História Stay with me - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Yuri
Tags Yulsic
Visualizações 45
Palavras 2.956
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, FemmeSlash, Fluffy, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como eu mencionei algumas vezes, vou repostar as oneshots que foram excluídas aqui do site. A intenção é de postar nas datas dos aniversários das Soshis.
Vamos começar pela da Yuri <3 essa tem dois capítulos

Boa leitura!

Capítulo 1 - Selar uma promessa


Fanfic / Fanfiction Stay with me - Capítulo 1 - Selar uma promessa

O movimento do trem vez ou outra atrapalhava a escrita, porém Yuri mantinha o lápis firme entre em dedos e mantendo firme os traços no papel. Como era hora do almoço, o vagão estava invadido pelo cheiro dos pratos que eram servidos, mas ela estava ansiosa demais para conseguir comer, secava as mãos suadas no vestido e mantinha a mente distraída como podia, ouvindo os ruídos das vozes das pessoas dali, crianças e adultos conversando aletoriamente.

Mais um movimento brusco e Yuri olha o livro a sua frente, agora com um risco desenhado no meio da pagina, respira fundo e passa as paginas a procura de outra folha em branco. O seu maior desejo era chegar logo em seu destino, sua casa. Poder abraçar sua mãe e tomar seu maravilhoso chá, poder provar novamente de sua comida e brincar com os animais da fazenda.

Poder aproveitar o sol de verdade e deitar sob o céu estrelado e realmente poder ver as estrelas sem a intromissão das luzes da cidade. Acordar cedo com o galo cantado embaixo da janela e aproveitar a companhia da família. Ah, sentia tanta falta de sua família.

O trem da mais um solavanco e ao olhar pela janela a garota tira os óculos o guardando novamente na bolsa junto ao livro, estava chegando a sua estação, conheceria aquela igreja mesmo numa noite muito escura. Tinha atravessado o oceano num avião, mas preferiu o trem para chegar a sua cidade natal, queria apreciar a paisagem durante a viagem. O trem para e os passageiros começam a pegar suas bagagens, Yuri faz o mesmo e logo já esta do lado de fora.

Esta um dia quente, podia começar a sentir as cotículas de suor se formarem em sua testa e costas, precisava ser rápida em encontrar o ônibus que a levaria até a estrada da fazenda, ou derreteria. Pega o óculos de sol na bolsa o colocando no rosto para proteger os olhos e respira fundo sentindo o perfume de flores do campo que tanto gostava. Só depois que saiu da fazendo foi que percebeu que flores do campo eram as suas preferidas, as que eram encontradas na fazenda.

Chega ao ônibus e ao conversar com o motorista sabe que aquele é o certo para embarcar. No radio tocava uma musica típica da região e fecha os olhos apenas aproveitando a pequena viagem, o vidro aberto permitia que o vento bagunçasse um pouco seus cabelos que pareciam pequenas facas afiadas batendo em suas bochechas. Sente o movimento parar e abre os olhos.

- Srta. Kwon, essa é a sua parada! – levanta e com a ajuda de outro passageiro pega sua pequena mala. Não viu necessidade de carregar muitas coisas, sendo que tinha ainda coisas na casa da mãe e passaria breves duas semanas ali, só o Natal e Ano Novo.

Logo chega a casa e a primeira coisa que vê são os primos jogando futebol no gramado em frente à casa. Deixa a mala de lado e se apressa em tirar os sapatos de saltos desconfortáveis que já machucavam os seus pés. Corre até o meio do jogo roubando a bola e driblando os primos faz um gol. Os garotos tinham parado tamanha a surpresa e Yuri ria.

- Ei Yuri, foi injusto! – o mais novo cruza os braços fazendo bico, ela se aproxima e aperta sua bochecha.

- Claro que foi! – zomba.

- Eu quero revanche! – um deles se pronuncia e todos concordam.

A Sra. Kwon estranhando a gritaria no lado de fora, sai e logo um sorriso nasce em seus lábios ao ver a filha ali fora mexendo com os primos mais novos.

- Yuri! – chama e logo a morena vira-se lhe encarrando com um sorriso lindo e os olhos brilhando. Deixa os primos indo abraçar a senhora, respirando bem forte para absorver todo o cheiro de casa que pudesse. – Senti tanto sua falta minha perola.

- Também senti Omma. – é inevitável os olhos não encherem de lágrimas. – Estou feliz de estar aqui! – a senhora se afasta para lhe fitar o rosto e limpa as lagrimas que escaparam.

- Nós também estamos! – aquela voz.

