História Stay with me - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Daniel, Emma Swan, Henry Mills, Marian, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Once Upon A Time, Ouat, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Visualizações 76
Palavras 6.590
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite galeri, espero que estejam gostando da história e hoje vou falar pouquinho, vou deixar com que vocês leiam logo o capítulo. Nos vemos lá embaixo. Boa leitura!

Capítulo 6 - Filho.


Stay with me - 6º capítulo 

 

Delaware, Nova Iorque - 8:23AM

 

➵  P.O.V Robin Locksley on  ➵

Acordei com o toque do despertador soando pelo quarto e me sentei na cama, arrumando forças para levantar. Hoje, em especial, o tempo estava mais ameno, dando uma trégua para os casacos e sobretudos. Caminhei ainda sonolento até o banheiro e recompus minhas energias após um bom banho fresco. Como o meu turno começava a noite, ainda teria o dia para sair pelas ruas de Delaware e escolher um bom bistrô para tomar o meu café da manhã. A semana já estava chegando ao fim e eu finalmente poderia conhecer mais da cidade, já que teria um dia inteiro de folga. 

Desci pelo elevador e atravessei o corredor da portaria, encontrando um lindo dia lá fora. Eu estava farto de fome, então não esperei mais nenhum segundo e fui em busca de um bom lugar para comer. Depois de algumas voltas, entrei em um bistrô muito aconchegante e charmoso, onde pude me sentar a uma mesa ao lado de fora do recinto. Sempre gostei de comer observando o movimento, pois caso houvesse algo de errado, estaria pronto para intervir. Conheci um pouco melhor de suas especiarias descritas em um pequeno cardápio, fiz meu pedido a uma simpática atendente e assim que ela se retirou, encarei a pasta que eu tinha trazido comigo, com algumas das imagens da câmera de segurança da rua. Eu estava tentando achar qualquer pista que me levasse ao tal homem que eu tinha visto no bar de Regina. As imagens não mostravam muita coisa, apenas o momento em que ele entrou no bar e mesmo assim o homem estava de costas e a pé. Somente as próprias câmeras do Mills' e da rua de trás que dava para as portas do fundo do estabelecimento iriam me mostrar o que eu realmente queria, o rosto do sujeito. Eu iria olhar as filmagens na semana que vem, e por enquanto buscaria informações com as pessoas que estavam por perto na hora do acontecimento. Ergui meus olhos da mesa e segui olhando as pessoas que passavam apressadas ou apenas passeando por ali. Delaware realmente era uma cidadezinha muito tranquila e confortável, então era mais esquisito ainda tentar desvendar o que acontecera dentro daquele bar. As pessoas daqui não pareciam entrar em conflitos umas com as outras e algo estava me dizendo que esse homem não era daqui. 

Não era difícil fazer amigos por aqui, já que esbarrávamos com as mesmas pessoas quase sempre e todas muito educadas e atenciosas. Eu mesmo já tinha feito amizades com alguns moradores e o pessoal da minha equipe do trabalho. Os caras eram realmente gente fina, disponibilizando toda a ajuda que eu precisasse nesse começo. Sem contar do Sr. Gold, que mais parecia ser um paizão para os policiais. Claro que na hora do trabalho ele sabia manter a compostura e era um dos melhores profissionais com quem já trabalhei, mas realmente era um homem divertido. Hoje a noite teríamos uma reunião com ele na delegacia e o assunto parecia ser sério. Gold nos adiantou que seria um convite para todos, mas sem mais detalhes e claro, despertando a nossa curiosidade.

Deixei meus pensamentos ao ver que meu pedido tinha chegado e estava pronto para ser saboreado por mim, que mais parecia estar sem comer a um bom tempo. Degustei um delicioso cappuccino com um misto de queijo branco, orégano e cobertura de mel. Assim que terminei, levantei-me, satisfeito, e fui até a parte de dentro do bistrô, pagando minha conta. Agradeci pelo atendimento e elogiei o lugar, arrancado sorrisos sinceros do gerente e de algumas atendentes que estavam ao lado do homem de palitó e gravata. Resolvi caminhar um pouco mais, passando por algumas lojas de decoração e outras de vestimentas. Cumprimentei algumas pessoas que passavam por mim com um largo sorriso no rosto e me sentei num banco localizado em um jardim repleto de flores e árvores com frutos. Me encantei por uma, que estava carregada de maçãs vermelhas. Admirei a beleza do local, sentindo uma sensação boa, o aroma das flores adentrar o meu nariz e a brisa fresca que dava o toque final para aquele ser um dos melhores lugares em que eu já estive.

Eu estava relaxado, prestes a fechar os meus olhos e aproveitar aquele momento tranquilo, quando alguém fez questão de me interromper. Peguei o celular e atendi, sem ao menos olhar quem era.

– Alô? 

– Oi Robin! Como vai? - reconheci a voz de Zelena do outro lado da linha.

– Oi Zelena. Estou bem e você? Aconteceu alguma coisa? - perguntei e meus pensamentos foram imediatamente até Regina. Será que ela tinha piorado? 

