História Starry Sky (Namjin) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags 2seok, Bts, Jinkook, Namjin, Taejin
Visualizações 32
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aivil Queen não tem limites...

Capítulo 2 - Rosa de sangue, mostra-me tuas cores (part.01)


Fanfic / Fanfiction Starry Sky (Namjin) - Capítulo 2 - Rosa de sangue, mostra-me tuas cores (part.01)

9 de julho de 1862



Ele estava a andar por aquelas terras, que todos julgara serem "assombradas". Sem rumo ou destino algum. Andara sozinho, sobre seus pés, havia o chão de terra, sobre sua cabeça, o brilho do céu estrelado. A noite estava fria, mas ele não se incomodara com o clima. O frio lhe acalmava. Era como estar em casa.

Ele não sabia ao certo, por quanto tempo andara. "Provavelmente o suficiente para se afastar da pequena cidade", pensou ele. Suas pernas não doiam, ele já fizera aquele mesmo ritual tantas vezes, que as mesmas já haviam se acostumado. Era sempre assim, quando ele se sentia mais vazio que o normal, ele vagava por aquelas terras também vazias. Mas naquela noite, ele tinha um destino.


Depois de andar por mais alguns minutos, enquanto olhava as estrelas, ao longe, ele avistou seu destino. Ele olhou aqueles enormes muros, era ali onde elas se escondiam. Pensou novamente. Apressou o passo até estar definitivamente de frente para o muro. Ele parece não ter fim. Como irei chegar ao outro lado? Deve ter algum portão ou algo que dê passagem.


Fitou aquele enorme muro de pedra. Tinha que ter alguma brexa. E tinha. Olhou mais ao fundo e avistou uma macieira. Era perfeito. A mesma, era repleta de frutos, tão vermelhos quanto teus lábios, tão vermelhos quanto sangue. Ele a escalaria e pularia para dentro da região cercada por o muro.


- Escala-me. - disse a macieira. Subiu o olhar até a mesma. - Escala-me. - disse ela novamente. Sua voz é doce pensou ele. - Escala-me. - disse pela terceira vez.


-  Tua voz é doce.


- Não tão doce como o meu fruto. Escala-me e provas o meu fruto. - ele pensou duas vezes antes de atende-la. E disse-lhe:

- O que ganharia se provasse do teu fruto? - ele esperou ter sua pergunta respondida por a árvore, porém, a resposta nunca veio. E novamente ela disse:

- Escala-me. - ao ver que não teria respostas da mesma, com um pouco de dificuldades, ele conseguiu subir no primeiro galho da árvore. Depois de muitas tentativas ele estava quase em seus ultimos galhos. Parou um pouco e adimirou aquela bela árvore.

- Teu fruto é realmente doce? - perguntou a árvore.

- Prova-me. - então ele arrancou um dos seus frutos. Levou seus lábios até o fruto, mas antes de morde-lo, sentiu o seus perfume. É delicioso. Abocanhou a fruta. - É uma honra ter o meu fruto provado por ti.

- Diga-me, bela árvore. O que há do outro lado do muro? Dizem que há as mais belas rosas. De todas as cores.


- Agradeço o elogio. Mas creio que não poderei responder-lhe.


- Por que não? - E a árvore nada disse. Sem respostas, ele escalou mais um galho, tendo a visão de todo o extraordinário por trás do muro. Deixou que o miolo do fruto caísse de sua mão. - Parece alto.


- Pula-o. - disse a árvore.

- Tenho medo. - disse olhando para baixo.

- Pula-o. - devo o pular? Pensou. Estava com um pouco de receio, mesmo assim pulou. Colidindo quase de cara com o chão. Se pôs de pé, e olhou para seus trajes. Estavam cheios de terra, sua manga esquerda, havia se partido quando encostou-a em alguns espinhos que haviam embaixo do muro. Seu braço estava com um rasgo, não era profundo, mas estava a arder. Ele o cobriu com sua mão, coberta pela luva branca. Primeiramente, ele explorou o local com os olhos, e ficara encantado com o que vira.


