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História Stay With Me - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Sinto muito por ter deixado demorar tanto meus amores.. tive um pequeno bloquei onde não conseguia real escrever esse capítulo, mas consegui inspiração para termina-lo e logo aqui estou eu <3
Espero que vocês gostem! Terá mais um capítulo e aí será o fim dessa primeira temporada rsrsrs

Boa Leitura!!

Capítulo 6 - Making it Right Part 2


Fanfic / Fanfiction Stay With Me - Capítulo 6 - Making it Right Part 2

 

Jaskier se lembrava vagamente de seus momentos íntimos com Geralt sob a espessa névoa de excitação do cio. Se lembrava que o Bruxo nunca o permitiu toca-lo com as mãos ou vê-lo, mas Jaskier sentiu, sentiu a grossura entre seus lábios, a textura, o gosto na língua, o comprimento na garganta, nunca conseguindo colocar todo o pênis de Geralt em sua boca, engasgando onde ele pensava nem ser a metade desde que seu nariz nunca chegou a tocar os pelos que sabia ter na base, mas não é como se ele tivesse experiência nisso, tendo passado suas noites antes de seus sentimentos serem correspondidos por Geralt, apenas com mulheres. Betas e ômegas, nunca chegando muito perto de alfas, a mera insinuação lhe causando arrepios. E no entanto, com Geralt era diferente, Geralt era diferente. 

Ele sabia, em todo o seu ser, que Geralt não o machucaria, que Geralt não o forçaria a fazer nada que ele não quisesse, e isso era o que o fez confiar no bruxo, ele já se mostrou mais do que capaz de se controlar sob a influência do cio, e Jaskier sabia que ele sempre seria.

—Jaskier… - Ele ouviu o Bruxo chamar, separando os lábios dos dele apenas tempo o suficiente para murmurar seu nome, descendo-os pelo maxilar liso e continuando para o pescoço, mordendo gentilmente bem sobre as glândulas sensíveis ali, provocando nele um arrepio que estremeceu até a alma, virando o rosto para que o alfa pudesse ter melhor acesso a ele, Geralt não hesitou mais antes de mergulhar a boca ali, não em uma mordida completa, não em uma marcação, mas ainda visível o suficiente para dizer que Jaskier já estava comprometido, que ele tinha um companheiro, um alfa para protege-lo e mantê-lo aquecido a noite.

Não que Jaskier, o bardo muito feroz para seu próprio bem precisasse muito disso.

Geralt aproveitou a nudez de Jaskier para continuar a explorar a pele macia com a boca, não sabendo se conseguiria deixar as roupas extravagantes do bardo intactas em sua ansiedade para tocar cada pedacinho de carne cheirosa e suave se elas ainda estivessem em seu corpo, não parando suas mãos também que desciam pelos braços com músculos magros, e então a cintura, sentindo a carne firme ali e sorrindo no beijo.

Jaskier sempre foi vaidoso, mas se lembra que no início de suas viagens, ao ver o bardo nu ou pelo menos o mais próximo disso possível, sua barriga era lisa e macia, coxas macias e gordinhas, agora seu corpo era composto por músculos magros da constante caminhada e corrida ocasional longe de monstros, mas Geralt não se importava com isso, seu bardo era lindo em qualquer forma, sua imaginação trabalhando com uma imagem de Jaskier com uma barriguinha saliente, criado por ele e o Bruxo rosnou do fundo da garganta em desejo, sentindo o ômega estremecer em seus braços, o cheiro gostoso de sua excitação se tornando mais espesso no ar ao redor e deixando Geralt ainda mais desesperado para testar em sua língua a mancha de Jaskier e saber se o gosto era tão bom quanto cheirava.

