História Start of Time - Capítulo 11


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Eliza Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Karlena, Supercorp, Supergirl
Visualizações 71
Palavras 2.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 11


Quando acordaram espontaneamente na manhã seguinte, permaneciam na mesma posição. Lena foi a primeira a despertar, sentindo os braços carinhosos que lhe envolviam. Também pode sentir a respiração profunda da loirinha de encontro ao seu pescoço e isso a fez sorrir. Não estava sonhando. A noite anterior tinha sido real.

Estranhamente Benjamin ainda dormia e não havia acordado uma vez. Ao que parecia até mesmo seu filho estava conspirando a favor de seu romance com Kara. 

Devagar, Lena se soltou um pouquinho e se virou. Kara resmungou alguma coisa, acordada, mas não totalmente. A morena sorriu ao ver a carinha amassada, os fios loiros caindo ao redor do rosto angelical. Tocou delicadamente aquela face linda e ouviu a policial ronronar.

— Bom dia — Lena sussurrou, roçando seu nariz no dela, fazendo Kara sorrir ainda de olhos fechados.

— Hmmm, bom dia — murmurou, enrugando o nariz e dando um selinho nos lábios de Luthor. — Benjamin não acordou?

A morena negou com a cabeça, agora estava acariciando os cabelos loiros, fazendo um cafuné gostoso na policial.

— Que milagre...

— Ele quer nos deixar aproveitarmos essa manhã linda de sábado! — uma Lena extremamente feliz disse, num tom doce.

Kara bocejou e abriu bem os olhos, querendo despertar totalmente para desfrutar da companhia empolgante da morena.

— É impressão minha ou alguém acordou empolgada? — Kara a apertou nos braços, as duas riram baixinho, especialmente quando a loira começou a dar beijinhos no pescoço de Lena. — Tão cheirosa, hm...

Suspirando, Lena apertou Kara num abraço gostoso e as duas giraram pela cama até a morena ficar por cima da loira, aconchegando-se no peito dela.

— Você também está cheirosa — comentou. — Tem cheirinho de bebê igual o Ben.

Kara riu do comentário e deu um beijo na testa de Lena, deslizando os dedos pelos fios negros.

— Acho que eu fico tanto tempo grudada nele que acabei pegando o cheirinho...

Não demorou mais muito tempo para o pequeno Benjamin acordar e abrir o berreiro, querendo atenção. As duas sorriram uma para a outra antes de se levantarem. Kara pegou o bebê chorão e o aninhou em seu peito, fazendo-o calar-se imediatamente.

— Você gosta de ficar no colo, né meninão? — o bebê de apenas três meses riu, mostrando sua banguela adorável.

— Vou preparar o café da manhã — Lena avisou, aproximando-se dos dois, dando um beijinho suave na boca do bebê e depois na boca de Kara, que riu. — Vai ser um café especial!

— Cheio de gordura e açúcar? — a expectativa nos olhos azuis fizeram Lena revirar os olhos e rir.

— Você só pensa nessas coisas?

As duas seguiram em direção à cozinha. Ben que já tinha uma coordenação melhor dos braços e das pernas ficava pegando no rosto de Kara e tentando puxar como se fosse um brinquedo.

— Na verdade... — Kara sentou com o menino nos braços. — Eu penso muito em uma morena de olhos verdes... — falou com um tom sedutor, brincando e ao mesmo tempo falando a verdade.

Lena sorriu para ela enquanto pegava as coisas que precisava para começar a preparar o café da manhã.

Depois de preparar um pequeno banquete, Lena pegou seu filhote e foi amamenta-lo, sentada à mesa com Kara.

— Sabe o que eu estive pensando esses dias? Que talvez eu devesse voltar para a faculdade, termina-la. Só ficou faltando um semestre — a morena comentou com certa insegurança, querendo saber a opinião de sua melhor amiga.

— Lena! — Kara a olhou com um sorriso enorme. — Isso é ótimo. Eu te apoio totalmente. Você gosta tanto de História e de crianças... E só falta um semestre. Seis meses e você já pode ser a professora mais incrível!

