História Stay with me - Capítulo 5


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Categorias Ao no Exorcist
Personagens Personagens Originais, Rin Okumura, Yukio Okumura
Tags Ao No Exorcista, Drama, Lembranças, Personagens Originais, Rin X Yukio, Romance
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Palavras 3.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, pessoal! Voltei! Me desculpem a demora e aqui vai mais um capítulo para vocês! ^-^ desculpem-me qualquer erro ortográfico. Obrigado por acompanharem a fic!

Capítulo 5 - Capítulo 5 - Five


A morena ficou ajoelhada diante do rei de Gehenna, com o rosto inexpressivo apesar da situação em que se encontrava. Aparentava pouco ligar para o que aconteceria, algo que intrigou profundamente o meio-demônio já perturbado. 

Edward foi encontrado, contudo, havia um mau pressentimento, como se fosse uma espécie de instinto que não deixava Rin calmo. Alguma coisa grande estava chegando, deixando o inferno bagunçado quando o moreno retornou do pouco tempo que tinha saído.

Ele manteve-se de gritar e agir por impulso, como aprendeu nos últimos anos de sua - agora - longa vida. Iria analisar tudo e somente se não obtivesse resultado contataria Satã. Mesmo que o Okumura pudesse dizer que o mais velho poderia pressentir isso, ou já estaria sabendo de algo. 

Saindo de seus pensamentos, olhou fundo nos olhos castanhos com leves toques de vermelho de Sophie. Os demônios ao seu redor gritaram por sangue, e uma punição pública. 

Rin revirou os olhos. Demônios poderiam ser tão previsíveis. Soltou a respiração e levantou-se do trono, ergueu a mão, assim, todos calaram-se. O rei iria falar e ninguém gostaria de que sua frustração fosse dirigida para si ao invés da prisioneira. 

O meio-demônio andou lentamente até a humana. Puxou seu cabelo escuro trazendo o rosto dela para cima. Com uma expressão entediada ele abaixou-se e sussurrou ao lado de sua orelha.

– Muito bem,  Turner... – sibilou– Ou você é uma boa menina e conta tudo o que preciso ou aceitarei o pedido desses demônios patéticos que não se importariam em provar uma carne nova. – Ele parou e esboçou um sorriso malicioso antes de prosseguir – Nem eu. 

A mulher estava perplexa pela mudança de atitude do demônio. Ele era um impasse, algo totalmente distinto de tudo o que ela já vira. Sophie continuou a não deixar transparecer o que sentia, tal como, não pronunciou uma única palavra para Rin que estava se irritando com ela.

– Tudo bem... Você quer jogar, assim? Então, vamos, afinal você é a minha convidada. 

Com um estalar de dedos, os braços dela foram levados para o alto por correntes que aparentemente saíram do nada, assim como suas pernas que foram puxadas e seguradas por grilhões de ferro pesados. A posição em que estava assemelhava-se a de como Cristo fora posto na cruz descrito pelos livros religiosos. 

A exorcista ofegou e puxou os braços para ver até onde conseguiria ir ou se haveria chance de sair. Fora em vão. 

A multidão se manteve num silêncio sombrio, enquanto observaram seu rei ir até uma mesa onde tinha vários objetos próprios para a ação que se seguiria. Seringas, ácidos, facas, funis e cordas seriam um exemplo disso. Todos ansiosos para ver qual o meio-demônio escolheria. 

E ele escolheu. Uma espada de lâmina comprida e pontiaguda. Pesada,difícil de manusear. Analisou o moreno. Apesar de não ser tão hábil numa luta,atualmente era perfeita.

Rin fincou a espada num movimento rápido e sem hesitação  no estômago  da morena. Os olhos dela ficaram opacos e o sangue se acumulou no local. 

– Não se preocupe... Logo você  vai voltar e estaremos num lugar um pouco mais à  sós. Porque, digamos que pensei sobre isso e gostaria de aproveitar o momento. – Disse encarando a morena que parecia  sequer tê-lo escutado e se voltou para os demônios que gritaram discórdias sobre a pausa no ato que tanto esperaram. Com isso ela apagou.