Quando Geralt desceu sua boca para o peito do ômega sentiu cócegas no nariz dos ralos pelos escuros ali, continuando até encontrar o que realmente queria naquele local, passando a língua lá e sentindo Jaskier se contorcer em seus braços, os mamilos eram pequeninos e tão rosados em sua pele branquinha que era simplesmente um destaque magnífico entre todo o branco e preto. Eram duas bolinhas pequenas e rosinhas, bem durinhas e pontudas naquele momento de excitação e Geralt sentia que não iria aguentar muito tempo só olhar para elas ou lambê-las, ele precisava sentir.

Sua mão foi para um rapidamente enquanto a língua trabalhava no outro, o indicador e o polegar segurando com certa força a pequena bolinha, apertando e então puxando, vendo Jaskier arquear na cama e seu pau pulsar contra a barriga, um gemido alto meio contido sair por entre os lábios bem fechados e os olhos se apertarem em um prazer desconhecido.

—Geralt… Geralt…!

—Shhh… eu tenho você. - Falou prendendo o corpo menor com o seu na cama para que parasse de se contorcer, beijando o pequeno botãozinho e logo colocando tudo na boca, chupando com força e ouvindo o ômega gemer alto, sem conseguir se conter mais, a sensação dos dentes do alfa em seu mamilo, mordendo suavemente e chupando, enquanto seus dedos também não pareciam querer parar de apertar e torcer.

Era muito, era bom, era enlouquecedor a sensação, o cheiro, os toques, o cio apenas tornando tudo ainda mais intenso, ele podia sentir já um aperto familiar na boca do estômago e tentou se segurar, ele queria mais, queria mais daquela sensação, aquele prazer, mas não pôde fazer isso por muito tempo e logo ele estava vindo com um baixo grito, pintando toda a barriga do alfa de branco, se deixando cair na cama ofegante e cansado, gemendo baixinho quando Geralt parecia não querer parar de chupar, como se esperasse que algo saísse de lá, e no fundo ele queria que saísse apenas para saciar os desejos do alfa.

A super estimulação estava deixando-o dolorido, mesmo que seu pênis parecesse querer voltar a vida, sentindo a mancha descer livremente para encharcar seu ninho e gemendo com a sensação de vazio. As mãos nos ombros do alfa ele empurrou fracamente esperando ter apenas um momento para se recuperar do forte orgasmo, mas quando Geralt entendeu que ele queria que parasse já era tarde, ele estava duro de novo, necessitado de mais, dolorosamente vazio. Um soluço passou por entre os lábios antes que ele conseguisse se conter e o peso de Geralt em cima dele se foi completamente, fazendo-o ofegar sem ar na ideia do alfa deixa-lo agora.

—Eu machuquei você? - Ouviu o alfa perguntar e se forçou a abrir os olhos cansados para olha-lo, a preocupação nos olhos de Geralt fazendo coisas entranhas com ele, seu amor pelo Bruxo crescendo ainda mais.

—Nunca, meu querido Bruxo. - Sussurrou erguendo mãos trêmulas para segurar as mechas de cabelo brancas do alfa e puxa-lo até ter seus lábios colados novamente.

—Então por que chora? - Perguntou quando seus lábios não mais se tocavam, sentindo a mão grande vir descansar em sua bochecha, o polegar acariciando ali suavemente para tirar as lágrimas.

—Estou feliz, Geralt, e estou excitado, e eu quero mais mesmo quando é demais. É confuso e frustrante, mas não se preocupe, eu quero isso, você não vai me machucar, eu confio em você. - Disse olhando diretamente nos olhos dourados do alfa, vendo as pupilas se dilatando para cobrir quase todo o tom de ouro antes de seus olhos se fecharem e ele se abaixar para beijar sua bochecha, descendo para o maxilar e o pescoço, um ronronado grosso retumbando em seu peito e Jaskier acabou por corresponder a ele.

As mãos de Geralt desceram do quadril para as coxas grossas, apertando a carne firme ali e ouvindo o bardo suspirar baixinho.

