História Start of Time - Capítulo 14


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Eliza Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Karlena, Supercorp, Supergirl
Visualizações 130
Palavras 2.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Capítulo 14


Mesmo fazendo terapia, às vezes Lena tinha pesadelos e mesmo sem querer as memórias dos anos difíceis em que viveu em cativeiro vinham à tona, fazendo-a ter crises terríveis onde pensava que nunca mais poderia se sentir segura. Mas então Kara a envolvia nos braços e a segurava até a tormenta passar. A policial fazia isso todos os dias e as noites também quando Lena acordava aos berros. E mesmo quando Lena tinha uma crise longe da policial, ela ligava e a loirinha lhe atendia em qualquer lugar que estivesse pronta para dizer as palavras certas que ajudavam Lena a recuperar a sanidade.

A cada dia estavam mais próximas e unidas. Tirando o fato de não terem estabelecido nomenclatura para sua relação e nem consumado o que estavam sentindo, podia-se dizer claramente que era um casal. Quem quer que as vejam pelas ruas e parques passeando com o pequeno Benjamin chegava a tal conclusão. Houve uma ocasião inclusive que uma senhora parou-as para elogiar Ben e dizer que ele era a cara das duas. Era engraçado porque Benjamin não tinha o mesmo sangue de Kara, mas a cada dia ele se parecia mais com ela. Tinha os mesmos olhos azuis grandes e expressivos e um sorriso adorável com covinhas.

Aos domingos, elas pegavam o pequeno Ben e o filhotinho que carinhosamente Kara chamou de Batman e iam fazer piquenique no parque. Os dois bebês brincavam como se fossem irmãos. Batman enchia Ben de lambidas e se roçava no pequenino, sempre brincalhão e protetor, latindo para quem tentasse se aproximar.

Ben crescia com uma rapidez impressionante. A cada dia parecia maior e mais inteligente. Estava em uma fase que colocava tudo que via pela frente na boca e reconhecia suas mães e o chamado delas. Também havia diminuído consideravelmente suas crises de choro durante as madrugadas, deixando que Lena e Kara descansassem sem serem incomodadas. Já comia papinhas e sopas e dormia a noite toda agarrado a uma almofadinha. Também já conseguia virar-se sozinho e fica sentado quando elas o colocam. O mais engraçado era que Batman também estava crescendo mais a cada dia.

***

Kara chegou em casa com um buquê de rosas vermelhas, um urso de dinossauro embaixo de um braço e uma sacola com donut e biscoitos para cachorro. Ela mal entrou no apartamento e Batman voou em suas pernas, latindo e pulando de empolgação.

— Hey Batman! — ela precisou se equilibrar com todas aquelas coisas para conseguir passar a mão na cabeça do cãozinho. — Saudade de você — falou com uma voz infantil. — Cadê Lena e Ben?

O cachorro latiu mais alto como se entendesse a pergunta e Kara deu um passo à frente, seguindo-o e vendo Lena no chão com Benjamin no colo. Eles estavam brincando com um balde de blocos.

— Kara! — o sorriso de Lena não escondia sua empolgação ao ver a policial. Seus olhos logo caíram e viram as coisas que ela carregava. Então Lena deixou Benjamin encostado em uma almofada e se levantou. — O que é tudo isso?

— Isso aqui é pra você — ela entregou o buquê para a morena com um sorriso. — Isso aqui é pra você — se abaixou perto de Ben e entregou o dinossauro que o menino prontamente agarrou com as mãozinhas gordas.

— Gugugugugu — grunhiu de empolgação.

— E isso aqui é pra você — pegou o pacote de biscoitos e abriu, jogando dois em direção a Batman que correu para comer.

— Está cheia dos presentes hoje — Lena comentou com um lindo sorriso enquanto colocava as rosas em um vaso. — Que aconteceu que está tão animada? — colocou o vaso sobre a mesa se aproximou de Kara, beijando devagarinho os lábios dela.

— Só estou feliz... — sussurrou, abraçando Lena pela cintura. — Você me faz feliz.

Os olhos verdes brilharam e as duas se beijaram mais uma vez, mas foram interrompidas pelos gritos desconexos de Benjamin, que estava praticamente torturando o pobre dinossauro, esmagando-o.

— Acho que ele quer que você brinque com ele — Lena opinou.

— É pra já!

Kara soltou Lena e foi juntar-se ao pequeno Ben no chão.

***

O casamento de Alex e Maggie se aproximava. Alex precisava de ajuda, pois não fazia ideia de como escolher seu vestido, por isso chamou sua irmã e Lena para ajuda-la. Elas foram, deixando Benjamin e Batman sob os cuidados de Eliza, que estava visitando National City com mais frequência a fim de ficar perto de suas filhas e do seu quase neto.

— Eu estou me sentindo ridícula — a ruiva resmungou ao sair do provador com um vestido extremamente apertado que em nada tinha a ver com sua personalidade. — Como alguém pode vestir isso e se sentir bem?

