História Stay my universe - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Exo, Jongin, Kadi, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Wegotthatpowerkyungsoo
Visualizações 49
Palavras 3.976
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de 84 anos eu apareço postando fanfic kk Mil desculpas por quase não postar nada no ano passado, mas foi meu último ano na escola e toda aquela pressão de enem/vestibular me tomou e eu não tinha tempo pra nada. Felizmente eu consegui passar na universidade que eu queria e no meu curso maravilhoso, Ciências Contábeis <333333.

Enfim, essa one shot é em comemoração ao aniversário do Kyungsoo, através do Festival Cultural da D.O Brasil, eu me aventurei e saiu essa coisa linda que eu estou apaixonada. Espero que vocês gostem de verdade e quem sabe essa é a primeira de muitas esse ano, hm?!

Lau, esse é seu momento.

Boa Leitura

Capítulo 1 - Walk on memories


Começo essa história com um questionamento: Será que amor à primeira vista existe?

 

Amor uma palavra tão pequena, mas que carrega um peso grande em seu significado, emoção ou sentimento que leva a pessoa a desejar o bem ao amado, e tudo que o amor proporciona eu encontrei com ele. A pessoa que eu me apaixonei assim que atravessou a porta daquele café, onde eu descansava de mais um dia na galeria.

 

Ele sempre foi uma pessoa que chamava atenção em qualquer lugar e naquele dia não foi diferente. O tão famigerado barulho do sino, que ficava em cima da porta, soou no local e logo despertei minha atenção da neve que caia do lado de fora. Ainda lembro-me dele todo tímido perguntando se poderia sentar na mesma mesa que eu, já que o café do Minseok estava cheio de pessoas buscando algo para esquentar seus corpos e afugentar o frio de Seoul. Eu fiquei embasbacado com tamanha beleza, tanto que fiquei alguns segundos encarando-o e esqueci-me de responder e por impulso agarrei em seu pulso quando ele ameaçou dar a volta e procurar outra mesa. Logo entramos em diversos assuntos e ele nunca deixava a conversa morrer, depois daquele dia passamos a nos encontrar com frequência.

 

Recordo-me das tardes e noites que passávamos sentados no banco do parque, você sempre carregava um cachecol extra e enrolava em meu pescoço deixando o bom cheiro do seu perfume impregnar em minha pele e eu fingia esquecimento, levando comigo aquele pedaço de pano onde eu passava a noite agarrado sentindo seu cheiro. E foi em alguns desses dias que você me segredou, enquanto assistíamos a neve cair, que estava criando sentimentos por mim.

Sua voz sussurrada em meu ouvido aqueceu meu coração perturbado. Por que veja bem, eu estava com medo de acabar com nossa amizade, então se fosse para te ter seria como amigo, ao invés de terminar algo que me fazia tão bem.

Contudo, naquela noite eu não me aguentei e te abracei com todas as minhas forças. Eu acho que não posso esquecer aquele dia, seu sorriso tão grande quanto o meu, a brisa fria bagunçava sua franja, enquanto o vapor das nossas respirações se mesclavam e aos poucos nossos olhos fechavam e eu já sabia o que vinha a seguir. No final do nosso pequeno beijo nos abraçamos trocando risos sinceros.

 

Eram nesses momentos em que me sentia amado e protegido, quando seus braços rodeavam meu corpo e eu podia descansar em seu peito. Sonhávamos com um futuro que brilharia como as estrelas que amávamos admirar na cobertura do seu apartamento, mas será que ainda teremos esse futuro como planejávamos?

 

Os meses passavam e nós estávamos mais juntos que nunca, lembro que quando o verão chegou nós viajamos a Jeju, já que você amava essa estação. Sua pele reluzia junto dos raios solares e eu tinha inveja disso, mas suas palavras sempre enfatizavam o quanto eu era lindo e você me elogiava a todo momento.

 

— Sabia que o sol tem inveja do brilho que você roubou dele? – a voz calma perguntava e arrancava um tímido sorriso meu. — Seu sorriso radiante, sua voz adorável, seus olhos que são mais lindos que o mais perfeito nascer do sol, você é simplesmente maravilhoso, Kyungsoo.

