História Stay - Capítulo 22


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Categorias Gabriel Jesus, Neymar, Philippe Coutinho
Personagens Philippe Coutinho
Tags Philippe Coutinho
Visualizações 162
Palavras 1.172
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Fuga


Fanfic / Fanfiction Stay - Capítulo 22 - Fuga

Philippe Coutinho. 

O juiz apitou o final do primeiro tempo. Os meninos se aliviaram um pouco, mas a pressão ainda era forte. Saí dos gramados e peguei minha garrafa de água, que a comissão estava distribuindo, eu estava exausto, esse primeiro tempo foi difícil. A marcação estava forte. 

Meu olhar se voltou diretamente para a arquibancada. Vasculhou a mesma freneticamente, até perceber que Aine não estava mais ali. 

Uma sensação ruim tomou conta de mim. Eu sabia que Marcos estava perambulando pelo estádio, e consequentemente já sabia que ela não havia cumprido o acordo. Saí do campo feito louco, ouvi Tite gritar-me dos gramados, chamando minha atenção, mas eu não estava nem um pouco preocupado com isso. 

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 


Aine Figueiredo. 

James segurou minha mão e conduziu-me até os corredores. Minha vontade era de gritar por socorro, esperniar e soca-lo até a morte, mas eu sabia o quão louco ele era, para deixar-se ser vencido. 

James empurrou a enorme porta do estádio, que dava direto ao estacionamento na parte de trás. Já havia anoitecido, olhei ao redor na esperança de encontrar algum segurança, mas não havia ninguém, droga. 

Minha respiração estava falha, eu tentava bolar alguma coisa, mas minha mente não conseguia formar idéias concretas. 

Caminhei com ele até chegar a um carro, preto. Pude ouvir a voz de Bruno soar de dentro, a partir dali o desespero tomou conta de mim. Num deslize, James soltou-me para abrir a porta, aproveitei a deixa e saí correndo, loucamente. 

Não consegui pensar em mais nada. Minhas pernas são curtas, não seriam rápidas o suficiente para poder despista-lo. Meu coração disparou quando ouvi seus gritos se aproximarem 

- Pega ela! 

Acelerei mais um pouco, sem olhar para trás. Cheguei próximo à um portal que dava entrada para a área de serviço, bati no mesmo, desesperadamente. Estava trancado. 

Olhei para o lado e observei uma cassamba de lixo, subi em cima da mesma e escalei o portão. Olhei para baixo, era alto demais para pular, mas era minha única opção. 

Pulei, sem pensar. 

O ar gelado bateu forte contra meu peito, logo, senti o impacto do chão. A dor tomou conta do meu corpo, eu não conseguia sentir minhas pernas. 

Eu precisava levantar, precisava continuar a correr, mas eu não tinha forças suficientes para isso. 

Ouvi as vozes de James e Bruno se aproximarem. Me arrastei com dificuldade até atrás de uma cassamba de lixo, recostei na mesma e prendi a respiração. 

O portão era meio entre-aberto. Se escostasse perto, dava-se para ver o lado de dentro, coberto por várias cassambas de lixo. Meu coração acelerou quando vi a sombra de James se aproximar do portão.. 

Olhei para minhas pernas, elas doiam feito nunca. Minha pancada contra o chão foi forte demais. 

Eu não conseguia pensar em nada, não conseguia me mexer. Eu só queria que aquele pesadelo acabasse logo, só queria fechar os olhos, e quando abrir, ter a certeza de que aquilo era só um pesadelo. 

Saí do transe quando senti uma mão tocar-me. O desespero tomou conta de meu corpo, respirei fundo, me debatendo forte. 

- Hey, ta tudo bem. Xi, sou eu.. Sou eu..  

Abri os olhos rapidamente, soltei o ar aliviada quando vi Philippe ali, na minha frente. 

- Eles te machucaram? O que houve?

As palavras pareciam fugir de meus lábios. Eu não conseguia dizer nada. Quando abria os lábios, pareciam secar-se. Philippe olhou em meus olhos, ele entendeu o recado quando percebeu que eu já não conseguia segurar as lágrimas. 

- Ele vai me matar. 

- Meu amor, calma. Me conta, respira.. O que houve? 

- Ele está aqui, ele quer me matar! Me tira daqui! 

- Quem? Quem quer te matar? 

Philippe olhou ao redor, saiu do transe quando escutou a voz de James, sussurrar do outro lado do portão. Não bastou mais nenhuma palavra para ele entender o recado.

Phil apressou-se e me pegou em seus braços. Olhou ao redor tentando procurar alguma saída, mas não tinha. 

- Calma, eu vou te tirar daqui. -disse, tentando me acalmar. 

Tombei minha cabeça em seu peito, o impacto do chão tinha sido tão grande que eu mal conseguia ficar em pé. 

Acompanhei a situação com os olhos semirrados. Philippe deu a volta e chutou uma espécie de placa de ferro, que tampava a vista pra rua. Phil encheu seu pé, dando vários chutes. Depois de um tempo, a placa se rompeu, nos dando acesso a rua. 

Phil correu comigo em seus braços até o estacionamento, parou em frente aquele monte de carros e desesperou-se. 

- O carro do papai. -tentei dizer 

- Nem pensar que vou usar o carro do seu pai. 

- Olha eles ali! Corre! -Phil saiu do transe quando ouviu a voz de James. 

O mesmo mudou de ideia quando percebeu que a situação havia se complicado. Philippe correu e parou em frente ao carro, me pos no chão e tentou abrir a porta. 

- Ta trancado. 

Coloquei as mãos em meu bolso com dificuldade, papai sempre deixava a chave do carro comigo. Tirei-as e entreguei a Philippe. 

Phil tremia feito louco, a preocupação dele estava o deixando fora de si. Abri a porta do passageiro e entrei com dificuldade, Phil rodeeo o carro e entrou rapidamente, ligando-o. 

Philippe pisou fundo no acelerador, o carro arrancou com tudo, deixando marcas no asfalto. 

O mesmo saiu do estádio e entrou na pista. Eu fiquei me perguntando o que diria ao papai depois que voltassemos. 

- O que aconteceu? -Ele disse, olhando-me, fixo.

- James me pegou na arquibancada, tentei fugir mas não deu muito certo 

Percebi a preocupação no olhar de Philippe. O mesmo apertou o volante com força, mas que.. Droga! 

- Está tudo bem, ele não seria louco o suficiente para nos seguir. 

- Philippe? 

- E outra, tem câmeras pelo estádio, com certeza alguma deve ter registrado a hora que ele te pegou.. 

- Philippe? 

- É só mantermos a calma, vai dar tudo certo. Vamos voltar para o estádio, esquecer tudo isso e voltarmos à nossa rotina. 

- Tem certeza? -eu disse, encarando o retrovisor 

- Tenho. 

- Eu não teria tanta certeza assim 

- Por que? 

- Porque acho que eles estão atrás de nós..

Philippe olhou rapidamente para o retrovisor, percebeu a movimentação e logo tirou suas conclusões. James e Bruno estavam logo atrás de nós. Droga!

Philippe pisou fundo, ele já não conseguia disfarçar o quanto estava preocupado. Phil virou o volante e entrou em uma estrada de terra, mas o carro de James persistia em se aproximar. 

- Pra onde você vai? -eu disse, desesperada. 

Philippe não dizia nada. Estava vidrado na estrada. A cada minuto que passava, íamos nos distanciando ainda mais da pista. 

Saí do transe quando Philippe entrou com o carro no meio do mato, parou o mesmo e abriu a porta. 

- Desce do carro. 

- Que?! 

- Não temos tempo, vem! 





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