Olha sobre os ombros da mãe vendo a Jung se aproximar com Insônia – gato de estimação de Yuri – nos braços. Aquela garota era o seu inferninho pessoal. E Jessica sabia disso.

- Ei Yuri, cumprimente a Sica! – sua mãe lhe cutuca o ombro. Jessica deixa o gato no chão e se aproxima também, Yuri lhe toca a cintura enquanto a loira lhe enlaça pelo pescoço. Sente os pelos da nuca ficando arrepiados quando a loira passa as pontas das unhas na pele e sua respiração também bate.

Jessica Jung trabalhava com a Sra. Kwon fazendo doces para a pequena Doceria que a família Jung tinham na cidade. Antes de ir para a faculdade na Europa, Yuri também ajudava as duas, conhecia muito bem Jessica, garota ambiciosa que se aproveitava da paixão da morena. Alguns beijos escondidos na dispensa ou no porão, quase lhe fizeram a cabeça para levar a Jung consigo, iria contra a sua própria família e a família dela para levar Jessica consigo, porém teve sorte de ouvir uma conversa reveladora das irmãs Jung que lhe abriram os olhos.

Foi tão boba acreditando que as juras de amor da loira eram verdadeiras. Palavras faladas da boca para fora para agradar os ouvidos e aquecer o coração de Yuri. Cada beijo e cada toque foram falsos tudo para lhe agradar e conseguir o que queria. O problema é que o coração de Yuri ainda insistia em bater forte por Jessica, seu toque ainda lhe arrepiava e mexia com algo dentro dela. Como dizer para seu coração parar de amar aquela garota? Não sabia a resposta, mas queria muito saber.

Seriam longas semanas.

Mais tarde, depois de Yuri ir para o quarto trocar de roupa por algo mais confortável e guardar suas coisas, volta para a cozinha onde a Sra. Kwon já preparava seu preferido chá, Jessica permanecia ali, com uma bela taça cheia de sorvete a sua frente, se deliciando com creme refrescante.

- Yuri! - a mãe vira-se enquanto a morena sentava-se numa das cadeiras da mesa também. – Jessica estava perguntando se você voltou para casa com livros novos!

Olha a loira que tinha baixado o olhar numa falsa timidez, ela gostava muito de ler.

- Sim. Mais tarde posso ir buscar alguns no quarto para lhe empresta! – responde diretamente para ela.

- Obrigada! – responde num fio de voz, mas o sorriso nos lábios eram travessos e por estar de costas para o fogão, a Sra. Kwon não via seu rosto.

- Omma, eu quero ir até a cidade mais tarde, quando o calor tiver diminuído. Estava sentindo falta daqui! – vê Jessica revirar os olhos.

- Claro. Vocês podem fazer algumas compras pra mim! – não deixou passar o vocês.

- Eu queria ir com você Omma! – apela por fazer manha, não ficaria sozinha com Jessica, seria capaz de atira-la num lago.

- Ora Yuri. Mais tarde Sica tem que ir pra casa. Com certeza não se importa em lhe fazer companhia! – a loira fazia sinal negativo com a cabeça. – Perfeito.

Bufa, mas a mãe não ouve, já estava distraída numa conversa com a loira sobre a lista de compras que faria. Olha o dia bonito através da janela e resolve dar uma volta lá fora, qualquer coisa para se manter afastada da Jung. Pelo menos no dia seguinte seria domingo, então Jessica não apareceria por ali.

Pega uma maça na fruteira e sai da cozinha, seus primos ainda jogavam futebol, a poeira se erguendo e os deixando sujinhos como porquinhos, ri se aproximando.

- Yuri jogue novamente conosco! – é convidada, termina a maça e ignorando o terrível calor que ainda faz entra no jogo novamente. Deixa-se levar pela travessura como fazia tempo que não aproveitava, na faculdade havia time de futebol, mas Yuri estava focada nos estudos, tinha que ajudar a mãe e não podia se deixar levar por coisas que lhe desconcentrassem.

Não sabe quanto tempo depois, mas o sol já tinha baixado e seu corpo estava coberto de suor, avista Jessica lhe observando da varanda, faz sinal que sairia do jogo e se aproxima dela que segurava uma garrafinha com água, estende a mão para pegar, mas a loira afasta a garrafinha e aproxima o rosto, sendo pega de surpresa pela atitude Yuri não se afasta ganhando um beijo no canto dos lábios.

