas em que eu estava meio deprimido acumulei diversos trabalhos de classe, simplesmente por não ter ânimo suficiente nem para encontrar motivação para acordar mais um dia; quem dirá esquentar minha cabeça com problemas escolares.  

Tento também ajudar minha mãe com algumas tarefas domésticas, como por exemplo lavar a louça, varrer a casa e passar um pano; o que acabou me tomando mais tempo e energia, me deixando morto de fome. Vou até a cozinha e pego uma maça e um iogurte para comer; resolvo comer em meu quarto, observando a paisagem, com Greg dormindo sobe meu pé direito. 

Quando me levanto para escovar meus dentes acabo olhando para minha escrivaninha e me lembrando que ainda havia um trabalho, um maldito, desgraçado, infeliz trabalho para eu terminar e enfim voltar a ser um homem livre. 

Enquanto me encarava no espelho, com a boca toda babada, parecendo que havia porra escorrendo da minha boca – e por não ter maturidade faço caretas e sons relativamente duvidosos, o que me faz gargalhar e quase me engasgar com meu próprio cuspe; que anta. Ao acabar de me desafogar tento encontrar motivos para eu fazer esta bendita última atividade; afinal, é a última certo? Posso simplesmente me enganar depois dizendo que eu apenas esqueci por estar com muita coisa na cabeça. Mas, quando levanto meu rosto, com uma toalha de rosto em minhas mãos, sinto como se uma lâmpada acendesse de repente em meu cérebro. “Por que não ir ao lugar que sempre acaba retornando minha criatividade?” 

Prestes a me virar paro abruptamente meu percurso, em choque; havia visto uma sombra de alguém - e desta vez eu sei que eu não estou maluco, e sei muito bem que essa sombra é grande demais para ser meu gato. Posso ter me virado rápido demais? Posso; mas isso já seria muita coincidência vey. 

Ando com desnecessariamente mais cautela do que realmente precisaria, mas dane-se, tô com um puta cagaço. Vou em direção à minha mesa e procuro meus materiais de sempre, um caderno todo esbagaçado, uma borracha – toda suja e rabiscada, que mais mancha o papel do que qualquer coisa, mas como sou preguiçoso não vou comprar uma nova até essa estar humanamente inutilizável - uma caneta mordiscada na ponta – com a tampa já deformada – e um lápis quebrado – e mordido, lógico. Mas até eu encontrar todos os itens fico ligeiramente desconfortável, olhando desesperadamente de um lado para o outro, tentando me convencer ao máximo de que isso seria só minha imaginação me trollando, só isso. Minha paranoia foi aumentando, aumentando, aumentando, até eu sentir algo me tocando: 

Saiko: AAAH CARALHO!!! - salto para o lado, completamente assustado. Quando baixo meu olhar vejo Greg sentado, olhando para mim, com uma expressão confusa, com seu rabo indo de um lado para o outro – Precisava desse susto meu filho?! Precisava?! - digo gritando e o pegando no colo. Sabendo que ele está por perto acabo inconscientemente me tranquilizando aos poucos; tanto que consigo achar todos os itens. 

Pego meu moletom e guardo tudo que eu consigo, depois vou até a porta para pegar minhas chaves e enfim, ir ao meu refúgio. 

[...] 

O trabalho é de Redação, e consiste em basicamente fazer um poema relatando nossos sentimentos mais comuns, ou como estamos nos sentindo nos últimos dias. Para mim a resposta é clara; vazio. Mas, como colocar um sentimento tão vago em palavras precisas? Palavras que passem todo o amargor, tristeza, e sentimento de negação? Como colocar em palavras sentimentos por anos guardados, reprimidos, esquecidos, ignorados? Como eu lhe pergunto? 

Estava prestes a entregar os pontos, até sentir um toque suave em meu ombro, e uma voz doce que reconheço muito bem. 

Garoto: Olha só o que temos aqui! - ele se abaixa, sorridente – Se não é um Saikinho concentrado não é mesmo? - ele para ao meu lado e analisa meu caderno, na esperança de encontrar algo. Mas como sou incompetente ainda não havia nem um risco se quer – E aí, o que fazes de bom? - ele se finalmente se senta. 

Saiko: Ora se não é o garoto de nome desconhecido! - ele dá uma risada fraca, eu sorrio de volta – Eu tô aqui há umas meia hora tentando escrever a merda de um poema pra um trabalho de Redação, mas parece que tá impossível! - bufo ao fim da frase. 

Garoto: E sobre o que é este poema tão impossível? - ele me olha curioso. 

Eu o explico e meio que começo a repetir tudo o que disse para mim mesmo, e falo até um pouco mais do que devia na real; coloco uma de minhas mãos levemente sobre minha boca percebendo a merda que fiz “Agora já foi.” Ele olha para o horizonte pensativo. 

Garoto: Hm... Acho que posso ajudá-lo com isso. - o encaro atentamente com um brilho em meus olhos – Que tal você tentar me descrever exatamente como se sente e depois eu tento encaixar as palavras certas? Posso não ser muito bom em poesia, mas pelo menos sou bom em fazer trabalhos mais ou menos, e ainda consigo ganhar da média pra cima! 

