História Stay With Me - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Tags Governador, Kate Walsh, Personagem Original, Prisão, Rick Grimes
Visualizações 141
Palavras 2.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OIEEE, PEOPLES!! *Desviando das pedras* Ei, pessoal, calma, calma kkkkkkk

Okay, tenho que ser séria e sincera com vocês sobre o meu sumiço. Como eu disse na att passada, eu estava em semana de provas e como aquele era meu último cap salvo, eu poderia ficar um tempinho ausente. Mas eu resolvi que eu não queria ficar distante, então decidi dedicar meu sábado inteiro para finalizar um cap incompleto que eu tinha aqui, mas acabei apagando acidentalmente TUDO. O mar de depressão que caiu em mim foi muito grande, simples assim, e eu sinto muito se eu as decepcionei de alguma forma.

Mas eu queria agradecer a todas vocês por terem me dado puxões de orelha e por principalmente não terem desistido de mim. E pra compensar, já começo avisando que amanhã já tem atualização :3

Mas por enquanto, eu as deixo com esse cap, e espero que gostem.

Boa leitura,

Capítulo 19 - Eu não conseguia fazer isso


Fanfic / Fanfiction Stay With Me - Capítulo 19 - Eu não conseguia fazer isso

~ Clarice Donovan ~

Gritos e acusações. Era tudo o que se podia ouvir sair da cela dos Grimes, onde Rick e Carl se encontravam em uma discussão desenfreada desde que o mais velho entrara para tentar uma "conversa apaziguadora".

"Seus traíras sem alma e sem coração" era como o garoto nos acusava. Bem, desde que eu começara a faculdade de medicina e até um pouco antes, me fora ensinado que o coração era apenas responsável por bombear sangue, e que não podia definir o caráter de alguém, pois pessoas boas podiam ter problemas cardíacos e vice-versa. Quanto à alma, nunca acreditei nela, pois era misticismo demais para mim, e por isso me considero uma pessoa bem cética.

Porém, apesar disso, esses dois fatores importavam para Carl, o que nos mantinha nesse embate no qual ele jurara nunca mais nos perdoar.

- Carl, precisamos conver...- Rick tentou falar mais uma vez, mas antes que pudesse, o menino já saiu o empurrando para fora da cela, a trancando em seguida.

- Sai!- gritou entre as grades, por fim não falando mais nada.

O xerife, se dando por vencido, então suspirou pesadamente e cabisbaixo veio em minha direção, muito exausto e desanimado. Não era à toa, já que se meus cálculos estivesse certos, eles literalmente haviam passado o dia inteiro discutindo.

- Conseguiu falar com ele?- perguntei, apesar de saber que não, ele não havia conseguido.

- Simplesmente não dá pra falar com alguém que não quer ouvir.- respondeu, massageando o vinco entre as sobrancelhas com uma mão, enquanto a outra se encontrava na sua cintura.

- É tudo culpa minha.- lamentei, começando a sentir meus olhos lacrimejarem. Mas antes que eu pudesse realmente chorar, dois braços vieram ao meu encontro e me envolveram, deitando minha cabeça sobre o seu peito em um abraço acolhedor.- Se eu não tivesse...

- Não é culpa sua.- me cortou, apertando ainda mais o abraço.- Ele só está...chateado, mas não é culpa de ninguém.

- Claro que é, Rick!- protestei, colocando minhas mãos sobre o seu peito para encará-lo nos olhos.- Se tivéssemos contado...Se eu tivesse permitido...- apertei meu rosto contra o seu peito, tentando não chorar, e ele novamente me apertou mais. Foi quando outro assunto me perturbou.- Aonde você vai dormir?

- Bom,- prolongou, ilustrando que ele ainda não havia pensado no assunto, e muito menos como contorná-lo.- Provavelmente terei de esperar o Carl se acalmar, ou, dormir no refeitório...eu sei lá.

- Pode dormir no meu quarto, se quiser.- propus, mas eu senti que havia algo de muito errado em fazer isso, assim como vi pela cara de Rick, que ele se sentia igualmente desconfortável.