No instante que Shura chegou no hospital ela ligou para Yukio. Foi automático. O celular continuava a soar com a música de espera, estava a deixando irritada, mas respirou fundo e aguardou. Após mais alguns segundos uma voz sonolenta a atendeu. 

– Alô? 

Ela não conseguiu evitar e suspirou aliviada.  Yukio... – a ruiva parou, se embolando nas palavras, então resolveu ser direta, apenas omitindo alguns fatos que não poderiam ser dados sem o mais novo estar presente. – ... Preciso que você venha a ala hospitalar, é Mephisto. Ele está internado e... Bem, achei que seria melhor eu te falar. 

A linha estava muda, parecia que o professor havia desligado, porém, logo ela ouviu uma maldição baixa, eventualmente  o maior a respondeu brevemente.

 Estarei aí em cinco minutos. Assim a linha foi encerrada e ela maneoou a cabeça cansada. 

Antes de estar ali, a ruiva tinha estado numa missão de duas semanas inteiras para descobrir o por quê da causa de tantos desastres em uma determinada área do Japão e claro, não era algo natural, então foi para lá numa missão solo porque não achou que precisasse de mais pessoas e além disso, havia uma outra filial exorcista que por coincidência estava um dos antigos alunos de Yukio. Lembra-se de uma turma em particular que era... interessante. Talvez, tenha sido a primeira turma de Yukio, no começo de sua carreira como professor. Isso foi há muito tempo. 

Enquanto olhava para Mephisto se perdia em pensamentos. O demônio estava com uma face calma, e isso a fazia incomodada, não era comum, não natural. Seu peito apertava e pela primeira vez ela pediu a alguma força superior para que o diretor ficasse bem, rápido. Foi como quando Shiro morreu, sem aviso, com pressa, ela nem pôde dizer adeus. Repensando no passado, Shura se pergunta se foi isso o que Mephisto sentiu ao receber a notícia. Ela sabe que foi um baque para ele, mas apesar disso ambos não conversavam sobre porque era uma espécie de tabu entre eles. 

Deve ter machucado. Shiro e Mephisto não se falavam há anos, o motivo ao certo somente eles sabiam. Foi difícil para ela também, afinal os dois eram a coisa mais próxima que ela teve de uma família. E também, num certo período de tempo ela culpou Mephisto, até cortar totalmente o contato com ele. Só se viram e chegaram a trocar palavras quando Yukio veio para à  Academia. 

A ruiva franziu o cenho, essa parte de sua memória tinha um branco. Não era tão perceptível, mas se ela realmente prestasse atenção, poderia notar que algo não se encaixava. E quanto mais pensava nisso, mais o branco crescia. A exorcista tinha certeza de que isso era envolvido com Yukio de certa forma, mas ela ainda não poderia dizer o que exatamente. Antes que ela pudesse continuar a divagar sobre esse assunto uma porta foi aberta com rapidez fazendo um estrondo, a ruiva assustou-se e se virou para ver quem era. Yukio.

Ele estava desarumado e senão soubesse diria que ele veio correndo até ali. 

O professor se aproximou da maca em que estava o diretor em coma induzido.

Ele parecia estar perdido em seu próprio mundo, perdido, como a mais velha tinha estado, na verdade, ainda está. Porque o demônio também fora uma figura importante na vida do moreno, talvez tanto quanto na vida dela. 

O silêncio permaneceu entre eles. Os dois se olharam por um breve momento antes de voltarem-se para o homem adormecido. Yukio estremeceu, e a ruiva notou que também para ele era incomum ver o diretor tão silencioso, sem qualquer fala sarcástica ou um simples sorriso malicioso. Era perturbador.

