História Start of Time - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Eliza Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Karlena, Supercorp, Supergirl
Visualizações 122
Palavras 2.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Capítulo 10


Lena observava assustada Kara virar toda sua cerveja. Ela quase babou de tão rápido que bebeu, secando seus lábios com a mão.

— Quinze anos — respondeu meio ofegante e pegou a terceira cerveja, dando outra golada generosa. — Eu tinha quinze anos quando perdi a virgindade.

A morena ficou surpresa com a revelação, pois pelo jeito dela ser, imaginou que a loirinha tivesse perdido mais tarde.

— Com menino ou menina? — Kara observou o mover da língua de Lena por seus lábios, foi tão lento e sensual. Deixou-a estarrecida. Puta merda.

— O que você acha? — rebateu espertamente, já sentindo o efeito do álcool deixa-la mais desinibida. — Se você acertar, ganha um prêmio — ofereceu subitamente.

— Um prêmio? — os olhos verdes brilharam. Lena não estava tão alta quanto Kara, mas mesmo que estivesse tinha ciência de que estavam finalmente começando a pôr as cartas na mesa. — Que prêmio é esse?

— Você escolhe.

— Sério? Eu posso pedir o que eu quiser?

Kara sentiu seu rosto esquentar tanto quanto o resto de seu corpo. De repente o bar estava muito quente, parecia que estavam na praia num dia ensolarado.

— O que quiser — falou, sabendo que não poderia voltar atrás.

Lena sorriu com malícia e ousadamente pegou a cerveja das mãos de Kara, dando um trago.

— Eu aposto que foi com uma garota — disse assim que engoliu a cerveja.

Kara ficou de boca aberta.

— Como? — estava indignada. — Como você sabia?

Lena bateu uma palma para comemorar sua vitória e riu.

— Eu tenho um bom gaydar, baby — brincou, ainda rindo. Kara balançou a cabeça e ficou com cara de boba, sentindo-se enganada.

— Devia ter me dito isso antes de oferecer a aposta — resmungou com um beicinho. — Agora me diz você... Com quantos anos?

— Quinze também, só que foi com um garoto muito idiota — contou. — Preferia que tivesse sido com uma mulher.

Kara engoliu em seco, se perguntando como diabos haviam chegado naquele assunto tão... Sexual. Era bem verdade que Lena e ela tinham uma relação bastante íntima, que podiam conversar sobre tudo, mas nunca haviam falado sobre aquele tipo de coisa. Sexo talvez fosse o único assunto que nunca entraram.

— Agora você me deve um pedido — Lena lembrou com um sorriso malicioso nos lábios.

— E o que você quer?

Nesse momento os sorrisos desmancharam; o clima brincalhão se dissipando para dar espaço a toda aquela grande tensão sexual que as cercava. Lena encarou profundamente os olhos azuis e alternou seu olhar ousadamente para os lábios de Kara, que ao perceber mordeu instintivamente seu lábio inferior, totalmente nervosa.

Lena abriu a boca e estava prestes a dizer algo. A expectativa visível nos olhos azuis. Mas no momento de falar, ela hesitou, perdendo a coragem.

Então teve uma ideia rápida.

— Dançar! — falou com empolgação e Kara piscou algumas vezes até processar.

— Dançar?! — parecia decepcionada e ao mesmo tempo surpresa. — Você quer dançar?

— Sim! Com você! Vamos!

E depressa, mais para querer fugir do que tudo, Lena se levantou e puxou Kara pelas mãos em direção a pequena pista de dança onde algumas pessoas dançavam. Começou a tocar Sex on Fire de Kings of Leon e sem dar tempo da loirinha pensar, a mãe de Benjamin se pôs a dançar bem na sua frente, erguendo os braços e se balançando com um gingado para lá de sedutor...

Meu Deus.

A policial ficou parada, boquiaberta ao ver Lena dançar daquela maneira. Também era a primeira vez que a via dançar e não imaginou que ela fosse ser tão talentosa.

"Lay where you're laying, don't make a sound

I know they're watching, they're watching

All the commotion, the kiddie-like play

Has people talking, talking

You... Your sex is on fire."

Deixando seus medos, suas dúvidas e seus monstros de lado, Lena fez uma coisa que adorava: entregou-se ao som. Ela se remexia toda, balançando braços e quadril, rebolando, virando. Soltou os cabelos do rabo e começou a sacudi-los enquanto olhava e sorria para Kara, que se obrigou a mexer-se também, contagiando-se não só pela música, mas principalmente pela morena de olhos verdes.

Kara começou a dar pulinhos e a dançar também. Lena deu as costas para ela, recostando-se no corpo da policial de propósito. O calor emanando do corpo uma da outra. Ninguém percebeu quando ou como, mas as mãos de Kara foram parar no quadril de Luthor e as duas começaram a dançar em sintonia, praticamente “encaixadas”, pois Lena podia sentir-se ser encoxada pela policial. O corpo forte de Kara todo colado ao seu, assim como a respiração da loirinha que estava em seu ouvido... Lena se sentiu tonta e não era por causa da cerveja. Suas pernas estavam trêmulas e ela suava de nervoso.

