História Stark's Daugther - Capítulo 76


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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, Carol Danvers (Miss Marvel / Capitã Marvel), Clint Barton (Gavião Arqueiro), Dr. Bruce Banner (Hulk), Dra. Helen Cho, Edwin Jarvis, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Heimdall, James Rupert "Rhodey" Rhodes, Jane Foster, Janet Van Dyne (Vespa), Jessica Jones (Safira), Laura Barton, Luke Cage, Marc Spector (Cavaleiro da Lua), Maria Hill, Miss Marvel, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pantera Negra (T'Challa), Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Safira (Jessica Jones), Sam Wilson (Falcão), Scott Lang (Homem-Formiga), Steve Rogers, Thomas "Tommy" Shepherd / "Célere", Thor, Tigresa (Greer Grant Nelson), Visão, Wade Willson (Deadpool)
Tags Avengers, Capitão América, Chris Evans, Homem De Ferro, Imagine Marvel, Interativa, Marvel, Robert Downey Jr, Tony Stark, Vingadores
Visualizações 17
Palavras 5.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora gente, realmente está faltando tempo! Mas eu prometo resolver essa questão! Espero que gostem e muito obrigada pela atenção e favoritos❤️
Sintam-se livres para comentar!
Até breve
Ps:qual o melhor Quarteto Fantástico em sua opinião? O meu é o de 2005, então na história optei por este. Mas se você se sente melhor com o de 2015, é só questão de imaginação! Kkk
❤️

Capítulo 76 - The Parallel Universe IX


Fanfic / Fanfiction Stark's Daugther - Capítulo 76 - The Parallel Universe IX

(Seu nome) Stark, a caminho do apartamento de Steve Rogers

- Vocês estão juntos a muito tempo? -Ouvi Jhonny me perguntar e simplesmente assenti, ele fez o mesmo e eu voltei a encarar a paisagem do movimentado trânsito de Nova York. Talvez eu até esteja precisando descansar e talvez muito mesmo, mas eu não sei se fingir que Jake ou esse Victor não existem é a melhor coisa. Eu realmente queria tá fazendo algo mais, queria tá nas missões, mas em parte eu até entendo porque não estou. Entendo mais ainda quando minha mão desce até minha barriga já um tanto elevada, como agora. - Seus pais não acharam perturbador um velho de mais de cem anos estar com uma garota como você?

- Eles acharam, mas não é tão pertubador. - dei de ombros. - Eu sou maior de idade, eu sei bem o que faço. As vezes. - abaixei o olhar pra minha mão ainda sobre a minha barriga. Eu sei que eu não sou mais criança e estou longe de responsabilizar só o Steve, mas eu não consigo deixar de me sentir ao menos assustada.

- Valeu a pena? - perguntou, franzi o cenho. - Valeu a pena fazer esse bebê, pelo menos? - alargou o sorriso e eu revirei os olhos. - Calma, eu só fiquei curioso..

- A questão não é essa. A questão é que..

- Você está com medo. - falou sério, para minha surpresa, já que desde que entrei no carro dele, tudo que ouvi foram comentários um tanto maliciosos e piadas sem graça sobre qualquer coisa no caminho. - É, sabe, um filho é grande responsabilidade. É uma vida por sua conta e eu entendo que pra vocês esteja sendo mais assustador ainda, já que sempre tem algum vilão querendo as suas cabeças.

- Acho que é isso mesmo. - voltei a encarar a vista dos prédios e pessoas nas calçadas.

- Tudo bem em sentir medo. Porque se você tem medo, é porque é algo importante pra você.

- Eu não sei explicar como é. - voltei a olhar pra ele. - Porque ao mesmo tempo que tenho medo, eu tenho uma vontade inexplicável de ter logo. Eu quero ver o rostinho dele ou dela, eu quero pegar nos meus braços, eu quero olhar e sentir o amor incondicional que uma mãe sente por seu filho, sabe, eu... Eu tô com medo, mas eu também tô feliz em saber que em breve teremos ele ou ela.

- Crianças mudam as pessoas. Mas vocês já estão pensando em nomes? Tipo, Jhonatan é um belo nome.

- Vou lembrar.

- Eu sei que vai, mas e o Capitão? Ele também tá assustado e feliz como você? Ou só feliz? Ou só assustado?

- Eu acho que não tanto quanto eu. Steve é o estilo cara romântico que quer construir uma família e morar em casa com cerca branca, mas acho que no fundo ele também tem seus medos.

- Acho que ele se deu bem. Ele tem você, a belíssima herdeira do império Stark, agora terão um bebê e logo vão se casar, então, ele também vai ser bilionário. Eu sinceramente só vejo vantagens! Uma gostosa, um bebê e muito dinheiro!

