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História Stay with Me - Ineffable Husbands AU - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Eae meus consagrados

Eu finalmente consegui terminar o capítulo e deixar de um jeito que me agradou, espero que agrade vocês também.

A melodia do cap vai estar nas notas finais.
Esse capítulo possui menção a estupro, se você for sensível a isso, não leia
Vou terminar de corrigir depois.

Por favor não me matem :v
Boa leitura

Capítulo 5 - Ato V - Escuridão




Vários dias se passaram, Aziraphale e Crowley continuavam a se encontrar sempre no mesmo horário, às vezes nas catacumbas da Ópera, às vezes no camarim de Aziraphale. Os dois haviam criado um laço entre eles, um laço que envolvia confiança e algo a mais que uma simples amizade, mas que preferiam não rotular. Haviam ficado mais próximos, passavam o tempo conversando sobre assuntos aleatórios, trocando carícias e bebendo vinho. Tudo estava perfeito.



   

                            ***




-- Você ainda não terminou esse livro? -- Perguntou Crowley, que estava espalhado no sofá do lugar abaixo da Ópera, que de algum jeito, se tornou de Aziraphale também, que lia tranquilo ao seu lado.

-- Ele é muito bom, você devia ler -- Disse com entusiasmo.

-- Ler não é muito a minha praia -- Lançou um olhar mortal para o livro -- Você não vai sair disso não?

-- Oh, querido, não precisa ficar com ciúmes do livro -- Riu.

-- Eu não estou com ciúmes do livro.

-- Crowley, eu te conheço muito bem, não adianta tentar disfarçar -- Fechou o livro e encarou o outro -- Mas então, o que quer fazer?

Crowley deu de ombros.

-- Eu não sei.

Aziraphale ficou observando o ambiente por um tempo, e se lembrou de algo que tinha visto da primeira vez que veio ao lugar.

-- Crowley, querido -- o ruivo o encarou -- Da primeira vez que você me trouxe aqui, passamos por um sala com vários instrumentos, eu pensei que talvez você poderia tocar algum deles para mim.

-- Estou meio enferrujado, anjo -- Se ajeitou no sofá -- Mas se você quiser, eu posso tentar.

Aziraphale sorriu e assentiu, os dois se levantaram e seguiram para a outra sala. Agora que podia olhar o lugar com mais calma, viu coisas que não havia notado antes, como o grande tapete creme que cobria praticamente a sala inteira e alguns discos que enfeitavam as paredes.

-- Bom, qual você gostaria que eu tocasse? -- Indagou, a sala continha variados tipos de instrumentos, desde os de cordas até os de teclas, Aziraphale o olhou impressionado.

-- Você sabe...tocar todos eles?

-- Sei, anos de prática, meu anjo -- O outro piscou para si, fazendo suas bochechas esquentarem, Crowley havia se acostumado a ficar sem os óculos quando estava com Aziraphale -- Sempre que algum instrumento quebrava, eles mandavam aqui para baixo, eu consegui concertar alguns e então comecei a aprender a tocá-los. Mas e então, qual deles?

O cacheado olhou ao redor e um instrumento chamou mais sua atenção.

-- O órgão, por favor.

-- Vamos lá, então -- Foi até o grande instrumento, se acomodou no assento e começou a tocar. Aziraphale tinha que dizer, nunca havia ouvido tamanha beleza e talento misturados juntos em uma só melodia.

Quando Crowley acabou de tocar, pôde ouvir aplausos vindo do outro, se levantou e agradeceu como se estivesse em um palco, vendo Aziraphale aplaudir e sorrir.

-- Isso foi incrível, simplesmente maravilhoso, eu nunca havia ouvido algo tão... indescritível e impressionante! -- Disse com entusiasmo.

-- Obrigado, eu mesmo compus, se chama Don Juan Triumphant -- Disse com um sorriso orgulhoso.

-- Você tem um talento incrível, já pensou em se apresentar ao público? O pessoal da Ópera iria amar...

-- Nem pense nisso, anjo -- Falou sério -- Eles não podem nem imaginar algo do tipo, estou confiando em você.