Geralt se afastou apenas o suficiente para poder olhar o ômega, nunca parando de tocá-lo, vendo a pequena bagunça que o fez se tornar, o suor deixando sua pele brilhante a vista, a ultima liberação branca sujando sua barriga e manchando os primeiros pelos ralos que cobriam o peito, os mamilos vermelhos e inchados, levemente saltados em sua atual excitação, o rubor que subia do pescoço para as bochechas, tão vermelhas quanto os lábios entreabertos a procura de ar. Era lindo, Jaskier era lindo, e de todas as pessoas do mundo, Jaskier escolheu dar tudo isso a ele, e Geralt não podia se sentir mais lisonjeado e agradecido por isso.

Ele se abaixou novamente, deixando um beijo na clavícula, continuando para o ombro, soltando suas pernas para segurar a mão de Jaskier enquanto descia os beijos por todo o braços, então os nós de cada dedo e a palma da mão, Jaskier não conseguindo fazer nada além de apreciar a sensação dos lábios do bruxo se arrastando por seu corpo, adorando-o, apreciando-o, se deliciando dele.

—Você é lindo. - Ele ouviu Geralt falar e perdeu o ar por um momento. Sentindo a boca de Geralt se demorar na palma da mão, o hálito quente soprado ali fazendo-o estremecer. —Você é como um sonho, Jaskier e isso… isso que está me oferecendo, essa confiança, seu próprio corpo, não parece real.

—Mas é, meu querido bruxo. - Jaskier respondeu baixo, não confiando muito em sua voz no momento. —Eu me ofereci a você, porque amo você, e mesmo que você não consiga dizer essas palavras ainda, eu sei que você também me ama, e por isso estamos aqui, por isso, isso é tão real quanto pode ser.

Jaskier… - O bardo não conseguiu decifrar o tom que Geralt usou para chama-lo, mas fez coisas ao seu corpo que ele com certeza, em outro momento, se sentiria envergonhado de admitir. A mancha fluiu, grossa e em abundância, seu corpo se preparando para o alfa que parecia ter muito mais vontade em louvá-lo do que fodê-lo.

—Geralt… querido coração por favor, por favor eu esperei tanto, não acha suficiente? Você pode venerar meu belo corpo esculpido pelos mais talentosos deuses mais tarde, sim? Eu preciso de você agora fazendo mais do que me beijar…

Ele pediu, implorou, e o Bruxo teve a indecência de rir, rir! E era um som lindo, que ascendeu o corpo de Jaskier mais do que um grunhido ou gemido ocasional, era um som tão raro, tão difícil de se ouvir, que apenas…

—Oh… - Jaskier ouviu o Bruxo sussurrar e ele respirou com dificuldade sob a força e rapidez do segundo orgasmo da manhã, seu rosto se tornando um vermelho tão brilhante que Geralt tinha medo de o bardo acabar explodindo com todo o sangue que parecia fluir para seu rosto. Seus dedos foram até as bochechas automaticamente, acariciando ali suavemente até ver o ômega voltar a respirar normalmente, mesmo que a cor lá não diminuísse.

—Desculpa… - Sussurrou contido e Geralt levantou uma sobrancelha para ele, uma pergunta óbvio. —Por- por vir assim, isso foi-

—Realmente lindo de se ver. - Geralt o interrompeu e Jaskier clicou a boca fechada. Sendo o único a franzir as sobrancelhas agora, mais uma pergunta clara. Geralt sorriu, nada dos sorrisos pequenos e contidos normais, era um sorriso cheio de dentes e para qualquer outra pessoa seria assustador, intimidador, mas para Jaskier era apena tão… excitado, que ele sentiu mais da mancha escorregadia sair, gemendo baixinho com a sensação. —Você não tem ideia do quão bom é ver as reações que provoco em você, bardo.

A provocação, o tom de Geralt, o sorriso nos lábios finos, o brilho em seus olhos, era tudo demais para o pobre ômega necessitado que se viu endurecendo mais uma vez.