 

Admito que aquele grande elogio fez meus olhos marejarem e ao final ainda recebi um beijo em minha bochecha corada pelo sol e em minha mão que estava entrelaçada com a dele. O verão naquela ilha paradisíaca foi maravilhoso, as memórias continuavam marcadas a fogo e ferro em minha mente.

 

 

 

A primavera havia chegado e com ela o pedido oficial de namoro, assim como as flores desabrochavam, nosso relacionamento também crescia e a cada dia eu tinha certeza que queria combinar meus passos aos seus, queria andar com você todos os dias.

E foi naquele parque que sempre nos marcou que firmamos nosso amor. As belas flores enfeitavam o local e o aroma que se desprendia das pétalas perfumava tudo ao nosso redor. Meu sorriso não sumia do meu rosto, e não sumiu até eu escutar seu pedido, ele só aumento e as famosas borboletas pousavam em meu estômago, fazendo a festa quando senti seus lábios, tão convidativos, tomar os meus grossos em um beijo apaixonado.

Não importava se estávamos em um local público, naquele momento eu me perdi nos braços e beijos dele. No final o último local a ser selado foi minha testa e as palavras se desprenderam da minha garganta e verbalizei o quanto eu o amava, sendo prontamente retribuído.

 

Foram meses de muito amor e carinho até que a primeira crise apareceu. Ciúmes é um sentimento em que você se sente ameaçado por algo seu que é valioso e com ele vem um conjunto de emoções, dor, raiva, tristeza e principalmente o medo. O medo de perdê-lo era tão grande, pois ele foi a pessoa que mais me amou, a pessoa que apesar do meu ciúme, aguentou até onde pôde.

Eu admito, era muito difícil vê-lo tratando tão gentilmente seus alunos que na maior cara de pau se atiravam para ele, mas era engraçado, pois ele nunca percebia e dizia ser coisa da minha cabeça. Bom, podia até ser, porém tinha um aluno que não saia de sua boca, ele não poupava elogios a um tal de Park Chanyeol, sempre era “Chanyeol está realmente dançando tão bem” ou “Chanyeol conseguiu executar perfeitamente a sequência de giros”.

 

Por muitas vezes esse rapaz foi motivo de nossas brigas, pois eu só queria aproveitar a noite com meu namorado, seja fazendo coisas dentro de um quarto ou simplesmente assistir algum filme, não estava nem um pouco interessado em Park Chanyeol e parecia que ele não se tocava e quem quer que seja esse jovem, eu só gostaria de pedir desculpas por usá-lo em nossas brigas sem sua permissão. Mas no final de tudo ainda nos amávamos, eu sei que sim.

 

 

E foi nos últimos dias de outono que eu acordei sozinho em meu quarto. Havíamos passado a última semana juntos, eu tentava me redimir dos acontecimentos recentes e você me perdoou. Contudo, naquela terça-feira eu não senti o cheiro bom do seu café sendo passado ou de algum utensílio da cozinha sendo derrubado, a casa estava em absoluto silêncio, assim como meu coração se encontra, tudo que eu encontrei foi um bilhete ao lado de uma rosa que estava em cima da mesa de centro.

 

Nele você me agradecia por deixar sentar ao meu lado, por tudo que passamos juntos naquele quase um ano. Naquele momento, e até hoje, eu não consigo acreditar, prometemos que estaríamos juntos independente de qualquer coisa. Eu tentei te ligar, mas você não me atendia e se eu soubesse que seria a última vez, pediria para você ficar.

 

 

Mas como ficamos agora? É difícil de falar, pois ele se foi e eu fui junto. No momento em que você desapareceu, levou uma parte de mim também.

 

 

De início foi terrível, o cheiro do perfume continuava vivo na casa, nas roupas de cama, nas minhas roupas e nas poucas peças que ele deixou aqui. A noite era o pior momento, quando eu fechava meus olhos o nome dele refletia em minha memória, junto de todos os momentos que vivemos. Você flutua em minha mente como um barco ancorado nas águas agitadas do meu coração.

 

Eu andava por todos os lugares que me lembravam dele até chegar à mesa de número 13, a mesa que nos uniu naquele café quente, como estou aqui agora depois de meses, relembrando de tudo que vivemos.