Olha a sua volta para ver se ninguém tinha as visto. Jessica esta com um sorriso e lhe entrega a garrafinha em fim, Yuri tira a tampa bebendo boa quantidade de água e depois despeja o resto nas costas e parte do peito. Ergue o olhar e a loira a sua frente tinha os olhos brilhando e estava mordendo o lábio inferior de um jeito que a deixava sexy, as faces vermelhas.

- O que você quer? – questiona quebrando a sensualidade do momento com a voz seca.

- Esta na hora de eu ir para casa! – da de ombros já mudando seus atos para um jeito inocente. Olha a Jung de cima a baixo, ela esta usando um macacão jeans e camiseta regata rosa, os cabelos num coque com algumas mechas loiras lhe moldurando o rosto e parte do pescoço.

Jessica sempre foi linda, podia ser nos vestidos leves que usava e a tornava provocante, ou com roupas mais simples como a que usava no momento e lhe deixava angelical. Seu coração pertencia a essa mulher.

- Hm. - limpa a garganta e desvia o olhar. – Eu só preciso tomar um banho e trocar de roupa. Prometo ser rápida! – vira-se para se afastar, mas uma mão lhe impede de prosseguir.

- Yul! – sussurra. Era a única que lhe chamava desse jeito, o apelido mexia com ela. Vira-se lhe fitando o rosto novamente. – Não precisa ir comigo. Eu sei que você não quer ir. – baixa o olhar.

- Eu tenho que comprar algumas coisas para minha Omma.

- Você pode ir de ônibus. Eu vou caminhando.

- Não precisa fazer isso Jess. – suspira. Silencio ambas fitando os próprios pés, escuta a loira respirar fundo e ergue o olhar, ela segura uma chave que lhe estende.

- No porão. Naquele nosso lugar a um pequeno baú, essa é a chave para abri-lo. – segura sua mão com a palma estendida para cima colocando a chave nela. – Só o abra hoje à noite ou amanhã quando eu não estiver aqui.

- O que você esta aprontando agora Jung? – pergunta desconfiada.

- Estou erguendo a bandeira de paz. É sério Yul! – se inclina depositando um beijo em sua bochecha e aperta sua mão que segura a chave virando-se e seguindo pelo gramado para fora da propriedade, sem olhar para trás e deixando o seu perfume floral pelo caminho.

(...)

Yuri não aguentou esperar até o dia seguinte, logo depois do banho desceu até o porão seguindo até o pequeno canto a esquerda atrás de algumas caixas de uvas, olha pela janela se alguém a tinha visto entrar ali ou lhe seguido, as madeiras do piso no andar de cima rangiam aos passos de sua família que estavam se preparando para o jantar. Àquela hora tinha um pouco de vento deixando a noite mais fresca e balançando as arvores.

Com a lanterna ilumina o lugar logo encontrando o objeto que Jessica mencionou, não estava escuro, mas ajudava mais. Pega o pequeno baú de madeira que cheirava a poeira por provavelmente estar ali há muito tempo, e vai até um lugar onde pudesse sentar ainda sem sir do lugar. Percebe ter algo entalhado na madeira, passa as mãos tirando o pó para poder ver o desenho, eram letras, entalhadas com uma faca provavelmente.

YulSic

Por algum motivo seu coração aperta ao ler a palavra, uma junção de seus nomes. Procura pela chave no bolso da calça e destrava o cadeado, ilumina a parte de dentro do baú revelando ter ali inúmeros papeis. Seriam cartas?

Pega o primeiro papel da pilha abrindo e revelando uma escrita a caneta, a letra de Jessica.

Querida Yul

Sinto tanta a sua falta. Fazem apenas semanas que você partiu, sei que as estrelas no céu são as mesmas para ambas, porém desde a sua partida, para mim elas perderam o brilho.

Com amor... Jessica Jung

Eram bilhetes, inúmeros deles. Pega outro.

Meu coração perde a vontade de bater a cada dia longe de você. Temo não estar aqui quando você voltar.

Yuri sente um bolo na garganta e seus olhos ficaram quentes e úmidos. Passa mais alguns papeis até abrir outro para ler.

Escrevo todos os dias, sinceramente não sei se você vai chegar a ler isso, se terei coragem de lhe mostrar ou se você vai querer. Não depois de tudo que lhe fiz. Mas tenha certeza que quando falei que lhe amava, as palavras esbanjaram sinceridade.

As primeiras lágrimas começam a cair e escorrer por seu rosto. Não impede ou limpa. Passa mais algumas e quando chega nas ultimas, o lugar antes silencioso, agora se enchia de seus soluções, cada declaração de Jessica doía em seu coração. E se fosse tudo mentira mais uma vez? Se fosse atrás dela novamente e quando a levasse consigo fosse apunhalada pelas costas?

