História Stark's Daugther - Capítulo 86


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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, Carol Danvers (Miss Marvel / Capitã Marvel), Clint Barton (Gavião Arqueiro), Dr. Bruce Banner (Hulk), Dra. Helen Cho, Edwin Jarvis, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Heimdall, James Rupert "Rhodey" Rhodes, Jane Foster, Janet Van Dyne (Vespa), Jessica Jones (Safira), Laura Barton, Luke Cage, Marc Spector (Cavaleiro da Lua), Maria Hill, Miss Marvel, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pantera Negra (T'Challa), Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Safira (Jessica Jones), Sam Wilson (Falcão), Scott Lang (Homem-Formiga), Steve Rogers, Thomas "Tommy" Shepherd / "Célere", Thor, Tigresa (Greer Grant Nelson), Visão, Wade Willson (Deadpool)
Tags Avengers, Capitão América, Chris Evans, Homem De Ferro, Imagine Marvel, Interativa, Marvel, Robert Downey Jr, Tony Stark, Vingadores
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Palavras 5.668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 86 - Sacrifices will be needed


Fanfic / Fanfiction Stark's Daugther - Capítulo 86 - Sacrifices will be needed

Seus sacrifícios revelam suas prioridades. 
A.S

Steve Rogers

5:23 A.M. 

-" [...] O ato terrorista foi impedido por um nome em ascensão nas ruas de Washington DC: Super-Patriota, que deverá encontrar com o comitê e o conselho de segurança em breve. Seria este homem ainda não identificado o sucessor de Steve Rogers? Antes de partir o homem deu uma palavra aos jornalistas. - a gravação foi colocada no lugar, mostrando um homem jovem, com uniforme com algumas semelhanças ao do Capitão América, mas com um escudo em forma de águia, nosso forte e majestoso mascote.

Eu sou o Super-Patriota e como um cidadão que ama seu país, eu não poderia deixar um terrorista ameaçar a segurança de nossos amados líderes. Hoje, vocês testemunharam mais um ato meu, em nome dos verdadeiros ideais americanos. 

- Como puderam ver, há uma semelhança entre o mais novo herói e o nosso conhecido sentinela da liberdade. Estamos presenciando o nascimento de um novo Capitão América? Certamente o recente surgimento do herói despertou e irá despertar mais a atenção dos civis ao redor do globo. Diante dos fatos o herói foi ovacionado e uma hashtag com o nome do herói está nos trends desde então, junto da hashtag sobre os recentes protestos de grupos isolados na Shield. Direto do tribunal superior de Nova York, nosso... [...]"

Desliguei a televisão e levantei, ainda com minha xícara de café nas mãos, seguindo por aquele pequeno corredor até aquela porta automática deslizar para um lado, mostrando em meio aquela bagunça de lençóis e travesseiros, minha garota em um sono profundo e merecido. Com todo cuidado para não a acordar caminhei até a mesinha do lado, pegando meu celular e as chaves. Me virei e em frente ao espelho ajeitei meu uniforme, voltando para perto dela e me inclinando, deixando um beijo em sua bochecha e sorrindo com o jeito que abraçava alguns travesseiros. Os lençóis estavam abaixo da linha de sua lombar, tão bem desenhada. Puxei eles mais para cima, a cobrindo mais. 

- Te amo, espero que tenha um bom dia. - refiz meu caminho para fora do quarto e as portas se fecharam atrás de mim, para outra desta vez as portas do quarto vizinho se abrirem, revelando em meio aquela decoração e móveis, minha menina com seus olhinhos fechados e seus lábios entreabertos, em uma feição tão angelical que me arranca suspiros. Sarah é mais do que um dia sonhei, é a melhor parte de mim, é como um ponto de paz, exatamente como sua mãe. Quando penso na minha menina, todas as coisas ruins somem e eu desejo mais do que nunca voltar para casa, para a abraçar e ter tão perto de mim. Acho que dou meu braço para torcer ao Tony, porque olhando agora para ela, me sinto capaz de ir contra tudo e todos para garantir sua segurança. - Eu te amo, minha menina especial. Mal fui e já estou com saudades. Comporte-se e nunca mude. Continue sendo minha menina especial, por favor, não deixe que as pessoas mudem você. Sei que é muito nova, mas um dia irá entender. Espero que tenha um dia tão especial quanto você é para mim. - levei uma mão até ela, segurando em dois dedos suas mãozinhas, que se fechou em meus dedos. Sorri com aquele simples ato e suspirei, a deixando de novo. Segui meu rotineiro caminho enquanto lia algumas mensagens, mas vi meu diar ganhar um ar melhor com aquela ligação. 

