História Stay - Capítulo 21


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Categorias Gabriel Jesus, Neymar, Philippe Coutinho
Personagens Philippe Coutinho
Tags Philippe Coutinho
Visualizações 178
Palavras 1.299
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Perigo


Fanfic / Fanfiction Stay - Capítulo 21 - Perigo

Desci as escadas do ônibus extasiado. Eu já havia ouvido "eu te amo", de muitas formas diferentes. De muitas pessoas diferentes.. Mas o dela, sei lá.. Foi tão sincero, tão transparente, que meu coração se acendeu. 

Aine não era o meu primeiro amor, não era a minha primeira saudade, e não foi dela que ouvi o primeiro eu te amo. Mas foi ela, que me ensinou que nas mínimas coisas, tudo se torna perfeito.  

Ela era a minha vida agora, e eu iria protege-la, de um jeito ou de outro. 

Caminhei até o vestiário e pendurei minha mochila no armário. Gabriel estava sentado, ouvindo música, quando percebeu minha presensa retirou seus fones, voltando sua atenção para mim. 

- Qual foi cabeça? Que cara é essa? -Gabriel disse, ao perceber-me sorridente. 

- Não, nada. 

Gabriel estudava-me atentamente. Era difícil concentrar-me em não rir com ele me olhando daquele jeito. Levantei do banco e fui ao banheiro, senti o olhar de Gabriel acompanhar-me, de longe..

- Eu vou descobrir, Couto. Tu fica esperto. 

Gabriel ria enquanto me via fugir da situação. Gargalhei sozinho, entrei no banheiro e caminhei até frente do espelho. 

Ouvi um dos chuveiros, acompanhado de um canto, semelhante a um bezerro. 

- Mel, tua boca tem o mel.. E melhor sabor não ha.. 🎶

- Cara, já te disseram que você é um péssimo cantor? -eu disse, ao reconhecer a voz de Casemiro. 

- Ah cala a boca. 

Casemiro saiu do chuveiro rindo, com uma toalha amarrada na cintura. Parou em frente ao espelho e apanhou a gilette, logo, desenhou-a sobre seu rosto, tirando a barba. 

Casemiro encarava-me pelo espelho, tentando entender o porque de eu estar tão sorridente. 

- Vamos lá, garoto. Me conta. -parou, olhando-me. 

- Contar o que? 

- A última vez que te vi sorrindo assim, estávamos em Las Vegas. Bêbados. 

- Ah cara.. 

Respirei fundo e recostei sobre a bancada da pia. Cruzei os braços e encarei ao redor.. 

- Aine disse "eu te amo." 

- O que? -ele disse, surpreso. 

- E eu disse "eu te amo" de volta. 

- Que?! 

Casemiro largou a gilette na pia e encarou-me, virou-se de frente para mim e pos suas mãos em seu rosto. 

- Ta brincando ne?

- Pior que não mano. E tô pra te falar em.. Eu tô encantadão, real 

- Ah não, Couto. Assim não tem como eu te defender. Lembre do nosso lema, "uma vez dog mal, sempre dog mal" 

- Eu sei. Mas sei lá, cara.. Ela é tão diferente. Ela é tão doce, tão objetiva. Quando estou com ela eu me sinto tão.. tão.. 

- Retardado. 

- É.. Retardado. -Eu disse, soltando o ar.. - Não, pera, retardado não fi. 

Casemiro olhou-me e riu, incontrolavelmente. Idiota. 

Fiquei ali, parado, feito estátua, esperando a boa vontade de Casemiro parar de rir feito uma foca. 

- Eu tô zoando contigo, mano. 

Casemiro se recompôs e lavou seu rosto, pegou uma toalha de rosto e me encarou.. 

- Cara, sou seu melhor amigo desde que eu me entendo por gente. Não há ninguém nesse mundo, que merece tanto ser feliz como você. E se essa garota te faz feliz, bom, então eu também fico feliz. Só espero que ela não me encha o saco de novo porque se não eu quebro aquele projeto de gente no meio. 

Gargalhei com sua sinceridade. 

Casemiro se secou e apanhou suas roupas em cima da pia, voltou para o banheiro e se trocou.. 

- Essa garota é foda, e merece um cara feito você. Mas já vou avisando que se me trocaram eu quebro a cabeça de vocês. 

- Valeu cara. 

Sorri, espontaneamente. Era incrível saber que, apesar de tudo, Casemiro sempre estaria comigo. 