Lena virou-se de frente e Kara sorria para ela com os olhos faiscando. A morena tocou os braços fortes da loirinha, sentindo os músculos por cima do tecido da camisa enquanto dançava, rebolando mais e mais, querendo seduzir Danvers o tanto quanto a própria havia lhe seduzido ainda que sem querer.

Levada pelo momento e pelo álcool, Kara baixou sua resistência e puxou Lena pela cintura com força. Encaixou sua perna entre as dela e sentiu a intimidade de Lena roçando em sua coxa ainda que por cima das roupas. Nesse momento Lena olhou assustada para a loirinha, deixando escapar um gemido acompanhado de uma respiração sôfrega que só a policial pode ouvir, já que estavam com os lábios quase colados um no outro.

— Kara...

— Lena.

Seus olhares estavam conectados, seus narizes se encostavam, estavam respirando o mesmo ar e este parecia estar em falta, já que ambas respiravam com dificuldade. Lena fechou os olhos e jogou os braços sobre os ombros da policial, rendendo-se. Kara agarrou-a pelas costas e fechou os olhos também, deixando suas bocas se encontrarem e fazerem o resto.

Fazia tanto tempo que Lena não beijava ninguém por vontade própria que havia se esquecido da sensação. Mas nada que tenha sentido antes por alguém se comparava ao que estava sentindo agora, enquanto sua língua deslizava em sintonia com a língua de Danvers. O beijo dela era tão poderoso que Lena se sentia tonta; graças a Deus estava amparada nos braços fortes.

As duas se arrepiaram com o beijo, que começou lento, sensual e se tornou algo maior. Beijavam-se com paixão. Kara sentiu as mãos de Lena se perder em seus cabelos com desespero e em resposta apertou-a mais contra si, descendo suas mãos a lombar da morena.

Lena beijou o lábio inferior e o prendeu entre seus dentes levemente. Seus dedos deslizaram pelo rosto da policial e caíram para seus ombros. Kara apertou a cintura de Lena e levou uma das mãos para sua nuca, aprofundando ainda mais o beijo, vasculhando toda a boca da morena, que ofegava.

Alguém tomou a iniciativa e a outra acompanhou, quando perceberam estavam se atracando contra uma parede. As mãos exploravam livremente o corpo uma da outra e quando a mão de Kara alcançou seu seio, foi o ápice para Lena “acordar”.

— Kara, não! — a morena disse, empurrando-a pelos ombros bruscamente.

Imediatamente a loirinha a soltou e a olhou assustada, sem compreender.

— Lena? O que houve? — então viu as lágrimas nos olhos verdes e toda a magia e a tensão foi embora quando Kara relembrou que Lena havia sido estuprada por três malditos anos.

— Me desculpa, eu não posso... — falou envergonhada demais para continuar ali, correndo feito um furacão em direção à saída.

Do lado de fora, na rua, Lena caiu aos prantos, chorando como uma criança. Ela chorava de dor, de angústia, de medo. Chorava pelo que havia sofrido e por ter estragado um momento tão bom ao lado de Kara. Era a última coisa que queria, mas quando sentiu a loira tocar seu seio... Foi como se sem querer ativasse memórias ruins. Foi como sentir o toque do seu abusador. Aquele toque invasivo, agressivo, incômodo. Sentiu vontade de gritar. Então gritou.

Kara saiu a tempo de ver Lena fora de si, chorando e berrando como se alguém estivesse lhe ferindo. A loira correu e a pegou nos braços, lhe abraçando com toda sua força.

— Ei, ei, calma, calma — pediu com desespero ao ver o sofrimento da morena, lhe segurando. — Está tudo bem, Lena. Está tudo bem... Você está bem... Segura...

A morena agarrou-se contra Kara com força e escondeu o rosto na curvatura de seu pescoço, chorando demasiadamente ali enquanto tremia nos braços dela.

— Eu te peguei e não vou te soltar — prometeu num sussurro. — Não vou deixar nada de ruim te acontecer, Lena. Nada.

Lena sabia. No fundo, ela sabia.

Ficaram um longo tempo ali do lado de fora abraçadas até Lena se acalmar. Quando finalmente havia parado de chorar e recuperado o fôlego, Lena ergueu o rosto e secou suas lágrimas.

— Me desculpa por isso, me desculpa por ter estragado sua noite — pediu com sinceridade, o queixo tremendo. A maior preocupação de Lena era ter chateado Kara por ter estragado o momento delas.

— Você não estragou nada — Kara segurou o rosto dela entre suas mãos, encarando-a. — Está ouvindo, Lena? Você não estragou nada... Pelo contrário... — sussurrou e Lena viu duas lágrimas rolarem pelo rosto da loirinha que estava contagiada por toda aquela carga dramática. — Você consertou tudo.

A declaração inesperada e tão sincera da loirinha fizeram o coração de Lena martelar no peito, implorando para que a morena deixasse seu medo de lado e fizesse algo. Lena fez. Ela segurou o rosto de Kara e beijou seus lábios profundamente.

***

Em silêncio, elas voltaram para casa. Depois do último beijo, não disseram mais nada, apenas concordaram que era hora de retornar.