- Bom dia, Bucky. 

Bom dia, Steve. Eu sei que está chateado, mas Sam e eu precisamos resolver algumas pendências. 

Tudo bem, só me digam que estão bem e em um lugar seguro. 

Acho que poderíamos estar melhor, mas diante das circunstâncias estamos bem. Mas não sei até quando, eu fui dar uma volta só por segurança e acho que vi alguns agentes. 

Eu estou tentando segurar as buscas por um tempo, mas o comitê está me cobrando isso. O tempo está passando, mas eu prometo ajudar, eles não irão pegar vocês, isso eu..

Está se colocando em uma situação arriscada. Se eles descobrirem, vão acusar você de traição. E eu não quero isso pra você, então, acho melhor cortamos contato. 

Não, Bucky, vocês são meus amigos, são até mais que isso na verdade, são meus irmãos. E eu não vou deixar que façam uma injustiça com vocês, principalmente com o Sam. Irei usar tudo que puder para garantir a segurança de vocês e que o Sam seja meu sucessor. 

Nesse caso eu não seria o seu irmão mais velho? Então, como tal, eu proíbo você de se colocar em perigo, senhor papai. 

- Sabe que não vai me convencer disso. 

Você é mesmo um grande filho da mãe insistente, não é? Certo, já vi que vai ser perda de tempo, então aí vai meu único pedido: tenha cuidado. 

- Terei. Ainda hoje vou em uma reunião sobre o assunto e tentarei os convencer do contrário. Até lá, quero vocês longe da Shield. Agora, pode passar para o Sam? 

Claro. - barulhos ao fundo. - Steve, também senti saudades. 

- Sam, você está bem? 

- Eu só torci o tornozelo enquanto fugia de alguns agentes e tive que dormir na mesma cama que o Bucky em um hotel pra lá de assustador e eu acho que o quadro do dono piscou pra mim, mas sim, eu estou bem. E você? Bucky me contou o que tem feito e eu não sei se agradeço ou vou aí te dar um corretivo. 

- O corretivo pode esperar. - rimos. - Mas falando sério, eu não quero que se entregue. Não apareça até eu mandar, eles não vão deixar que entregue e saia pela porta da frente, é uma armadilha. Você merece e vai ser reconhecido como o Capitão América ou eu não me chamo Steve Rogers. 

Eu não sei se concordo. Steve, você tem uma perigosa atração por se sacrificar pelos outros, pelo menos uma vez na vida deixe que alguém faça isso por você. Você já tem seus problemas com eles e se descobrirem a sua "traição", a coisa vai ficar feia. E eu não vou aceitar e aí teremos um problema, porque ninguém toca na minha família. 

- Estamos quites, Sam. Faço minhas suas palavras e agora eu preciso desligar, mas manterei contato. Tenham cuidado. 

Você também, mãe. E manda um abraço nosso pra Sarah, quando isso passar, vamos fazer uma visita pra ela. 

- Estaremos esperando. Até, Sam. 

Até, Steve. - encerramos a ligação e eu ascenei com a cabeça para o agente ao entrar no carro. Sam e Bucky são parte da minha família e eu não vou deixar que pessoas como aquelas sequer toquem neles, mesmo que isso signifique uma traição. Sei que não é justo trair em qualquer tipo que seja, mas injustiça maior seria deixar homens bons como eles serem vítimas de pessoas hipócritas e sem escrúpulos, sem empatia e senso de justiça algum, que manipulam as pessoas a sua volta para se manterem onde estão. Não que eu esteja generalizando, acredito que ainda há pessoas que estão lá com boas intenções, mas estão pressionadas e influenciadas por essas outras. 

- Bom dia, o que temos? 

- Bom dia, diretor Rogers. Sou o agente Williams, fui designado para o levar até a sede do Conselho de Segurança, para uma reunião sobre um assunto confidencial. Maria Hill está com Nick Fury rumo a Praga, onde o Elemental de Fogo irá aparecer. As buscas por Samuel Wilson e James Barnes não apresentaram evolução, mas os agentes estão otimistas. Os dispositivos de buscas apontaram a Filadélfia, na Pensilvânia, como última localização dos dois. 