Com certeza, se quisermos voltar a ser o que éramos, teríamos que nos resolver com o mini Grimes antes.

***

~ Carl Grimes ~


Eu simplesmente não conseguia. Podia amar meu pai, amar Clarice, mas saber que eles estavam juntos... Simplesmente não dava para mim.

Como eles puderam fazer aquilo? Como puderam me esconder algo desse tipo? E principalmente, como meu pai pôde encontrar outra pessoa depois da mamãe morrer?

Tudo bem que eu sabia que as coisas com os meus pais não estavam bem muito antes dela morrer, mesmo com eles tentando esconder isso de mim. Mas depois que a mamãe descobriu que estava grávida, as coisas ficaram cada vez mais estranhas, até a noite em que o papai disse que havia matado o Shane.

Os olhares de escárnio, eu ainda podia memorizá-los nitidamente toda vez que eles trocavam olhares entre si. Vez ou outra eu ouvia alguém comentar, algo sobre a mãe, o pai... o Shane, e me perguntava se isso teria a ver com a desavença que eles criaram desde então. Claro que nunca o faziam na frente de meus pais, mas eles não prestavam atenção na presença da "criança". Eles nunca prestavam.

Então as teorias foram crescendo na minha cabeça, e fui chegando na conclusão de que, infelizmente, minha mãe poderia não ser uma boa pessoa, e passei a dar mais crédito ao meu pai. Mas como ei daria de tudo pra poder voltar ao passado e não ter feito nada disso, e sim ter retribuído todos os "eu te amo's" que minha mãe ainda se dava ao trabalho de dar, e eu passei a ignorar.

Mas o pior foi quando eu tive que matá-la, e tive de encarar o olhar perdido de meu pai com a notícia. A partir daquele instante, eu já soube que ele não daria conta de cuidar de mim e da minha irmã, não sozinho. Então deixei que ele cuidasse apenas da Judy, e passei a tentar ganhar mais independência, pois sabia que ela precisava dele muito mais do que eu.

Entretanto, não foi como se eu não desse falta, pois eu dava e todo santo dia depois que minha mãe nos deixou foi mais sufocante que o anterior, principalmente pelo fato de eu não poder contar com ninguém. Aos poucos eu ia sentindo a visão de minha mãe se esvaindo da minha mente, e enlouqueci, pois sem aquilo eu me sentia cada vez mais sozinho, desprotegido.

Foi quando uma certa doutora, chamada Clarice Donovan, apareceu em nossas vidas, e tudo ficou diferente. Muito impaciente, porém sincera e divertida, por não me tratar necessariamente como uma "criancinha", ela me deu mais crédito do que qualquer um ali, e momentaneamente, foi como se eu tivesse alguém com quem contar. Eu me sentia completo novamente.

Mas agora, descobrindo que eles estavam juntos e mentiam pra mim, me senti traído, senti como se tivessem roubado minha completitude outra vez, e como num passe de mágica, assim como Clarice saiu, a imagem de minha mãe morreu em minha mente, agora sem volta.

Por que eles não conseguiam ficar sem mentir para mim?


Ainda estava refletindo sobre, quando um choro agudo me fez acordar de meus devaneios, e logo reconheci que era Judith. Eu havia me trancado com ela, e simplesmente havia me esquecido disso.

Que tipo de irmão eu era?

- Ei, calma, calma...- pedia, me aproximando do berço para acalentá-la, mas a pequena simplesmente não parava de chorar.

Já deveríamos ter passado um dia inteiro enfurnados ali dentro, então provavelmente ela deveria estar com fome, o que me obrigou a sair da cela em busca de Beth. Ela cuidava dela, então deveria ter alguma mamadeira consigo ou algo do tipo.

Entretanto, quando cheguei à cela dos Greene, eu não a encontrei por lá, mas sim Maggie, que parecia tentar trabalhar com alguns fios de lã sem muito êxito, já que as linhas se emaranhavam em seus dedos e o trabalho simplesmente se desmanchava em suas mãos.