O moreno havia saído as pressas para chegar o mais rápido possível ao hospital, não que fosse resolver o estado de Mephisto, contudo precisava ter certeza de que isso era real, e vê-lo ali com uma expressão tão serena o deixou com um nó na garganta. Ele nem precisou de um segundo olhar para ver as profundas olheiras de Shura, ou como seus olhos estavam um pouco vermelhos. Ela estava uma bagunça, assim, ele se perguntou se sua aparência estava desse jeito, senão pior. 

– Disseram que ele usou água benta para se ferir...  Shura falou quebrando o silêncio e de uma maneira casual. – Mas tinha mais materiais na seringa que ele injetou. Foi forte o suficiente para o deixar inconsciente e quase... – Ela não disse a palavra, nem precisava. 

 Havia algo mais? 

– Ah... Sim, tinha uma faca que eles coletaram para fazer algumas verificações, mas por enquanto foi só a seringa que ele realmente usou... – A voz dela foi se alterando em várias escalas de som até se quebrar, e ela começar a chorar ao lado de Yukio. A mesma se sentou na cadeira que estava ao lado da maca e pôs as mãos no rosto.

O Okumura não estava melhor, no entanto tentou manter-se o máximo que pôde. Shura necessitava dele agora. Ele tinha que ser forte, não poderia chorar, mais tarde, mas nesse instante não. 

 Eles sabem quem ou o que fez isso com ele?  – Yukio pediu calmamente, sem transparecer o que realmente sentia.

 Eles não acharam nada que poderia dar indícios de que alguma coisa estava com ele no momento, então a única coisa que resta é que foi ele mesmo. 

Novamente eles ficaram em silêncio. Os dois exorcistas estavam pensativos, e tentavam analisar isso com um ar mais profissional, apesar de quase ser impossível. Eles sabiam que a única alternativa era esperar, porque não havia nada que pudessem fazer, afinal quem iria querer ajudar um demônio? Não tinha nada que realmente ajudasse a tratar Mephisto para que ele saísse desse estado de coma. A melhor opção era torcer para que o próprio diretor conseguisse se curar.


Shura e Yukio permaneceram mais algum tempo no quarto, se fosse por eles ficariam até o demônio acordar, contudo, uma enfermeira entrou e perguntou qual dos dois ficaria com o paciente. A ruiva foi mais rápida para responder e informou que seria ela, mas o Okumura a contradisse, falando num tom suave para que Shura não se irritasse, ele pôs sua mão no ombro dela e falou que seria ele. Porque ela havia acabado de voltar de uma longa missão, então a exorcista teria que descansar. 

Após alguns minutos da ruiva tentando - em vão - fazer o professor mudar de ideia, ela aceitou. Porém, avisou que no dia seguinte seria ela e Yukio concordou. 

Assim que tanto a enfermeira quanto Shura deixaram o quarto, o moreno soltou a respiração que nem percebeu que segurava. Passou uma mão por seus cabelos castanhos e se sentou na cadeira. Ele só poderia imaginar o que o diretor faria em sua situação, Mephisto provavelmente usaria uma de suas muitas artimanhas para ajudá-lo, como sempre faz, apesar de nunca dizer isso. 

O castanho fixou seu olhar na parede de cor branca a sua frente. Quartos hospitalares tinham um toque um tanto mórbido, e Yukio particularmente não gostava de estar em um. Fazia-o inquieto e ansioso. Por isso  evitou estar num lugar como esse, no entanto, houve um período de sua vida em que desejou trabalhar nessa área, um médico, em vez de ser um exorcista. Mas o mesmo não se lembra quando esse sonho deixou de ser algo que ele almejava, e passou a ser o que ele mais evitava.

