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História Start of Avenue - Capítulo 4


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Notas do Autor


Surpriseeeeeeeee! Eu já tinha esse capítulo guardado, então um mimo pra vcs.
É um capítulo menor, mas o próximo será melhor. Bjins ;*

Capítulo 4 - She.


Seattle 8 a.m. – Hospital Memorial Grey + Sloan

Ontem acabei caindo no sono já que minha médica não respondia minha mensagem, nesse momento pensei em desistir, afinal a gente se conhece há um dia. Porém as coisas comigo não acontecem desse jeito, eu não desisto nunca. Então ela teria que me aturar.

Eu quero muito sair desse hospital mas só de lembrar o que me espera lá fora me dá calafrios. Além de pensar em Marcela, minha mente também vagava na proposta do policial... eu sei dos meus riscos com o Lobo e sem ele seria pior, não é?!

 Parei de pensar demais quando um médico com cabelos ruivos e com cara de escroto entrou na sala, provavelmente ele irá me dar alta e foi isso que fez após me dar umas recomendações e blablabla.

- Alguém tem que vir te buscar, não posso te deixar sair sozinha. – droga! Pra quem eu iria ligar? Ou será que ele pensa que sou rodeada de amigos?

Apenas assenti e ele saiu da sala. Peguei meu celular e não tinha ninguém a não ser clientes... espera, tinha ela, a médica. Será que ela viria? Era a folga dela né?

Fiquei alguns minutos tentando decidir/tomar coragem, resolvi ligar. (eu sei, não tenho vergonha na cara e provavelmente vocês devem estar com vergonha alheia, sinto muito por isso! Mas eu tenho que sair daqui)

- Hmmm – que voz manhosa, adorei. – Alô?

Marcela’s pov

Me lembrem de nunca deixar o celular no volume alto, eu definitivamente não acredito que estou arrumando pra buscar uma pessoa que eu nem conheço no meu dia de folga! Vocês tem noção???? É meu dia de folga.

O universo com certeza estava tirando sarro com minha cara, não é possível. Vocês devem estar se perguntando o porquê de eu estar indo já que não tinha obrigação N E N H U M A de ir. Alguma coisa dentro de mim me fez sentir pena dela, porque eu não acho que ela me ligaria se não fosse tão urgente. O que me fez pensar que ela não tinha ninguém para ajudá-la a sair daquele hospital. Além do mais eu sou médica não é? Tenho que ajudar meus pacientes.

Mas que eu estava com raiva por ter levantado cedo, eu estava!

Alguns minutos mais tarde...

- Sério, eu estou muita envergonhada de ter te ligado na sua folga, ainda mais pra vir me buscar. Mas eu só tinha o seu contato. – ok, eu estava sentindo pena dela ou era só o sono falando mais alto?

- Olha, confesso que estou bem cansada, mas eu não poderia negar uma coisa pra minha amiga de longa data.

Acabamos rindo daquilo. Até que ouvimos uma voz bem familiar.

- Dra. Marcela McGowan rindo a essa hora da manhã? Qual seu motivo para estar aqui em sua folga? – Thelma, minha amiga desde que entrei nesse hospital, eu poderia jurar que ela me conhecera melhor que minhas mães. – Ou melhor, quem é seu motivo? – acabei rindo, mas por dentro eu corava intensamente. Thelma não perdia uma oportunidade de me atazanar.

- Thel, essa é a Gi... zelly, lembra que te contei sobre o acidente de ontem? – Thelma na hora deu um sorriso malicioso, o porquê daquilo? Não sei.

- Ah sim, você é a tão famosa motoqueira? – Meu Deus, não era pra ela falar isso.

- Acho que sim? – Gizelly falou me encarando, com certeza o ego dela teria inflado. Droga!

- Gizelly, vamos? Eu tenho um compromisso agora. Nos falamos depois, Thel. – falei quase empurrando a paciente. Deixamos Thelma ali com um sorriso bem malicioso. Antes de sairmos pela porta, deixei que Thelma visse meu dedo do meio pra ela, a mesma se fingiu de chateada.

O pior de sair dali era que agora teria que conversar com a motoqueira. Será que dá pra voltar?

- Um beijo por seus pensamentos. – eu fiz o impossível, acabei me engasgando com minha própria saliva.

- Calma, espera, só tô brincando. – ela falou me abanando, aposto que por dentro ela caia na gargalhada.

- An... er... sem problemas... – meu coração acelerava e eu buscava oxigênio em tudo, mas acho que o motivo nem era eu ter engasgado e sim a pergunta...