 

Você se dispersou como aquelas ondas que molhava nossos pés em Jeju e me forçou a dizer adeus e isso ainda me machuca, é uma coisa que não some em apenas um dia ou com uma tentativa, mas eu tento e como tento. Meus pedaços flutuam à deriva sobre esse mar e acredito que você não esteja diferente, afinal eu sei que em algum momento eu te magoei.

O espaço vazio deixado por você não será fácil de cicatrizar e não importa o tempo, nada será apagado. Por que prometemos isso e acredito que você esteja cumprindo sua palavra.

 

 

                                         Você deve ter suas razões, mas por quê?

 

 

Sorrisos e lágrimas, perguntas e respostas, esse agora sou eu. Eu te procurarei por todo universo até o dia que você volte, pois todos dizem que tudo ficará bem e me enchem de esperança. Sempre que estou em nossa mesa, olhando pela janela, Minseok aparece com meu café e um sorriso acolhedor dizendo que o dia chegará e junto dele você.

Mais uma vez estou aqui na cafeteria escrevendo o turbilhão de sentimentos que me invadem e fazem lembrar da pessoa que eu tive o prazer de amar e chamar de amor.

 

Fechei meu caderno e voltei minha atenção ao café que já estava morno, até meu celular avisar que estava com a bateria baixa. O display continuava ligado mostrando o papel de parede, uma foto nossa em Jeju. Desbloqueei o aparelho e estava prestes a fazer algo que há muito tempo não fazia.

 

Não me chocou quando a ligação caiu na caixa postal e logo continuei na linha, torcendo para que ele escutasse meu recado.

 

— Faz tempo que não gravo, mas eu estou bem na medida do possível e tentando me conformar, mas ainda dói, a ferida ainda não cicatrizou. Por favor, diga-me que é um pesadelo e que em poucos minutos você irá passar pela porta do café e parar ao meu lado perguntando-se pode sentar comigo. Diga-me e se tivermos mais uma chance eu farei tudo para dar certo e dizer mais uma vez que te amo, por que você é todo meu universo, todo o meu amor e sim eu quero você de volta, eu quero que você fique, Jongin.

 

 

 

*˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧*˖°✧°*˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°˖**˖°✧°

 

 

Alguns anos se passaram e a vida de Kyungsoo tinha dado uma reviravolta total. É certo que no fundo ainda podia sentir o amargo daquele amor doce, mas uma hora ele teve que levantar, sacudir a poeira dos joelhos e ergue-se do chão. Ainda tinha esperanças de encontrar Jongin, contudo não sabia como reagiria, como seria reencontrar aquele que tanto mexeu com seu coração e com sua vida.

De certo ele ainda frequentava a cafeteria, porém um tantinho mais feliz. Ora, por quê? Só de imaginar ver aquele sorriso de dentinhos pequenos, os cantinhos da boca sujo pelo glacê de um delicioso cupcake e as risadinhas que ele soltava, melhorava seu dia em 10000%.

Kyungsoo há exatos três anos adotou uma criança, uma criança especial que fez seu coração ficar quentinho só de vê-lo naquele orfanato. A ideia surgiu logo após perceber que precisava de muitas doses de alegria, já que estava disposto a afugentar as memórias tristes. Então, em um belo dia de verão, foi fazer sua primeira visita ao orfanato que Minseok tinha visitado e adotado uma linda garotinha.

De início o medo lhe dominava, será que seria uma boa ideia adotar uma criança? Será que seria um bom pai ou será que nenhuma criança gostaria de si? Essas e mais perguntas o faziam tremer, mas foi só olhar aquele garotinho brincando com os amiguinhos que seu coração derreteu e as dúvidas sumiram. Kyungsoo faria de tudo para conseguir a confiança e principalmente o amor dele.

E não demorou muito, algumas visitas ao orfanato, passeios e até alguns finais de semana em sua casa, logo Myungsoo havia criado um laço forte com o mais velho e quando finalmente conseguiu a guarda do garotinho, foi o dia mais feliz em sua vida. Aliás, só ficava empatado com o dia que foi chamado de Appa pelo seu filho.

 

Kyungsoo mimava demais seu pequeno astronauta – sim, esse era o sonho de Myungsoo. – tudo que ele queria o mais velho fazia, certo que tinha momentos onde não podia fazer tudo que o baixinho pedia, mas com algumas conversas e vários beijinhos naquelas bochechas redondinhas, o seu filho entendia.

