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História Starting Over. - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Cartas e favores.


POV: Sirius.

Acordei na manhã seguinte e logo os flashes da noite anterior vieram à minha mente. Nós estávamos de volta, Harry tinha uma família e Remo tinha um filho. Um sorriso apareceu em meu rosto.

Quando cheguei a cozinha, Tonks ajudava Gina a servir várias coisas a mesa. Alvo conversava com Lily e Aluado com Teddy. Harry parecia estar louco atrás de alguma coisa. Logo James e Lilian aparecerem e sentaram, me juntei a eles.

- James Sirius Potter! Se eu tiver que ir te buscar.... – começou Gina e logo um garoto desceu sonolento e de pijama.

Harry passava correndo de um lado para o outro como se procurasse algo. Gina suspirou.

- Na cabeceira da cama querido. – ela disse, ele sorriu e subiu correndo voltando rapidamente com um maço de papel em mãos.

- Encontro vocês na Toca daqui a pouco. – disse ele, concordamos. Ele deu um beijo em Gina e nas crianças, abraçando a nós em seguida.

Assim que ele desaparatou, uma coruja passou voando pela janela e depositou uma carta em frente a James e outra em frente a Teddy partindo logo em seguida e em questão de segundos uma outra coruja adentrou o local, despejando uma carta em frente ao mais velho e saindo logo em seguida. James abriu sua carta e deu um sorriso.

- É a carta de Hogwarts. – disse ele animado. Teddy havia recebido duas, quando abriu a primeira uma coisa pesada caiu em seu colo. Era uma insígnia. O garoto analisou-a e leu a carta dando um sorriso.

- Eu sou monitor! – disse sorrindo, Tonks e Remo sorriram orgulhosos.

- Isso é ótimo querido! Ouvi dizer que Victoire tinha chances de ser nomeada também. – falou Gina, o garoto corou e seus cabelos ficaram em um tom vermelho vivo.

- E a outra carta? – perguntou James pegando-a antes que o mais velho pudesse impedir. Ele deu uma risada.

- É da Victoire. – disse ele, Teddy puxou a carta da mão do menino. Ele analisou o papel e sorriu ainda mais vermelho.

- Victoire? – perguntou Tonks desconfiada.

- É minha prima. Filha da tia Fleur e do tio Gui, ela e Ted são bem amigos. – provocou James, Teddy lhe tacou um pedaço de pão. Nós rimos.

- Apesar que todos sabemos que o Teddy tem uma queda por ela. – continuou ele, Pontas gargalhava enquanto Remo apenas sorria.

- James sua peste! Não saia falando bobagens. – disse o jovem Lupin ainda mais vermelho que antes. O Potter apenas ria.

- Deixa de ser chato James, todo mundo sabe que é a Vic quem tem uma queda por ele. – disse Lilian Luna, o garoto suspirou derrotado. Nós apenas gargalhávamos da cena.

Mais tarde naquele dia nós fomos para a Toca e depois de muitas lágrimas, reencontros e conversas. As pessoas pareciam finalmente ter se acostumado com nosso rosto. Pouco depois do almoço o último dos Weasleys chegou, Gui apareceu acompanhado de Fleur e seus três filhos.

- Teddy! – disse uma loira abraçando o garoto. O mesmo retribuiu e corou, mas conseguiu manter os cabelos azuis. James fazia barulhos de beijos para provoca-lo e nós apenas riamos.

Eles passaram pelo choque de nos ver e então Teddy se aproximou com a garota.

- Vic, esses são meus pais. Ninfadora e Remo. – apresentou ele, a loira sorriu.

- É um prazer. Me chamo Victoire. – apresentou-se ela, Tonks sorriu e Remo lançou um olhar divertido ao filho.

- Prazer é nosso. Ouvimos dizer que você e Teddy são ótimos amigos – começou Ninfadora, a garota sorriu animada.

- Sim, somos excelentes amigos! Eu até mandei uma coruja para contar que havia sido nomeada monitora! Fiquei tão feliz que não consegui esperar. – respondeu ela bem animada. Tonks riu.

- Isso é ótimo! Vocês são da mesma casa? – perguntou Dora ainda sorrindo.

- Não, não. Eu sou da corvinal. – respondeu a loira, Remo lançou um olhar de canto ao filho que não parecia conseguir tirar os olhos da loira, eu segurei o riso. A garota conversou conosco mais um tempo e então pediu licença para ir cumprimentar os outros.

- Ela é linda! – murmurou Tonks animada, Teddy corou e sorriu.

- Eu sei. E aparentemente os outros meninos de Hogwarts também. – respondeu ele suspirando. Tonks sorriu e Remo deu tapinhas amigáveis em seu ombro.

O dia pareceu passar voando. Todos se divertiram muito e estavam muito felizes, até mesmo a professora Minerva (que agora era diretora), apareceu para nos ver e eu pude jurar ver lágrimas em seus olhos quando nos cumprimentou. Tarde da noite nós retornamos para casa felizes e exaustos.

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O resto das férias foi um caos total. O mundo bruxo estava abismado com o fato de estarmos de volta, as notícias voavam e as pessoas se perguntavam o que poderia ter acontecido. Todos pareciam estar em busca de uma explicação que soasse plausível. Eu não julgava, eu estava ali e não fazia ideia do como ou porquê. Certa tarde nós estávamos todos na sala de estar conversando quando a visita inesperada de alguém nos pegou de surpresa.

- Lamento aparecer assim sem avisar, mas dadas as circunstâncias. – começou professora Minerva. Gina silenciou a sala e trancou a porta. As crianças felizmente estavam jogando quadribol com George, então não apareceriam aqui tão cedo.

A diretora se virou para nós nervosamente.