- Certo, eu quero que me mantenha informado das buscas. - assenti enviando a localização dos agentes por mensagem para o Bucky. - Tchalla entrou em contato depois da nossa última conversa? 

- A alteza de Wakanda comunicou que as aproximações com a Shield devem entrar em hiatus, parece que o rei Namor está em uma disputa com o rei Tchalla por rotas marítimas de Wakanda. Uma reunião na ONU foi marcada, mas o clima é diplomático, embora Namor apresente instabilidade. 

- Me mantenha atualizado sobre. 

- Será daqui duas semanas, em Genebra, Maria Hill confirmou presença. Nesse mesmo dia o senhor deverá se apresentar para uma reunião sobre as recentes atuações e a compra de novos equipamentos para a Shield com os líderes políticos na ONU aqui em Nova York. 

- Temos companhia. - falei ao olhar pelo retrovisor um carro insistir em nos acompanhar por alguns quarteirões. - Melhor mudar a rota. Um carro suspeito se aproximando, ativar modo de Segurança nível dois. 

Modo de Segurança nível dois ativado. Aumentando velocidade, traçando rota segura. Senhores, temos mais dois carros vindo no cruzamento de direções contrárias. 

- Entre uma rua antes. - ordenei, vi o agente girar o volante e repentinamente mudar a rota. - Micro, nos tire daqui. 

Positivo diretor Rogers. Seguir em frente e entrar na primeira avenida à direita. Solicitando apoio. 

- Estão se aproximando, ativar escudo agora, Micro! - o agente Williams deu o comando, vi pelo retrovisor um dos homens encapuzados se posicionar na janela do passageiro com uma M4 Carbine Commando, como uma metralhadora de alta potência, que depois de potentes e veloz disparos em tempo recorde, capazes de perfurar a blindagem, ainda possui um lançador de granadas e uma mira certeira.

- Vão atirar, tem uma M4, a blindagem não vai aguentar por muito tempo. Solicitar apoio rápido, Micro. 

Agente Daisy Jhonson está a caminho com sua equipe. Menos de vinte minutos. 

- Não temos tanto tempo. - comentei. - Prepare-se para os disparos e a colisão. Micro, ajude o agente Williams com as manobras, não queremos atingir civis. 

- Diretor Rogers, nós vamos morrer? 

- Precisa se concentrar agente e se preparar para o que está por vim, se fazer o que a Inteligência artificial mandar, trabalhando em conjunto, não haverá tanto estrago assim. - falei, o vi voltar sua atenção para a direção e iniciar as manobras, desviando de veículos civis e entrando em uma rua menos movimentada. Vi pelo retrovisor o homem começar a disparar, me abaixei junto com o agente e devido as inúmeros disparos a blindagem começou a ceder, uma bala atingiu o ponto forte do Micro e os airbags foram acionados, nos protegendo da violenta colisão com algum veículo estacionado e então demos voltas, sentindo destroços bater contra nós. Ainda atordoado com a forte colisão seguido de três ou quatro guris até o carro capotar, com dores crescentes em meu corpo e um gosto de sangue em minha boca tirei meu cinto, caindo sobre os estilhaços, mas sem tempo para me dar o luxo de ficar inconsciente, ajudei o agente com o cinto e com as mãos empurrei a porta do meu lado, rastejando para fora do carro e levantando com todas as minhas forças, estendendo a mão para o agente. - Vamos, agente, precisa ser forte. 

- Fratura exposta na perna direita, estou perdendo muito sangue, diretor Rogers. Precisa me deixar e fugir, eles estão as aproximando. Sou um peso morto. 

- Sinto muito mas não estou pedindo, é uma ordem. - coloquei um de seus braços em volta dos meus ombros, rangendo os dentes de dor, mas insistindo em o ajudar a caminhar. - SAIAM TODOS, SAIAM AGORA! - exclamei para as pessoas nos veículos parados na rua. Uma correria começou, olhei por cima do meu ombro e vi o carro se aproximar e apressei dolorosamente o passo, entrando em um beco e deitando o agente. - Aguente firme, fique aqui. 

- Diretor...

- Fique aqui. - ordenei, o vi assrntir com uma expressão de dor e choro, respirei fundo e mesmo com meu corpo pedindo para ceder, peguei uma tampa da lata de lixo em um momento nostálgico e voltei para a rua, vendo os homens voltarem a atirar. Corri para detrás de caminhão estacionado e me protegi dos disparos, que cesssaram inesperadamente. E isso quer dizer que tenho que sair daqui rápido, antes que invistam no substituto das cápsulas: o lançador de granadas. 