Deveria ser impossível, certo? A duas últimas vezes, onde ele teve que se satisfazer sozinho, não foram tão intensas, ele conseguia duas ou três vezes no dia e se sentir satisfeito com isso, Geralt estando sempre lá com toques suaves e gentis, mas nunca sendo tão íntimo quanto estavam sendo agora. Poderia ser…

—Ah! - O toque repentino em seu pênis ainda em novo processo de endurecimento o surpreendeu, estremecendo com a sensação das mãos calosas de décadas empunhando uma espada na pele ainda sensível pelo recente orgasmo, sentindo o Bruxo subir e descer os dedos lentamente por todo o comprimento, arrastando com ele o prepúcio para cobrir e descobrir a ponta vermelha e tão necessitada de toque, estimulando-o todo o caminho de volta ao endurecimento até que Jaskier estivesse ofegando e gemendo e querendo mais, mesmo que atualmente parecesse muito.

Então Geralt o soltou e o som que ele soltou por isso poderia ser comparado ao de um cão chutado, a dor da falta de toque poderia ser a mesma. Mas o alfa não o deixou por muito tempo, suas mãos logo estavam em seus quadris, mudando-o, fazendo com que estivesse de lado e então de costas para ele, de bruços na cama, levantando seu quadril apenas o suficiente para que a outra mão pudesse puxar seu membro levemente esmagado sob o peso de seu corpo. A posição era… comprometedora, mas Jaskier se viu abrindo as pernas tanto quanto podia sem se sentir desconfortável, exibindo-se para o alfa às suas costas.

Geralt por sua vez parou para admirar a visão, as coxas grossas, as nádegas redondas e cheias de pintinhas, brilhando com seu lubrificante natural, a mancha saindo do buraquinho no meio para escorrer sob o períneo e as pequenas bolas, lambuzando todo seu pênis vermelho e necessitado de toque. Era lindo, e Geralt só queria afundar sua boca ali, lamber toda a mancha e finalmente experimentar da ambrosia doce que saía do bardo e quase o deixou louco todos os últimos cios, e ele pensou que agora que tinha o ômega ali, se apresentando para ele daquela forma, ele não precisava mais se conter.

O Bruxo agarrou as coxas do bardo com força e o ouviu gemer, dengoso e carente, empinando suavemente o quadril para Geralt que apenas rosnou baixinho em aprovação como resposta, mudando o corpo macio a sua vontade e deixando o ômega em seus joelhos, a bunda no ar e o membro pendurado ainda duro entre as pernas, perfeito, tão perfeito…

—Geralt? - Jaskier chamou baixinho, mudando-se para poder abraçar o travesseiro, erguendo a cabeça apenas o suficiente para ver por cima do ombro, vendo o alfa olhar para ele com fome por mais um momento antes de desviar para ele após o chamado. Jaskier sorriu e balançou suavemente o quadril, provocando, convidando. —O que você quer, meu querido bruxo?

—Eu… - Geralt falou, sua voz um tanto estridente, mantendo seu olhar em Jaskier, na bunda brilhando com o lubrificante natural do ômega dançando de um lado para o outro enquanto pensava em uma forma de dizer ao bardo o quanto ele queria lamber, chupar e beijar sua bunda até limpar toda a mancha cobrindo ela, mas sem essas palavras exatas. Suas mãos se moveram das coxas firmes para as nádegas macias de Jaskier, apertando e soltando da mesma forma que um gato faria em uma superfície macia antes de deitar, era deliciosamente quente e suave e Geralt se viu viciado na sensação. —Eu quero você…

—Oh, mas isso nós já sabemos amor, o que você quer agora?

