História Stay high - Imagine Kihyun - Capítulo 1


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Categorias Monsta X
Personagens Ki Hyun
Tags Kihyun, Monsta X
Visualizações 32
Palavras 2.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa não foi a melhor que eu escrevi, mas eu estava muito sentida na hora de escrever. Eu estava chorando para um caralho, então peguem leve. Espero que gostem.

Rozezz.

Capítulo 1 - I need to be high


Stay high

 

Acordei meio tonta, com uma ressaca forte. Não me lembrava de nada da noite anterior. Me dirigi ao banheiro, cambaleando para os lados. Tentava me manter firme sobre minhas pernas, mas falhava. Assim que consegui chegar ou cômodo, me ajoelhei na frente do vaso sanitário e senti uma ânsia de vômito invadir meu estômago, logo, abrindo a tampa e colocando tudo para fora. 

 

Esse era meu problema. Eu tinha que me manter chapada o tempo todo para o esquecer. Era sempre assim. Todas as noites. Meu trabalho era no turno da tarde, então eu não me preocupava. Sempre tentando me embebedar para esquecer Kihyun. 

 

Assim que terminei, me levantei com dificuldade. Liguei a torneira e deixei que a água quente enchesse a banheira. Assim que desliguei, entrei em meio a espuma, encostando minha cabeça no mármore. Eu estava passando mal e estava sozinha. Eu tentava lembrar de como eu tinha ficado daquela maneira, mas minha cabeça doía ainda mais.

 

Meu celular começou a vibrar ao meu lado. Era minha amiga. “Deve ser mais uma festa ou algo assim.” Pensava. Atendi a ligação e a ouvi me chamar para uma boate que acabara de abrir. 

 

- Eu não vou... Eu estou cansada, e mal consigo raciocinar direito. Fica para a próxima, Eun-Ji.

 

- Você que sabe, S/N...

 

Desliguei o aparelho e saí da banheira. Me sequei e coloquei um moletom branco simples, um short jeans e um converse vermelho. Eu não queria estar muito arrumada. Nem me importava mais com o que vestia. Fui até a cozinha, fiz um café e o bebi de pouco em pouco. Eu precisava ir ao mercado, e para isso teria que pegar o metrô. 

 

Saí de casa e andei até o a estação. No meio do caminho, pensava sobre coisas aleatórias, e algumas lembranças do dia anterior vieram a minha cabeça. Não tinha feito nada muito ruim. Como todos os dias, eu tinha ficado bêbada com meus amigos. 

 

Ao chegar lá, pude ter a pior visão que eu poderia ter em toda minha vida. Kihyun, estava com outra garota. Fiquei parada ali por um tempo, tentando assimilar aquela cena. Ele me olhou, e deixou que um semblante surpreso tomasse conta de seu rosto. A aquele ponto, eu já estava chorando. Ele vinha em minha direção, e a única coisa que me veio à cabeça era fugir dali. 

 

Eu não me importava mais de tinha que fazer compras, apenas queria esquecer. Voltei para casa e liguei para Eun-Ji. Eu queria beber para esquecer daquele momento. Combinamos o horário, e assim que desliguei, comecei a me arrumar. Coloquei um vestido curto preto, de mangas largas e um salto da mesma cor. Fiz uma maquiagem carregada e coloquei um batom vermelho vibrante. Eu evitava chorar, para não borrar meu rosto, mas foi inevitável, então, apenas limpei com um lenço os resquícios do líquido. 

 

Saí de minha residência novamente e entrei no carro de Eun-Ji, que já me esperava. Minhas amigas cantavam uma música animada, enquanto eu observava a vista pela janela. Quando menos percebi, já estávamos dentro do estabelecimento. Era escuro, e o som estava alto. Tinha que gritar para conversar com o barman. Eu estava com um copo de vodka na mão, o virando totalmente. 

 

- S/N, experimente esse!

 

- O que é?

 

- Você vai amar, confie em mim!

 

O copo continha algo roxo e tinha um cheiro doce. Beberiquei um pouco, e senti tonta. De fato, não parecia algo normal.

 

- O que é?!

 

- É codeína e sprite! As pessoas chamam de Purple drank ou Lean.

 

- Você me drogou?!

 

Fui diretamente ao banheiro e coloquei o dedo em minha garganta. Eu não queria chegar ao ponto de usar drogas, então botei tudo para fora novamente.

 

Saí do banheiro e fui em direção a saída. Ao passar pela pista de dança, senti diversas pessoas passando a mão por minha bunda e minha cintura, mas eu não ligava. Eu apenas tentava sair dali. Assim que encontrei Eun-Ji, disse queria ir para casa. A mesma concordou e sumiu em meio do pessoal. 