-- Tudo bem, querido, se é o que você quer.

-- Por favor, meu anjo, eu não quero que fique bravo ou triste por minha causa, é só que... você sabe.

-- Oh, Crowley, essas cicatrizes e os seus olhos não fazem de você inferior a qualquer outra pessoa -- Se aproximou do ruivo, segurando em seu braço -- Você entendeu? -- O abraçou forte.

-- Obrigado, meu anjo. -- Sussurrou -- Agora, é melhor você voltar, os outros já devem estar notando sua falta.

Os dois subiram de volta ao camarim de Aziraphale.

-- Bom, eu já vou indo -- Crowley anunciou.

-- Mas já? Espere mais um pouco, querido, nós só vamos nos ver amanhã, por que não passa a noite aqui?

Crowley arregalou os olhos.

-- Passar a n-noite...aqui?

-- Sim, nós poderíamos... -- Foi interrompido por batidas na porta.

-- Sr. Fell? Você está aí? -- Era Adam que o chamava do lado de fora.

-- Espere um minuto -- Aziraphale se virou, indo em direção a porta e abriu uma fresta. -- Sim, Adam?

-- Aquele homem que veio aqui esses dias, ele está aqui outra vez. --  Anunciou Adam -- E ele falou que precisa falar com o senhor urgentemente, estará esperando o senhor no corredor central.

Aziraphale suspirou, já tinha deixado bem claro a Rafael de que não queria coisa alguma com ele.

- Diga a ele que eu já vou. - Disse, vendo o garoto sair.

- Tudo bem, anjo? - Perguntou Crowley.

- Sim, perfeitamente bem, tem como você me esperar um pouco? Eu vou apenas... resolver uma coisa pendente, nada de mais, logo eu volto.

- Tudo bem.

Então Aziraphale saiu, indo em direção ao corredor que Adam tinha indicado, resolveria isso de uma vez por todas. O encontrou um pouco a frente do corredor central da Ópera, encostado na parede com um cigaro aceso entre os dedos.

- Olá, Aziraphale. - Disse com um tom de melancolia na voz.

- Não sabia que havia voltado a fumar - Suspirou - O que faz aqui? Deixei bem claro que não...

- Não vim aqui para tentar te convencer a ir embora comigo, sei que não irá adiantar. - Levou o cigarro a boca.

- Então, veio até aqui por que?

- Eu vim porque eu quero que você diga, olhando nos meus olhos, que não sente mais nada por mim - Assumiu um tom de voz violento, se aproximou de Aziraphale e o encarou com um olhar penetrante, Rafael estava com os olhos vermelhos e com olheiras, sua roupa meio desarrumada e o cabelo um pouco desgrenhado - Então me diga, não me ama mas?

Aziraphale ponderou se diria mesmo a verdade, Rafael não parecia estar em um estado adequado para ter esse tipo de conversa.

- Rafael, acho melhor nós terminarmos essa conversa outra hora, você não está em condições de... - Antes que pudesse terminar de falar, o outro o segurou pelos ombro e o empurrou contra a parede.

- Me diga logo! - vociferou, fazendo sua voz ecoar pelo longo corredor.

- Me solte!

- Me responda, Aziraphale!

- Rafael. - Suspirou o encarando - Eu não sinto sequer um resquício de amor por você, se quer saber. Qualquer coisa que eu já senti por você, não sinto mas. Agora, acho melhor você ir embora - Ia se afastar, quando sentiu o mais alto prensar ainda mais seu corpo contra a parede. Olhou confuso para Rafael, que possuía um olhar obsessivo e um sorriso malicioso sobre si.

- Ainda não - Aproximou seu rosto e passou a língua pela bochecha de Aziraphale, o fazendo soltar um grunhido. Aziraphale estava com medo, Rafael era forte e sabia que não conseguiria se desvencilhar, aterrorizado demais para poder gritar por ajuda. De repente, sentiu Rafael tirar algo do bolso da calça. Um revólver.