—Eu quero lamber você. - Ele falou, não tão firme quanto normalmente diria, mas conseguiu deixar sair, abaixando-se para beijar o meio das costas de Jaskier. —Eu quero beijar e lamber você, eu quero limpar sua mancha com a minha língua e foder você com ela até você gozar de novo, e de novo, e de novo…

Jaskier estremeceu, as palavras fazendo seu sangue esquentar, a barriga se agitar e mais mancha escorregar para fora. Ele gemeu, seu coração batendo rápido no peito, ansioso para receber tudo aquilo que Geralt queria lhe dar, sentindo os lábios finos descendo pela coluna até suas nádegas, a barba a fazer arranhando suavemente sua pele duas vezes mais sensível pelo cio, os dentes começando a marcar sua carne em uma mordida suave, apenas pressão o suficiente para marcar, sem quebrar a pele, mas ainda arrancando dele um gemido excitado, ele queria mais, precisava de mais, e Geralt daria mais a ele logo.

Por sua vez o bruxo parecia se deliciar nos mais pequenos detalhes do corpo do ômega, chupando uma pintinha particularmente mais escura e então descendo para morder a divisão entre a coxa e as nádegas do bardo, sorrindo mais a cada som carente, cada estremecimento, cada tentativa de Jaskier de chamar sua atenção para onde ele realmente queria sua boca, abrindo as pernas tão largo quanto possível e empinando o quadril até que não fosse preciso as mãos de Geralt separar as nádegas branquinhas para ver o botãozinho brilhante ali no meio, vazando em abundância com seu lubrificante natural, o cheiro de flor de laranja e botões de ouro tão intenso que deixava o Bruxo levemente tonto, e sem esperar mais, ele desceu a boca ali.

Todo o corpo de Jaskier estremeceu no contato repentino, o ar sendo arrancado de seus pulmões na sensação da boca de Geralt naquele lugar tão sensível em seu corpo, não conseguindo evitar um grito agudo quando sentiu a língua intrusa do alfa não se contentar com a mancha que o lambuzava do lado de fora, precisava senti-lo direto da fonte.

No momento que a língua de Geralt tocou o pequeno anel de músculos foi como se nada mais importava, o alfa não conseguia pensar em nada além do gosto doce na ponta da língua, fazendo o efeito de um potente afrodisíaco em seu corpo já muito quente e também necessitado de alívio.

Geralt nunca foi o maior fã de doce, mas a mancha de Jaskier não era nada como ele já havia experimentado, nenhuma mancha que ele já houvesse provado, parecia ter sido feito para ele, no ponto certo de doçura que era perfeito para ele, e Geralt não conseguia parar de se deliciar nela, lambendo e chupando, mordendo a carne sensível suavemente, os sons que Jaskier fazia em suas ministrações se tornando apenas um ruído de fundo enquanto ele se concentrava inteiramente naquele ponto viciante do ômega.

Jaskier por sua vez não entendia como ainda estava consciente, já tendo seu terceiro e quarto orgasmos agora, o último não saindo nada além de algumas gotas pegajosas de gozo, era bom, era tão, tão bom e ele queria sentir a língua de Geralt nele até a morte, mas ele sabia que havia algo muito melhor, algo que faria seu estômago parar de revirar em desejo, que faria seu pênis parar de endurecer instantaneamente após um orgasmo, que faria recuar o calor e a sensação de vazio, e era algo que apenas Geralt poderia lhe dar, algo que ele queria que apenas Geralt lhe desse, mas o alfa estava muito perdido em seus desejos, para notar as necessidades do ômega.

Jaskier respirou fundo, e então usou as ultimas de suas forças para se afastar do bruxo, rolando na cama para que pudessem estar cara a cara novamente, Jaskier sentindo seu ar faltar novamente na visão, Geralt em seus joelhos, o rosto brilhando com sua mancha enquanto lambia os lábios e o encarava com fome, pupilas dilatadas onde apenas um fino anel dourado era visível em seus olhos.