A passos cuidadosos, ele invadiu mais ainda o local. Haviam rosas de todos os tipos, no entanto, nenhuma era a que ele procurara. Nem tudo é perfeito, pensou. Havia um cheiro muito forte de rosas por todo o local, Seokjin não gostava do cheiro que as rosas produziam. Era enjoativo. Mas no entanto, ele adorava as rosas. Bem que elas deveriam terem sidas criadas sem cheiro. O perfume delas nem se compara com o perfume da minha rosa. Tocou na flor, ela era macia, porém não tanto quanto a sua.


Haviam as rosas brancas, as rosas, as vermelhas e as amarelas. Porém, apenas uma única cor faltara para deixar aquele jardim completo, faltava minha rosa azul. - pensava.


Certo dia, sua mãe lhe dicera que, um dia, o verdadeiro dono ou dana de seu coração, lhe traria uma rosa difente de qualuer outra. Com um perfume jamais sentido na face da terra. Esse perfume seria capaz de deixar qualquer um embriagado, levaria qualquer um ao céu e ao inferno ao mesmo tempo. E adivinhe, Seokjin, em seus plenos 21 anos de idade, ainda estava a procura dessa rosa. Ele não esperava que a trousexem a si, ele mesmo a pegaria. Por aquela rosa, ele daria tudo.


Ao longe, algo o observara. Seus olhos castanhos, percorriam cada movimento dado por Seokjin, ele o encarava com curiosidade e raiva ao mesmo tempo. Curiosidade, ele se perguntara como o mesmo havia conseguido pular o muro. Raiva, por ter sua propriedade invadida.

Ele estava de costas, Namjoon não conseguiu ver seu rosto. Por que não se vira para que eu possa lher ver? Provavelmente você se assustaria não? O homem pareceu perceber que estava a ser observado. Virou seu torço o sufiente para trás, para que Namjoon visse sua bela face.

- Não pode ser... - sussurrou assustado, ao perceber muita semelhança entre o rapaz e uma antiga conhecida. Memórias do dia em que tudo acabara, retornaram a sua mente.


As chamas tomavam conta de tudo, o fogo chegava até o teto, o local estava prestes a explodir por conta das chamas. A fogo queimava-lhe a pele, no entanto, sua vontade de salva-la, era maior que tudo. Seus gritos penetravam-lhe os ouvidos. Os gritos aterrorizados de sua amada. Era tudo tão trágico, os mesmos só estavam casados a sete meses. E tudo ira tão rápido assim. O fogo, os gritos, as lágrimas, as lembranças, tudo ele via, ouvia e pensava. Seria o seu fim. Seria o fim de ambos. Do outro lado da porta, os gritos dela cessaram. E foi tudo desmoronar por cima de si próprio.


Ele voltou a realidade, quando ouviu um doce melodia ser cantada. Sua voz era tão doce. Ele parecia tão doce. Por que ele a lembrava tanto? Por que ambos eram tão parecidos? Não. Ela está morta. Você está morto. Mande-o ir em bora. Acabe logo com isso. Mostre quem é Kim Namjoon agora. Veja, ele está insultando ela, ao tocar em suas flores. Imundo! Não as toque! Não queira o que não lhe pertence! Mande-o em bora. Mate-o se for preciso! Uma voz sussurrava em sua mente. Mate-o. Mate-o. Mate-o. A voz gritava.



Seokjin observava todas as rosas a sua frente. Eram tantas, ele queria que uma única delas, se parecesse com a sua rosa. Seu braço começava a arder cada vez mais. Ele coçou de leve o braço, fazendo uma pequena gota de sangue escorrer por ele, descer por sua luva branca e por ultimo pingar na rosa branca. Agora ele era uma rosa de sangue. Uma rosa manchada de sangue sobre aquele céu estrelado.


Uma rosa de sangue.


Uma rosa manchada por sangue.

Doce rosa de sangue.


Mostra-me tuas cores.

Doce rosa de sangue.


