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História Stay With Me;Chanchang. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Para meu ex-professor de Lingua Portuguesa, o Flávio.


Espero que goste!🖤🖤🖤

Capítulo 1 - Eu não sei exatamente o motivo de ter escrito isso.


Chan se sentia mal, dirigindo em plenas uma da manhã pelas ruas da cidade, uma música no rádio só reforçava seu fracasso.


Chovia e os faróis ligados denunciavam as ruas estranhamente vazias, talvez porque fosse quarta feira, meio de semana.Até avistar uma silhueta na frente do carro, o homem apenas o olhou, segurando um buquê de rosas, limpou seu rosto e caiu sobre o asfalto.Num ato desesperado, Chan para o carro, se desesperando ainda mais em pensar que alguém podia estar vindo atrás, pegou o garoto e o buquê que não soltou o levando até o banco do passageiro, correu ao banco do motorista e dirigiu até um ponto em que pudesse estacionar.


Ligou as luzes do carro e olhou-o, estava respirando, graças aos céus, senão, como explicar a polícia que tinha um corpo em seu carro?Os cabelos escuros molhados assim como toda a roupa, os olhos inchados, as roupas não pareciam o tipo que se usava na rua.Apenas um short de pijama e uma blusa larga.


Parecia acabado, mas nem mesmo sabia para onde o levar, ele apareceu no meio da rodovia.Considerou ser um fantasma, esqueceu e seguiu dirigindo até sua casa, o carregou até o lado de dentro, o pôs em cima do sofá e esquentou um chocolate.Não tinha café em sua casa, não gostava de café, e existe alguém que não goste de chocolate quente? Não sabia direito o que estava fazendo, apenas seguia fazendo pois se parasse ia começar a chorar.


Chegou a sala e tentou o acordar, passando as mãos sobre seu ombro com cuidado e uma parcela de medo de que ele se quebrasse, por mais idiota que isso parecesse, então os olhos pequenos e escuros se abrirem o olhando por alguns segundos em seguida se desesperando de alguma maneira e tentando se levantar de maneira brusca, também falha ao passo de que escorregou assim que os pés trocaram o chão.


E Chan ainda sem reação, se desesperou um pouco quando escutou soluços, não era possível que a primeira coisa que ele iria fazer era chorar.Sentado sobre os joelhos o garoto que parecia ainda menor do que era, chorava compulsivamente, numa reação, passou os braços em volta dele e o abraçou, sentindo a frieza e umidade das roupas ensopadas que provavelmente tinham molhado seu sofá.


–Eu morri, não é? Você é um anjo, né'?


Hã? Não o soltou, mas por que isso agora?Acabou deixando uma risada divertida tomar o ambiente, mas ainda sentia as lágrimas quentes atravessarem sua camisa.


–Não, você desmaiou, você escapou da morte.Eu não sou um anjo.


–Ah, que pergunta mais idiota!Me desculpe.-Ele o empurrou para longe com certo cuidado, envolvendo o próprio corpo com os braços, um claro sinal de frio.Em seguida continuou a falar, se levantando e andando em direção a porta da frente.–Bem, você me ajudou, então obrigado.Fique com as rosas para você, ou melhor, queime elas, e de novo, obrigado.


–Espera, está chovendo, e já é de madrugada, suas roupas estão molhadas.Você pode ficar aqui, você acabou de acordar, espera.


Ia dizendo e indo atrás, o segurando pelo braço, ele se virou novamente ainda sério.


–Você tem razão, eu fico só por enquanto, me desculpe, qual seu nome?


–Christopher, Bangchan ou...Chan.Chame como quiser,,, é,,,e o seu?


–Changbin, desculpe te causar problemas, e molhar sua casa.Eu vou limpar, me desculpa, você tem alguma roupa para mim?


–Sim, eu vou pegar algo para você, venha.Então, desculpe a intromissão, mas, o que houve com você?


Subia as escadas e Changbin ia junto o olhando desconfiado de toda essa bondade, talvez estivesse impressionado com os casos criminais que era viciado ou algo assim, mas a pergunta o deixou ainda mais desconfortável.A necessidade de contar a alguém sobre o que houve era grande e falava mais alto a medida que o outro procurava coisas em seu armário e as deixava na cama.


–Eu fui expulso de casa.


–Pais?


–Namorado.


–Você o traiu ?


–Não, separação, mas foi um pouco triste, antes disso ele me deu esse buquê.A casa estava no nome dele, então, ele pediu para que eu fosse embora, mas eu...eu estava muito triste e continuei chorando em frente ao apartamento dele até a meia noite, quando eu me enchi e resolvi ir embora.Eu estava muito longe de casa, então estava demorando muito do centro da cidade até minha casa, começou a chover e quando eu fui passar pela rodovia você veio e eu tive um pico de nervosismo.


–Coinscidência, eu terminei hoje também, mas eu resolvi ir embora assim que ele me disse que não queria mais.


–Sinto muito.


–Não precisa, você quer dormir?Eu fiz chocolate quente para você, tenho só que esquentar, se você não está se sentindo bem eu posso trazer aqui


–Eu quero… obrigado.