Saí do transe quando ouvi Tite chamar o time. Deixei meu celular no armário e caminhei até os gramados. 

O estádio estava lotado, bandeiras, cornetas, faixas, cânticos.. Era de se emocionar. 

Meu olhar vasculhou a arquibancada incansavelmente, a procura de Aine. Era difícil me concentrar sabendo que a qualquer momento, Marcos saberia que ela não havia cumprido o combinado. Meu maior medo, era de ele fazer algo com ela. 

Saí do transe quando ouvi o árbitro apitar, autorizando o início do primeiro tempo. Merda. 


Aine Figueiredo. 

Saí do ônibus e fui direto para a arquibancada. Me sentei na primeira fila, por incrível que pareça, o camorote não estava tão cheio assim. 

Os meninos estavam focados, meu olhar ia de encontro com Philippe naturalmente, meu coração só faltava sair pela boca. Olhei ao redor, nem sinal de Marcos, James, ou Bruno. 

O jogo começou com tudo, o semblante de Philippe era de preocupação, era nítido. Seu rendimento no jogo estava péssimo, ele mal aparecia. Criava jogadas, mas errava os passes. 

O time adversário vinha pra cima, sem dó. Num deslize, a bola saiu pela linha de rindo. Escanteio

Philippe aproveitou a deixa e foi para a área. Seu olhar vasculhou a arquibancada, rapidamente, até se encontrar com o meu. 

Meu coração se acendeu. 

Philippe sorriu, soltando o ar aliviado. 

- Você consegue. -Gesticulei, vagarosamente. 

Phil voltou para a área à espera da autorização do juiz. No soar do apito, Wilian chutou a bola curvada, ela veio, rapidamente, bateu na cabeça de Philippe, enchendo a rede. Gol! Porra! 

A torcida explodiu na mesma hora. Os jogadores vieram para cima de Philippe, se jogando em cima dele. 

Eu os olhava com orgulho, era inevitável. Philippe se livrou dos meninos e veio em minha direção, meu coração saltava. 

O mesmo parou em frente ao vidro, que protegia a arquibancada do camarote. Apoio suas mãos no mesmo e ali ficou, frente a frente comigo. Levantei minhas mãos e as apoiei no vidro também, encontrando-as com as dele. 

Sorri ao ve-lo ali, sem ligar com os repórteres, com a galera que estava ali para assistir o jogo, meu pai, os meninos..

- Eu te amo. -ele gesticulou, do outro lado do vidro. 

Acenti com a cabeça e dei-lhe um sorriso largo. Não bastou mais nada para ele entender meu recado. 

Philippe saiu dali e voltou para os gramados, alguns fotógrafos se aproximaram da arquibancada para tirar algumas fotos minhas, socorro. 

Quando a poeira abaixou, o juiz apitou para o retorno do jogo. Ainda faltava alguns minutos para o fim do primeiro tempo. 

Fiquei ali, com os olhos vidrados, focada em cada lance, cada passe. 

Saí do transe quando senti uma mão tocar a base das minhas costas. Meu corpo estremesseu no mesmo instante, respirei fundo, até sentir sua voz, rente à meu ouvido. 

- Sentiu saudades de mim? 

James estava ali, frio, sério. Meu coração batia forte, o medo tomou conta de meu corpo. Minhas mãos suavam, minha respiração era pesada. 

- Tire suas mãos de mim. -tentei parecer o mais firme possível. 

James segurou meus braços e me fez virar-me de frente para ele. Olhei ao redor da arquibancada, só havia eu ali. 

James tentava parecer o mais normal possível, o vidro nos dava a visão perfeita para o campo, e era inevitável saber que algo estava rolando se ele me agredisse ali. 

- Minha doce Aine.. -passou a mão em meu rosto.. - Eu pensava que você era esperta. 

James balançou a cabeça e sorriu, encarando-me, fixo. Me puxou para ele e olhou ao redor.

- Você vem comigo. 

- Me solta!

James me deu um tranco, puxou-me forte para seu peito. Segurou minha mão e a levou calmamente para seu bolso, fazendo-me apalpar. Senti a ponta da arma e senti meu corpo vibrar. 

- O que você vai fazer comigo? 

Tentei dizer, trêmula. 

James não disse absolutamente nada. Pagou-me pela cintura e sussurrou em meu ouvido: "haja naturalmente". 

O mesmo guiou-me para fora da arquibancada, eu tinha certeza de que James era louco o suficiente para fazer uma loucura. Mas meu pensamento agora, não era em mim, era em Philippe. 



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