Muitas coisas aconteceram e isso o modificou. Ele não era mais aquele jovem espirituoso e hesitante, a inocência perdida na própria área de trabalho que não era uma das mais aconselháveis, porém Yukio não se arrependia. Ele poderia não ter se tornado um médico, entranto ainda salvava vidas, pois seu trabalho não era somente iliminar demônios, tinha uma parte que era ajudar os humanos possuídos ou machucados de qualquer forma por esses seres. Apesar de ainda haver mortes. Vidas tomadas no meio do tiro cruzado entre demônios e exorcostas. Era difícil ter sangue frio em algumas circunstâncias, contudo era preciso; pela missão e os outros envolvidos. Yukio não aprendeu da forma fácil, mas foi eficaz, para que assim ele njmca esquecesse.

E agora num quarto de hospital. O homem que lutava contra demônios, estava a espera de que um melhorasse. Então nem tudo poderia ser preto e branco. Esse fora um dos vários ensinamentos de Shiro. Seu pai faz falta muitas vezes, não importa a idade que o Okumura tivesse, o padre sempre faria falta. Ele era seu pai. E a sua morte só influenciou para que Yukio seguisse como um exorcista e criasse certo recentimento quanto aos demônios, no entanto, não se aplicava ao diretor inconsciente que respirava pelo auxílio de tubos.


A hora passava devagar, e isso fazia Yukio perambular pelo quarto. Ele manteve-se calmo, e tentou novamebte raciocinar. Algo não se encaixava em tudo o que ocorrera. A menos que o diretor já planejasse, apesar do mesmo nunca ter dado qualquer indício... a não ser, que ele foi induzido a fazê-lo. Mas quem seria mais poderoso que um demônio do nível de Mephisto? Se não fosse outro demônio o que seria? Essa seria a parte principal do quebra-cabeça, porém algo nublava o caminho para chegar à alguma conclusão.

O mais novo retirou o celular do bolso, e vasculhou por entre seus poucos contatos, selecionando-os e mentalizando suas conexões com Mephisto. Ao final, concluiu que quase todos haveriam de algum modo a ver com o demônio e que havia uma pequena chance de que alguém perto do diretor tenha feito isso. Poderia ser somente o fato de Yukio não aceitar que o homem mais velho teria cometido o ato contra a própria vida, ou talvez uma voz na cabeça dele que o dizia para não simplesmente acreditar. 

Lembrou-se de que poderia procurar registros, todos os funcionários da Academia estavam ali, além de que se houvesse câmeras na sala do diretor, ele teria a chance de ver como aconteceu, até o instante de que alguém entrou e viu o demônio caído. 

Ele franziu o cenho aprofundando seus pensamentos. Merda. Não tinha como algo realmente induzir Mephisto, tinha? 

Levou a mão esquerda aos óculos e os arrumou. Uma ação que só poderia indicar que o Okumura tinha várias ideias em mente e que não conseguiria sequer descansar tão longo nessa noite. 

As cortinas impediam a luz solar de atravessar para dentro do quarto. Apenas "bips" podiam ser ouvidos e os leves suspiros do exorcista que adormeceu no fim de suas paranóias. Não que o sono acalmasse-o, porque mais uma vez teve um de seus sonhos. Em vez de ver o homem de olhos azuis, o moreno escutou um choro ao longe de um bebê, procurou de onde vinba o som, mas sem sucesso, até o mesmo calar-se pouco à pouco. Foi angustiante. Ouvir suspiros sufocados e murmúrios de consolo junto a frases desconexas. Tudo resultou nele acordar com os olhos marejados. 

Ele esfregou os olhos, e bocejou. Antes de se levantar a porta foi aberta, então era hora de Shura vir. A ruiva nunca foi pontual, talvez fosse a situação que trouxera uma parte mais responsável dela à tona. 

A exorcista entrou silenciosamente, sua aparência parecia mais saudável, apesar de ainda ter uma tonalidade clara de roxo abaixo dos olhos, indicando que não teve horas o suficiente de sono. Ela não conversou com ele, apenas deu um breve aceno para conhecer sua presença ali e foi para perto do diretor. 