– Tudo sim. Não se preocupe, nada grave aconteceu. Estou ligando para avisar que a alta da Regina será às cinco horas e confirmar se você irá mesmo buscá-la? 

Puta merda! Eu tinha esquecido completamente que havia prometido de ir buscar a Regina no hospital. Respirei fundo e tentei não demonstrar a minha frustração.

– Claro, vou sim. Às cinco estarei lá para buscá-la. Obrigada por avisar. 

– Tá bom, muito obrigada querido. Mais tarde passarei na casa dela. Até mais!

Desliguei a ligação e deixei meu corpo escorregar pelo banco. Eu estava sem vontade nenhuma de ir até lá, eu não queria ter que encontrar a Regina. Estava tão nítido que ela não dava a mínima para as minhas atitudes e a minha presença não fazia diferença. Nunca fui tratado assim por mulher alguma, todas sempre fizeram questão de me manter perto e me agradecer de inúmeras formas, mas ela era diferente. Parecia ter medo dizer um obrigado, de me deixar aproximar dela. Que mulher complicada! Mas eu precisava deixar de dar tanta importância, porque eu não quero me prender a ninguém, muito menos a alguém que de extrema complexidade, como ela. Estava na hora de começar a andar mais por essa cidade, conhecer novas mulheres e logo isso iria se apagar de minha cabeça. 

➵  P.O.V Robin Locksley off  ➵

                   •• ☾  ☾  ☾ ••

♕  P.O.V Regina on ♕

Acordei com o meu quarto do hospital repleto de flores. E junto delas estavam Emma e Henry, que me olhavam dormir. Seus olhos brilharam quando me viram acordar e logo um sorriso brotou em seus rostos branquinhos. Deixei um sorriso escapar, eu estava feliz de vê-los ali. 

– É muito bom acordar e apreciar esses dois sorrisos bem em minha frente. - fiz um sinal com a mão para que se aproximassem da cama.

– Que bom que você acordou, mãe. Não aguentava mais esperar, olha o que eu trouxe pra você. - Henry mostrou uma caixa de bombons achocolatados da nossa marca favorita. Nós dois devorávamos-os em menos de horas.

– Ah, não acredito! Acho que ficarei aqui por mais uns dias, quero ser mimada assim mais vezes. - ri, com a caixa em mãos e recebi um abraço gostoso de Henry.

– Nem brinca com isso, Regina. É muito ruim te ver nessa cama de hospital e com todos esses curativos. - Emma finalmente falou, fazendo um carinho delicado em meu cabelo. 

– Mas eu já estou bem, as dores diminuíram e com os antibióticos, em duas semanas eu já estarei sem dor nenhuma. E quanto aos curativos, logo estarei sem eles.

– E no final do mês você tem que vir retirar os pontos, já até marquei uma data para a sua volta na recepção. Depois eles te darão uma pasta com seus exames, receitas, informações para o repouso e a volta para uma nova consulta. 

Olhei carinhosamente para Emma e agradeci por toda a assistência que ela estava me dando. Seguimos, os três, conversando animadamente sobre diversos assuntos e mal vimos o tempo passar. Os dois fizeram questão de me entreter, já que eu tinha reclamado que ficar no hospital era muito tedioso. Henry me contou sobre suas notas escolares e a tal amostra cultural que terá em sua escola em poucas semanas, convocando a minha presença. Enquanto ele me contava mais detalhes sobre o que apresentariam lá, me perdi em suas palavras e viajei um pouco, imaginando como a minha vida teria sido se eu não tivesse conhecido aquele meninho que a anos atrás ainda cabia no meu colo e quando voltava da escola, corria para o meu bar para me pedir que o levasse até a soverteria. Ou quando ele ia dormir no meu apartamento e ficávamos a noite toda assistindo filmes e comendo pipoca, e dos nossos ataques de cosquinha em Emma e nossas guerras de travesseiros. Minha vida não teria o menor sentido sem ele! E era horrível pensar que um dia, não muito distante, ele irá sair pelo mundo e viver a sua vida, indo em busca de sua história. 

Senti meus olhos fraquejarem e uma lágrima se criar no canto do meu olho, então respirei fundo e engoli o choro. Foquei novamente no que ele dizia, algo mais parecido com novos games que tinha ganhado e que vinham com um par de óculos 3D. Ri, acompanhando com os olhos a empolgação dele. Emma também ria, fazendo carinho nas costas do irmão e de vez em quando olhava para mim de relance, sorrindo. Era bom ter a presença deles nesse momento, porque mesmo que eu ainda não tivesse falado nada, um medo tinha invadido o meu coração e toda vez que eu fechava os olhos, o barulho de todas as garrafas quebrando, eu caindo sobre elas e as mãos de Daniel percorrendo o meu corpo contra a minha vontade, me tiravam o sossego. Eu me sentia horrível com isso e graças a Emma e Henry, eu estava conseguindo esquecer tudo por um tempo. 