Lena sorriu e olhou com carinho para Kara após ouvi-la. O apoio que a policial lhe dava era tão incondicional que nem sabia como agradecer.

— Pensei em esperar o Ben ficar maiorzinho, ter ao menos uns oito meses... Daí eu voltaria para a faculdade.

— Faça isso! — Kara apertou a mão dela em cima da mesa. — Eu te apoio totalmente. Nós podemos ver seus horários e aí eu posso conversar na delegacia e trocar os meus turnos pra poder ficar com o Ben enquanto você estiver estudando ou podemos arranjar alguém para tomar conta dele. A gente dá um jeitinho.

Enquanto amamentava Ben, Lena encarava Kara como se estivesse diante de um anjo.

— Você não existe, Kara Danvers.

A loira ficou sem graça ao ouvir aquilo, suas bochechas corando fortemente.

***

Após um final de semana “em família”, Kara Danvers chegou saltitante para trabalhar na segunda-feira. Com uma empolgação além do normal, a loira esbanjava sorrisos, ria de tudo até mesmo nos momentos mais impróprios e falava frases positivas aos colegas.

— Por um acaso algo de especial aconteceu sem que eu saiba ou isso é apenas o efeito Lena Luthor? — Barry debochou da amiga enquanto caminhavam em direção à viatura, prontos para fazerem sua ronda.

O bom humor da loirinha era tamanho que ela não se deixaria levar pelas piadinhas do amigo.

— Um pouco de cada, quem sabe?!

— Wow... Que história é essa? O que foi que eu perdi?

Os dois entraram no carro, Kara assumiu o volante.

— Lena e eu tivemos um final de semana incrível. Saímos num encontro sexta-feira.

— Um encontro? — Allen estava perplexo. Por conta da lerdeza e negação da amiga, ele não pensou que as coisas fossem acontecer tão rapidamente. — Tá brincando?

— Não estou. Alex e Maggie ficaram com Benjamin para nós duas sairmos — contou toda empolgada enquanto dirigia. — Foi muito bom! Nós fomos ao boliche e depois ao bar e eu comecei a beber e você sabe quando eu fico quando bebo... Lena bebeu uma cerveja também e de repente a conversa ficou... Uau, a conversa ficou bastante quente, com perguntas impróprias e apostas e...

Kara estava divagando, ficando toda empolgada só de lembrar-se daquela noite. Barry já estava ficando confuso com o relato, mas permanecia atento e curioso.

— Espere aí! Vocês duas foram ao bar? Conversa quente? Kara, não me diga que... — ao ver o sorrisinho de confirmação, Barry ficou de boca aberta. — Oh meu Deus, vocês saíram do zero a zero finalmente!

— Nós nos beijamos! — contou com alegria. — Beijamos muito e foi lindo e foi tão bom e-

beijaram? — o rapaz franziu o cenho. — Com toda essa empolgação sua, eu pensei que...

Kara ruborizou fortemente, parou o carro quando o semáforo fechou.

— Não, nós não... Nós beijamos. Apenas beijamos. Bastante, aliás.

— Oh, sim, compreendo.

Ficaram em silêncio por alguns instantes. Um silêncio constrangedor. Mesmo que Barry fosse seu melhor amigo, Kara nunca teria intimidade suficiente com ele ou com ninguém para conseguir falar de suas intimidades sem corar. Às vezes a policial agia como se fosse uma garotinha virgem...

— E como estão às coisas entre vocês agora? — o amigo quis saber.

— Estão bem. Nós conversamos depois do beijo, pras esclarecer as coisas, não deixa-las confusas... Decidimos ir devagar, sabe? Porque é uma situação delicada... Estamos morando juntas, tem o pequeno Ben e você sabe tudo que aconteceu com Lena... — explicou e Barry se sentiu um tanto quanto burro por ter se esquecido disso por uns instantes ao questionar Kara sobre sexo. Era óbvio que elas não transariam assim tão rapidamente.