- Se você sequer pensar em gritar ou fazer qualquer outra coisa - Usou uma das mãos para pressionar o objeto contra a parte de cima do tronco do outro, enquanto agarrava fortemente a cintura de Aziraphale com a outra mão - eu atiro.

Em uma movimento brusco ele o beijou, Aziraphale tentou se afastar, mas Rafael continuava a colocar pressão.




                            ***




Crowley consultou o relógio em seu pulso pela terceira vez, já haviam se passado 10 minutos e nada de Aziraphale voltar. Ele havia dito que era um "assunto pendente", mas qual? Não, não devia se preocupar, não havia com o que se preocupar. Sentado no pequeno sofá que havia no cômodo, balançava a perna, impaciente.

- Ah que se foda - Colocou seus óculos e saiu disfarçadamente do camarim, conhecia todos os cantos do Ópera, não seria difícil encontrá-lo. Escutou alguns barulhos descontrolados, seguiu os sons e parou ao ver a cena.

- Aziraphale?! O que está acontecendo?

Rafael separou seus lábios dos de Aziraphale e encarou Crowley.

-- Crowley! -- Aziraphale sussurrou, dando um sorriso mínimo quase imperceptível.

-- Quem é você? -- Perguntou Rafael.

O ruivo então e encarou, e logo percebeu tudo o que estava acontecendo.

-- Solta ele. -- Disse em tom sombrio, que fez até Aziraphale se assustar, nunca havia ouvido o outro falando daquele jeito.

-- Crowley, não se aproxime, ele está com... -- Ia dizer, mas Rafael pressionou ainda mais a arma contra seu corpo.

-- Então, esse é o "outro alguém" que você encontrou? - Rafael olhou para Crowley de cima a baixo - Essa aberração?

"Aberração", Crowley já havia sido chamado assim antes, odiava essa palavra. Algo em si despertou ao ouvir aquilo, as luzes do corredor começaram a se apagar, uma por uma, até que o lugar ficasse quase completamente escuro, e toda a sua pele começou a adquirir um tom sombrio, a única coisa que se conseguia ver era seus olhos amarelados brilhando por trás dos óculos junto com a máscara branca que cobria parte de seu rosto e os cabelos ruivos por trás da capa preta, todo o resto havia se tornado uma espécie de nuvem negra que era quase invisível naquele corredor sem luz.

Com um movimento com a mão, Crowley ergueu Rafael no ar, o fazendo soltar a arma e colocar as mãos no próprio pescoço, em busca de ar. Suas mãos tentavam em vão desvencilhar aquelas mãos praticamente invisíveis de seu pescoço.

Aziraphale olhava tudo, horrorizado demais para poder gritar ou fazer qualquer movimento. Nunca viu algo assim acontecer com o ruivo antes, ele parecia estar possuído por algo ou alguma coisa.

Em um fio de voz, sussurrou:

-- Crowley... -- o ruivo o olhou, sem dizer nada -- O que está acontecendo com você?

Crowley percebeu o tom de voz de Aziraphale, havia o assustado, havia assustado a única pessoa que importava para ele. Largou Rafael, que caiu no chão tossindo e recuperando o ar. A pele de Crowley foi voltando ao normal e seus olhos pararam de brilhar.

-- Aziraphale, me desculpe -- tentou se aproximar, mas o cacheado deu um passo para trás. -- Não era minha intensão... -- desistiu de se aproximar ao ver a expressão de horror que tomava a face de Aziraphale. Aquela expressão, pessoas já o olharam desse jeito antes, mas ver ele o olhando assim, o fez ter certeza que havia perdido toda e qualquer chance que estava tendo de ter alguém que amava por perto. Crowley olhou para Rafael e depois para Aziraphale -- me desculpe, anjo -- o lugar todo escureceu por alguns segundos, e de repente todas as luzes voltaram a funcionar normalmente. Mas Crowley e Rafael haviam desaparecido.



...




Notas Finais


Eu não sei se o Spirit ainda está com aquele big de espaços, se estiver desculpem.


"Don Juan Triumphan":

https://youtu.be/Ts45mmXlfUY

Comentem o que acharam e até o próximo cap.


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