Jaskier ofegou, se deixando mole no colchão até sentir as mãos de Geralt afastando suas pernas, antes que Jaskier pudesse entender o que o alfa estava fazendo, um par de lábios quentes estavam ao redor de seu pênis latejante, a língua que ele descobriu ser muito habilidosa lambendo ao redor da cabeça vermelha sensível, descendo até a base e chupando com tanta força que Jaskier sentiu como se fosse deixar seu corpo no momento que o último orgasmo o atingiu, o quarto inteiro rodando sob sua visão já embaçada até o dia virar noite sob seus olhos e a consciência finalmente deixá-lo, mais satisfeito do que já pode ter estado em sua vida.

Geralt viu quando o corpo de Jaskier ficou mole após sentir as ultimas gotas de gozo na língua, afastando-se um pouco preocupado para ver o bardo com olhos fechados, sua respiração um pouco pesada pelo nariz, o suor escorrendo da testa e fazendo brilhar todo o rosto corado, o Bruxo estava a ponto de chama-lo, perguntar se estava tudo bem, quando o som que Jaskier fazia atingiu seus ouvidos, o ronronado feliz junto ao cheiro de pura satisfação fazendo o alfa suspirar e sorrir aliviado, Jaskier estava apenas exausto demais para continuar no momento.

—Você foi tão bem minha pequena cotovia... – Geralt murmurou se inclinando sobre o bardo para beijar a testa suada, afastando-se para ajeita-lo sob a cama e cobrir seu corpo desnudo, lhe acariciando os cabelos antes de se levantar, ele precisava pegar agua para quando Jaskier acordasse, e comida, esquentar um pouco de água para o banho que o bardo gostava tanto de tomar quando estava muito molhado com sua mancha.

O pensamento sobre a mancha de Jaskier fez Geralt parar em seus passos por um momento, o gosto era como a melhor ambrosia preparada para os deuses, ou melhor, especificamente para ele. No momento que tocou sua língua ele sabia estar viciado, resquícios do gosto ainda permaneciam em sua boca, era algo do qual ele tinha certeza que nunca se esqueceria.

Um banho preparado, um cacho de uvas e duas maçãs em uma bandeja junto a uma jarra de agua depois, Geralt estava voltando para o quarto e vendo Jaskier sentado no meio da cama, piscando os últimos resquícios do sono para ver Geralt entrar, sorrindo largo ao ver o que tinha na mão.

—Oi. – Falou estupidamente com aquele sorriso bobo e sonolento e Geralt bufou em diversão mal contida, se sentando na cama e deixando a bandeja no colo de Jaskier.

—Coma tanto quanto puder, e beba toda a água, preparei um banho para você. – Falou vendo Jaskier se animar imediatamente com a menção de um banho, o sorriso crescendo rapidamente em seus lábios.

—Um banho? Um banho real com água quente, óleos e sais de banho? – Perguntou, olhos brilhando de desejo e Geralt sorriu carinhosamente, assentindo, vendo Jaskier praticamente engolir as uvas e um pouco mais da metade da água, não era tanto quanto Geralt gostaria, mas ele sabia que Jaskier comia muito menos durante o cio, então não se preocupou.

Jaskier se recusou a ser carregado para a casa de banho, algo sobre o orgulho dele impedí-lo de ser carregado para qualquer lugar enquanto estava nu, Geralt sabia que ele estava apenas envergonhado de precisar do bruxo para se mover livremente, tendo que se apoiar nas paredes e móveis até lá, mas não recusando ser ajudado a entrar na banheira de madeira já cheia com água quente, o Bruxo ouvindo Jaskier soltar um gemido completamente devasso de prazer pelo banho.

—Você é simplesmente perfeito, Geralt. O banho está ótimo querido coração, por que não se junta a mim? – Jaskier perguntou sugestivamente com um sorriso e Geralt não conseguiu evitar o seu próprio, respingando água no bardo que riu gostosamente com a brincadeira. Logo eles se acalmaram, e o Bruxo viu Jaskier se deixar relaxar contra a lateral da banheira, olhando diretamente para ele, mais aberto do que Geralt já o viu ser, tanto carinho em um único o olhar que o deixava levemente constrangido, não sabendo se era merecedor disso.