E assim se passaram as próximas 3 horas, apenas escrevendo e filosofando sobre esses meus sentimentos. Sei que não deveria contar toda a minha vida para um estranho qualquer mas, sei lá; ele consegue me passar uma sensação de segurança e conforto muito grande, e eu quero ver o que pode acontecer. Talvez eu possa quebrar a cara e ganhar mais um motivo para ter um bloqueio emocional fudido? Posso; mas pelo menos isso vai me ensinar a deixar de ser troxa – ou não também. Mas talvez eu possa ganhar um amigo que sabe me aconselhar sobre coisas que eu não consigo me abrir com mais ninguém, o que seria muito foda. Eu espero que seja a segunda opção, mas sei lá. 

Nisso eu acabei descobrindo um pouco mais sobre ele, mas nada muito relevante. Todo esse mistério por trás de seu nome atiça cada vez mais minha curiosidade; me pergunto qual o grande motivo desse enigma tão complexo. O que tem de mais eu saber seu nome? Seria por timidez? 

[...] 

Saiko: Eeeeee acabei! – digo ao escrever a última palavra de meu poema, com um sorriso orgulhoso em meus lábios. 

Garoto: Aeeee! Enfim acabou seu trabalho! - ele sorri para mim, contente por termos acabado – Eu falei que a gente ia conseguir acabar de boa. 

Saiko: Nanana, NÓS acabamos. Eu não teria conseguido sem você, sério. Obrigado! - coloco minhas coisas de lado e o olho, agradecido. 

Garoto: Não tem de quê. Eu gosto de ajudar os outros. - eu iria o interromper, mas ele continua – Como eu disse ontem quando nos conhecemos, “Pode confiar em mim, eu estou aqui para te ajudar, acabar com o que te aflige.” Estou aqui para lhe ajudar com tudo o que precisar, desde conselhos a trabalhos escolares. - eu fico boquiaberto feito um imbecil, sem conseguir fechar minha boca e nem dizer uma única palavra – Que foi? - ele sorri e me olha curioso. Eu volto a mim por um momento e fecho a boca finalmente. 

Saiko: Am, nada nada. Mas, posso te fazer uma pergunta? - ele assente – Dessa vez não tem nem um sinal de que vá chover. A menos que caia um raio na tua minha cabeça tu vai me responder, certo? - eu o olho sério. Ele sorri divertido e responde. 

Garoto: Ok ok, acho que não tenho escapatória. Diga!  - fico cara a cara com ele, com o semblante mais sério que consigo. 

Saiko: Por que desde que nos conhecemos você tem esse ar de santo, sempre querendo ajudar os outros? Nós literalmente nos conhecemos ontem!  E tu já tá aí todo amigável. Por quê? O que eu tenho pra você querer tanto me ajudar velho? - eu me exalto um pouco, mas tento me acalmar; não quero parecer grosseiro. 

Apesar de meu tom de voz ele ainda sorri e me olha com ternura: 

Garoto: Porque esta é a função de um amigo! Eu também não sei o que é mas, você despertou a minha curiosidade no momento em que te vi ontem, com cara de frustrado e abatido. Queria saber o que lhe abalava e eu quero te ajudar porque, eu quero te ver feliz! Afinal, todos merecem a chance da felicidade. - seu olhar se torna doce, e o meu confuso. 

Saiko: Mas... - paro no meio da frase. Ele aparentemente não dirá nada além disso. Para poupar tempo decido deixar isso para lá. Me pergunto como pode haver alguém tão doce com um desconhecido completo? - Você é mesmo um cara gente boa né? 

Garoto: Eu diria que eu sou empático. - ele me olha com perspicácia. 

Saiko: Meu Deus, tu é gentil o suficiente para ter empatia por um desgraçado que nem eu. Eu tô achando que tu é um anjo e eu não sei; porque humano tu não pode ser nem a pau. - digo rindo. 

Garoto: Quem sabe. - ele entra na brincadeira e nós gargalhamos. 

[...] 

Tawan: Mano, tu já fez o trabalho de Redação? - ele diz enquanto mastiga uma coxinha – Eu não tive saco pra isso não vey. 

Saiko: Pois eu fiz, tá aqui ó! - digo levantando meu caderno e mostrando a folha com o poema para a webcam. 

Tawan: Tu pegou na internet ou pediu tua mãe? - ele analisa a folha, incrédulo. 

Saiko: Tá tá tá, me pegou! - ergo minhas mãos em redenção - Eu tive ajuda sim. - ele faz uma falsa cara de surpresa – Eu fui no terraço pra ter mais inspiração e pá né. - ele não me deixa terminar. 

Tawan: E lá tu pediu ajuda pro teu namoradinho? - ele levanta uma sobrancelha e eu coro levemente. 

Saiko: Eu já num te disse que num sou viado caralho?! - faço algumas caretas e gestos sugestivos, nós rimos - Não, mas sério, eu conheci o muleque ontem vey. Eu só aproveitei que ele se prontificou pra me ajudar, só isso. 

Tawan: Uhum, tá bom! Tu se aproveitou da boa vontade dele, isso sim! 


Notas Finais


Parou do nada? Sim

Dava pra continuar? Sim

Fiquei com preguiça? Pra caralho

O próximo vai ser maior pra compensar? Com certeza

Mals, foi isso, tchau, bebam água ❤.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...