- Como um gatinho assustado. - ouvi aquele comentário e olhei à direita, encontrando uma Nat sorridente. - O que seria você sem mim? - se aproximou, ouvi um barulho e só tive tempo de correr e me jogar contra ela, nos jogando para longe do caminho, ouvindo a explosão do mesmo quando atingido pela granada. 

- Estamos quites. - levantei, a vendo olhar por do carro para os homens. - Quando voltou da missão? 

- Estava voltando do aeroporto. Como estava em um carro da Shield, ouvi seu pedido de ajuda e aqui estou. Temos dois, o agente que estava comigo está cuidando dos outros. 

- Eu cuido deles, precisa ajudar o agente que estava comigo. Está naquele beco. - apontei, ela assentiu me entregando uma arma. - Tem algo que não mate? 

- Sério isso Rogers? - ergueu uma sobrancelha. 

- Quero eles vivos, podem me levar até o responsável por isso.. - nos recolhemos atrás do carro, uma outra granada exldiu o carro na frente do que usávamos como escudo. - E precisam ser apresentados para a justiça para pagar de forma justa por isso. 

- Esses pequenos discos devem funcionar. - me entregou quatro pequenos dispositivos. - Uma forte rajada elétrica, vão dormir por um bom tempo. 

- No três. - falei. - Um. - nos preparamos para correr, em uma mão ajeitei os dispositivos e com a outra preparei a tampa da lata de lixo. - Dois. - levamos um pouco, vendo os homens prepararem mais um disparo. - Três! - corremos em direções contrárias, uma outra granada explodiu, nas desta vez atrás de mim. Lancei a lata de lixo e atingi o homem por trás dos disparos, aproveitei a brecha e peguei impulso, dando um salto e caindo sobre o teto do carro. Coloquei o dispositivo no pescoço do homem e apertei o pequeno e único botão, o vendo cair com a arma e se contorcer no chão. Arranquei a porra do motorista depois de desviar de alguns golpes do outro, fiz o mesmo e o vi também cair no chão como o outro. Me permiti finalmente um descanso, deixando a dor tomar conta, me fazendo sentar no teto do carro. Ouvi barulho de pneus e quando olhei, vi a agente Daisy Jhonson e sua equipe. 

- Diretor Rogers, vinhemos o mais rápido possível. 

- Ajude a agente Romanoff com o agente Williams. - falei ao apontar para dois agentes. - Vocês, vão atrás dos outros. - apontei para um trio em um carro, em seguida para a agente Daisy Jhonson e mais um agente ao seu lado. - E vocês, cuidem  desses dois. 

- Sim, diretor Rogers. 

Desci e me deixei desmoronar no chão, encarando aquele céu azul e prédios, deixando as lembranças de mais cedo com a (Seu nome) e Sarah tomarem meus pensamentos e, por aquele momento, sentindo tudo isso sumir, a dor diminuir e minhas forças retornarem junto da certeza da minha mais importante missão: retornar vivo para elas. 

Peter Parker

08:45 A.M.

 Veneza 

- Tá tudo bem mesmo? 

- Claro que tá, por quê não estaria? Eu não lembro da última vez que dormi tão bem. Até minha dor nas costas melhorou, me sinto alguém mais leve e de bom humor. Acho que Nick Fury atirar em mim foi a segunda melhor coisa que me aconteceu. - virou-se na direção da Bety, que conversava com o professor Dell. - Depois da Bety. 

- O amor está no ar, Peter. - MJ parou ao meu lado, suspirei com aquele perfume que só ela tem, não resisti e entralacei nossos dedos. - Acho que no nosso próximo destino deveríamos fugir e fazer algo em casal. Isso se o Homem Aranha não aparecer. 

- Algo me diz que ele não vai. 

- Eu realmente espero que não. Eu sei que o Homem Aranha é um super-herói mais que foda, mas eu preciso de um tempo com o meu boboca sem alguém tentando matar ele. 

-  Eu não sou um boboca. 

- A aceitação é um grande passo em direção a uma vida feliz, meu amor. 

- Virou coaching? 

- Só..

- MJ, eu acho que isso é seu. - Brad se aproximou e eu franzi o cenho, ele estava com o colar que eu dei para MJ depois que declarei meus sentimentos e descobri que era recíproco o tempo todo, o que me faz um bobo, mas isso é uma história para outra ocasião. Agora preciso me controlar e não espancar ele. - Você deixou cair ontem a noite. No meu quarto. - reforçou o final da frase, me lançando um olhar e eu cerrei as mãos em punhos. 