 

Agora nosso Do, estava convencendo Myungsoo a organizar a bagunça que havia feito na sala, mas o garotinho só queria saber de correr pela casa e se esconder do pai louco por limpeza e organização.

 

— Parece que alguém não vai comer cupcakes hoje. – falou fingindo não vê-lo se esconder atrás da cortina, mas os pés o denunciavam. – Que pena, Myungsoo iria amar se lambuzar de glacê.

 

Ao ouvir o nome do doce o pequeno logo correu do esconderijo e foi até o pai e perguntou o que deveria ser feito.

 

— Você tem que arrumar seus brinquedos na caixa e depois vai tomar um banho. – Kyungsoo respondeu.

 

Myungsoo não perdeu tempo em alcançar o máximo de brinquedos possíveis em seus curtos braços e levá-los a caixa que ficava no cantinho da sala. Enquanto isso, Kyungsoo tirava uma roupinha do armário para o filho usar, pois já podia escutar o grito de “terminei” vindo das escadas e sabia que o pequeno vinha correndo por essa, mesmo avisando bilhões de vezes que ele podia se machucar.

 

— Papai, eu acho que essa blusa está um pouco apertada. – Myungsoo reclamou.

 

— Isso é o resultado de tantos cupcakes e chocolate quente. – sorriu tirando a blusa do filho e pondo uma com estampa de vários ursinhos.

 

Depois de deixar Myungsoo pronto e sentadinho no sofá, Kyungsoo foi se arrumar e enquanto vestia a blusa de mangas por conta do frio, achou um cachecol que há tempos não usava. Aquele pano azul lhe chamou atenção e sem pensar muito o enrolou pelo pescoço e permitiu-se sorrir e lembrar-se de quando pegou escondido do Kim.

Balançou a cabeça e logo pegou o que faltava, colocando algumas notas em sua carteira, pois sabia que Myungsoo iria pedir mais que simples cupcakes. Em poucos minutos já estava dentro do carro indo em direção à cafeteria tão conhecida e frequentada por si.

 

Estacionou em uma esquina e saiu para tirar o filho da cadeirinha, o garoto pulou para fora, segurando seu ursinho e logo pegou na mão do pai. O típico barulho do sininho avisou que os Do havia chegado para mais uma rodada de cupcakes, café e chocolate quente.

 

Enquanto Kyungsoo procurava uma mesa para poder acomodar-se com o filho, esse já estava fazendo seu pedido ao tio Minseok que sorria com o pequeno tentando pronunciar o famoso bolinho red velvet.

 

— Come devagar Myung, assim você pode se engasgar. – sorria com o desespero do filho.

 

— Papai, eu quero um cachecol igualzinho daquele moço. – o menino apontava.

 

— Apontar é feio Myungsoo, abaixa esse dedinho. – avisou ao filho.

 

 

Ninguém se chocava quando Myungsoo pedia algo relacionado a ursos, o garoto amava o animal e tudo que estivesse o bicho estampado e ficou até curioso em ver esse tal cachecol e procurar um infantil para o filho. Antes mesmo de virar, aquela voz, que teve o prazer de conhecer, invadiu sua audição, arrepiando os pelos dos braços e balançando o coração que aos poucos colava os pedaços.

 

— Licença, eu posso sentar aqui?

 

Fechou os olhos, aquela pergunta, aquela mesma cena se repetia depois de anos. Não queria, mas quando percebeu uma lágrima descia silenciosa por seu rosto, enquanto o Kim ainda esperava uma resposta, mesmo sabendo que ele devia isso ao Do.

 

— Papai, por que você está chorando? – Myungsoo era esperto e logo correu para o lado do pai e tentava buscar seu colo. — Não chora, por favor.

 

Antes que pudesse falar alguma coisa, Minseok apareceu chamando Myungsoo para brincar com Jongdae, seu marido, e Sunhee. Kyungsoo deu um beijo nos cabelos pretinhos do filho, o tranquilizando, assim o pequeno foi animado sem largar os cupcakes.

Mas o clima estava pesado entre os dois adultos, Kyungsoo suspirava, mas aquele perfume que fez tanto esforço para esquecer, fazendo seu nariz aspirar aquele cheiro e deixar gravado em sua memória. Ele precisava encarar a realidade, na verdade, ele fantasiou tanto esse momento que não sabia o que fazer na hora. Em seus pensamentos ele o abraçava forte e beijava seus lábios, porém no momento ele só queria sanar suas dúvidas.