– A gente queria poder ficar mais, porém Henry tem aula e eu tenho uma reunião daqui a pouco. - Disse Emma e Henry fez cara feia.

– Eu não quero ir pra escola hoje. Deixa eu ficar aqui com a Regina, Emma? Por favor. - pediu, fazendo beiço e curvando as sobrancelhas, possuindo uma carinha irresistível.

– Henry, você tem aula, não vou permitir que falte por minha causa. Vamos fazer um combinado? - peguei em suas mãos – Assim que você sair do colégio, vai lá para casa e fica comigo, tá bom? Aí poderemos devorar esses bombons juntos, o que acha? 

Henry lançou um olhar de dúvida, mas logo cedeu e abriu um sorriso de lado, aprovando a ideia. Ganhei mais um abraço apertado do meu garoto e outro de Emma. Agradeci a eles pela visita e pela consideração, acrescentando o quanto eu os amava. Antes de saírem, escutei que também me amavam e se despediram pela última vez, enfim cruzando a porta do quarto. 

                   •• ☾  ☾  ☾ ••

O dia passou tranquilamente e quando o sol se pôs, eu já estava pronta para ir para casa. Uma enfermeira muito atenciosa tinha me dado o almoço e logo fui liberada para vestir as roupas que a Zel tinha trazido para mim. Com a ajuda da moça simpática, consegui me trocar e então voltei para o quarto, me encostando na cama. Enquanto esperava o médico, procurei meu celular e enviei uma mensagem para Zelena, avisando que ela já poderia vir me buscar. Notei que tinha algumas ligações perdidas, mas o número era desconhecido, então ignorei. 

Ouvi duas batidas na porta e antes que eu pudesse me levantar para ir até lá, uma frestinha se abriu e Robin adentrou o quarto, pedindo licença. Olhei com espanto para ele, afinal o que estava fazendo aqui?

– Olá, Regina. A Zelena não pôde vir e me pediu que viesse no lugar dela. - Ele pareceu ler meus pensamentos. Me recostei novamente na cama e fitei o chão. Eu estava com muita vergonha por estar naquele estado, e não queria que ele me visse assim.

– Ah sim... Obrigada por vir. E obrigada por ter me ajudado ontem, eu não tive nem tempo para lhe agradecer. - o encarei e um sorriso sem graça estampou o seu belo rosto.

– Não precisa agradecer - se aproximou lentamente de mim – Podemos ir? O médico está lá fora nos esperando. 

– Podemos sim. Deixa eu só pegar essa bolsa...

Antes que eu pudesse chegar até a bolsa, Robin a pegou e me estendeu a mão, para que eu me apoiasse. Fomos até a recepção, comigo sobre o corpo dele. Seu braço estava em volta da minha cintura e meu rosto estava a centímetros de seu pescoço, me permitindo sentir o cheiro delicioso que estampava sua pele. Desejei por alguns curtos segundos que não tivesse mais ninguém a nossa volta e eu pudesse afundar o meu rosto no seu pescoço, inalando aquele perfume. Abri os olhos, sendo arrancada dos meus pensamentos insanos quando ouvi a voz do médico, bem em nossa frente. O homem alto, vestindo um jaleco branco e perfeitamente alinhado, entregou uma pequena pasta com alguns papéis e me explicou as últimas recomendações antes de me liberar. No final da conversa, agradeci e saímos do prédio, entrando no carro de Robin, que nos esperava bem perto dali. 

Entramos no meu apartamento e Robin me levou até o quarto, me ajudando a sentar na cama. Antes que eu deitasse, ele arrumou os travesseiros e puxou os lençóis, facilitando o meu esforço. Me deitei e pedi a ele que me alcançasse o meu casaco de moletom que estava no armário, mas eu tinha me esquecido completamente de que não estava conseguindo me vestir sozinha, por causa das dores. No hospital, eu tinha uma enfermeira para me ajudar, mas aqui só tinha o Robin e eu não pediria que ele me ajudasse a trocar de roupa. 

– Esse aqui? - me mostrou o casaco cinza e eu afirmei com a cabeça. – Aqui está.

– Obrigada. - peguei-o e coloquei em cima da cama, olhando para o mesmo. 

– Quer que eu saia para você se vestir? - ele perguntou, me fazendo olhar em sua direção. Robin estava parado perto da porta e não parecia se importar em me deixar a sós para que eu pudesse me trocar. Admirei seu porte de cima a baixo e um arrepio subiu pelas minhas costas. Mesmo sem querer, ele conseguia ficar irresistível. – Regina?

– Ah, oi! Não, eu... não vou trocar. Não consigo fazer isso sozinha, mas logo a Zel deve vir pra cá e ela me ajudará. 

Robin caminhou em minha direção e se sentou na bera da cama, me olhando profundamente. Meu coração parecia estar numa montanha russa a mil metros de altura, pronta para começar a andar. O encarei, prendendo o ar, evitando qualquer deslize de sentir novamente aquele perfume e me perder ali mesmo. O policial estendeu as duas mãos, alçando o casaco e o trouxe na altura de meu tronco, abrindo-o para que eu vestisse.