- Acho que desde que te conheço minhas frases são só “me desculpa”, “me perdoa”... – aquilo era fato, nos encontramos em meio à confusão e desde então tudo era um furacão.Acho que o destino não colabora. – seu monólogo era divertido, juro que se deixasse ela falando sozinha ela nem repararia e eu só ficaria rindo.

- Esquece isso. Como você está depois disso tudo? – eu estava referindo sobre o ato de violência que lhe fora causado. – Quem te machucou?

- Marcela, eu prefiro não conversar sobre isso. Acho que já posso te liberar, minha moto está depois daquele quarteirão – ela parecia confusa.

- Eu não vou te deixar sozinha, tá doida?? Se eu vim até aqui para te acompanhar te levo até em casa. – zero à esquerda, como eu a levaria pra casa? Eu nem sabia dirigir. – Na verdade, eu te pago um táxi, porque eu não tenho carro... e nem sei dirigir. – a última frase saiu um sussurro quase inaudível. Ela riu daquilo, provavelmente me taxando de idiota por não saber dirigir.

- Tudo bem, não se preocupa, eu posso pagar um táxi. – obrigada por isso, porque acho que eu estava sem dinheiro naquele momento. – Agradeço por ter ido me buscar, ninguém faria uma coisa dessas com uma estranha...

- Não precisa agradecer, era o certo a se fazer. – falei sincera.

- Então, vou chamar o táxi.

- Você quer que eu te espere? – acho que eu estava gostando de estar na presença dela.

- Não precisa, você tem um compromisso né? – esqueci que tinha falado isso com ela pra me livrar da Thelma, droga.

- Er.. sim, eu tenho. – a única coisa que veio na minha cabeça. – Bom, vou indo... se precisar de alguma coisa é só ligar, não faça nenhum esforço físico tá? Os pontos podem se abrir. E o dr. Owen já te disse isso né? – fiquei constrangida, mas eu não poderia fazer nada, eu saio do hospital mas ele não sai de mim.

- Sim, ele me passou alguns remédios – ela falou me mostrando a receita – e disse também que tenho que voltar lá em alguns dias. – então eu teria que vê-la de novo? Nada mal.

O silêncio se consumiu ali, só me despedi e sai andando. Eu sentia o olhar dela em mim. Quando eu virava a esquina escutei ela me chamar, por algum motivo eu me senti estranhamente bem por aquilo.

Gizelly’s pov

Eu não queria que ela fosse embora, até que me lembrei de...

- MARCELA!!!! – ela se virou como se já esperasse e quisesse aquilo. Andei mais rápido um pouco.

- Sei que não é o momento certo, mas acho que nem tem momento certo pra isso. Mas... sobre ontem, que eu te chamei pra sair... – ok, eu não tinha jeito naquilo, não com ela. – eu gostaria, de verdade, que você saísse comigo, mas eu não quero te forçar a nada, eu só queria...

- Eu aceito – ela me cortou antes de eu terminar a frase. Por fora eu estava “normal” mas por dentro era outra história, eu queria pular, dançar, gritar.

- Ah... que bom, podemos marcar por mensagem? – ela assentiu e saiu dali.

Fiquei esperando um tempinho ali sorrindo aos ventos, até cair na realidade, eu precisava ir embora, estou bem longe de casa. Olhei o celular e por obra do destino, ou não...

- Furacão, hey! Fiquei sabendo que saiu do hospital – involuntariamente revirei os olhos. – Olha, não quero que tenha empecilhos nos nossos caminhos, me desculpe por tudo isso. Como forma de arrependimento te darei o dobro pela encomenda e de brinde 3 dias de folga. – eu já estava cansada de tudo aquilo que Lobo achava que era pra me ligar e fingir que nada tinha acontecido? E ainda ter a cara de pau de me oferecer um “brinde”.

- Tudo certo, será que seu motorista pode me buscar? – não, não estava nada certo, mas eu tinha que ter uma carona.

Passei o endereço e em menos de 10 minutos, o motorista estava em minha frente.

Na estrada para meu trailer fui pensando em como eu tive sorte em ter ela ali naquele momento, pude concretizar que ela era uma mulher a anos luz em relação as outras pessoas, eu tinha certeza que ninguém faria aquilo por mim. Ela era diferente, de todas as outras pessoas que conheci durante minha vida. E isso me fez querer estar perto dela... não importa como, eu iria conquistá-la.


Notas Finais


No próximo capítulo acredito que tudo irá se explicar. @fazsilencioai


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