- Poderia ter guardado isso só pra você.

- Não vejo problemas em dizer o que penso. - deu de ombros. - Até porque é verdade. - abriu o mesmo sorriso de antes e eu virei o rosto, tentando não deixar que ele veja o quão tá me deixando sem jeito. - Mas sinceramente, ele tem muita sorte em ter encontrado você.

- Acho que eu que tenho sorte de ter encontrado ele.

- O amor deixa as pessoas tão aéreas, é meio assustador!

- Como se você nunca tivesse sentido ele antes. - voltei a olhar pra ele, que riu balançando a cabeça. Me peguei por um tempo encarando-o e tendo mais certeza de que há, nem que pequena, semelhança entre ele o Steve. - Sabe, você parece um pouco com o Steve, alguém já te disse isso?

- Ficaria surpresa com quantas vezes. Mas eu não sou o Steve e estou longe de ser. Eu sou quem eu sou, sou Jhonny Storm, o Tocha Humana, considerado um dos homens mais quentes por uma revista feminina. - piscou, acabei rindo da segurança em sua voz e sua piscada. - Literalmente.

- Pensei que o Senhor Fantástico fosse o líder.

- Reed é um CDF assim como o Ben e até a minha irmã. Eu sou o mais popular porque além de um bom líder e um partidão, sou o mais forte e sei me conectar com as pessoas.

- Ah é sim. - assenti, Jhonny está mais para o alívio cômico do time ou o presunçoso cheio de si, mas eu gosto de pensar que ele ainda é uma boa pessoa. E ele tem razão, todos gostamos de pessoas com presença é um bom humor e isso ele tem.

- Srta. Stark.

- Smith. - ascenei para o homem no seu posto, assim que Jhonny parou, aguardando a cancela liberar nossa passagem para o escuro estacionamento. Smith é o novo encarregado do estacionamento, que antes era bem mais aberto e eu sei que pode parecer loucura, mas encontrar com ele por ali é como uma lembrança de que até as coisas mais simples mudaram durante o tempo que estive "morta".

- Acho que também quero um sugar daddy como o Nick Fury. - comentou, outra vez ri sem querer enquanto saia do carro. - Olha esses apartamentos, são um luxo! Tô vendo que se ganha bem mais trabalhando pra Shield do que pros militares.

- Vocês não trabalham pra Shield? - perguntei enquanto ele me acompanhava até os degraus que davam no hall de entrada, especificamente nos elevadores e na portaria.

- Nem todos os heróis trabalham pra Shield. Mas eu tô gostando da ideia, já que os Vingadores estão com algumas baixas e na Shield os previlegios são bem melhores.

- Como se você não tivesse previlegios. Aquele carro ali me parece um belo de um previlegio. É uma Ferrari?

- Ferrari quatrocentos e oitenta e quatro Itália. Mimo de patrocinador. - deu de ombros.

- Patrocinador? Vocês que me parecem os burgueses nessa história.

- Quem é você para nos chamar de burgueses? É herdeira de uma das maiores fortunas, sozinho seu pai é mais rico que a Disney, liderou a Forbes com uma vasta vantagem! A única burguesa aqui é você!

- Você quis.. - parei de falar ao ouvir um estrondo vindo de fora, assim como o Jhonny voltei, mas antes de sair para o estacionamento ele me empurrou para trás, colocando apenas a cabeça pra fora. - O que tá acontecendo?

- Fica aqui. - me empurrou pra trás, confusa o vi voltar pro estacionamento. Não pude pensar se realmente eu deveria o desobedecer, já que quando dei por mim estava assistindo a cena e não deixei de me assustar quando vi Smith correr com dificuldade devido a algum ferimento na perna, enquanto o homem que parecia de gelo se aproximava do Jhonny. 

- Saia do meu caminho, Storm! Isso não é sobre você, eu quero a garota! 

- Então sinto informar que vou ficar no seu caminho, amigo. Afinal, por quê tá assim Robert? Não lembra de mim? Nós somos os mocinhos também. 

- Saia do meu caminho, Jhonny. - o vi formar pontas de gelo em suas mãos, as mirando no Jhonny, que desviou. 

- EM CHAMAS! - Jhonny exclamou indo em sua direção em uma velocidade assustadora, confusa e preocupada com Jhonny saí pelo estacionamento e parei detrás de um carro, vendo Jhonny disparar bolas em chamas do alto, enquanto o homem de gelo disparava pontas de gelo do chão. O que era aquilo? Por quê ele queria me levar? Com dúvidas balancei a mão, a armadura não se formou. Bati as pontas dos dedos no reator no meu peito coberto pela blusa e nada, bati mais forte. 