- Muito obrigada, Brad. 

- É, muito obrigado Brad. Mas eu acho que ouvi o professor Bell chamando você. - falei, o vi assentir. 

- Ah claro, eu não quero atrapalhar. A gente conversa depois, eu baixei aquele livro que você queria ler, depois eu mando. - a abraçou, cerrei os olhos nele. Como eu posso querer bater em alguém tanto assim? No mundo animal eu sei bem como isso seria resolvido, mas isso não é animal planet. - Até MJ, Ned e Peter. 

- Até Brad. - fingi um sorriso. - O que foi isso? 

- Ele me devolveu meu colar, ué. Normal. 

- Estava no quarto dele. 

- Ele me emprestou um livro e eu fui devolver. Você está insinuando alguma coisa? Eu não acredito que está pensando o que eu acho que está pensando! 

- Eu não estou pensando nada. 

- Eu acho que ouvi a Bety me chamar. 

- Ned, sai. - falei. 

- Ned, fica. 

- Precisamos ter uma conversa de casal, MJ. 

- Nós não temos nada o que conversar, não aconteceu nada demais. 

- É pra mim ficar ou ir? 

- Vai! 

- Fica! 

- Eu acho melhor sair logo. - Ned comentou nos deixando a sós, vi MJ o acompanhar com o olhar. Respirei fundo. 

- Está feliz? Eu não acredito que vai estragar nossa primeira viagem como casal por causa de ciúmes bobo. 

- E se fosse eu no quarto da Gwen? 

- Você não se atreveria a fazer isso, eu sei muito bem o jeito que ela olha pra você e não gosto disso. Mas uma coisa não tem haver com a outra. 

- Sério que não tem? Brad gosta de você, ele sempre fez questão de me mostrar o quão vocês são próximos e isso até depois de estarmos juntos! E agora você deixou cair o colar que eu te dei no quarto dele! 

- A culpa não é minha se o colar tem um problema em fechar! Ele caiu, só isso, não aconteceu mais nada e não vai. Porque é de você que eu gosto! 

- Brad..

- Esquece o Brad. Eu estou com você, não com ele. Pensei que isso fosse mais importante. 

- E é. Mas..

- Mas eu cansei dessa conversa. Acho melhor dar um tempo, quero que pense nisso até chegarmos em...

- Praga! - o professor Harrington se juntou a nós mais sorridente que o normal, engoli em seco. As coisas resolveram piorar em um momento que não poderiam ficar pior. - Nosso próximo destino é Praga! 

- Praga? Mas nós... 

- Meu caro amigo Dell, parece que ser atacados por um monstro de água e bactérias horríveis não é tão ruim. Eu liguei para a agência de viagens para reclamar da surpresa nos canais aqui de Veneza e olha só, eles nos deram uma estadia por conta deles em Praga, em um hotel cinco estrelas. - tomou a frente, vi MJ me ignorar e se juntar ao grupo. Fiquei mais atrás, ainda tentando aceitar o fato de que MJ e eu brigamos e que Nick conseguiu me colocar na missão. Sinceramente não estou gostando disso, Nick está colocando muitas pessoas em perigo e parte delas são meus amigos e a minha namorada, eu acho que ainda posso chamar ela assim, tudo por não saber ouvir um não. Eu não pedi muito, só férias de algumas semanas mas o Homem Aranha sempre encontra um jeito de aparecer. Inacreditável. - E aquele ali é o nosso ônibus e motorista particular. 

- Dimitri? 

- Como disse, Peter? 

- Não, nada, professor Harrington. - neguei com a cabeça, o vi guiar o grupo até o ônibus. - Eu te odeio, Nick Fury. 

- Cuidado com o que diz, Parker. - Dimitri se aproximou enquanto os outros entravam no ônibus. Meus olhos estavam na MJ, que depois de revirar os olhos para mim, entrou no ônibus junto do babaca Brad. - Nick está em muitos lugares. 

- Isso não deveria ser ilegal? Mudar a rota de uma viagem escolar para um lugar onde vai ser brevemente atacado por um monstro de outra dimensão? 

- As vezes acho que você esquece quem é Nick Fury. - bateu em meu ombro. - Mas não esquenta, você vai lembrar. Agora, entre no ônibus.