No reflexo de seus olhos podia sentir sua desconfiança perante suas ações, mas, tratou como comum, era um completo estranho para ele.Sorriu educadamente e desceu as escadas para esquentar a bebida.Se lembrava de como havia sido sua noite, a maneira com que havia encontrado a casa de seu namorado, ele parecia mais feliz do que o comum, ele sempre pareceu mais feliz longe de Chan.


E não podia fazer absolutamente nada sobre isso, tinham mais algumas poucas pessoas ali, mas, todas tinham em comum os copos na mão.O odor forte e desagradável de cerveja veio juntamente do garoto alto trajado de uma blusa de botões grande, boas verdades foram ditas em sua cara, as risadas dos outros comprovavam tudo e a desculpa da bebida não cabia a situação.


Quando estamos bêbados, temos coragem de fazer o que não faríamos sóbrios.


Independente de toda essa humilhação desnecessária, não sentiu de verdade a partir de que nunca pôs fé naquele relacionamento, e nem meia hora depois as lembranças de todos ali eram inúteis, os rostos embaçados pela censura natural da mente.


A verdadeira dor era que, como um romântico incorrigível, por mais que não se apaixonasse facilmente, acreditava em um amor que o pudesse tirar de órbita, um coração aberto para seus carinhos exagerados ou apenas suas besteiras.Não havia idealizado um relacionamento perfeito, apenas o básico.


E talvez devesse se jogar entre garrafas de vodka e lembrar os velhos e ridículos tempos fumando como um louco e bebendo para se esquecer dos problemas.


Entretanto, se sentia o pior e mais inútil ser existente na face da terra quando o efeito acabava.


Se sentia uma boa pessoa em ajudar o garoto que estava em sua casa agora, então preferia sentir a dor crescente em seu peito do que a falta de motivos.


Refletia observando a caneca girar sob a luz do microondas, desejando se escorar na janela e observar chuva cair e desejar a tradição Hollywoodiana para se aplicar em sua vida para uma mudança acontecer.


Três sons irritantes e já levava em mãos algo para que Changbin bebesse.Abriu com cuidado a porta do quarto, o observando envolver o próprio corpo com os braços novamente, o que aparentemente era um hábito, não fazia frio dentro das roupas quentinhas.Ou não era frio.


Se perguntava silencioso o quão destrutivo havia sido esse término para ele.


–Por quê não se senta na cadeira da escrivaninha? É mais confortável para comer.


Ele virou o rosto lentamente, já havia o visto antes com certeza.Se sentou na cadeira, esperando para que viesse com o chocolate, então Chan se sentou na cama, com cuidado analisando os lábios rosados tocarem a beira do recipiente quente, os olhos estavam vermelhos, tinha chorado novamente.


–Desculpe-me, mas, quanto tempo? Quanto tempo durou seu namoro?


–Três anos.


–Quer falar sobre?


–Cheguei lá e ele estava sentado na cadeira em frente a porta de entrada,  como sempre as calças pareciam perfeitas em seu corpo, ou eu apenas o amava demais.A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi como eu o amava, eu esquentei quando vi as rosas em sobre seu colo, me aproximei e aos poucos o vi em detalhes, não transpareceu um pingo de felicidade em me ver.–Fez uma pausa para beber um pouco mais–A frase tão temida, foi dita em modo baixo, mas foi alta demais para o apartamento vazio "Vou ser direto, acho melhor você sair daqui." E eu não entendi bem quando ele disse isso, foi uma conversa longa, a qual me fez estressar como nunca, crises de choro e um presente de merda para eu levar e me lembrar dele.Eu fui posto fora, foi ridículo, eu fiquei ali, o idiota que eu sou jogado esperando até a meia noite, mas ele nunca abria, quando eu fui embora, assim que vi seus faróis em poucos segundos pensei que não queria morrer, eu vi o dia todo de novo, senti uma dor de cabeça terrível e apaguei.



–Nossa...eu sinto muito por você, de verdade.


–Você é um anjinho mesmo, obrigado por me trazer, amanhã eu vou buscar minhas coisas e ir para a casa dos meus pais.


–Eu posso te levar até lá e te ajudar com as coisas.


–Oh, obrigado.De qualquer maneira, eu não conhecia ele de verdade, um lado que eu não conhecia, ele estava frio, eu penso que tinha outro alguém.Mas, eu não iria fazer nada, eu iria embora de qualquer maneira e se puder me fazer o favor de queimar as flores para mim eu agradeço.


Sorriu, se encolhendo mais em seu canto, tentava se recuperar, era um sorriso genuíno apenas por ter o levado para um canto quentinho e oferecido comida, em frente a janela grande observavam a chuva esperando o nada.Era confortável.


E talvez Bangchan tivesse se tornado um amante desse conforto contínuo, não do tipo que vem de vez em quando, sentia uma imensa vontade de fazê-lo sorrir mais vezes, a sensação de ser o causador daquilo era incrível.


Tudo pois Changbin parecia do tipo inesquecível.


Notas Finais


Obrigada por ler!🖤🖤🖤


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