- Qual é Jocasta, não me deixa não mão! - bati mais forte, acabei ouvindo um barulho agudo ecoar em minha cabeça, levei as mãos aos ouvidos com a dor. - Jocasta! - gritei e para o meu desespero nada aconteceu e quando voltei a olhar, Jhonny e o homem de gelo já estavam causando danos demais, embora tivessem uma luta equilibrada. Eu sei que não devo, que estou sem minha armadura, que provavelmente deve ser algum efeito do meu confronto com o Jake, mas não posso deixar que aquele homem vença. Então juntei forças para sair do estacionamento e parar na calçada. Olhei em volta e vi o caos se formar, vi pessoas desesperadas deixarem seus veículos e Jhonny ser lançado contra um prédio e em um impulso peguei uma tampa de uma das latas de lixo na calçada e a joguei na direção do homem de gelo, atingindo suas costas. - Jocasta, vai, não me deixa não mão! - voltei a bater os dedos no reator por cima da camisa, dando passos para trás enquanto o homem vinha em minha direção. - Jocasta! 

- Você vem comigo! - exclamou, peguei uma outra tampa de um balde de lixo, mas quando tentei o acertar de novo, dessa vez no rosto, ele tomou a tampa, a jogando pra longe. Continuei dando passos pra trás. - Garota estúpida! Reagir só vai tornar as coisas piores! 

- Não faça isso, Robert. - ouvi aquela voz e olhei por cima do ombro do tal Robert, que se virou. 

- Steve! - exclamei boquiaberta, eu sei que devo agradecer por ele estar aqui mas ele não deveria estar aqui! - Como...

- Já chega! - Jhonny exclamou, em um movimento rápido o vi passar por Steve e eu, agarrando o homem e o levando para o estacionamento, me virei para ver se estava tudo bem, mas não pude, já que Steve agarrou em meu braço e saiu me puxando. 

- Steve, não pode deixar ele! - exclamei, ele continuou me puxando para um táxi. - O que está fazendo? Onde pegou o seu uniforme e o escudo de volta? Você não deveria estar aqui! 

- Eu vou te levar pra um lugar seguro. - respondeu praticamente arrancando o homem de dentro do carro, para meu espanto. Steve não é disso, quer dizer, pelo menos eu pensei que não. 

- O senhor está bem? - perguntei ajudando o homem a se levantar. - Vai até a sede das indústrias Stark, fala o meu nome, diz que eu mandei você e eu vou pagar pelo seu carro. 

- Mas... 

- Vamos logo com isso, não temos o dia todo! - Steve exclamou, deixei o homem o xingando e reclamando na calçada, entrei pelo lado do passageiro já colocando o cinto, enquanto Steve deu partida, forçando caminho por entre a confusão que havia se tornado o trânsito. 

- Steve, você estava no hospital! Não deveria estar aqui! Não deveríamos estar fugindo enquanto o pobre do Jhonny tá lá com o homem de gelo! 

- Quem disse que eu sou o Steve? - me olhou, vi um sorriso se formar em seus lábios e diante de mim, para o meu maior desespero, o vi se transformar na Mística. Aquela mutante que eu vi nos noticiários há um tempo. 

- Mas que porra! - exclamei tentando abrir a porta do carro, a ouvi rir e acelerar mais, continuei batendo as mãos no vidro enquanto ela ria mais. - SOCORRO! 

- Pode gritar, eu até gosto disso. - respondeu, me virei pra ela e sem pensar agarrei o volante, o girando em minha direção, ela tentava me empurrar com seu ombro, forçando o volante para outra direção enquanto tentava frear. Forcei mais e de repente um baque nos jogou contra o painel e os vidros do parabrisa se estilhaçaram sobre nós. Consegui tirar o cinto e com a batida consegui forçar mais a porta, a abrindo e deixando o carro. Com uma dor no ombro e no braço comecei a correr entre os carros, olhando para trás e vendo que ele vinha atrás de mim, cada vez mais próximo. 

- (Seu nome)! - ouvi aquela voz junto do ronco daquele motor e quando olhei para o lado, na outra rua, vi Bucky parar em sua moto. Não hesitei e mais apressada fui em sua direção, por vezes me espremendo entre os carros e as pessoas que corriam assustadas. 

- O Jhonny..