- Maggie, cadê a Beth?- perguntei, chamando a atenção da morena, que me sorriu amável.

 Na verdade, estava mais para um sorriso compassivo, mas eu resolvi ignorar isso. Odiava quando sentiam pena de mim, pois sentia que isso me inferiorizava. Não queria ser digno de pena, mas digno de respeito.

- Ah, minha irmã saiu há algumas horas com Zack.- deu de ombros como se fosse nada demais, e eu senti minhas bochechas queimarem. Eu era muito bobo mesmo.- Mas por que a pergunta?

- É a Judy.- expliquei, ainda tentando acalmá-la, mas sem muito sucesso.- Ela está com fome, e a Beth é quem costuma fazer a mamadeira dela.

- Ela deve ter guardado alguma em algum canto por aqui...- presumiu, se levantando para vasculhar a mochila da mais nova, tirando de lá uma mamadeira rosa.- Bingo!- exclamou, colocando um bocado de fórmula no recipiente, e me entregando, enquanto pegava minha irmã no colo.

- Shhh...- sussurrou, embalando-a e amenizando seu choro.- Carl, poderia encher a mamadeira com água? É só disso que eu preciso.

Sem intervalos, corri para o refeitório e enchi a mamadeira o mais rápido possível, sentindo-me grato por felizmente não ter esbarrado com nenhum "deles". Foram muito insistentes no início, mas claramente ou haviam me esquecido, como eu sabia que eles fariam, ou eu só estava com muita sorte mesmo.

Já estava longe da cozinha, quase voltando para Maggie e Judith, quando algo muito estranho chamou minha atenção, me fazendo desacelerar aos poucos meus passos, para prestar mais atenção.

- Maggie, que bom que você está aí...Você viu o Carl por aí?- ouvi de repente a voz de ninguém menos do que Clarice Donovan, e senti meu coração gelar.

Passei então a andar pé ante pé até a porta da cela, botando apenas minha cabeça para dentro, e tomando cuidado para que a doutora que estava de costas, não conseguisse me notar. Porém, mesmo sendo cauteloso, acabei não passando despercebido, e assim que meus olhos pousaram na cena que havia ali dentro, Maggie, que estava de frente para mim, imediatamente notou-me e entrou em certo desespero.

- O Carl? Ele...?- a Greene questionou, olhando-me de relance, como se buscasse minha aprovação, e eu automaticamente neguei com a cabeça para que ela não o fizessse.- Ele tá meio sumido. Me pediu para cuidar da Judith, e simplesmente desapareceu. Desculpe-me, mas não sei onde ele pode estar.

- Entendo...- Clarice suspirou, e a viv despencar os ombros de frustração. - Mas caso você o veja, pode dizer a ele que eu realmente quero conversar com ele?- pediu, com a voz cansada e muito chateada.

- Claro.- a morena concordou, soltando um sorriso nervoso de quem tenta esconder um segredo, mas lhe doi fazer isso.

Então ouvi os passos de Clarice virem em minha direção, e eu rapidamente me escondi na cela ao lado, que escura do jeito que estava, conseguiu me esconder para que eu pudesse vê-la perfeitamente passar por ali. Em seu rosto, havia desespero, tristeza, e principalmente culpa.

Bem feito que tivesse sentindo culpa. Que aquilo fosse o meu castigo particular.

Já não ouvindo mais o som de seus saltos batendo no chão, saí furtivamente da cela, e adentrei a minha, aonde encontrei uma Maggie que claramente me julgar mortalmente com seus grandes olhos verdes.

- O que. Foi. Isso?- questionou pausadamente, com os olhos arregalados em desaprovação, coisa que eu optei por ignorar

- Apenas eu me escondendo e te agradecendo por não me dedurar.- respondi, lhe entregando a mamadeira cheia, como ela pedira.