- Eu não tenho escolha mesmo. 

- Nem todos queriam estar aqui também. Eu deveria estar pegando um bronzeado, mas fazer o quê? Algumas coisas você não pode recusar. 

...

E.A. 

9:16 A.M. 

"Algumas coisas você não pode recusar

Aquela frase ficou martelando na minha cabeça desde então e volta e meia eu olhava para MJ e o Brad. Ela também me olhava mas não era aquele olhar que eu gosto, era aquele que eu tenho medo. Sei que parece tolice o Homem Aranha ter medo de um simples olhar de uma garota, mas não é bem isso, é que não é qualquer garota. É a MJ, a garota que eu amo e a última que eu queria que me olhasse assim. 

- Tá legal mesmo? - Ned se apoiou no banco ao meu lado, ele estava no detrás de mim junto da Bety. Pelo menos um casal estava as mil maravilhas nessa viagem. 

- MJ tá com o Brad na maior amizade, acha que eu estou legal?

- Não esquenta com isso! Ela não terminou com você e eu sinceramente prefiro você, quer dizer, você é o Homem Aranha, o Brad é só o Brad. Talvez mais alto, mais forte, mais carismático, mais engraçado e...

- Pode calar a boca? 

- Não está mais aqui quem falou. Só acho que deve esfriar a cabeça. - voltou para o seu lugar, cruzei os braços olhando pela janela a paisagem esverdeada. Se pelo menos o senhor Stark estivesse aqui, ele sim saberia me dá um bom conselho. Mas nem me responde, talvez ocupado demais vivendo sua vida comum com a senhora Stark e sua família enquanto eu estou longe disso. Espera, eu não testei o seu presente. Peguei minha mochila do banco do lado e tirei aquela caixinha, abrindo e encontrando o óculos. O coloquei e vi imagens surgirem, como na HDR do traje. 

- Aguarde pela análise de retina e biometria. 

- O quê? 

"E aí garoto? Sou eu, o Tony. Se você está ouvindo isso, é porque entrou numa fria maior que o Capitão América quando caiu no gelo. Tá, lembre-se de que você é capaz e que agora terá acesso a coisas que só três pessoas no mundo tem: Eu, Pepper e (Seu nome) e, agora, você. Então tenta não fazer besteira ou eu vou atrás de você. Te amo garoto, confio em você. Se vacilar, eu vou mesmo atrás de você. " 

- Senhor Stark? Oi? 

Peter Benjamin Parker, acesso permitido. Oi, Peter, eu sou E.D.I.T.H, o sistema de defesa e segurança de realidade aprimorada de Tony Stark. 

Ele fez você pra mim? 

Não, ele fez isso para Pepper Potts e (Seu nome) Stark há alguns anos, caso algo acontecesse com ele. Mas agora você tem acesso, brevemente a senhorita Morgan também terá. Considere-se da família, Peter. Você tem acesso aos protocolos do Tony. 

Show!

Eu tenho controle de toda rede de segurança global Stark, incluindo o mais recente satélite de defesa e acesso a todas as grandes redes de telecomunicação. - falava, olhei para os meus amigos e pude ver uma pequena imagem deles ao lado da que eu via, com dados completos deles, até as mensagens que mandavam em tempo real e ligações. 

WowO que a MJ está... Não, isso é errado. - abaixei o olhar. - Mas talvez... não. Eu não posso. 

...

(Seu nome) Stark 

Mansão dos Stark's

Parei na varanda da frente, vendo a mesma Morgan que disse está doente e que não aguentaria ir pra escola jogar bola e correr com o Dodger. Ela é mesmo uma graça, mas não pode me enganar. Eu fiz muito isso antes e sei quando alguém está usando meu velho truque e sei como vai terminar. O pai sabe que está fingindo, mas sabe que se contar que sabe, a mãe vai surtar e vai colocar os dois de castigo. Então, ele finge que acredita, mantendo o segredo da mãe, embora ela sempre dê um jeito de descobrir e meu pai finge está furioso e que vai colocar de castigo, mas tudo o que ele faz é dar um beijinho e um "melhore pirralha, você não chegou nem perto de me convencer. Mas esse será nosso segredo". 

- Ah, a mãe vendo uma coisa dessas. - falei, a vi virar e arregalar os olhos, parando. 

- (Seu nome)! - tossiu, lê-se fingiu mesmo na cara dura. - Eu estava.. estava muito mal sabe? E aí eu vim dar uma volta. Dodger me seguiu. 