– Eu te ajudo - disse suavemente. 

– Não precisa, eu ponho depois - tentei argumentar, mas seus olhos estavam me tirando o foco.

– Prometo que não vou deixar que você sinta dor. Pode confiar em mim. - Robin abriu um sorriso e minhas pernas tremeram. Mas ele não estava entendendo! Eu não queria vestir o casaco, eu queria ficar APENAS com o casaco.

– Robin, eu coloco depois, não se preocupe. Na verdade, eu queria mesmo era... 

Senti suas mãos encostarem em minha cintura e todos os pelos do meu corpo responderam, mostrando o quão arrepiada eu tinha ficado. Senti uma sensação estranha e subitamente a cena de Daniel com as mãos em meu corpo, me apertando e massageando, adentrou minha mente e eu senti o mesmo desespero que eu tinha sentido naquele dia. Um aperto forte instalou-se em meu peito e lágrimas brotaram em meus olhos.

– Me solta, Robin, por favor. - pedi, com a voz baixa, me segurando para não chorar na frente dele, mas a angústia parecia crescer a cada segundo. 

– Está tudo bem, eu não vou te machucar. - ele continuou com as mãos em meu corpo.

– Tira a mão de mim! 

Acabei perdendo o controle e o meu tom saiu mais alto do que eu gostaria. Eu estava tão nervosa, que minhas mãos tremiam e meus olhos estavam avermelhados junto das lágrimas que escorreriam pelo meu rosto. Robin me soltou rapidamente, se afastando um pouco de mim. Sua feição demonstrava o susto que levara com a minha reação e seus olhos estavam fixos aos meus. Não consegui o encarar, baixando o olhar e deixando que as lágrimas tivessem livre acesso para lavar o meu rosto. Eu não queria que ele me tocasse daquela forma, me trazendo à tona todas aquelas sensações horríveis. 

Robin levantou da cama, receoso. Seus olhos ainda estavam sobre mim e quando os meus cruzaram com os dele, senti uma dor me consumir. Aquele olhar afastado, distante era o que eu menos desejava naquele momento. Não queria que ele se sentisse mal por ter tentando me ajudar, eu só precisava de alguém que me entendesse e me ajudasse. Tentei falar qualquer coisa, mas não obtive uma sílaba sequer. Minhas cordas vocais pareciam ter sido arrancadas e quando eu o vi dar um passo para trás, desisti de tentar. O que eu tinha feito?

– Me desculpa, eu... eu... não queria causar isso. Me desculpa. - sua voz pareceu conturbada e seus olhos demonstraram o quanto estava perdido e sem reação. – Eu vou indo.

E antes que eu pudesse chamá-lo, gritar por seu nome, pedir desculpas e implorar para que ele não me deixasse sozinha, o meu par de olhos azuis sumiu pela porta do meu quarto, me deixando afogada naquele mar de solidão. Joguei minha cabeça para trás, encostando nos travesseiros e me permiti chorar, esquecendo de qualquer dor que meu corpo poderia sentir naquele momento. 

♕  P.O.V Regina off ♕ 

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➵  P.O.V Robin Locksley on  ➵

Faltavam alguns minutos para a nossa reunião com Gold e eu já estava sentado na minha sala, tomando um café bem forte. Eu estava péssimo desde a hora que tinha saído da casa de Regina e uma insuportável dor de cabeça me perseguia. Passei a tarde inteira tentando entender o motivo dela me tratar daquela forma. E eu estava insistindo no mesmo erro. Ela não me queria perto dela, mas eu não estava sendo capaz de enxergar isso. Tentei estar ao lado dela, ajudando-a como eu podia, mas nada disso fazia diferença na vida dela. Com toda a certeza ela se acha independente demais para receber uma ajuda e não seria eu quem iria fazer o papel de bobo novamente. Deletei o telefone dela dos meus contatos e me iria me afastar, dessa vez pra valer. 

A reunião começou pontualmente, como era típico de Gold. O homem grisalho fechou a porta de sua sala e passou seu olhar questionador por todos nós, que estávamos sentados nas cadeiras disponíveis ao redor de uma grande mesa preta. Gold se aproximou, sentando-se conosco, e antes de dar início ao assunto da reunião, bebeu um gole de sua água e voltou a nos encarar, dessa vez com um sorriso no rosto. 

– Bom, eu imagino que todos devem estar se perguntando o motivo dessa reunião e eu só espero que não tenham apostado nada por aí. Não irei me responsabilizar por nenhuma rodada de bebida no melhor bar da cidade - nosso chefe começou, arrancando gargalhadas de todos nós. Era meio óbvio que já tinha rolado muitos boatos até sabermos o que realmente era. – Mas enfim, eu vou direto ao assunto, até porque alguns de vocês têm um trabalho a cumprir daqui a pouco. Eu irei me casar.