— Bem, algumas mulheres nascem para serem princesas... Já outras... — Kara debochou da irmã, rindo. Lena riu também, mas cutucou a policial.

— Não dê ouvidos a ela, Alex. Você tem que escolher um vestido que combine com você, com sua personalidade. Algo que te deixe confortável num dia tão importante como seu casamento.

— Obrigada pelo suporte, Lena. Ao menos alguém aqui está levando a sério a situação — Alex olhou seriamente para a irmã, mas era tudo brincadeira.

— Vou pegar mais uns vestidos pra você experimentar só pra não dizer que sou uma má irmã...

Kara saiu do provador e foi até a loja buscar outros vestidos. Lena e Alex começaram a conversar.

— Você conquistou mesmo minha irmã. Eu nunca a vi tão feliz antes e achei que ela nunca fosse superar Lucy — a médica comentou sem querer e se arrependeu quando viu a expressão de Lena.

— Lucy?

— Foi a última namorada de Kara — explicou. — Elas quase se casaram.

Lena ficou chocada com aquela revelação, pois a policial nunca havia lhe dito nada a respeito. Sabia que Kara era bissexual e com isso que provavelmente havia namorado mulheres, mas Kara não comentou que chegou quase a se casar com alguém.

— E o que aconteceu? — a morena perguntou em tom baixo, visivelmente incomodada, mas ainda assim curiosa.

Alex fez uma careta. Estava enrascada. Sua irmã provavelmente lhe mataria por ter aberto a boca, mas já era tarde...

— Lucy terminou com Kara as vésperas. Disse que não podia se casar com alguém que não se comprometia — contou.

Mais uma vez Lena se viu sem palavras. Não conseguia imaginar uma Kara Danvers não comprometida, pois desde que a conhecera a loira estava comprometida em ajuda-la.

— Isso não soa como a Kara — Lena admitiu, encarando Alex.

— Bem, ela era diferente há uns anos. Era diferente antes de você aparecer. Kara sempre teve problemas em relações por causa do que aconteceu com seus pais — explicou rapidamente, com medo que a irmã voltasse. — Mas você a mudou, Lena. Eu estou feliz demais por isso. Por vocês.

A morena deu um sorriso fraco e não respondeu nada. Estava pensativa. Ficou receosa após receber aquela notícia. Então Kara Danvers já havia sido noiva e tinha problemas de comprometimento? Lena não sabia como lidar com aquelas informações.

Kara voltou com uma vendedora e vários vestidos e Lena preferiu fingir que nada havia acontecido na ausência dela.

***

Depois de passarem a tarde vendo vestidos, as irmãs Danvers e Lena foram beber com Maggie em um bar que sempre fora o point dos amigos de Kara. Não ficava muito longe de sua casa.

Mesmo sem desconfiar da razão, Kara notou que Lena estava bastante silenciosa e que parecia haver alguma coisa lhe incomodando.

Quando as noivas foram jogar sinuca deixando a policial a sós, Kara decidiu perguntar.

— Você está bem, Lena? Notei que você está aérea desde a última loja que visitamos... — a loira comentou com preocupação.

Lena virou sua dose de whisky antes de responder.

— Está tudo bem, Kara. Só estou pensativa, só isso — deu um sorriso forçado.

— Se quiser conversar... — Kara esticou a mão sobre a mesa até alcançar a dela. — Sabe que estou aqui por você.

— Até quando? — Luthor soltou de repente, assustando Kara que franziu o cenho com a resposta.

— Como assim?

— Até quando vai estar aqui para mim? — Lena puxou sua mão e foi a primeira vez que Kara a sentiu distante de si. A morena estava frágil e com medo. — Desculpa — pediu depressa ao notar que havia explodido. — Me desculpa, Kara. Eu não sei o que me deu...

A loirinha estava visivelmente chateada. Nada respondeu. Lena se viu obrigada a consertar as coisas e dizer a verdade.

— Alex comentou comigo sobre Lucy.

Kara suspirou, começando a entender tudo.

— E te falou sobre o meu péssimo histórico em relacionamentos.

— Desculpa, Kara. Eu não estou aqui para te julgar. É que de repente eu fiquei com medo... — admitiu com um olhar triste. — Com medo de que mais cedo ou mais tarde você se dê conta do tamanho da carga que resolveu assumir e perceba que não é isso o que quer ou que não está preparada.

— Mas eu estou preparada, Lena — garantiu a loira seriamente. — E é isso o que eu quero. Você não vê? Não percebeu ainda? — Kara estava chateada. — Há tanto tempo nós moramos juntas? Meses, Lena. Meses e você não confia em mim?

— É claro que eu confio — a morena agarrou depressa as mãos da policial em cima da mesa. — Não foi isso o que eu disse, Kara... Olha, me desculpa pela maneira que me expressei, não me entenda mal, eu... Eu sou uma idiota.

— Não, não é. Você é linda — sorriu levemente para Lena que sorriu de volta. — Vamos esquecer isso, está bem?