- O Jhonny vai ficar bem. Sobe, vou te levar pro QG. - falou rápido, não hesitei em ocupar o lugar de passageiro na garupa de sua moto e ainda com dor abracei seu corpo, enquanto ele acelerava cada vez mais, desviando dos carros e entrando e saindo de ruas, em curvas fechadas demais. Para ter noção da velocidade assustadora, em mal conseguia ver direito as coisas, a não ser vultos rápidos demais. - Consegue pegar a arma no meu coldre? - perguntou mais alto, assenti apertando os olhos e descendo minha mão pra sua perna, onde do lado direito encontrei a arma no coldre. Eu não consegui ver direto qual é, mas se assemelha com submetralhadora. - Acho que é ela naquele camaro amarelo, você acha que consegue acertar ela? 

- Eu não sei! Bucky, eu não sei se consigo! Eu tô sem a minha armadura! 

- Eu quero pensar que você é mais que aquela armadura. Não me prove o contrário, (Seu nome). 

- Eu vou tentar. - me ergui mais, ainda com um braço agarrado no corpo do Bucky me virei um proco pra trás, haviam mechas de cabelo atrapalhando meu campo de visao, mas eu ainda conseguia ver ela. Hesitei em disparar, porque tem pessoas ali e eu não quero machucar ninguém, mas eu preciso correr esse risco ou nós vamos acabar machucados. 

- (Seu nome)! 

- Tá, tá! - exclamei mirando no motorista, mas devido as circunstâncias acabei errando e atingi o capô. - Errei! 

- Você é ou não é mais que aquela armadura? - perguntou, acabei assentindo e respirando fundo, abaixei mais a mira e voltei a disparar sem intervalos até que consegui atingir os pneus e a vi perder o controle e bater em um poste, não pude deixar me preocupar. Eu não quero matar alguém, por mais que me force a isso. - Conseguiu tempo, nada mal. Estou orgulhoso, agora segura aí. 

- O que... - não concluí minha frase, Bucky acelerou mais e eu me vi agarrando seu corpo, sentindo cada vez mais a velocidade aumentar, assim como a adrenalina, minha grande aliada para conseguir agir em momentos como esse. Ainda bem. 

Johnny Storm

- Qual é Robert, nós somos amigos! Os X-Men são mocinhos também! 

- Não percebeu, não é, Storm? Os X-Men são meus aliados agora. - o vi se reerguer e acabei surpreendido com aquilo. Não era o Robert, pelo menos a voz não era. Era a voz do Victor, como se ele estivesse controlando o Robert. 

- Van Doom. - rosnei. - Eu deveria saber que usaria seus truques de ilusão de quinta! 

- Não me parece de quinta já que os famosos mutantes são meus agora! - gargalhou, com mais ódio vi minhas chamas aumentar a intensidade. - Eu sempre tive uma inveja daquele Charles Xavier. 

- Sempre tem inveja de alguém. - foi minha vez de rir. - Chega dessa palhaçada Van Doom, não me force a te tirar daí a força. 

- Não se esqueça de que eu estou na mente dele apenas. Cuidado com o que vai fazer com o seu amiguinho Homem de Gelo! 

- Sinceramente? Eles sempre me disseram que eu sou narcisista e não dou a mínima para os outros e bom, acho que eles tem uma certa razão. - tentei o acertar lançando chamas de minhas mãos, o vi criar um escudo de gelo. - Vou te tirar daí a força, Van Doom. - rosnei indo contra sua barreira de gelo, desviei dos seus espinhos de gelo e voltei a disparar bolas de fogo em sua direção. Eu sei que ao fazer isso poderia matar Robert, mas entre ele e eu, eu tenho uma preferência. 

- Vocês já eram mas se quer saber, eu sempre achei que seria mais homem para a Sue que o merda do Reed, então, espero que não se importe se eu me divertir um pouco com ela antes. 

- VOCÊ JÁ ERA! - soltei mais bolas de fogo destruindo outra barreira de gelo, do algo abracei meus joelhos me concentrando no ódio que me tomava cada vez mais até que abri os braços e pernas, deixando que todo o meu poder flua do meu corpo, em uma temperatura que vai aumentando até se tornar mais alta que a do sol. Em resposta o ouvi gritar e cair ao chão completamente fraco e senti algo que normalmente não gosto de sentir, quando vi o sofrimento em sua expressão. Voltei ao chão cessando meus poderes, ele ainda é Robert, o Homem de Gelo, meu amigo e eu não posso matar ele. 

- Johnny... 

- Robert. - me aproximei, vi o seu poder cessar também e a gravidade de seus ferimentos, não hesitei em o ajudar a levantar, com seu braço em meu ombro. - Eu sinto muito. 

- Eu não estou entendo, Jhonny. Como eu vim parar aqui? O que aconteceu? 

- Eu explico melhor quando..