- Recentemente, enquanto investigávamos o retorno inexplicável de vocês encontramos algo interessante. Uma garota, para ser mais exata – começou ela.

- Encontramos fotos dela na casa de uma família que foi morta por comensais da morte em Godric’s Hollow, na noite em que vocês voltaram. – explicou.

- Como não ficamos sabendo disso? Nós estávamos investigando – perguntou Harry, Minerva sorriu.

- Não achamos que fosse ser nada demais. Com tudo o que aconteceu, concordamos em ceder um tempo para você passar com a sua família. – explicou ela. Harry sorriu levemente.

- Mas algo nos preocupou. Quando chegamos ao local haviam cinco comensais mortos e nenhum sinal de luta no andar de cima. Não havia corpos além eles. Não entendemos o que poderia ter acontecido, encontramos fotos da família e vimos que devia haver uma criança no local. Colocamos um alerta para encontra-la e logo ela apareceu em uma igreja próxima a casa. – contou Minerva.

- Quando a questionamos ela disse estar sozinha na casa quando foi atacada e bem.... Teria cometido os assassinatos. O que nos preocupou foi como uma garota de dez anos sem conhecimento algum em magia conseguiu matar cinco comensais da morte experientes sozinha. – concluiu ela e todos permaneceram em silêncio. Mesmo sendo poderoso e habilidoso, duelar com comensais da morte não era uma tarefe fácil. Agora mata-los? Isso exigia muito poder ou muita sorte.

- Mas enfim; por mais que isso seja importante não foi o motivo pelo qual eu vim. – falou ela, franzi o cenho.

- Aconteceu alguma coisa a mais? – questionei, ela concordou.

- Recebi uma carta alguns dias atrás. Tentei rastrear quem poderia ter enviado, mas não obtive resposta. Recorri ao ministério, mas eles disseram que não conseguiriam ajudar. – continuou a mulher tirando um pedaço de pergaminho do meio das vestes.

“ Cara diretora.

Acredito que a esta altura já tenha vindo a encontrar minha neta. Venho por meio desta fazer um aviso e pedir um favor; mantenha-a segura. Há alguns anos nós estamos sendo seguidos por comensais da morte incansavelmente e agora eu diria que eles obtiveram êxito em parte de seu propósito. Minha filha está morta e seu marido também, mas minha neta precisa continuar viva para seguir seu destino. A linha tênue entre a vida e a morte torna nossa família amaldiçoada. Não há muito o que ser explicado no momento, quando a hora chegar vocês vão entender. No entanto me sinto na obrigação de alertá-la; o poder se não controlado e entendido pode vir a destruir ou cegar alguém. Até mesmo o coração mais puro pode ser corrompido pelas trevas. Termino tranquilizando que suas memórias podem ter sido alteradas, mas no momento certo ela entenderá sua posição e vocês também.

Desejando-lhe o melhor me despeço.”

Leu Minerva, nós ficamos em silêncio por algum tempo até ela retornar a falar.

- Ela ingressará em seu primeiro ano em Hogwarts e eu não sei o que fazer. – disse ela suspirando.

- O último professor de defesa contra as artes das trevas foi um tremendo fracasso; eu não consigo dar total atenção as minhas funções de diretora e professora; madame Hooch e Fillius vão se aposentar. Eu vim em busca de um conselho ou alguma ideia, pois não importa o quanto eu pense sobre isso só consigo imaginar que estaria expondo os outros ao perigo – falou ela preocupada. Lily deu um sorriso.

- É claro que nós ajudaremos. Estaremos mais do que felizes em lecionar na escola, se a senhora permitir. – disse Lily, olhamos para ela. Minerva parecia ter um brilho de esperança no olhar.

- Eu não posso pedir uma coisa dessas Lily. Não seria justo com vocês. Vocês têm tanta coisa para conversar, e eu não acho que seria justo priva-los disso. – continuou a diretora, a ruiva sorriu.

- Eu entendo que meu filho tem as obrigações dele. E é nosso dever ajudar como pudermos. – respondeu Lily, James concordou e Harry sorriu.

- Devemos fazer o que é certo. Nós estamos aqui e teremos muito tempo para compensar o que perdemos. – concordou Harry, Gina sorriu e segurou sua mão.

- Além do mais, se essa menina é tão poderosa quanto dizem eu acho que devíamos manter um olho nela e tentar descobrir se ela tem alguma relação com o que houve. E bem... Eu sempre quis dar aulas. – falou a ruiva sorrindo, James riu.

- Eu concordo com ela. Aliás; ouvi dizer que você era um excelente professor. – disse Tonks, Aluado parecia nervoso.

- Acho que talvez não seja uma boa ideia, para mim pelo menos. – falou ele.

- Eu acho uma excelente ideia. É um professor incrível. – concordou Harry, Remo sorriu.

- Pense que as pessoas vão ligar mais pelo fato de você já ter morrido, do que você ser um lobisomem – comentou Pontas, concordei.

- Além do mais, nós estaríamos com você. – falei e Remo sorriu.

- Você? Sendo professor? – comentou Aluado, fiz uma careta.

- Eu seria um excelente professor. – resmunguei e eles riram.

- Nós vamos. – disse James por fim, Minerva.... Sorriu?

- Obrigada. – disse ela.

Após nossa pequena reunião e a diretora McGonagall ir embora nós decidimos aproveitar o dia para jogar quadribol com as crianças e eu devo dizer que foi extremamente proveitoso. O dia passou rapidamente e logo já era noite. Nós tivemos um jantar em família muito divertido com James expondo o amor platônico que o jovem Lupin nutria por sua amiga de infância. O rapaz embora envergonhado não contradizia nada e sua mãe parecia achar a história extremamente romântica. Quando estávamos todos cansados demais para continuar a conversa resolvemos dormir.

 



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