Nos entreolhamos e todos parabenizaram ele, ao mesmo tempo, pela novidade. Eu não fazia ideia de que Gold tinha alguém, nunca o vi falando sobre isso e muito menos com a tal pessoa. Confesso que me peguei curioso para saber quem era essa mulher. Voltei a ouvir o que os caras estavam dizendo e Gold deu continuidade à reunião.

– Na semana que vem eu farei um jantar de noivado na minha casa e gostaria da presença de todos vocês lá. Trarei o endereço e o horário para que vocês possam se organizar, mas já fica aqui o convite. E claro, podem levar acompanhantes. Vou adorar conhecer as mulheres que vocês tanto fazem fofoquinhas por aqui.

Gold tinha um humor sarcástico e isso estava estampado em seu rosto. Apesar de ser um homem muito sério no trabalho, era muito extrovertido e tirava sarro de todos da delegacia. Fiquei sabendo até que pelo menos uma vez ao menos ele saía com a equipe para uma rodada de bebidas no seu bar favorito e que era o maior jogador de sinuca da cidade, vencendo todos que ousavam lhe desafiar. Eu ainda não tinha parado para sentar e conversar com ele informalmente, fora do trabalho, mas algo me dizia que ele tinha muitas histórias boas para contar e como um bom apreciador de boas histórias, eu ainda gostaria de ouvi-las.

Nossa reunião não demorou muito para acabar e logo tivemos que voltar ao trabalho. Eu e mais dois dos caras fomos resolver uma confusão que estava acontecendo em um dos barzinhos da cidade, onde um homem que estava bebendo desde as três horas da tarde não queria pagar por todas as rodadas que tinha consumido. O rapaz insistia que não tinha bebido mais que duas garrafas, mas sua comanda e o seu estado alcoólico diziam o contrário. Levamos um certo tempo para conseguir conversar civilizadamente com ele e mesmo assim não tivemos outra alternativa a não ser levá-lo preso. O homem tentou agredir um dos meus colegas e quebrou alguns copos que estavam sobre a mesa, totalmente fora de si. Conseguimos algema-lo e o colocamos na viatura. Teríamos que esperar que ele voltasse a sã consciência e voltasse para pagar a sua dívida com o dono do bar, mas enquanto isso não acontecesse, passaria um tempo em uma das celas da delegacia. 

➵  P.O.V Robin Locksley off  ➵

                   •• ☾  ☾  ☾ ••

Já era madrugada em Delaware, quando Robin foi dispensado de seu turno e pôde ir para casa. As ruas da cidade estavam vazias e calmas, transmitindo apenas uma brisa fresca e o barulho dos animais que viviam por ali. O céu estava estrelado e tudo indicava que amanhã um lindo sol apareceria para iluminar a cidade. O policial atravessou a rua, indo em direção ao seu prédio. O porteiro, já conhecido por sempre estar lá para lhe recepcionar quando chegava de seu turno noturno, abriu o portão para ele e lhe informou que uma mulher o aguardava em sua casa, dizendo ser da família dele. Robin estranhou, afinal não fazia ideia de quem poderia ser essa tal mulher. Pensou em sua mãe, mas não era típico dela aparecer sem avisar. Sem muitas delongas, o rapaz abriu a porta do apartamento, acabando com qualquer dúvida sobre a visita inesperada.

– Eu não posso acreditar! - adentrou o apartamento, fechando a porta atrás de si. – Como você me achou aqui?

Uma mulher morena com os cabelos longos e ondulado, alta e muito bem vestida se virou, o encarando de frente. Robin olhou nos olhos da mulher, incrédulo, e mesmo com tantas perguntas em sua cabeça, não foi capaz de falar nenhuma assim que viu um pequeno ser que a acompanhava, ao lado das pernas dela.

– Olá Robin. Quanto tempo! - a mulher olhou ele de cima a baixo e abriu um sorriso, parecendo gostar do que tinha acabado de ver. – E quanto a descobrir onde você estava morando, francamente, não fica difícil tratando-se de um policial tão renomado como você. Todos sabem da sua vida e parecem acompanhá-la.

– Marian, quem é essa criança? 

Nada do que sua ex-esposa tinha dito havia sido ouvido por ele. Robin não conseguia tirar os olhos daquele menininho branquinho com os cabelos tão cacheadinhos que parecia um anjinho em forma de criança. Os olhos do garoto estavam bem atentos a todos os detalhes do lugar onde estava e suas mãos estavam segurando em uma das pernas da mulher. Robin não estava entendendo, e pensar que aquele menino poderia ser filho dela com o amante o deixava com muita raiva. Era do nível dela ir até lá só para fazer questão de mostrar a ele que estava muito bem após a separação. Como ela era baixa! Robin se desligou dos pensamentos quando ouviu seu nome ser chamado algumas vezes pela mulher.

– Você ouviu o que eu acabei de te dizer? - perguntou ela, olhando sério para ele.

– Não, Marian. Eu não prestei atenção. Eu não estou disposto a ouvir suas baboseiras, eu apenas quero saber quem é essa criança que está ao seu lado. - seu estômago parecia dar voltas. Robin engoliu em seco, esperando por uma resposta.