 

Me dirigi até a porta e saí do lugar. Eu estava cansada. Cansada de tentar esquecer Kihyun daquela maneira. Cansada de sair do controle do meu próprio corpo. Cansada de tudo.

 

Eu andava sem rumo, completamente perdida. Estava tarde e não havia uma alma viva sequer. Eu estava tonta, ainda sob o efeito das bebidas. Cansada, me encostei na parede de um estabelecimento. Peguei um analgésico em minha bolsa e o engoli. Abaixei minha cabeça e deixei minhas lágrimas escorrerem por minhas bochechas. Eu não queria mais viver aquilo. Eu apenas queria Kihyun de volta.

 

Meu braço foi puxado para dentro de um beco. Era um homem alto, e ele cheirava a álcool, assim como eu.

 

- Olá, gracinha... O que faz sozinha na rua a essa hora?

 

- Me deixe em paz... Eu só quero ir para casa!

 

Ele me prendia na parede e deslizava suas mãos até minhas partes traseiras. Eu tentava me soltar, mas ele não permitia. 

 

- Você é tão linda... Que tal irmos para a minha casa? Vamos nos divertir, acredite.

 

- Me solte!

 

Seu semblante se tornou irritado. Ele deferiu um tapa em meu rosto e me forçou a beija-lo. Mordi seu lábios, logo sentindo um gosto metálico em minha boca. 

 

- Ora, sua...

 

Ele levantou seu punho, pronto para me dar um soco, mas foi impedido por alguém. Quando parei para assimilar o momento, ele já estava no chão. Olhei para o lado e vi Kihyun. Ele parecia irritado. Eu estava ofegante, mal sabia o que pensar. Me senti tonta mais uma vez, e logo, tudo se tornou escuridão. 

 

(...)

 

Abri meus olhos lentamente. Minha cabeça doía tanto quanto na noite anterior. Eu não estava em minha casa, mas era um ambiente familiar. Me levantei com dificuldade e fui até a porta, a abrindo silenciosamente. Não havia ninguém. Andei até a sala de estar, com um pouco de receio. Eu ouvi alguns ruídos na cozinha, o que me fez dar um passo para a direção contrária. Meu coração estava acelerado. Não sabia o que esperar. Quando dei mais um passo, esbarrei em um vaso, que caiu, consequentemente quebrando.

 

- O que foi isso?

 

A voz que soava da cozinha era familiar.  A porta  foi aberta, revelando Kihyun. Ele parecia assustado. Veio em minha direção rapidamente, me tirando de perto dos cacos de vidro.

 

- Tome mais cuidado, S/N, você vai acabar se cortando!

 

- M-me desculpe...

 

Essas foram as únicas palavras que consegui dizer. Eu estava sem fala. Não esperava que fosse Kihyun, afinal, nosso relacionamento era algo do passado.

 

Ele me olhou e voltou para a cozinha. 

 

- Venha comer.

 

Foram as únicas coisas que ouvi. Fui em direção ao cômodo e me sentei a mesa. Ele comia em silêncio, assim como eu. Trocávamos olhares de vez em quando, mas nada além disso. 

 

- Eu já vou indo...

 

Me levantei, indo até a porta. Ele se levantou em um movimento brusco e segurou meu pulso. 

 

- Espera! 

 

O olhei com os olhos marejados. Não queria que ele me visse chorando. Seu semblante se tornou preocupado, e assim ele me abraçou.

 

- Sobre aquele dia no metrô. Não é o que pensa..

 

O empurrei e me virei de costas. Eu soluçava e deixava que minhas lágrimas escorressem. 

 

- Eu sei o que vi, Kihyun... Você ama outra pessoa. Você apenas seguiu sua vida! E eu devia ter feito o mesmo...

 

- Não é isso! Ela era apenas uma amiga! Eu sei que fui um idiota por ter terminado nosso namoro. Eu só estava inseguro. Eu... Ainda te amo.

 

Aquelas palavras me fizeram desabar ao choro. Eu me recusava a acreditar que ele ainda me amava. Aquilo não soava como a verdade para mim. 

 

- Não minta para mim, Kihyun! Você só está com dó de mim, por que me viu daquela maneira na estação! 

 

- Kihyun, quem está aí?

 

Uma garota morena e alta desceu as escadas, apenas com uma blusa de Kihyun. Eu a olhei por alguns segundos, e logo voltei minha atenção a ele. 

 

- Eu tenho certeza de que não me ama mais, Kihyun...

 

- S/N, eu posso explicar...

 

Neguei com a cabeça lentamente e saí da casa de Kihyun. Ver aquela garota, quebrou meu coração. Eu corria em direção a minha casa, chorando. Saber que eu tinha o perdido totalmente era horrível. A sensação de que eu ficaria sozinha era deprimente. Eu o queria, e isso não era nenhum segredo.