Yukio colocou seus óculos e piscou um par de vezes, antes de sua visão se ajustar para a repentina claridade no quarto. Ele levantou-se da cadeira e soltou um grunhido de dor baixo, estava com dor uma maldita dor nas costas, além de uma abrupta dor de cabeça. Porém, o moreno se recompôs e abriu a boca para dizer que poderia ficar um pouco mais com Mephisto. A mais velha o cortou antes que ele pudesse formar as palavras que iria falar. 

– Vai pra casa, Okumura. Você tá parecendo uma merda, apenas vai, e não me contrarie, ok? – O tom autoritário, contudo, suave fez o professor manter-se calado, com isso, Yukio se despediu da morena que sequer virou-se, e saiu do hospital. 

Fez uma nota mental de após tomar banho ele ir à sala onde eles guardavam os registros. 


Yukio fechou os olhos com a boa sensação da água morna cair sob ele, relaxando seus músculos tensos e doloridos. Passou os dedos massageando o cabelo e soltou um som de felicidade, uma imagem surgiu em sua cabeça num momento inuportuno. Rin com seu sorriso e olhos azuis, as maos grandes passando pelo corpo do Okumura. 

– Merda – ele amaldiçoou baixo e procurou terminar logo o banho, não tinha espaço para pensar num cara que nem conhecia. Haviam se encontrado o que? Umas duas ou três vezes? E ele já agia como um adolescente hormonal, mesmo que quando mais novo Yukio não era assim. Era apenas... Rin o atraía. 

Ele era um cara atraente, além disso, o de olhos azuis tinha algo encantador, mistério? Yukio não sabe. Mas só de pensar no maior, fazia com qur seu sangue corresse tudo para suas partes baixas. O professor mordiscou o lábio, e suas bochechas ganharam um tom rosado, ele resolveu acabar com ele banho agora. Estava ficando muito quente. 

Yukio resolveu deitar-se antes de procurar por quais quer indícios do suposto crime. Assim que sua cabeça tocou o travesseiro sua visão nublou e suas pálpebras pesaram, nisso o moreno se deixou levar pela escuridão.


Acordou novamente num pulo, seu coração estava em disparada. Ele olhou para os lados até seus olhos pousarem numa figura de um homem que usava um chapéu. Em vez de medo, ele foi dominado pela ansiedade. Levantou-se e ficou afastado do homem misterioso com o rosto desfocado, o sorriso sujo era a única parte realmente à mostra tirando o chapéu. Isso fez Yukio sentir-se enojado e com abrupta raiva. 

Agarrou a arma que estava já a sua espera na cômoda e apontou para o cara. Que num passe de mágica já não estava ali. O exorcista piscou um psr de vezes antes de notar que mãos percorriam seu corpo numa forma luxuriosa; uma voz distorcida dizia coisas desconexas que ao mesmo tempo eram perturbadoras. Apenas o som, fez o professor realmente querer vomitar. Mas engolindo o bile, e inspirando e expirando ele tentou agir racionalmente.

Não tem como haver um demônio em seu quarto ou um homem. Tudo estava protegido e apesar de ter adormecido, Yukio tinha um sono leve. Então, ele recusou-se a reconhecer as mãos que o tocavam ou como elas quase o levaram a entrar em pânico. Após alguns minutos - que se parecem hora para o moreno - elas desapareceram. Como se sequer estivessem ali. No entanto, a sensação de vomitar não passou, e ele correu para o banheiro. 

Jogou-se no chão, mal tendo tempo suficiente antes de vomitar o que havia comido no dia anterior. 

Sequer percebeu que sua visão estava meio desfocada por não colocar os óculos, causando a situação anterior mais irreal, igual a arma que na hora dele correr foi esquecida. Deixando esses pensamentos de lado, afastou-se do vaso e limpou a boca com as costas da mão.  O gosto estava começando o incomodar. O moreno ergueu-se a muito custo do chão, se encostando na parede para não desabar, seguiu tropeçando ao quarto, se negando a deixar o medo tomá-lo. 