Geralt desviou o olhar por apenas um segundo, pois logo longos e finos dedos calejados tocaram sua bochecha, mudando seu olhar de volta aos amorosos do bardo.

—Eu te amo. - Jaskier falou, calmo e sincero, com tanta convicção que Geralt sentiu seu ar faltar por um segundo, algo quente se subiu do estômago para se instalar no peito, um sentimento gostoso que fez o sorriso crescer em seus lábios sem sua completa permissão. —Pode lavar o meu cabelo, querido coração?

Geralt grunhiu em afirmação, se colocando atrás do bardo e com uma caneca velha, pegou a água quente para molhar os fios castanhos suados desajeitadamente, ouvindo o ronronar satisfeito do ômega e sentindo um pouco mais de confiança no que fazia, começou a pentear com os dedos as mechas.

—Lavanda ou camomila? - Perguntou, vendo os dois frascos de óleo em um banquinho ao lado da banheira. Nas prateleiras havia muito mais, lírio, begônia, hibisco, gardênia e tantas outras flores escritas em rótulos que Geralt em todos os seus anos de vida nem ao menos viu. Os dois escolhidos, ele sabia que Jaskier usava com frequência, o cheirinho suave das flores sempre seguindo o ômega.

—Hmm, lavanda. - Murmurou suavemente, sua cabeça caindo nas mãos hábeis do bruxo, olhos fechados e expressão relaxada, deixando para Geralt fazer o que quisesse.

Não pela primeira vez, Geralt questionou a plena confiança que Jaskier tinha nele, os humanos normalmente tinham medo apenas em vê-lo, temer e se afastar de seus toques, Jaskier era apenas tão diferente, procurando por ele a todo momento, tocando-o sem hesitação a procura de conforto ou na tentativa de conforta-lo, ele era um humano diferente, um ômega diferente, com sua constituição bem trabalhada, os pelos no peito e a altura muito maior que aqueles de seu subgênero, e Geralt adorava isso, Jaskier não era um estereótipo, ele era apenas Jaskier.

No fim do banho Geralt puxou uma toalha macia e ajudou o bardo a sair da banheira, suas pernas ainda muito trêmulas para sustenta-lo por muito tempo, vendo-o se secar de perto caso ele precisasse de uma mão extra e lembrando-se que ele não havia antecipado as roupas.

—Sente-se, vou pegar uma calça para você. - Falou guiando Jaskier para o banquinho, vendo-o piscar para ele confuso e soltar uma risadinha.

—Meu querido bruxo, eu não pretendo vestir roupas, por mais finas e elegantes que sejam, até a última hora do cio terminar. Não se preocupe com isso, venha aqui. - Jaskier chamou segurando a mão no ar para ele e Geralt foi, se ajoelhando de frente para o ômega, não se importando com sua nudez, não sentindo nenhum feromônio de excitação no ar para que Geralt sentisse estar lendo a situação errada, ele se inclinou e abraçou o bardo os braços ao redor da cintura, o rosto escondido no peito, Jaskier não se moveu por um momento, surpreso pelo abraço, mas logo se inclinou contra ele. —Isso ainda não parece real.

—O que não parece real?

—Tudo, você sabe, eu me apresentar como um ômega e ter encontrado o melhor de todos os alfas.

Geralt bufou, esfregando o nariz na barriga de Jaskier, sentindo o cheirinho do sabão de ervas em sua pele mas muito fraco, o seu cheiro natural de flores de laranja e botões de ouro conseguindo sobrepor todos os outros cheiros.

—É verdade! Você conhece algum outro alfa que faria tudo o que você fez? Deixe-me responder para você, não, porque são todos ogros que não se importariam de foder e marcar um ômega no cio no meio da estrada.