- Inventa outra, o aprendiz não pode enganar o mestre. - deixei a varanda me aproximando dela vendo Dodger correr até mim, pulando e me cheirando. - Quem é o meninão? Aaah, é você! - fiz carinho nele, o vendo ficar mais animado. 

- Dodger, pega! - Morgan jogou a bola longe e como um bom brincalhão Dodger foi atrás. - Por favor, não conta pra mãe ou pro pai! Eu faço o que você quiser. 

- Sério? Eu acho que estou precisando de umas massagens nos pés. - brinquei, ela fez beicinho e eu apertei sua bochecha. - Cê sabe que eu não conto, mas melhor ficar esperta. O pai não é o problema, e sim a mãe. 

- Me ajuda? - pegou a bola do Dodger, a jogando de novo. - Você é minha irmã linda e amada, eu te amo muitão, sabia? 

- Eu também te amo, relaxa. 

- Podemos brincar com a Sarah? Eu já aprendi que não posso tentar fazer ela comer bagels. 

- Ela está dormindo e eu fico feliz em saber que aprendeu, quando ela acordar vamos brincar. 

- Eu estava olhando no laboratório do pai e achei umas coisas legais. Poderíamos brincar lá, tem umas coisas que eu não entendo e você poderia me explicar e pegar das prateleiras altas. 

- Com o pai em casa? Acho difícil. Por quê não vamos fazer algo mais simples? Tipo comer aqueles cookies que a mãe deixou na cozinha. 

- Gostei. - assentiu, agarrei sua mão e juntas caminhos para dentro de casa. Dodger estava ocupado atrás de algo pelo quintal. - Eu vou querer leite também. 

- Folgada. - soltei sua mão e fui para a prateleira alta, ficando nas pontas dos pés para alcançar o pote enquanto ela se sentou perto do balcão. 

- Pegas com as mãos na massa! - ouvimos ele entrar na cozinha, me virei com o pote nas mãos. - A senhorita não estava na cama? 

- Eu estava, mas a (Seu nome) me ofereceu alguns cookies e eu não resisti. - deitou a cabeça no balcão, com aquele beicinho. - Eu estou muito fraca papai, acho que alguns cookies fariam bem. 

- Menina esperta. - sentou-se ao seu lado. - Certo, passe esse pote pra cá. - o entreguei. - Podemos fazer isso assistindo algo. 

- Cinderela! Cinderela! 

- Não, pai! 

- Eu tenho uma coisa melhor. - levantou, o acompanhamos até a sala, nos sentando no espaçoso sofá. Meu pai ficou entre nós duas com o pote. - Tv, canal noventa e dois. 

- Canal de animais? Sério? - o olhei. - Pai, desde quando assiste isso? 

- É sobre o fantástico reino animal. Vocês não acham incrível como eles valorizam a família? 

- Quero a Cinderela! 

- Você assistiu esse filme ontem. Tv, passar os canais aleatoriamente até encontrarmos algo legal. - ordenou, vimos passar de canal em canal, até que vi algo rápido mas que parecia uma foto do Steve. 

- Volta! - ordenei, gelei com as imagens do que parecia um acidente e a machete. - O Steve! 

[...] Steve Rogers, o diretor da Shield, sofreu uma tentativa de assassinato hoje mais cedo. Segundo informações não foram identificados os envolvidos na tentativa falha, mas eles já estão sob a custódia da Shield. Agentes foram ao resgate do diretor e um agente. Todos foram atendidos no hospital Lenox Hill, as informações garantem que o diretor teve ferimentos não graves, mas o agente que se encontrava com ele sofreu mais impacto que com a perda de sangue devido  uma fratura exposta, passa por uma cirurgia nesse momento. No hospital, o nosso corres..[...]

- Preciso falar com ele! - levantei pegando o celular e me afastando mais do barulho da televisão. - Atende, por favor. 

Steve Rogers

Lenox Hill

- Um momento. - pedi me afastando daquela mãe assustada, atendendo aquela ligação. 

Steve? Meu Deus, Steve, você está bem? Eu acabei de ver na televisão. 

Eu estou bem. Mas o agente Williams não. - olhei para a frente, vendo a mulher diante da vidraça. - Eu não sei quem são, foi tudo muito rápido. Eles estão em custódia da Shield, Nat se responsabilizou pela interrogatório, eu não vou sair daqui até ter notícias do agente. 