- Ah, eu peço desculpas pela demora, mas eu realmente vim o mais rápido que pude. - ouvimos aquela voz ofegante do Homem-Aranha, assenti pra ele que se aproximava. - Vocês estão bem? Rhodes me ligou dizendo que precisavam da minha ajuda. 

- Robert vai precisar de ajuda. - respondi. - Você viu a (Seu nome)? - perguntei torcendo por um "sim, ela está bem". 

- Sim, o Bucky falou ao meu ponto que está com ela. Eles tão indo pro QG. 

- E a Mística? Ela estava fingindo ser o Capitão Rogers, eu vi quando ela entrou no carro e se transformou, você não..

- Eu não vi mais ninguém.  - negou, suspirei. Mística fugiu e será questão de tempo para os X-Men nos atacarem. 

- Vamos para o QG e lá a gente conversa melhor. 

Sue Storm, Sede da ONU em Nova York

- Tempestade, não é assim que as coisas são feitas. - dei um passo a frente. - Victor está de volta e isso... - olhei em volta, para o desespero das pessoas tentando sair do prédio o mais rápido possível. - Isso não é certo. 

- E você sabe o que é certo? - perguntou pousando a minha frente, aquela não parecia a Tempestade que eu conheço. - Um garoto perdeu tudo que mais amava, foi caçado por seus conterrâneos, ganhou uma chance na grande Nova York e por ser tão brilhante, foi traído por seus amigos, que sabotaram a sua única chance de entrar em contato com sua mãe! Foi expulso, humilhado, deformado, foi obrigado a viver nas sombras! Teve que se virar sozinho e se acha que vai fazer com que pare agora, está muito errada! 

- Não acho que o Xavier vá concordar com isso. - Natasha parou ao meu lado. 

- Xavier e os outros estão do lado certo e definitivamente não é o seu. - a fiz erguer as mãos e então a pressão atmosférica se elevou em nossos ouvidos, nos fazendo cair ao chão de joelhos com as mãos neles, gritando de dor. - ISSO ACABA AGORA! 

- NÃO! - exclamei junto de um grito de dor, bati as mãos trêmulas no chão e criei um choque eletromagnético, arremessando tudo a minha volta para longe, inclusive ela. Natasha se levantou e pegou suas armas, disparando em sua direção e eu levantei rápido, criando um campo de força para nos proteger dos raios que liberava por suas mãos. Ainda trêmula consegui forças para impulsionar o campo de força e a empurrar para trás, foi então que ela fez uma série de gestos se erguendo do chão, fazendo uma névoa tomar nosso campo de vista. 

- Se não puder ver, ouça. - Natasha comentou, franzi o cenho e a vi se jogar no chão sobre mim, nos salvando de um raio lançando em meio a névoa. Ouvi passos e consegui formar outro campo em nossa volta, segundos antes de mais raios o forçarem. Coloquei todas as minhas forças e uma explosão nos arremessou para trás, nos jogando contra as bancadas. Tentei levantar mas não consegui, a dor em todo meu corpo e principalmente cabeça não me permitia reagir. Relutante contra a mesma vi Natasha se reerguer e puxar bastões de seu cinto, correndo em meio a névoa e saltando, atacando Tempestade com chutes e socos, dos quais a maioria ela conseguia desviar. 

- Eu sabia que ia dar merda. - ouvi Tony bufar quando entrou ao lado do Reed, os dois se agacharam diante de mim. 

- Sue! Você está bem? 

- Eu não sei o que está acontecendo mas os X-MEN estão do lado do Victor! Vocês precisam deter a Tempestade. 

- Victor só pode estar usando algum truque pra manipular eles. - Reed me ajudou a levantar, assenti ofegante. - Tony, coloca ela pra dormir. 

- Pode deixar. - saiu em disparada na direção das duas em meio a névoa agora mais rarefeito. 

- Vem, vamos cuidar desses ferimentos. - Reed me ajudava a deixar a sala mesmo contra minha vontade. 

- Eu não tenho escolha? 

- Não. 

Natasha Romanoff

Dei um salto e antes de a atingir com os bastões energizados a vi girar e me acertar com um chute no estômago, caí me arrastando em meio aos cacos de vidro, levantei e em um movimento rápido demais desviei de outro chute, me abaixei e tentei a derrubar com uma rasteira, da qual ela desviou se erguendo no ar. A vi estender as mãos em minha direção e rolei no chão, vendo um raio passar centímetros do meu rosto. Levantei e só tive tempo de colocar os antebraços em minha frente e fechar os olhos, já esperando os efeitos daquele raio. Mas, para minha surpresa, apenas ouvir um barulho próximo de mim e quando abri os olhos Tony estava em minha frente, com um escudo de força eletromagnética. 

- De nada, Romanoff. 