 

Ao chegar em casa, peguei uma garrafa de vodka na geladeira e a virei na garganta. A ardência era algo irritante. Apertei os olhos e voltei a chorar. As dores invadiram minha cabeça, me fazendo gemer de dor. Fui até a cozinha novamente e peguei meus analgésicos. 

 

Aquelas pílulas pertenciam a minha irmã, que faleceu de overdose. Eu não ligava se morreria ou não, apenas queria que as dores acabassem. Depois de algumas horas, ouvi algumas batidas na porta. Não queria atender. Eu não queria ver ninguém. 

 

- S/N, abra a porta, eu sei que está aí!

 

Era Kihyun. Lentamente fui até a entrada e a abri. Ele estava com a respiração ofegante, e suado. Ele parecia ter corrido até minha casa. 

 

- O que quer?

 

Perguntei com a cabeça baixa e com a Vodka na mão. As pílulas estavam espalhadas na mesa, junto com alguns cigarros. 

 

- O que está fazendo?! 

 

Perguntou tirando a bebida da minha mão. Ele empurrou a porta e foi até a mesa, pegando o recipiente com o resto do medicamento.

 

- Você sabe o que isso fez para a sua irmã e ainda toma essa merda?! Quer se matar?!

 

- Talvez...

 

Disse ainda de cabeça baixa. Ele deixou a garrafa em cima da mesa e veio em minha direção. Ele pegou meu rosto com as mãos e deixou um selar em minha testa. 

 

- Se fizer isso, eu nunca vou me perdoar...

 

Tirei suas mãos de meu rosto violentamente e lhe dei um tapa. Ele parecia surpreso. Minha mão estava marcada de vermelho em sua bochecha. 

 

- O que faz aqui?! Veio esfregar a sua felicidade na minha cara?! Por que não vai comer a sua namorada de novo?!

 

- Ela não é a minha namorada! Ela é só...

 

- “Só”o que? Kihyun, ela estava com uma camisa sua, e usando apenas uma calcinha! A camisa que eu te dei! Como tem coragem de fazer isso comigo?! 

 

- Como você tem coragem de tomar esse remédio que pode te levar a morte?!

 

- Por que eu preciso estar chapada o tempo todo ‘pra tentar manter você fora da minha cabeça. Tem noção do que eu tenho passado?! Eu preciso estar fora de mim o tempo todo, só ‘pra tentar esquecer você, seu idiota! Eu sinto a sua falta! Você terminou comigo, sem mais nem menos! Agora eu entendo o motivo! Você achou outra pessoa. Não passou pela sua cabeça de como eu poderia estar?!

 

Ele não aparentemente tinha palavras. Cobri meu rosto com as mãos e me encostei na parede. Eu não queria que ele me visse daquela maneira. Eu não queria ter o encontrado. Não daquela forma. 

 

- S/N... Eu só estava tentando te esquecer. Eu pensei que você estava bem. Sabe como é transar com alguém, pensando em outra? S/N, eu sempre te amei, mas eu estava tão inseguro. Eu sempre pensei em você, mas eu tive medo! 

 

- Medo de que?!

 

- De te machucar! Eu sempre fui um babaca, S/N! Eu tinha medo de de te machucar, assim como eu já fiz com diversas garotas!

 

- Parece que você conseguiu o que não queria. Me machucar! 

 

Ele me abraçou contra a parede. Minha blusa era molhada por suas lágrimas. Aos poucos ele me apertava. Eu não queria, mas acabei cedendo. Era algo automático. Eu sempre gostava de o abraçar, ou receber seu carinho. Ele afundava seu rosto em meu pescoço, dando leves selares.

 

- M-me desculpa... Eu nunca quis fazer isso com você. Eu nunca pensei que pudesse estar assim. Eu quase te matei... Me desculpa, me desculpa, me desculpa! Volta ‘pra mim, por favor! Eu não consigo viver sem você.

 

Ele me olhou por alguns segundos e me beijou. Eu não esperava por aquilo. Ele me beijava de uma forma apaixonada. Eu sentia tanta falta daquilo, que acabei retribuindo. 

 

Por falta de ar, nos separamos e nos olhamos. Ele esboçava um sorriso lindo entre as lágrimas. Limpei seu rosto com as mãos e lhe deixei um selar rápido nos lábios. 

 

- Eu te amo tanto, S/N.

 

- Eu também te amo, Kihyun...

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Eu fiquei a noite toda escrevendo esse imagine, chorando litros de lágrimas, e mesmo que não tenha ficado bom, eu escrevi com muito amor.

Rozezz


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