– Ele é seu filho, Robin. 

Seus ouvidos pareciam não ter captado exatamente o que a mulher tinha acabado de dizer. Parecia ter perdido a capacidade de entender as coisas, de formular qualquer palavra que havia sido dita por ela. Robin estava sem acreditar que aquele menininho diante dele era seu filho. Tinha desejado uma vida inteira por esse momento, por um dia que chegaria  em casa e iria receber a bisturis de que seria pai, que teria uma pessoa para cuidar e ensinar todas as lições de vida que tinha aprendido. Mas ele não estava preparado para vivenciar isso assim, de uma hora para a outra, ainda mais numa relação onde não estava casado com a mãe de seu filho e nem ao menos tinha chegado a presenciar as primeiras fases da vida dele. O menino aparentava ter dois ou três anos, o tempo suficiente para ele realmente ser seu filho, ou não. Mas então ela teria escondido essa gravidez até o momento ou talvez não soubesse que estava grávida quando se separam. Eram tantas informações para Robin que seus olhos se encheram de lágrimas e fixaram-se no pequeno que o olhava, sem nenhuma expressão física. Ainda era novo demais para entender o que estava se passando.

– Meu filho? Nós dois tivemos um filho e você só vem me contar isso agora? A quanto tempo essa criança existe e eu não sabia, Marian? 

– Eu descobri que estava grávida um mês depois do nosso divórcio e eu já estava na França com o Will. Roland acabou de fazer três anos. - a mulher olhou para o filho que estava ao seu lado.

– Três anos... - Robin se agachou, olhando melhor o menino. Seus traços remetiam tanto ao seu pai, e seu queixo era idêntico ao de Robin. Não tinha como negar que ele era mesmo seu filho. – Você tirou de mim três anos da vida do meu filho. Como você foi capaz? Você sempre soube que o meu maior sonho era ser pai!

– Eu não podia voltar! A minha vida agora é aquela.

– E você pretende ficar até quando? Você vai voltar para a França com o meu filho? - os olhos do policial subiram até a mulher e um aperto em seu coração o deixou com falta de ar.

– Eu volto hoje mesmo. Tem um jatinho me esperando para embarcar assim que eu sair daqui. - Marian não demonstrava reação alguma, era uma muito mulher fria e Robin se perguntava como tinha conseguido ficar com ela por tanto tempo. – Mas o Roland fica. Ele vai morar com você.

– Comigo? Como assim, Marian? Você está me dizendo que vai embora hoje mesmo e que ele vai passar a viver comigo? Você está abandonando o seu filho? - o policial se levantou, ficando em pé novamente.

– Eu nunca quis essa criança, Robin, você sabe muito bem disso. Nos primeiros anos eu pensei que talvez pudesse dar certo, que eu fosse me apegar a ele, que Will realmente fosse acreditar que o filho era dele, mas quando ele descobriu a marca de nascença na  perna do Roland, igual a sua, não tive como sustentar mais essa mentira. Will me fez escolher entre ele ou a criança, e eu não posso largar a minha vida assim. 

– Eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo! Você está abrindo mão do seu próprio filho para continuar vivendo uma vida luxuosa? Que tipo de mulher você é? Você não pode ser um ser humano! Eu não sei como eu pude me casar com alguém como você, uma mulher tão desprezível.

– Eu não me importo com os seus sentimentos por mim, Robin. Eu amo o Will e acima de tudo eu me amo. Não vou destruir a minha vida por causa de uma criança que nem desejava foi. Então vamos acabar logo com isso, eu preciso voltar para casa. 

A mulher pegou em uma mão a pequena mala que estava no chão  e na outra o braço do menino. Era nítido o quanto ela não sentia afeto nenhum por ele. Marian me entregou a mala e soltou o braço dele, que parou em sua frente, olhando-a sem entender.

– Vá com o seu pai. - ela falou ao garoto.

Robin deixou a mala ao seu lado e se abaixou, encarando o seu filho. Seus olhos fraquejaram e ele deixou escapar algumas lágrimas. Sem que ele notasse, a mulher caminhou até a porta e saiu, sem dizer mais nenhuma palavra. Robin encarou a porta e uma dor profunda invadiu o seu peito. Não entendia como ela poderia fazer isso com o próprio filho... Voltou a olhar o menino e lentamente levou as mãos até os pequenos e finos braços dele, o trazendo para seu colo. Sem entender direito o que estava acontecendo, o pequeno caminhou alguns passos e encostou o rostinho no peito de Robin. O policial o envolveu com os braços, deixando mais lágrimas caírem por seu rosto. O que faria agora? Como ele iria cuidar daquela criança, ainda mais com sua rotina corriqueira, alterando-se entre idas e vindas em seu apartamento para tomar banho, comer, dormir, e a delegacia? Quem cuidaria do menino enquanto estivesse fora de casa? Robin soltou o filho e olhou em seu rosto, notando que ele estava procurando algo ao seu redor. Talvez ainda não tivesse se acostumado com o novo lugar.