- O que você quer? Um beijo? - ironizei o vendo desfazer o escudo e formar armas em suas costas, as carregando. - Vai mesmo matar uma X-MEN? 

- Eu não diria matar. - riu, mesmo com sua resposta pertubadora continuei ao seu lado, o vendo disparar raios de luz tão intensos que me cegou por alguns segundos. - Certo, ela não é mais uma ameaça. 

- Sério que precisava destruir o prédio vizinho? - perguntei depois de recuperar minha visão, a vendo cair após atingir o prédio ainda em construção. 

- Ele é meu agora. Comprei. 

- Você quis dizer o que sobrou. - comentei o dando as costas e seguindo para os elevadores, que antes estavam lotados assim como as escadas e qualquer saída de emergência. - Acho que podemos dar conta dessa confusão sozinhos. 

- Eu vou levar a bela adormecida pro QG e você cuida das vítimas e burocracias. 

- Sempre eu. Mas por quê não a torre? 

- Fury me ligou e o QG é mais seguro. A torre é meio óbvia demais, Victor provavelmente está de olho nela, esperando que nós entremos pra enviar mais mutantes. 

- Tá, te vejo lá. 

- Tenha cuidado. Qualquer coisa você me avisa. 

- Igualmente. 

...

Gwendolyn Rogers-Stark, Sitwell Medical Center

- Ele tá bem? 

- Tá, ele tá. - respondi me virando para o Steve, que tentava se esquivar dos "aviõezinhos" de geleia que a minha outra eu dessa dimensão fazia, insistindo pra quê ele comesse aquela coisa de coloração e cheiro diferente. - E você? Conseguiu alguma coisa? 

- Ainda não. Eu tô fazendo buscas com o serviço de inteligência da Shield mas parece que eles não são páreos para um cara com uma armadura e um treco de viagem no tempo. Ou dimensão. 

- Você acha que ele vai tentar sair daqui? Tipo, ir pra outra dimensão ou viajar no tempo? 

- Sinceramente? Eu não sei o que esperar daquele louco e por isso temos de ser rápidos. A gente já perdeu a mãe e o pai antes, não podemos perder de novo. 

- Não sei se eles nos vêem assim. 

- Eles estão assustados, assim como nós dois ficamos e ficaríamos nos lugares deles. Mas eles ainda são nossos pais, então, vamos resolver isso e voltar pra nossa casa. Pra tia Morgan. 

- Tenta dar um jeito pelo menos no teu comunicador. Pra dar pelo menos notícias pra ela, aposto que deve estar ficando louca. 

- Eu vou cuidar disso. Mas agora tenho que desligar, então, qualquer coisa me liga. 

- E você também. 

- Eu sei. Eu te amo maninha, cuida dele. 

- Eu te amo Justin... Maninho. - rimos. - E eu vou cuidar sim. Até. - encerrei a ligação, me aproximando dos dois. - Qual é, ele não quer. 

- Se ele não comer não vai sair daqui tão cedo! - exclamou. 

- Eu não vou comer essa coisa. - Steve bufou. - Você estava falando com o Connor? Eles já tem algo? 

- Eles tão fazendo buscas. Não se preocupa, a gente vai encontrar ele. 

- Eu sei que vão. - sorriu. - Vocês estão se saindo bem e eu preciso dizer que estou orgulhoso de vocês. Tenho certeza que a (Seu nome). 

- É bom ouvir isso. - forcei um sorriso, tentando esconder o choro. Meu pai e eu nunca tivemos um relacionamento tão bom, então, ouvir isso dele, mesmo de uma outra dimensão, mexe comigo. Mas de um jeito indescritivelmente bom. - Está se sentindo bem? Eu posso chamar a enfermeira. 

- Na verdade eu gostaria de um pouco de água. Se não for incomodo. 

- Claro que não. - sorri logo parando ao ver a minha outra eu dessa dimensão devorar a geleia como se fosse algo magnífico. - Vai com calma. 

- Vocês querem que eu jogue fora? Não mesmo! - bufou. 

- Tá, eu volto já. - passei por ela e suspirei guardando o celular no bolso, celular esse do Steve. De braços cruzados fiz meu caminho pelo corredor e várias portas fechadas em minha volta, até que no final avistei um bebedouro com copos plásticos ao lado. Estendi a mão e peguei um, ouvi um barulho vindo do lado direito e só tive tempo de me jogar para trás, vendo um raio laser abri um buraco na parede. Era ele. 

- Gwendolyn, que surpresa. 

- Sabia que ia retornar. - retomei a postura, reunindo todo o meu ódio por ele através dos anos. - Você é tão ridículo! 