Sobressaltou-se quando sentiu a mão quente envolver seus dedos em um aperto gostoso. Era agora ou nunca, deveria de uma vez por todas abrir os olhos e encará-lo. Tomou coragem e olhou para aquele que havia transformado sua vida, que lhe trouxe experiências maravilhosas e o único que amou verdadeiramente.

Ele estava diferente, os cabelos antes em um tom de rosa fraco, agora estavam negros como a noite que começava a cair em Seoul. Os traços masculinos bem apresentados, aquele maxilar tão fino e bem feito, aqueles lábios que lhe atraiam e lhe roubavam a atenção, tudo o deixava fodidamente lindo, só era quebrado por aquele cachecol de urso que seu filho tanto gostou e o óculos de armação redonda escorregando pelo nariz redondinho.

 

— Por quê? – praticamente sussurrou aquilo já que estavam perto. — Por que, Jongin?

 

E ele esperou o outro dizer alguma coisa, enquanto não desgrudava os olhos embaçados pelas lágrimas, daquele que tinha a cabeça baixa, mas ainda mantinha as mãos juntas.

 

— Me perdoe, eu sei que fui um covarde, um fraco e nada justifica o que eu fiz, mas eu te amo, eu nunca amei tanto alguém como você. – as palavras simplesmente saltavam da boca do Kim e atingiam o coração, mente e alma de Kyungsoo. — Foi horrível ficar longe de você, eu sofri muito e...

 

— Acha que só você sofreu, Kim Jongin? – soltou uma risada desacreditada. — Imagina acordar sozinho, sem a pessoa que você mais ama, apenas um bilhete. Imagina também pensar que você não foi bom o suficiente para aquela pessoa e ela te deixou sem mais nem menos.

 

— Você foi e é o suficiente para mim, apenas você e eu tenho um motivo, pode não te convencer, mas depois de tudo eu sei o quanto fui tolo por te deixar.

 

— Então porque não me disse esse motivo? Porque simplesmente não atendeu minhas ligações?

Jongin suspirou e soltou uma risada fraca, era como imaginava Kyungsoo continuava o mesmo com raiva. Diria em voz alta que ele estava adorável com aqueles olhos maiores que o normal, mas prezava por sua vida e isso só o faria ficar mais bravo. Recolheu toda sua coragem, após um gole de café e começou a dizer.

 

— Bom, eu espero que me perdoe depois do que eu te contar, pode me xingar, me bater e me chamar do que for, mas eu estava com medo e essa foi a única ideia que passou por minha mente. – Kyungsoo prestava atenção em cada palavra que Jongin soltava. — No dia que nos conhecemos aqui, eu estava chegando de mais uma consulta periódica e fui diagnosticado com um problema sério no coração, eu estranhei, óbvio, pois nunca apresentei um caso assim antes, sempre me mantive saudável e controlava minha saúde. – deu mais um gole no café já frio e continuou. — Contudo o que mais me deixou apavorado e sem chão foi que, segundo o médico, eu só tinha no máximo um ano, até meu coração parar. Eu saí arrasado do consultório, mil e uma coisa passava por minha cabeça, até que entrei aqui e te conheci.

 

— Você poderia ter me contado isso, eu aguentaria a barra com você, mas por que você fez o contrário?

 

De certo aquilo tinha pegado Kyungsoo de surpresa, pois como o outro tinha dito, ele não aparentava ter problema algum. Era uma pessoa extremamente saudável, se policiava em tudo que comia, praticava exercícios e a ainda tinha a dança.

 

— Mais uma vez me perdoe, mas eu não sabia o que fazer, como dizer e eu não conseguia, eu via o quanto você estava feliz comigo, o quanto você me amava, que eu não queria te falar essa notícia, então naquele dia eu fui embora e voltei a morar com minha mãe, nos últimos dias eu visitei um médico, fiz novos exames e parece que trocaram meu diagnóstico com outro paciente.

 

— Então você nunca esteve doente? – Kyungsoo perguntou com um fio de animação em sua voz.