Era difícil voltar a confiar em Jessica, estava dividida. Seu coração implorando que fosse atrás da loira, e sua razão lhe alertando o quanto aquela mulher era fria e calculista, que faria de tudo para conseguir o que queria, já a enganou uma vez, o que lhe garantiria que não faria novamente?

A ultima carta da caixa, a que parecia mais recente.

Minha amada Yul

Eu juro de todo meu coração e alma que nunca quis lhe magoar, eu nunca me permitiria machucar o coração daquela que amo tanto, daquela que é dona de todo o meu amor e de meu próprio coração.

Mas você não me entende. Ninguém entende. Eu também sou um passarinho e não quero ficar presa a esse lugar, a essa cidade pequena que não tem futuro a me oferecer. Eu quero conhecer o mundo, ser do mundo. Queria dividir esse meu sonho com você, seguir viagem ao seu lado.

Você não me levou. Deixou-me aqui para apenas poder observar o mesmo céu estrelado que você. O que ouviu aquela noite foi só parte da conversa, sabe que eu nunca negaria o nosso amor, meus olhos brilham denunciando meus sentimentos. Mas sabe também como minha família é conservadora, nunca me deixariam viajar com você se soubessem de meu amor.

Enquanto dizia aquelas palavras para minha irmã, meu coração sangrava. Sangrou ainda mais quando soube que você foi embora sem mim.

Eu te amo Yuri. Você vai ser para sempre meu amor. Meu primeiro amor, meu primeiro beijo. Infelizmente não tivemos tempo para compartilhar algo a mais. E nem vamos ter.

Dessa vez quem esta indo embora sou eu. Não vou revelar o meu destino por que não quero que venha atrás de mim, não terei coragem de seguir se fizer isso. Só saiba que será essa noite e provavelmente enquanto estiver lendo, eu estarei num ônibus me distanciando mais e mais do meu amor.

Jessica Jung

Yuri levanta num pulo, guarda os bilhetes de qualquer jeito no baú e sai do porão correndo indo em direção a garagem, não justifica sua saída de carro para ninguém, apenas corre o mais rápido possível em direção a rodoviária.

Não deixaria Jessica sair de sua vida. Não cometeria o erro pela segunda vez.

Estaciona o carro de qualquer jeito e sequer se lembra se o trancou, pega o baú no banco do passageiro e segue correndo para dentro da rodoviária. Olha de um lado para o outro enquanto corre pelo lugar procurando pelos cabelos loiros de Jessica. Seu coração aperta e as lagrimas embaçando seus olhos.

- JESSICA? – grita e varias cabeças viram-se em sua direção, mas nenhuma é da pessoa que procura.

O alto falante anuncia a ultima chamada para a saída de um ônibus, Yuri corre para lá, mas nada dela. Permanece do lado de fora procurando por mais algum tempo. Até sentir uma mão apertar seu ombro, vira-se e seus olhos se enchem de alegria.

- Sica! – a abraça forte contra si, respira o perfume dela.

- Yul! – ela não retribui o abraço, se afasta mostrando o baú.

- Isso tudo que escreveu é verdade? – a loira baixa o olhar para o objeto, e não ergue mais, Yuri segura seu queixo a fazendo voltar a lhe fitar.

- Agora é tarde Yul. Eu realmente vou embora, nada do que você fizer me fará mudar de ideia. – murmura.

- Nem se eu prometer lhe levar comigo? – entra em desespero, sua visão novamente embaçada pelas lagrimas.

- Sabe o que eu me dei de conta Yul? – faz que não. – Eu realmente não tenho como ir com você. – funga. – Você esta na faculdade, no campus, e eu não teria onde ficar.

- Nós daríamos um jeito. Meu amor. – segura seu rosto entre as mãos. – Eu tenho dinheiro poderia alugar um pequeno apartamento para nós.

- Yul, você estuda o dia inteiro, como teríamos dinheiro para nos manter. O que sua mãe manda não seria o suficiente para duas.

- Sica! – murmura. – Não faça isso comigo, não me deixe. – Jessica se inclina selando seus lábios num leve roçar, sem se importar com o que as pessoas ao redor pensariam.

- Eu amo você. – sussurra ainda próximas. – E quando você voltar, eu também vou estar aqui para lhe encontrar. Eu prometo.

- Saranghae. Essa é a minha promessa.

- E a minha também. – beijam-se para selar a promessa e Yuri a deixa partir, por que a teria de volta, promessas de amor não podem ser desfeitas. Nunca devem ser quebradas. São sinceras.



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