1. Spirit Fanfics >
  2. Steampunk:1888 - Interativa >
  3. Teaser - Passos que definem vidas

História Steampunk:1888 - Interativa - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoinhas! Como vai a Quarentena? Espero que estejam bem

Enfim, finalmente consegui terminar o novo Teaser, ele quase que não sai esse fim de semana, por conta de algumas coisas que rolaram nessa ultima semana, acabei parando de escrever por um tempo. Enfim, finalmente ele esta aqui, espero que gostem.

Boa leitura ^^

Capítulo 5 - Teaser - Passos que definem vidas


— E então? — Perguntou Nate, estava com um sorriso entusiasmado em seu rosto, completamente diferente do dia anterior. Barman sabia disso, e por isso, tratou-se de ler o manuscrito com muita atenção, pelo menos, as primeiras páginas.

— …. — Encarou a face do escritor, e em seguida olhou novamente ao manuscrito, uma dúvida pairava sobre sua cabeça, o que deveria ele fazer? Não demorou muito para que o homem de meia-idade rasga-se as folhas em vários pedaços, sem forma de juntá-los novamente. 

— Eu….tive a impressão que você faria isso... por isso só te dei o rascunho...  — A face de felicidade se transformou na mais pura decepção, decepção essa, que já estava acostumado.

— Sabe, se você tenta-se publicar isso, você iria ser no mínimo...morto. — Falou seco — Entenda a situação que você está, que a Inglaterra está, se negar isso, você só vai se tornar a merda de um cadáver.

— Você realmente tá certo, se eu continuar tentando vender esse livros, eu vou morrer. — Olhou para baixo, talvez um tanto envergonhado em admitir sua precariedade. — Eu sou de fato um hipócrita que apenas pensava em vender ideias e ganhar algo em cima. Então eu quero deixar de ser um hipócrita e aplicar meus ideias de uma forma mais eficiente.

— Continue.

— Infelizmente, eu sou fraco e um tanto quanto covarde...mas, se eu mostrar meus ideais a pessoas que de fato podem aplicá-los? que de fato, lutam por algo? Talvez eu assim, possa fazer alguma coisa. — Tal olhar de decepção se tornou em um determinado, firme e honesto. — Quero me juntar ao movimento sepa…

Antes que pudesse sequer completar sua fala, levou um soco em sua barriga, jogando contra uma das mesas do bar. O forte foi forte, tanto que não conseguia mais levantar, o dono do golpe? É claro que seria o velho Barman, totalmente raivoso.

— Ideais, ideias e ideais! É SÓ ISSO QUE SABE FALAR SEU MERDINHA? — Pegou Nathan pela gola de sua camisa, sem se importar com  mais nada, além de tentar colocar juízo na cabeça do mais jovem. — VOCÊ NÃO CONSEGUE ACEITAR A PRÓPRIA INSIGNIFICÂNCIA, E POR ISSO TENTA AO MÁXIMO FAZER ALGO QUE PARECE GRANDIOSO, MAS NO FIM, SÓ SE CONDENA! — Soltou o jovem, fazendo-o cair no chão sem reação alguma, era sempre assim, Nathan nunca conseguia responder o Barman, pois sabia que ele estava certa.

— Eu...só quero fazer a minha parte como cidadão…. — Disse segurando o choro, além de estar com claras dificuldades para respirar.

— Não me importa! Eu tentei, tentei e tentei te botar nos trilhos, mas você insiste em querer fazer algo, a partir de agora eu não vou mais me importar, você que se vire. — O Respondeu grosso, era mais que óbvia sua raiva, e muito provavelmente seus gritos tinham acordado diversas pessoas nas redondezas. — Não volte mais ao meu bar!

Nathan não respondeu, como sempre. Apenas aceitou seu destino, ou o que empunharam a ele. Saiu do bar mancando, não conseguindo respirar direito, talvez tivesse quebrado uma costela, mas não importava mais, a humilhação que sentia ou que já sentiu, era mais dolorosa que a própria dor. Nada mudava.

Chegou no apartamento totalmente exausto, não respirava direito, mancava, chorava. Talvez morresse ali mesmo, e como o próprio Barman disse, não importava o quanto nega-se, era insignificante. Sua morte não afetaria absolutamente nada, seria esquecido...ou talvez já fosse esquecido pelo mundo.