 

— Na verdade, meu colesterol estava alto, mas nada preocupante. – endireitou o óculos que descia pelo nariz. – Eu pensei em voltar e te reencontrar, mas nesse meio tempo minha mãe morreu e eu continuei ao lado dela nos últimos momentos, até ela partir.

 

O Do ouviu tudo atentamente, queria poder perdoá-lo por tudo, mas uma parte do seu coração continuava machucado e agora depois de anos ele novamente aparece fazendo com que uma redemoinho de emoções passe por si.

 

— Eu voltei faz alguns meses e hoje eu tive a ideia de sair, quem sabe esbarrar com você e consegui, mas parece que algumas coisas mudaram em sua vida. – ele sorriu um pouco triste. — Vejo que conseguiu me esquecer e até construiu uma família.

 

— Você tem razão, hoje Myungsoo é meu bem mais precioso, mas engana-se quando diz que eu te esqueci. – chamou a atenção do maior. – Eu jamais pude te esquecer Jongin, você entrou na minha vida e mudou tudo, marcou tudo que pôde e não posso esquecer do que vivemos, por mais que eu me esforce pra superar, eu nunca vou amar outra pessoa como eu amei e amo você.

 

 

— Me perdoa, hyung. – Jongin pediu. — Me dá mais uma chance de te fazer feliz, eu quero voltar a sentir todo o seu amor, quero ver esse sorriso mais perfeito que o nascer do sol, quero poder abraçar-te, beijar a sua boca que tanto tenho saudade, beijar sua carequinha. – Kyungsoo riu com gosto sobre aquele comentário. — E principalmente cuidar de você e Myungsoo, como uma família.

 

De longe Minseok e Jongdae estavam fissurados olhando aquela cena, o café já tinha fechado há muito tempo, somente restando os dois ali e não era incomodo algum para eles, pois sabiam o quanto o amigo ansiava por aquele dia, que demorou, mas chegou e Myungsoo estava agoniado querendo o colo do pai, pois o sono já lhe abatia e deixava-o manhoso.

 

 

— Então, o que me diz? Deixa eu te amar novamente?

 

— Eu te perdoo, Jongin e te dou essa chance.

 

 

Kyungsoo mal pôde sorrir, já que seus lábios foram tomados pelo moreno a sua frente e suas pernas agarradas por seu filho sonolento. O Do pegou o garoto no braço que olhou desconfiado para o mais alto em sua frente, mas logo suavizou a expressão ao notar o cachecol frouxo ao redor do pescoço dele.

 

— Moço, eu gostei muito do seu cachecol, será que tem um pra mim?

 

— Pode me chamar de Jongin e quem sabe nós podemos passear e comprar um pra você?

 

 

Myungsoo pulou no colo do pai ao ouvir aquela notícia, mas logo pediu para ir embora, pois estava cansado e com sono. Kyungsoo olhou mais uma vez Jongin, que se dispôs a ajuda-lo com o pequeno, que logo estaria o chamando de pai.

 

E Kyungsoo? Bom, esse não poderia estar mais feliz. Sempre diziam que esse dia chegaria, mas esperou tanto que já havia perdido as esperanças, afinal suas forças para lutar por aquele amor e procurar por Jongin se esvaiam a cada dia que não tinha notícias do amado e logo deixou ser levado pelo comodismo.

 Agradecia por Myungsoo ter aparecido em sua vida, pois o pequeno, mesmo inconscientemente, o ajudava a não se afundar de vez naquela tristeza e ele era um motivo e tanto para acordar todos os dias. Kyungsoo nunca se sentiu tão bem após aquele dia na cafeteria, liberou o perdão e permitiu-se ser amado novamente, agora sim estava tudo como os dois haviam sonhado. A pequena família vivia feliz e regada de amor, juntos superavam qualquer empecilho que a vida colocava em sua frente. Myungsoo logo se acostumou com Jongin e vivia sempre na cola do novo pai.

 

E nosso casal estava mais feliz que nunca, mataram a saudade acumulada e Kyungsoo pode verbalizar com todas as letras o quanto o amava, o quanto sentia falta do seu grande universo, porque sim, Jongin era sua estrela, seu sol, sua lua, sua galáxia, seu amor.

 


Notas Finais


É isto kk eu ainda vou voltar com uma ChanBaek Mpreg esse ano, então aguardem.


Beijos


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...