Que perfuras a minha alma com teus espinhos.

Mostra-me tuas cores.


Seokjin sentira-se observado. Parou de cantar, pois uma estranha sensação passara em seu corpo, como se algo o estivesse a vigiar-lhe. De súbito, ele virou seu rosto atrás de seu "vigilante", porém, tudo que vira fora o vento a bater nas roseiras. Estranho. Pensou.



Namjoon balançara a cabeça a fim de dispersar os más pensamentos de sua cabeça. Antes que fizesse qualquer coisa que não deveria, ele saiu daquele local. Sem ser avistado por o outro, ele sumiu em meio aquele labirinto de rosas. Apressadamente, atravessou os portões de ferro, e seguiu a grande escadaria de pedras. Depois de um longo caminho, avistou o grade casarão.

Com suas paredes de pedras escuras, suas portas gigantescas, suas janelas cobertas por vinhas, e duas únicas tochas acesas, estavam a deixar a casa mais assustadora. Atravessado as portas, andou em direção a um grande corredor, mau iluminado. Ao abrir as portas, de davam ao grande hall de entrada, com cortinas vermelhas e empoeiradas, deu de cara com seu mordomo, e fiel amigo.

Uma doce e angustiante melodia era escutada, seus dedos dançavam sobre as teclas do grande órgão. Ao se dar conta de que não estava mais sozinho, parou de tocar.


- Continue Sua música me acalma. - assim ele fez. O homem alto se aproximara de uma grande cristaleira. Pegara uma taça de vinho e despejara o líquido dentro. Ao levantar levente o canto da cortina, ele encarou por aquela janela. A noite estava tão linda. Mas nada, tirava mais sua concentração que aquele jovem invasor no jardim.

Levou a taça ao seus lábios, o líquido escorrera por sua garganta. O sabor amargo do vinho, era uma das poucas coisas que lhe fazia bem. A música se encerrou, ele sentio a aproximação do outro por trás de si.


- Diga logo. Sei que quer falar algo. - disse para o garoto pálido a sua frente.


- O senhor está bem...?

Ele deixou o tecido grosso da cortina cair, tampando toda a janela. E encarou o garoto franzino a sua frente.


- Por que não estaria?


- O mestre parece ter avistado um fantasma.

- E eu vi. - levou a taça a sua boca.


- Diga-me, o que está a perturbar sua mente.


- Tem um garoto lá em baixo. Ele me lembra ela.


- Garoto? O senhor o expulsou não foi?! - Namjoon nada disse. Fitava o nada, emerso em meio a pensamentos. E em segundos após o seu silêncio, o homen a sua frente se pronunciou:

- Disseste-me, que ele a lembrava. Em que aspectos? - ainda olhando o nada pôs-se a dizer:

- Em tudo. Sua beleza chega a afrontar a dela. Seus olhos são como o céu estrelado. Tão azuis quanto.

- Azuis? - perguntou confuso.

- Sim, o tom de azul mais bonito que eu já vi em toda minha existência. - houve silêncio. A sua frente, o homem não se ousara a dizer mais palavras. Nem perguntas, mesmo porque, já estava claro todas as suas respostas.

Uma corrente de vento passara por todo o local. Derrubando alguns objetos espalhados sobre a grande mesa. As chamas ardentes dos lampiões, se apagaram com a força da corrente.

- Engraçado.

- Hum?

- Eu disse que é engraçado. O vento. Como podes penetrar a casa se as janelas e portas estão fechadas?!




Uma rosa de sangue.


Uma rosa manchada por sangue.

Doce rosa de sangue.


Mostra-me tuas cores.

Doce rosa de sangue.


Que perfuras a minha alma com teus espinhos.

Mostra-me tuas cores.











Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Uma pergunta, já viram aquela jintro maravilhosa? A pergunta não era essa, a pergunta é: ficou muito confuso o capítulo pra vocês? À árvore falante foi o meu limite - mentira -, espero que vocês não tenham estranhado esse fato.


Xoxo.


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