Deitou-se na cama, sem vontade de acordar, fechou-se seus olhos lentamente; querendo que aquela fosse sua última noite. 

Felizmente/Infelizmente, não foi.

Acordou de manhã, com os barulhos de fábricas e o cheiro podre característico. Tentou-se levantar, sem sucesso, tentando uma segunda vez usando mais força. Com muita dor, levantou. 

— O que eu deveria fazer? 

Perguntou esperando alguma resposta divina, mais uma hipocrisia sua, pois sempre dizia que não precisava de um Deus ou coisa assim, apenas ele e se eu esforço eram o suficiente para irem contra o mundo.

Pura arrogância sua em achar que poderia ir contra o mundo, ou talvez inocência. Quem era ele afinal? O que ele fazia? Nada, apenas falava. E quando finalmente teve forças para tentar fazer algo, desistia. Não queria que fosse assim, se fosse para morrer, que fosse de uma forma digna. Não iria desistir, Ele faria parte do movimento separatista Irlandês e deixaria de ser tão hipócrita.

 

Juntou dinheiro por algumas semanas, fazendo trabalhos que o Barman diria serem de fato, trabalhos. Falando sobre ele, nunca mais o viu, ou sequer foi para o Gallant Man, queria pagar sua dívida, mas, outra coisa era importante agora.

Tinha dinheiro o suficiente para ir a Irlanda, mais precisamente, a cidade considerada mais “perigosa” de todo o País: Queenstown. Dominada pelos separatistas, ir lá não era uma tarefa fácil, pelo menos, dar uma desculpa para ir lá. Mas nada o impediria, estava otimista.

Chegando a estação, o local estava relativamente cheio, tinha que se cuidar para que nada de ruim acontecesse. Seu trem chegaria às 19:00, faltavam então, em torno de 1 hora. Pegando o trem, iria a uma cidade próxima, pegaria um barco, e chegaria a Irlanda.

Sentou-se em um banco, colocando a mala em seu colo, teria que esperar. Entorno de 15 minutos após isso, um homem sentou-se do seu lado, era Pálido, de cabelo negro e de grande estatura, usava um sobretudo negro e o mais chamativo de si: Seu olhar frio.

Em si, não ligaria muito, pessoas estranhas eram o que mais existia, ele mesmo, era um tanto estranho, então por que Nate se importaria? Bem, esse era seu pensamento até tal brutamontes puxar assunto com o escritor.

— Recebemos uma denúncia entorno de seis dias atrás, de uma pessoa dizendo que Nathan O'Brien estaria com intenções de se tornar membro do Movimento separatista Irlandês. — Disse o homem, e Nathan congelou, começou a sua frio, como nunca em sua vida. — Sou um agente do governo, do tipo especial. E apenas vim lhe avisar de uma única coisa: Entre no trem, e em alguns dias, talvez hoje, você será morto.

Nathan não respondeu, não conseguia pensar no que responder. Ouvia seu coração bater, seu sangue gelar, todo o mundo a sua volta parecia ter perdido o som, sentia como se estive-se a simplesmente morrer, meramente pelo medo.

Tal Agente se levantou e saiu andando, mas o medo de Nate não foi embora, o que ele estava fazendo? Barman tinha o denunciado e agora sua corria um real risco de vida, podia ser seu fim, o seu real fim. Ele poderia dar meia-volta agora, esquecer disso e viver sua vida como mais um trabalhador de Londres….não, ele já tinha se decidido a muito tempo, não era hora de voltar atrás agora, ele deveria seguir em frente, não importava o quão difícil isso fosse.

O Trem chegou momentos depois,  Nate, mesmo tremendo de medo e suando frio, entrou nele, estava determinado a cumprir seu objetivo, não importando o quão assustador ele fosse, ele sabia o que queria. Aqueles passos que deu, eram de fato, os passos que definiriam sua vida.

Estava disposto a deixar de ser um hipócrita.

 


Notas Finais


Bem, é isso, provavelmente o Spirit cortou algumas palavras :V De toda forma, irei tentar fazer um teaser maior na proxima vez :V

Até, e lavem bem as mãos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...