- Só um aviso, a prisão não é tão grande assim pra ela não acabar te achando, e muito menos acredito que essa brincadeira de gato e rato vá durar por muito tempo. Logo o "Tom" te encurralará, "Jerry".- a morena comentou, trocando Judith de braço enquanto começava a amamentá-la.

- Olha, Clarice procura, eu me escondo, e você apenas vê mas não me dedura e nem questiona, okay?- pontuei, pois já estava cansado das pessoas dizendo "o quão cruel eu estava sendo", e blá, blá, blá...Se eu realmente quisesse conselhos, eu os teria pedido.

- Não consigo entender o tabu que você criou com o fato de a Clarice e o Rick estarem juntos, e ela ser a sua madrasta. Tudo bem que eu não fui muito bem com a cara da minha, quando eu tive, mas você não deveria fazer o mesmo.- me repreendeu, mas a palavra "madrasta" vindo de Maggie fez minha cabeça martelar.

- Como assim? Pensei que a senhora que saiu no celeiro naquele dia fosse a mãe de você e da Beth.- admiti, um tanto confuso.

- Acontece que eu e Beth não somos da mesma mãe. Pra ser mais exata, a minha mãe biológica havia morrido quando eu tinha cinco anos, e meu pai se casou pouquíssimo tempo depois com Anette, a mãe da Beth. E como eu a odiei por isso...- comentou meio nostálgica, como se as lembranças a fizessem bem mas ao mesmo tempo muito mal.- E infelizmente, a coitada pagava por isso.

- E o que você fazia?- questionei, começando a ficar curioso.

- Eu fazia de tudo. Desde colocar pulgas em seu travesseiro e galinhas em seu quarto, até jogar seus vestidos ao longo do esterco dos gados.- confessou com um sorriso amarelo, encolhendo os ombros toda sem graça.

- Mas o Hershel gostava que você fizesse essas maldades com ela? Ele por acaso chegava a saber que era você por trás de tudo?- perguntei muito intrigado. Nunca imaginei que Maggie fosse do tipo que fazia artimanha.

- Claro que ele não gostava. Na verdade, como era sempre eu a infernizar a vida de Anette, se tornou muito fácil saber quem era por trás daquela bagunça toda, e por diversas vezes ele me colocou de castigo, e até já ameaçou me bater.- ouvia tudo de olhos arregalados, e pude a ver rir de minha reação.- Mas nunca apanhei, e os castigos não duravam nem um dia direito, pois apesar das maldades, Anette sempre intercedia por mim, mesmo que eu nunca me demonstrasse agradecida ou retribuísse por aquilo. Mas o momento em que fez toda a diferença mesmo, foi quando eu fiz onze anos, a puberdade e as mudanças bateram à porta, e eu percebi que estava sozinha. Bom, digo, isso até ela vir ao meu auxílio, como um anjo da guarda. Acho que sei a quem a Beth puxou.- soltou uma risada triste, antes de comprimir os lábios e prosseguir.- Sei que você pensa - frisou a palavra "pensa" - que odeia a Clarice, mas você não a odeia. Na verdade, você a ama tanto quanto ela te ama, e como eu sei que ela o ama? Porque se eles não se importassem com o que você pensa, não teriam escondido nada de você, mesmo que fosse algo errado. E depois de você ter descoberto tudo, ela também não estaria tentando ir atrás de você. Não se importaria em fazer as pa...

- A mamadeira.- murmurei, e Maggie me encarou como se não entendesse bem o que eu quis dizer.- Você... Você está segurando-a muito alto. A Judith pode ter gases.- desconversei, e o assunto pareceu morrer ali.

Eu queria fazer as pazes, mas por enquanto não. Por enquanto eu ainda queria ter tempo pra pensar mais.


Notas Finais


Ai, gente...Quem mais ama os Greene levanta a mão o/ kkkkk Mas como o Hershel já disse aqui, assim como ele teve suas experiências como "o padrasto", Maggie obviamente adquiriu os seus como "a enteada".

Agora relaxem que amanhã vemos mais desse "Caso de Família" rsrs

BJUS & MORDIDAS DE WALKERS


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