Ao chegar ao apartamento, Alex e Maggie estavam quase dormindo assistindo a televisão e Benjamin dormia em seu berço.

— Hey — Alex e Maggie levantaram depressa ao vê-las chegarem. — Como foi?

Ao ver a expressão de sua irmã e o clima esquisito entre elas, se arrependeu da pergunta.

— Foi bom — a policial se limitou a dizer ao ver que Lena não disse uma palavra. — Tudo bem por aqui?

— Sim — a ruivinha se aproximou da irmã com uma feição preocupada enquanto uma Lena silenciosa adentrou o apartamento, indo direto para o quarto ver seu bebê. — O que foi que aconteceu? — perguntou baixinho para Kara.

— Longa história, eu te conto amanhã — murmurou. — Será que...

— Sim, nós já vamos. Se cuida, ok? — tocou os braços da irmã antes de abraçar sua noiva e sair com Maggie.

Kara trancou a porta e suspirou, sentindo o pesar da longa noite em seus ombros. Ainda estava atordoada por tantos acontecimentos e emoções. Finalmente havia beijado Lena Luthor, havia expressado de alguma maneira o que estava sentindo por ela. E foi correspondida. E como foi. Lena a beijou com tanta vontade... Mas então depois houve aquele incidente... Lena chorando com tanto desespero foi de partir o coração. Mas o beijo que deram depois de Kara se declarar foi o mais intenso.

Cuidadosamente Kara adentrou seu próprio quarto, vendo Lena debruçada no berço observando seu filho. Aproximou-se dela, apoiando os braços no berço e olhou para Ben. O bebezinho dormia tranquilamente com uma respiração tranquila, parecia um verdadeiro anjinho.

— Ele parece um anjo — Lena comentou baixinho.

— Ele é.

As duas se entreolharam ainda com aquela tensão, mas sorriram.

— Vamos até a sala conversar? — a policial pediu e Lena apenas assentiu.

Elas seguiram até a sala e se sentaram no sofá de frente uma para a outra.

— Eu queria te pedir desculpas — Kara começou, surpreendendo-a. — Eu passei dos limites no bar... Pensei que você estivesse gostando. Não tive a intenção de te machucar ou-

— Não, você não me machucou — Lena garantiu, agarrando as mãos da loirinha ao ver a expressão de Kara. Não queria que a policial entendesse as coisas errado. — Eu estava gostando, Kara. Muito! É só que...

Não era preciso dizer, a loira sabia.

— Eu entendo — murmurou, apertando as mãos dela de volta. — Eu realmente entendo. E quero que saiba que eu te respeito muito, Lena. E não quero que se sinta mal perto de mim. Não quero que faça nada que não tenha vontade. Eu... Nós nos beijamos e eu admito que queria muito isso. Já faz algum tempo que eu tenho desejado te beijar — confessou com toda sua sinceridade, fazendo Lena sorrir. — Mas eu não quero estragar nossa relação.

— Eu também queria te beijar, Kara. Penso nisso há algum tempo. E quero deixar claro que não me arrependo de nada que aconteceu essa noite — falou para a surpresa da policial, que sorriu. — Eu realmente gostei de termos saído juntas, sozinhas. Foi muito bom e descobri mais coisas sobre você...

— Quer dizer que está disposta a repetir a dose?

— Com certeza.

Ambas sorriam largamente.

— Eu só... Só gostaria que fossemos devagar. Estar com você é muito bom, Kara. Mas eu tenho medo e muitos traumas. Não quero te machucar e nem me machucar. Também não quero perder a linda amizade que temos, então...

— Vamos devagar — Kara concordou e as duas ainda estavam de mãos dadas. — Não há razão para termos pressa. Temos todo o tempo do mundo.

— Temos — os olhos verdes brilhavam tanto quanto os azuis. Elas estavam apaixonadas e haviam dado o primeiro passo; era lindo. — Obrigada por me entender...

— Obrigada você pela alegria que trouxe a minha vida.

Lena agarrou Kara naquele instante, abraçando-a pelo pescoço apertado.

— Obrigada por me salvar — sussurrou no ouvido dela.

Quando se afastaram o suficiente para seus olhares se encontrarem novamente, as duas se beijaram devagarinho, colando seus lábios aos poucos. Uma segurava o rosto da outra enquanto suas bocas se encaixavam.

— Eu não resisto — Kara sussurrou, beijando os lábios da morena devagarinho. — Seu beijo é tão bom.

Lena sorriu ao ouvir aquilo, suas mãos acariciando a nuca da loirinha por baixo dos cabelos, deixando-a toda estremecida.

— Não precisa resistir. Eu gosto de te beijar... — admitiu, roubando outro beijo leve dos lábios dela. — É o melhor beijo que já provei — sussurrou.

— Posso dizer o mesmo, senhorita Luthor. Acho que estou viciada no seu beijo! — falou em tom brincalhão, mas era bem verdade.

— Acho que podemos beijar mais um pouquinho antes de irmos dormir...

— Com certeza.

Lena enroscou os braços no pescoço da loirinha e elas deixaram mais um beijo intenso rolar. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...