– Mama? 

O pequeno pronunciou e Robin sentiu uma facada em seu coração. O menino estava chamando pela mãe e ele não tinha o que fazer. Como seria para essa criança se adaptar a viver com um estranho daqui em diante? Roland começou a ficar vermelho, e seus olhos derramaram lágrimas. O menino olhava em volta, na tentativa de encontrar a mãe e a cada vez que isso não era possível, as lágrimas aumentavam e não paravam de cair. Robin se viu numa situação desesperadora, não tinha contato com crianças, era uma experiência totalmente nova em sua vida. Não sabia como agir, como acalmar aquele ser tão indefeso e inocente. Se sentia péssimo por ver o próprio filho chorar e ele não ser capaz de ampara-lo. Era desesperador!

Algumas batidas na porta fizeram Robin despertar e ele levantou, limpando o rosto. Desejou do fundo do seu coração que fosse Marian, desistindo de sua de decisão. O policial abriu a porta e quem ele menos esperava apareceu em sua frente. Regina parecia inquieta e assim que viu Robin, ela soltou a respiração, abrindo um pequeno sorriso.

– Robin! Desculpa vir sem avisar, ainda mais nesse horário, mas eu não ia conseguir dormir sem antes vir aqui te pedir desculpas por hoje. Eu realmente não queria ter feito aquil... Robin? O que aconteceu? - ela perguntou, assim que o viu começar a chorar em sua frente.

Involuntariamente, Robin abraçou Regina, desabando no colo dela. O homem chegava a soluçar, e tentar perguntar a ele o que estava acontecendo seria em vão. Regina o abraçou forte, tentando lhe acalmar e assim que ele pareceu mais calmo, depois de alguns minutos, ela entrou com ele na casa e foi em busca de um copo de água. Robin se sentou no sofá, ao lado da criança que estava encostada ali e Regina ainda não tinha notado.

– O que foi que aconteceu, Robin? Bebe aqui esse copo de água. - ela voltou da cozinha com a bebida e foi entregar a ele, quando se deparou com a criança, que olhava para ela. – Quem é esse?

– Meu filho. - Robin disse com a voz falhada, também olhando Roland.

– Seu filho? Mas... eu não sabia que você tinha um filho.

– Eu também não sabia a minutos atrás. - encarou o chão.

– Como assim? - Regina se sentou ao sofá e viu o pequeno chorar, olhando para ela. – Oh meu deus, não chora. Vem cá. - o pegou em seu colo e tentou fazê-lo parar de chorar. – Robin?

– Eu não sei o que fazer, Regina. Minha ex-mulher acabou de sair daqui, abandonando o próprio filho para viver uma vida luxuosa em outro país. Ela nunca quis o nosso filho e me escondeu a existência dele durante três anos. Agora ela volta e me entrega ele assim, como se fosse fácil. Eu nunca cuidei de uma criança, eu sempre sonhei em ser pai, mas não dessa forma, eu achava que seria como era com qualquer pai iniciante, que eu teria a mãe do meu filho ao meu lado e juntos nós aprenderíamos a criar e cuidar dele. Mas não foi isso que aconteceu. Ele está sentindo falta da mãe e eu não tenho o que fazer. - Robin respirou fundo, limpando mais uma vez o seu rosto e olhando para Regina com seu filho no colo. Agora ele parecia estar mais calmo, e ela demonstrava ter jeito com crianças.

– Meu deus, Robin. Eu não sei o que dizer. Como uma mãe é capaz de fazer isso? - Regina olhou para o garotinho que estava em seus braços, mexendo no colar dela. – Ele é lindo. Parece muito com você.

A mulher encarou Robin e os dois permaneceram se olhando por longos segundos. O policial estava observando como ela fazia com Roland, acariciando os cabelos castanhos do menino, que estava quase dormindo em seu colo. Era bonito de ver a forma que ela estava entregue àquele momento e por um instante, Robin se deixou levar e imaginou como seria se Roland fosse filho de Regina. Gostaria que fosse verdade, não negaria, mas precisava voltar à realidade, onde isso não chegava nem perto da vida real. Ele voltou a olhar os dois ao seu lado e viu que o filho já tinha caído no sono. Ver que ele estava mais calmo e bem, confortou o coração de Robin e a angústia que sentia havia passado. Não teria como agradecer a Regina por isso!

– Ele dormiu - ela sussurrou para ele. – Posso colocá-lo lá dentro?

– Pode, claro. Coloque ele na minha cama. 

Robin levantou e Regina, com Roland no colo, o seguiu, indo até o quarto do policial. A morena colocou o pequeno deitado na cama do pai, o cobriu com o lençol e pôs os outros travesseiros em volta dele, evitando que caísse da cama. Os dois olharam o menino que dormia tranquilamente e voltaram para a sala, em silêncio.

– Muito obrigado, Regina. Não sei o que te dizer, porque eu não sabia mesmo o que fazer naquele momento. É tudo muito novo para mim. - Robin quebrou o silêncio entre eles e parou em frente a ela.