- Acho que é o contrário, minha querida garotinha problemática. - riu, formando sua armadura, dei passos pra trás, até bater minhas costas na parede e ele me prender com seus braços de cada lado do meu corpo. Mesmo com medo me mantive firme. - Você tem a boca dela, mas os olhos... Os olhos são daquele maldito! 

- O único maldito aqui é você. - ergui uma sobrancelha, abrindo um sorrisinho. - Minha mãe sabia disso. Sabia tanto que não hesitou em conseguir alguém melhor. Alguém que você nunca vai superar. 

- O idiota do seu pai? Sério? - pressionou mais seu corpo contra o meu, suspirei ao sentir uma mão sua agarrar meu pescoço, o pressionando e me fazendo tentar tirar sua mão dali, mas em vão. - Você viu o que aconteceu. Viu o que eu fiz. Ele morreu ali, diante de você e do seu irmãozinho. - riu, senti a vista turva. - E aposto que se arrepender todos os dias de não ter dito mais vezes que o amava. 

- Solta a minha filha. - ouvimos aquela voz e assim como ele virei o rosto na direção, encontrando o Steve ao lado da outra eu. - Eu mandei soltar! 

- Se você insiste... - tentei me segurar a ele, mas não tive tempo, apenas me vi sendo lançada contra a janela, onde com as duas mãos em meio aos estilhaços me segurei no parapeito, trêmula e ofegante. Eu não quero morrer. Não sem antes ter a chance de acabar com ele. 

Steve Rogers

- Oops. - ironizou, fechei aos mãos em punhos e mesmo com a dor crescente em meu corpo apressei meus passos em sua direção. 

- NUNCA MAIS ENCOSTE NA MINNA FILHA! - exclamei o pressionando contra a parede e dando socos em seu capacete, ignorando a dor, até que consegui o arrancar fora, o acertando mais socos, com todas as minhas forças. - Vou tirar esse sorrisinho daí. - bufei o dando socos e já deixando meu punho sujo de sangue e, mesmo com o rosto coberto de sangue, ele continuava com aquele sorrisinho nojento. 

- Você não pode me impedir. - riu abafado, parei meu punho fechado próximo do seu rosto, ofegando de tanto ódio daquele homem. - Eu vi esse mesmo olhar, Steve e, segundos depois, eu matei você. 

- Não dessa vez. 

- Não, eu não pretendo matar você agora. Eu quero machucar você. Muito, então, pegar a (Seu nome). Ah Steve, você não faz ideia das coisas que eu quero fazer com ela. Aquele rostinho lindo, aqueles lábios, aquele corpo, aquele toque que infelizmente você conhece tanto quanto eu... Oooh, aquilo tudo vai ser meu. Você vai me assistir pegar o que é meu. 

- Não fala dela! - exclamei, o apertando mais contra a parede, aproximando meu rosto do seu, olhando bem naqueles olhos que eu juro que vou arrancar com as minhas próprias mãos a qualquer segundo. - Ela é minha, mas porque ela escolheu ser minha e isso é algo que você nunca terá. 

- Você vai ver. Quando estiver acorrentado em uma cadeira morrendo aos poucos, bem dolorosamente, assistindo ela ser minha. Assistindo de camarote aquele corpo ser meu de novo. Ah, Steve, já consigo imaginar os gritos dela. Você consegue? 

- EU. - o desferir um soco. - JÁ FALEI. - outro soco, com mais força. - PRA VOCÊ. - mais um soco. - NÃO FALAR DELA. - um último soco, fazendo sangue respingar em meu rosto. - NEM POR CIMA DO MEU CADÁVER VAI SEQUER CHEGAR PERTO DELA! 

- Eu quero você vivo, Steve, de verdade. - riu, mostrando seus dentes sujos de sangue, cerrei os dentes, batendo seu corpo contra a parede com força. - Mas as vezes não podemos ter tudo que queremos. 

- Bom estar ciente disso. - foi minha ver de sorrir pra ele, o colocando mais contra a parede, já rachando. - Porque você nunca terá ela. 

- Já chega! - bufou, senti suas mãos em meus ombros, liberando uma corrente de energia. Tentei me manter firme, suportando a dor, desejando acabar com isso de uma vez, mas meu corpo acabou cedendo e eu o vi me lançar pra longe. Com a vista turva o vi se aproximar, tentei me levantar mas acabei recebendo chutes. Ofegante tentei contar gritos de dor, mas acabei deixando gemidos escapar por meus lábios, assim como sangue. - Eu poderia acabar com você agora e eu quero, como eu quero, Steve! Mas eu não posso te dar esse prazer de morrer. A morte é boa demais pra você. 