Geralt rosnou baixinho em pensar que essa poderia ser a realidade de Jaskier se ele não o tivesse encontrado, da mesma forma que é a de muitas mulheres e homens ômegas por ai. Era difícil encontrar um ômega trabalhando em algo diferente de um prostíbulo ou como empregado de tavernas e estalagens baratas, muitos sendo mortos pela crueldade de alfas e betas sádicos. Geralt conhecia, ele viveu muito, e matou muitos monstros assim.

Imaginar que Jaskier poderia ter passado por isso, que a luz de Jaskier seria apagada dessa forma, fez o bruxo segura-lo um pouco mais apertado, porque ele não iria deixar isso acontecer, nunca.

—Estou feliz que você me encontrou... - Jaskier murmurou beijando o topo da cabeça de Geralt e o bruxo não conseguiu deixar de pensar que o único a ser encontrado foi ele, e que se não fosse a determinação de Jaskier em ficar ao seu lado apesar de tudo, ele nunca saberia o quão bom é ter o ômega ao seu lado.

No fim Geralt ajudou o bardo de volta ao quarto, Jaskier desistindo de seu orgulho com "eu não preciso disso com o meu alfa, afinal" e se deixou cair nos braços de Geralt, o Bruxo não se sentindo nem um pouco satisfeito com o "meu alfa".

No meio do caminho ele já começou a sentir os lábios do ômega em seu pescoço lhe arrepiando os pelos do corpo e fazendo-o parar em seus passos, sentindo as mãos subindo sutilmente do pescoço para entre os cabelos, puxando levemente para que Jaskier pudesse ter melhor acesso a onde mapeava com a boca, da clavícula ao maxilar, descendo ao pomo de adão e voltando ao queixo, beijos suaves, mordidas gentis, coisas que deixava Geralt positivamente animado para continuar.

—Preciso de você Geralt... – Ouviu o ômega sussurrar e imediatamente acelerou até a cama, deitando o bardo nela e se ajoelhando entre suas pernas, inclinando-se com os cotovelos na cama para poder estar cara a cara com o ômega provocante embaixo dele, vendo o sorriso travesso em seus lábios e não resistindo a toma-los nos seus.

—Do que você precisa? – Decidiu provocar, ouvindo um gemido angustiado do bardo, mas o cheiro de sua excitação o denunciava o suficiente para Geralt saber que ele não estava realmente chateado.

—Preciso de você em mim... – Ele ofegou quando Geralt desceu dos lábios para o pescoço, lambendo sob suas glândulas de odor e fazendo todo seu corpo relaxar em completa submissão, gemendo fraquinho com satisfação enquanto inclinava a cabeça e mostrava o pescoço para Geralt. —Eu preciso…

Ele não sabia explicar aquela sensação de vazio, não entendia realmente a necessidade de ter o alfa fodendo com ele quando Jaskier nunca fez isso antes. Ele queria Geralt, e queria o Bruxo tocando-o intimamente, necessitava de seu toque para fazer a sensação desconfortável de aperto no estômago cessar, e a queimação em sua pele esfriar, e acima de tudo, ele precisava sentir mais uma vez a mesma sensação de completa plenitude que foi vir tantas vezes sob as mãos e boca hábeis de seu alfa, tornando-o uma bagunça incoerente naquele colchão, sugando dele toda sua energia e consciência.

Ele precisava de Geralt, esta era a base de tudo, e ele não se importava de precisar desse alfa rabugento em especial, porque era seu Bruxo, seu alfa, e Jaskier confiava plenamente nele.

—Jas?  - Geralt chamou começando a se preocupar com o súbito silencio quando ele parecia tão ansioso antes. Não durou muito.

—Eu preciso do seu nó, alfa, por favor


Notas Finais


E ai?
O próximo capítulo será ainda mais quente hehehe
Vocês vão gostar! Estou tentando caprichar nele~
Obrigada a todos os leitores pelo favoritos e comentários, e espero que continuem me dizendo se estão gostando!
Beijinhos e até a próxima <3


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