— Está bem!

***

Lena sentia seu corpo todo fervilhar por Kara. A cada beijo, a cada toque era como se suas entranhas queimassem. Uma chama se alastrava por todos os cantos e não havia maneira de apaga-la por mais que tentasse. Chegava a sonhar com os toques de Kara, mas sempre que estavam nos amassos prestes a cruzar a linha, paravam. Lena ainda tinha medo. Tinha medo de ter um surto no meio da noite de amor e estragar tudo. Era a última coisa que queria.

— Vamos tentar fazer devagarinho? — a morena sugeriu a Kara. Estavam trocando beijos apaixonados na cama, suas pernas estavam enroscadas e a mão da loira deslizava pelas costas de Lena.

— Você diz... — Kara não conseguia falar a palavra sexo sem ficar toda sem graça e vermelha. — Você e eu... ?

— Sim — Lena sorriu e beijou Kara mais uma vez, um beijo demorado e gostoso.

Kara impulsionou seus corpos e ficou por cima da morena. Ousadamente suas mãos começaram a apalpá-la intensamente, seus dedos podiam sentir as costelas que se arqueavam devido à respiração alterada de Lena. Delicadamente apertou os seios de Lena. Olhou no rosto dela nesse momento e não havia sinal de rejeição. Kara prosseguiu, sua boca descendo pelo pescoço da morena dando beijos intensos.

A cada instante o coração de Lena se acelerava mais e o seu corpo vibrava. Suas mãos apertavam as omoplatas de Kara enquanto se deleitava com os toques dela. Era tão bom senti-la. Kara era diferente de todos, especialmente do seu sequestrador. Seu toque era gentil, carinhoso e fazia Lena suspirar.

Tudo estava indo perfeitamente bem até o momento de Kara tirar a blusa da morena. Apesar do tempo que estavam vivendo juntas e trocando intimidades, Lena nunca havia ficado nua na frente de Kara. Tinha vergonha de mostrar seu corpo, porque ele tinha marcas dos maus tratos que sofrera.

Lena empurrou Kara e se levantou depressa, pegando a blusa para se cobrir. Não conseguiu vesti-la de tão nervosa, só se pôs a chorar na beira da cama. Kara ficou perdida e preocupada.

— Lena, Lena? — chamava em vão, pois a morena não respondia.

Sentou-se ao lado dela depressa e tocou seu ombro.

— Por favor, Lena... Fale comigo! Eu te machuquei? — a voz da loirinha estava vacilante, estava quase chorando também. — Eu fiz alguma coisa?

Lena não tinha coragem de encará-la. Estava se sentindo horrível. Era humilhante aquela situação. Mas sabia que a loira merecia uma justificativa plausível para mais um de seus surtos, então se levantou e ficou em pé a sua frente, tirando a blusa do caminho para que Kara pudesse ver seu corpo. Havia algumas marcas de pequenos cortes e de queimaduras de cigarro ao longo do seu abdômen.

Kara começou a chorar silenciosamente ao ver aquelas marcas. As lágrimas caíam compulsoriamente de seus olhos azuis. Sem saber o que dizer ou como agir, Kara se deixou levar, erguendo suas mãos lentamente e fazendo menção de tocar Lena. A morena hesitou, mas permitiu, pois sabia que Kara não iria machuca-la. Então a loira pôs as mãos sobre as laterais de seu corpo bem devagar e foi passando a ponta dos dedos por cima das marcas. Nesse momento Kara notou que Lena tinha os olhos fechados e uma expressão de dor tenebrosa em seu rosto.

— Aquele maldito... — Kara cuspiu as palavras com ódio, seu queixo tremendo de tão nervosa. — Ele não tinha o direito... Ninguém tem o direito de fazer isso. Como alguém pode fazer isso? Como alguém pode te machucar?

Lena se recompôs ao ver o estado de Kara. Tocou o rosto dela com ambas as mãos e o ergueu ao mesmo tempo em que se abaixou, mirando os olhos azuis.

— Já passou — sussurrou, dando um beijo em seus lábios e outro em sua testa. — Já passou, meu amor — repetiu ao ver o quão Kara chorava. — Estou bem agora... Estou com você.

Lena abraçou Kara e a loira encostou seu rosto na barriga dela, chorando de soluçar. Foi só ver aquelas marcas e imaginar a dor que Lena tinha sentido para Kara desabar, deixando toda sua fragilidade vir à tona.

— Eu nunca vou mais vou deixar ninguém te machucar — Kara prometeu entre suspiros, apertando fortemente o corpo de Lena, que se abaixou e beijou o topo da cabeça da loirinha. — Vou cuidar de você.

— Você já cuida, meu amor... E eu quero cuidar de você também...

Kara ergueu o rosto para encará-la. Lena sorriu para ela, acariciando seu belo rostinho avermelhado.

— Eu sou? — Kara perguntou de repente, piscando lentamente.

— O quê?

— O seu amor?

— Claro que você é.



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