- Nunca vai ter ela. - bufei o erguendo o olhar, ainda no chão com as mãos no local dos chutes. - (Seu nome) é boa demais pra você. Você não a merece! VOCÊ NÃO A MERECE! 

- Não vai repetir isso com o meu pai. - ouvi Gwendolyn falar e o agarrar por trás, a outra Gwendolyn, a desta dimensão veio até mim, me ajudando a levantar. Vi Jake lutar com ela, que conseguiu arrancar algo do seu bracelete, sendo logo em seguida jogada para longe por ele, que encarava a armadura emitir uma espécie de sinal, como se estivesse em curto circuito. 

- O QUE VOCE FEZ?! - exclamou virando-se pra ela, vi Gwendolyn sair do meu lado e aproveitar sua distração, o jogando pela janela. Com dificuldade me aproximei dela e da outra Gwendolyn, assistindo Jake travar uma luta para ativar os propulsores. 

- Connor, ele tá aqui. - Gwendolyn falava ao celular, acabei balançando a cabeça negativamente contrariado ao ver ele conseguir ativar os propulsores e fugir por entre os prédios. 

- Ele fugiu. - bufei contra minha vontade, eu jamais pensei que fosse desejar matar alguém além do Thanos, mas agora eu sinto a mesma vontade em relação ao Jake. - Preciso do meu uniforme e do meu escudo. 

- Não, Dad, você precisa voltar pra cama. - Gwendolyn dessa dimensão voltou a colocar meu braço em seu ombro, suspirei dolorosamente. - Nós vamos cuidar disso. Ele não é isso tudo. Se preocupe em se recuperar porque tem gente contando com isso. - comentou, acabei assentindo derrotado. Ela tem razão. 

- Eu falei com o meu irmão. Ele vai vim com uma equipe. E.. obrigada. - a outra Gwendolyn, a minha filha de outra dimensão, me abraçou e eu retribuí inteiramente entregue à aquele gesto. Ela é minha filha no final das contas e eu a amo, apesar das gritantes diferenças. - Pai. 

- Não é porque estamos em outra dimensão que não sou o seu pai. - desfiz o abraço, levando uma mão para seu rosto, semelhante ao da (Seu nome). - Família é pra sempre. 

- Eu não tive muitas oportunidades pra fazer isso, então... - voltou a me abraçar, vi a outra Gwendolyn cruzar os braços com um sorriso diferente, estendi um braço a chamando pro abraço. 

- Estou orgulhoso de você também, minha estagiária. 

- Vocês ouviram isso? - Gwendolyn perguntou se juntando ao abraço, olhando para as pessoas que se apeoximavam. - Eu sou a estagiária do Capitão Rogers! 

- É, ouçam ela. - comentei, as envolvendo mais em meus braços, apesar da dor. - Estou orgulhoso de vocês. 

...

(Seu nome) Stark, QG dos Vingadores

- Pai! - levantei da cadeira ao ver o meu entrar na sala, correndo em sua direção e o abraçando mais aliviada. 

- Eu mesmo. - riu me erguendo um pouco do chão, mas logo desfazendo o abraço. - Você está bem? Que roupas são essas? Eu pensei que tinha mandado você pra casa. 

- E mandou. - Jhonny respondeu. - Mas a gente não contava com uma visita do Homem de Gelo e da Mística. 

- Vocês não são os únicos. - Nat passou por mim com um sorriso e um toque no meu ombro. - No nosso caso foi a Tempestade. 

- Não é um caso isolado então. - comentei surpresa, afinal, os X-Men não fazem o tipo soldados de um maluco vingativo. - Precisamos tomar cuidado, eles são mutantes poderosos e são muitos. 

- A Shield já enviou agentes pra escola. - Clint comentou girando em sua cadeira. - Parece que o nosso Doutor Destino não quer quaisquer mutantes. Só os mais fortes. 

- Pelo menos não são todos. - assenti. - E o Homem de Gelo está se recuperando. A Tempestade também vai, não é? 

- Vai, é só o manjado truque de controle da mente. - Jhonny deu de ombros.

-O que estamos esperando pra resolver isso? - perguntei. - Sabemos que ele tá na Latvéria preparando um discurso, provavelmente os mutantes estão lá, serão a maior arma dele contra nós. 

- Tem toda uma burocracia. - Nat comentou. - Mas será questão de horas para eles nos enviar. Fury tá resolvendo essa questão. Mas o Steve está bem? Eu não pude ir ver ele. 

- Ele tá se recuperando. - assenti me aproximando do meu pai, com uma solução para um problema técnico. - Preciso que me ajude com uma coisa. 

- Tudo que a minha menina quiser. 



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