Ele desistiu no último instante de ir investigar, preferindo ficar o resto do dia na cama. Não conseguia sequer pensar em qualquer coisa que a má sensação voltava. Yukio novamente adormeceu, mas, em alguns momentos acordando e depois voltando ao sono devido ao acontecemento anterior. Começou a preocupa-lo. Estava tendo sonhos demais, alucinando. Iria procurar mais tarde sobre isso, quando estiver vendo os registros. Não que ele fosse realmente procurar ajuda, por uma questão de receio quanto ao que diriam. Afinal, levou algum tempo até pararem de fazer comentários desgostosos sobre o filho do diabo atuar como um exorcista.



Sophie acordou com um gemido dolorido. Demorou um pouco para se acostumar com o ambiente atual e de repente pulou. 

Ela estava num quarto, estranho. A última coisa que se lembra era de aquele denominado rei de Gehenna enfiou uma faca e... Distraidamente passou a mão pela área afetada e não sentiu nada, nem uma ferida ou qualquer indício de que fora ferida. 

A morena  se levantou da cama e foi até a porta. A mão envolveu a maçaneta, contudo, hesitou. Ouviu um barulho do lado de fora e se escondeu de modo que se alguém entrasse não a veria antes que ela pudesse fugir. 

Era o pior plano que já teve. Mas o único.  

Assim que a porta abriu, a exorcista parou de respirar e observou um homem alto e loiro entrar. Sua mente mal registou quando ele a puxou pelo braço numa velocidade inumana e a arremessou para uma parede oposta. 

– Filho da mãe! 

O mesmo riu amargo. 

– Realmente? Você me decepciona, como se até  um dos demônios mais idiota cairia nessa, Sophie! – Ele rosnou. 

– Edward? 

O demônio afroxou seu aperto e finalmente a soltou. Dando alguns passos para trás. Ele suspirou alto. 

Sophie virou-se para encará-lo e se arrependeu. 

O rosto dele demonstrava uma dor inigualável como se o ato dela dia a pior que qualquer tortura física.  Os ombros encurvados, uma posição frágil. 

– Edie... Eu... 

O maior levantou a mão para a interromper balançando a cabeça para os lados. 

– Não quero saber. Você teve sorte pelo rei ser tão misericordioso. Porque se fosse por mim, uma traidora deveria ficar nas masmorras e tomar a punição que deveria. 

A expressão dele era sombria e sua voz firme a arrepiou. Não no bom sentido. 

Esse foi o momento que Rin resolveu entrar e anunciou sua chegada com uma tosse alta e desconfortável.  Aproximou-se do amigo e tocou seu ombro num gesto de conforto, algo que não passou despercebido pela morena que estreitou os olhos.

– Vejo que estão familiarizados, não é? – Indagou num tom crítico e desconfiado. – Não pensei que demônios eram tão formais com o rei deles. Alfinetou novamente e Rin sorriu mostrando os caninos pontiagudos. 

– Por favor... Não discutam. Lamento não ter começado bem com você, mas precisava dar um show. – Deu de ombros e continuou – Claro que se preferir podemos voltar a como estava anteriormente. 

– Prefiro isso a trabalhar com demônios!

– E se fizermos uma proposta? 

– Qual? 

– Sua morte em troca de seus serviços.

Ela hesitou. 

– Feito. 

Eles apertaram as mãos e sem mais nem menos o demônio a puxou para perto e beijou-a. Não houve sentimentos apenas um tocar de lábios. Tão logo fora o beijo quanto o afastamento deles. 

Ela estava estupefata. O loiro sequer reagiu, foi para gritar algum sentido, mas o seu ex-torturador? A cortou. 

 – Você vai voltar para Assiha e me ajudará a me aproximar de Okumura Yukio. 






Notas Finais


Então o que acharam?
A todos que acompanham essa fanfic, no final do ano passado tive alguns problemas de saúde e assim resultou de não poder terminar o capítulo. Peço desculpas pela demora. E agradeço a todos que lêem essa fic ^-^


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