Tudo bem, é a coisa certa. Se você quiser eu vou aí. 

- Não, quero você e Sarah longe disso. 

Estamos com o meu pai e a Morgan, nós estamos ok, eu fico mais calma em saber que está bem, você vai voltar pra casa depois disso? 

Não, eu ainda tenho um assunto pendente. Quero que fique aí até eu voltar, é mais seguro. Diga que mandei um abraço pro Tony e beijo para minha sobrinha

- Tudo bem, eu digo. Eu amo você, qualquer coisa me liga. 

Eu te amo, prometo ligar e você também. Eu acho que é melhor passar a noite aí, eu vou ficar bem. - mudei de ideia ao pensar que eles tentaram me atacar outra vez. - Eu vou trabalhar a noite toda, tenho certeza.

- Você me liga se mudar de planos. Tenha cuidado. 

Você também. Até- encerrei a ligação e retornei para meu lugar. - Ele ficará bem, Williams é um bom agente. 

- Eu tenho medo. Já vi isso, foi exatamente assim que perdi meu marido. Ed morreu em uma missão, mas isso nunca impediu o meu Ted de sonhar em ser um agente da Shield. E agora... - suspirou, a abracei. Sei que é difícil, não consigo me imaginar no lugar dela sem sentir que meu mundo acabou, sem sentir um vazio e um aperto tão grande no peito. Eles são nossa maior riqueza e quando algo desse nível acontece, é como perder tudo, é indescritível, na verdade não existem palavras o suficiente para descrever. - Eu não posso o perder. 

- Não vai, ele vai ficar bem. - falei, olhando por aquela vidraça o jovem agente lutar por sua vida. Sei que nunca desejaria isso para o meu pior inimigo, mas talvez seja culpa minha. Se ele não estivesse lá por minha causa, nada disso teria acontecido. Não posso deixar de sentir culpa por isso, não posso deixar de me preocupar com a segurança das pessoas em minha volta. 

...

Peter Parker

Ainda a caminho de Praga

- Dez minutos. - Dimitri falou quando descemos do ônibus. 

- Onde estamos, Dimitri? - o professor Harrington perguntou e ele continuou como uma estátua. - Tudo bem, eu descobro sozinho. - se afastou. Olhei em volta procurando pela MJ mas não a vi, então melhor ir atrás dela. 

- Onde pensa que vai? 

- Atrás da minha namorada. 

- Terá tempo para o romance depois, garoto teia. - apontou para o que parecia um Starbucks. Confuso mas curioso concordei, caminhando até o lugar, encontrando uma mulher loira de braços cruzados e uma maleta perto de uma mesa de sinuca. 

- Oi. 

- Fecha a porta. - ordenou, fiz o que foi mandado. 

- Meu nome é Peter Parker...

- Tira a roupa. 

- O que? 

- Tira a roupa! 

- Eu tenho namorada! 

- E eu não tenho interesse algum em ver o que tem, só tira a roupa, eu não quero ficar o dia todo aqui. - ordenou, hesitante e sem jeito algum, eu nunca fiquei assim na frente de alguém e eu preferiria que minha primeira vez assim fosse com a MJ. - Disse ao Fury que o Homem Aranha não podia ser visto na Europa, fiz esse uniforme pra você. 

- Isso vai ser... - parei ao abaixar a calça e ouvir um barulho na maçaneta. Não tive tempo de reagir e lá estava Brad na porta. 

- Wow! Eu pensei que fosse o banheiro.

- Não, não atira! Eu posso explicar! - tentei subir as calças, me virei para impedir a agente de atirar e então vi um flash, em seguida o Brad sair. - Essa não! - subi as calças e fui atrás dele. - Espera! Brad, não é o que parece! 

- Não precisa me explicar nada, a decisão de ficar com uma européia na nossa viagem de escola é sua, mas a MJ precisa saber a verdade. 

- Todos de volta para o ônibus, vamos! - o professor Bell nos chamou. - Parker, bora! Pro ônibus! 

Eu. Estou. Acabado. 

...


Notas Finais


Oi, tudo ok?
Então, aqui tem mais um capítulo e mais apelativo emocionalmente, pesando e contribuindo para futuros arcos que irão se iniciar. Acho que posso dizer que podem esperar de tudo, mas ainda não vai chegar perto do que está vindo.
Espero mesmo que tenham gostado e se sintam a vontade, muito obrigada ❤️ até breve


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