— Ir devagar na situação de vocês é a coisa mais certa a se fazer mesmo. Super concordo. E eu estou bem feliz pela minha melhor amiga — falou com um sorriso doce, esticando e tocando o ombro de Kara, que o olhou de relance e sorriu de volta. — Deus sabe o quanto eu torci pra você encontrar alguém decente depois da Lucy...

A loirinha riu.

— Quer dizer que Lena Luthor está aprovada, então? — quis saber.

Aprovadíssima. Eu nunca te vi tão feliz em todos os anos que nos conhecemos. Só os sorrisos que você dava ao falar sobre ela logo quando se conheceram... Eu sabia. Você merece ser feliz, Kara.

Kara tinha de concordar com seu amigo. Sabia que ele estava certo. Era a primeira vez na vida que se sentia feliz assim. Uma felicidade diferente, mais profunda e real do que aquela euforia de adolescente passageira, que se desmanchava com o primeiro raio de realidade. Podia até estar apaixonada por Lena, mas o que estava sentindo não se resumia em paixão. Não estava vivendo uma ilusão baseada em atração e fantasia. Estava vivendo algo real, palpável. Ela morava com Lena Luthor. Estava dividindo sua vida ao lado dela, mesmo que ainda como “amigas”. Ajudava Lena a cuidar de Benjamin. Por Deus, elas dormiam na mesma cama! A quem estava querendo enganar? Era praticamente como se fossem casadas.

***

Lena decidiu ligar para Alex para se desculpar por seu comportamento esquisito na sexta à noite quando voltou da rua com Kara.

— Imagine, não se preocupe com isso — a ruiva disse gentilmente do outro lado da linha. — Só espero que vocês tenham se entendido...

— Oh, sim. Nós nos entendemos! — garantiu sorrindo. — Eu só estava pensativa na hora que chegamos. Precisava processar tudo que tinha acontecido...

— Eu acho que você e Kara tem algo em comum: a lerdeza — brincou a médica, que estava em seu horário de almoço. — Mas que bom que finalmente se entenderam e deram um passo adiante, mesmo que tenha sido com um empurrãozinho.

— Eu devia ter imaginado que você e Maggie não se ofereceriam pra passar uma noite de sexta cuidando do Ben se não tivessem segundas intenções... Vocês são danadas!

Alex riu do outro lado da linha.

— Às vezes gosto de dar uma de cupido...

— Percebi!

Lena estava com Ben em um dos braços e se equilibrava para segurar o telefone com a outra mão.

— Eu acho que Kara não te contou, mas semana que vem é aniversário dela.

— Semana que vem? Que dia? Não, ela não me contou! — Lena ficou surpresa ao ouvir aquilo. — Ela nunca me disse quando é seu aniversário.

— Eu sabia — Alex conhecia bem a irmã que tinha. — Kara tem certo... Trauma com a data. Todo ano ela fica meio tristinha e eu faço algo para animá-la. Mas agora que você apareceu... Talvez você consiga deixa-la realmente feliz nessa data.

Lena ficou intrigada ao ouvir aquilo. Kara nunca havia mencionado seu aniversário e nem contado nenhuma história referente a ele para justificar seu “trauma”.

— Que tal se nós fizéssemos uma festinha surpresa? Nada muito grande, uma reunião aqui em casa com os amigos.

— Acho ótimo! E também com nossa mãe, Eliza. Ela mora no interior, mas virá correndo para o aniversário da Kara, ainda mais se souber da ideia da festa. Nossa mãe sempre quis fazer festa para Kara, mas nunca pode porque sabia que ela não gostaria... — explicou. — Mas se for você a organizadora, eu aposto que ela vai gostar.

— Será? — a morena mordeu o lábio inferior com certo receio. — E se Kara não gostar? Se ela ficar brava?

— Com você? Eu duvido.

Apesar de Alex ter contado sobre o aniversário e incentivar Lena na ideia da festa surpresa, ela não poderia contar a Lena o motivo pelo qual sua irmã não gostava de festejar. Essa particularidade da vida de Kara deveria ser contada por ela própria a sua futura namorada.