– Imagina, ele só precisava de um colo. Cuidei de Henry por tanto tempo que acho que peguei a prática. - sorriu, olhando pra ele.

– Realmente, você leva jeito para isso. - ele sorriu junto. – Mas obrigado de verdade.

Seus olhos se encontraram novamente e um sorriso sincero estampou ambos os rostos. O ar entre eles estava leve, sem aquele constrangedor clima ruim que se fazia presente nos últimos encontros. Robin olhou melhor a mulher, notando os curativos que ainda estava em alguns pontos de seu corpo. Subitamente se lembrou de que ela deveria estar de repouso e que havia tido um motivo para ela ir até lá, mas que ele não conseguia lembrar.

– Você não deveria estar de repousou? Quer sentar um pouco? - perguntou ele, preocupado.

– Sim, mas eu precisava vir até aqui. Eu precisava pedir desculpas pela forma que eu agi hoje mais cedo. Você não teve culpa nenhuma, Robin. Eu - Regina respirou fundo antes de continuar a falar – não consigo ficar um segundo do meu dia sem voltar a cena em que o meu ex-namorado me assediou lá no bar e logo depois me arremessou contra o balcão.

– Seu ex-namorado? Ele te assediou antes de fazer aquilo tudo? - Robin olhou chocado.

– Ele queria que eu ficasse com ele, mas eu não quis, tentei manda-lo ir embora, mas ele começou a me agarrar e passar a mão em mim... 

Regina começou a ficar nervosa outra vez e suando. Ela respirou fundo algumas vezes, mas era difícil continuar a falar sobre aquele assunto. Era complicado vivenciar tudo de novo dentro de sua cabeça. Robin segurou em uma das mãos dela, lhe acalmando.

– Vamos parar de falar disso. Da para ver o quanto esse assunto te faz mal, em uma hora melhor você me conta o que realmente aconteceu, mas agora, você só tem que esquecer isso. Já passou, ele nunca mais vai tocar um dedo em você. Eu te prometo! 

Regina se aproximou lentamente dele, olhando todo o seu rosto, com um sorriso carinhoso estampando sua face. Com o rosto colado ao dele, a mulher sussurrou um obrigada. Sem pensar muito, Robin a segurou delicadamente pela cintura e puxou o lábio inferior dela com sua boca. Uma de suas mãos subiu até a nuca dela, enfiando-se dentro do cabelo da morena. Assim que soltou o lábio dela, Regina depositou um selinho calmo e longo na boca dele, com as mãos em sua cintura. Os dois se olharam novamente, sorrindo um para o outro. Tinham esquecido todos os desafetos que tiveram, todo o clima ruim e se permitiram, por um instante até então, a vivenciar aquele sensação boa que habitava ambos corações. Gostavam de estar um ao lado do outro, não podiam negar. 

Com desejo, Robin tomou a boca dela com firmeza, deixando sua língua caminhar tranquilamente por todos os cantos da boca da mulher. Suas mãos percorriam caminhos cautelosos, para que não a machucasse ou deixassem-a desconfortável como havia ocorrido mais cedo. Regina estava mais relaxada e agora parecia ter depositado sua confiança nele, entregando-se ao momento, sugando seus lábios entre o beijo. Era um beijo intenso, porém calmo, com os detalhes sendo apreciados minuciosamente. Suas línguas estavam em perfeita sincronia e seus corpos sentiam o calor do momento, que finalmente tinha sido rendido pelos dois. Delicadamente, Robin separou suas bocas, acariciando o rosto de Regina com a mão. Um novo sorriso surgiu no lábio do homem, e seus olhos pareciam memorizar cada detalhe do rosto dela. 

– Não, não! - Regina se soltou dele repentinamente. – Desculpa Robin, mas eu não posso.

– Mas Regina... o que aconteceu? - o policial tentou se aproximar dela novamente, mas ela deu um passo para trás e foi até a porta.

– Eu não posso fazer isso, Robin. Eu não posso! - seus olhos estavam marejados e assim que disse a última palavra, cruzou a saída do apartamento dele.

Robin permaneceu alguns segundos parado, olhando para a porta. Não conseguia acreditar que mais uma vez ela tinha fugido dele. Antes que ele pudesse se sentir mal mais uma vez, Robin se lembrou de algo muito importante, que ele tinha dito para si mesmo quando terminou o seu casamento. Sua felicidade não podia depender de outro alguém, ele deveria ir em busca de ser feliz, procurando isso dentro de si. E era isso o que ele precisava manter em sua cabeça. Agora, precisava se preocupar com ele, porque seu filho iria precisar muito do pai e ninguém, nem mesmo Regina e sua tentadora beleza, atrapalhariam isso.


Notas Finais


Regina está vivendo uma grande guerra entra a razão e coração dela. Vocês apostam que quem vai ganhar? Fiquem ligadinhos que o próximo capítulo é babado, confusão e gritaria. Até lá, beijocas.


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