***

Com a proximidade de seu aniversário, Kara começou a ficar pensativa. Suas reflexões envolviam a sua relação com Lena. Começou a pensar que desde o início, quando se conheceram, Kara soube praticamente tudo de mais importante que havia ocorrido com a morena, especialmente a tragédia do sequestro. Enquanto que Lena, por sua vez, não sabia nada sobre a loira. Apesar de terem se aproximado, de Lena ter ido morar em sua casa, Kara não costumava falar sobre coisas mais íntimas, como suas dores, por exemplo. E isso era algo que precisava mudar, se a policial pretendia seguir adiante com seja lá o que fosse aquela relação dela com Lena Luthor.

Depois de chegar em casa, Kara tomou um banho e trocou de roupa. Comeu um lanche que Lena havia feito e ficou um pouquinho com Benjamin, ninando-o nos braços até ele dormir.

— Lena, eu queria conversar com você... — a loirinha pediu meio tímida, usando seu pijama de flanela.

Lena estava sentada de lado no sofá com o rosto apoiado na mão.

— Claro, senta aqui — bateu com a mão livre no sofá. — Aconteceu alguma coisa? Você parece preocupada, Kara — avaliou, pensando no telefonema que havia dado para Alex.

Kara sentou no sofá e suspirou.

— É que eu estive pensando em algumas questões e acho que eu sei muita coisa sobre você...

— Isso é ruim? — a morena sorriu. — Eu também sei muitas coisas sobre você, senhorita Danvers. Sei até que perdeu a virgindade com uma garota... — brincou, descontraindo o clima e fazendo a policial rir sem graça.

— É, você sabe isso, mas... Estou querendo dizer que... Há algumas coisas importantes e bastante íntimas sobre mim que você não saiba. E quando digo íntimas, não me refiro nesse sentido de saber com que idade eu perdi a virgindade. Eu quero dizer... — começou a se atrapalhar toda, o que sempre acontecia quando falava sobre coisas importantes. — Quando eu te conheci, a primeira coisa que eu soube foi do que você passou naquele porão — pontuou e Lena estava séria e atenta, lhe encarando. — Depois a segunda coisa que eu soube no hospital foi da sua problemática dinâmica familiar...

— Acho que entendi seu ponto. Logo de cara você foi apresentada aos aspectos mais delicados de minha vida, coisas que não contamos em um primeiro encontro a ninguém.

— Isso! Exatamente isso!

Lena olhava dentro dos olhos azuis fixamente.

— Você está querendo me contar algo delicado da sua vida? — perguntou num tom brando e a loirinha assentiu meio tensa.

— Eu não costumo falar disso com ninguém, poucas pessoas sabem, mas eu sou adotada — confessou, surpreendendo Lena que não imaginou. — Eu não sou uma Danvers “de verdade”. Os pais da Alex me adotaram quando eu tinha doze anos — contou com uma nítida tristeza.

— Nunca imaginei — a morena admitiu enquanto se aproximava mais de Kara no sofá. — Como foi isso?

— Os meus pais morreram no dia do meu aniversário — falou com um nó na garganta, seus olhos se enchendo de lágrimas subitamente. O coração de Lena disparou dolorosamente ao ouvir aquilo. — Nós estávamos indo comemorar... Houve um acidente na estrada... Eu os perdi... — resumiu todo o horror que vivera naquela época.

Lena não pensou apenas se deixou levar pelos seus sentimentos, envolvendo Kara num abraço súbito e apertado. A loirinha abraçou-a com força e se permitiu chorar no ombro da morena, revelando pela primeira vez o seu lado mais frágil.

— Eu fiquei tão sozinha... Me senti tão sozinha por tanto tempo... — confessou entre soluços, desabando nos braços de Luthor.

— Você não está mais sozinha — a morena garantiu, segurando o rosto de Kara entre as mãos e dando um beijo carinhoso em sua testa.



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