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História SteelYard 12: Perdidamente apaixonado - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Muitas surpresas


Hoje é o dia que Normanda recebe alta de seus mais recentes problemas médicos.

Enquanto a auxílio nos preparos para levá-la para Nova Kiev, muitos enfermeiros vem a cada minuto concluir alguns pequenos exames.

Na hora de ir embora, recebo todos medicamentos receitados para ela numa sacola, meio grande e pesada. Ao abrir, vejo uma relação com todos os nomes, funções e horários. O mais interessante de todos é o frasco de hexopronulol injetável. Na verdade há vários injetáveis aqui, e Normanda ficará com um acesso venoso.

Seguindo de cadeira de rodas até o check-out do Hospital, todos os funcionários se reúnem na entrada, e quando Normanda levanta da cadeira, todos sem exceção, com muita sincronia, fazem suas mesuras e a aplaudem.

É um gesto de carinho imenso, porque não há uma pessoa que não se encante pela minha Princesa Consorte.

E com isso, vamos andando para Nova Kiev.

É domingo, então raramente se vê alguma alma cruzar a rua. Um silêncio agradável preenche o dia.

"Klaus, ouviu isso?" - Normanda pergunta.

"Isso o que?" - pergunto intrigado.

"Alguma criança chorando, parece me perseguir desde antes de sair do Hospital. Vem daquela direção." - ela fala, aponta e vai, sem pensar duas vezes. Eu apenas a sigo, estou tão fraco quanto ela para discutir neste momento.

E pensar que Normanda era surda. Isso faz as coisas muito intrigantes.

Conforme vou seguindo-a, eu também ouço.

Fico extremamente chocado ao ver a cena. Normanda tirou um bebê de uma tampa de bueiro, perto do dormitório feminino da Universidade Federal de Prayamar, e a enrola no lenço que usava, tentando proteger dos meros 17°C a 20°C que faziam nesta primavera.

Era uma garotinha, que alguém a abandonou. Pelo que se podia ver, havia acabado de nascer. Pela cor de sua pele, presumo ser indiana.

"Klaus, se a adotarmos..." - ela começa a me perguntar, mas interrompo, mais ou menos já sabendo do que se tratava.

"Sim, ela foi enviada dos céus, e será uma Princesa da Ársia." - digo.

Normanda está aos prantos. Era justamente o milagre que precisávamos.

Ao chegarmos em Nova Kiev, todos nos olham com espanto.

Como a garotinha chorava incessantemente, Normanda subiu com ela para a nossa suíte, e eu fiquei para contar a historia.

Minha mãe se comoveu, entendeu do milagre que estávamos presenciando, mas, ainda que nosso desejo de adotar prevalecesse, uma investigação seria realizada. Enquanto isso, a guarda era nossa.

Ao subir, encontro Normanda e sua protegida em sono profundo, repousando lado a lado. Uma criada limpava o banheiro.

"Como estamos?" - pergunto baixinho.

"Muito bem, senhor. A Princesa tentou banhá-la por primeiro, mas estava muito faminta. Por sorte, conseguiu alimentá-la no seio, e quando acalmou, deu seu banho. Foi lindo de ver, senhor." - ela termina, com visível satisfação.

"Obrigado por contar isso. É maravilhoso ouvir esse tipo de coisa." - digo, o qual ela responde acenando com a cabeça.

Vou até as dorminhocas. Observo-as até cair no sono também.

[...]

"Com isso, oficializamos a adoção de Denapria Hyatt Grigorichenko, concedendo a ela o título de Princesa da Ársia. " - termino o anúncio.

"Vossa Alteza, poderia explicar o significado do nome da Princesa?" - um jornalista pergunta.

"Denapria é feminino para Dnieper, nosso sagrado rio, que corre de norte a sul da Ársia." - respondo.

"Quais são os títulos oficiais de Denapria? Ela poderá herdar um pingente?" - outro pergunta.

"Vossa Alteza Imperial, Princesa Denapria da Ársia. Sim, ela tem direito a subir ao comando, investido pelo Termo Imperial." - respondo.

As entrevistas acabam e logo após, vamos para o almoço em Nova Kiev.

Normanda esperava por mim com Denapria na sala de estar, assistindo TV.

"Olhe." - ela me dá um jornal da ArsiaPress e a satisfação toma conta de mim.

"Bem vinda a Família Imperial, Princesa Denapria! Vossas Altezas, Príncipe Klaus e Princesa Consorte Normanda concluíram a papelada de adoção." - leio com orgulho, e depois admiro a foto de nosso retrato oficial, logo abaixo.

5 anos depois

"Lady Denapria! Onde você está???" - pergunto, ecoando pela Sala de Desenho de Nova Kiev. Posso ouvir ela rir baixinho, enquanto se esconde.

"Príncipe Klaus! Preciso que substitua a Princesa Normanda na abertura do ano letivo da Universidade de Prayamar." - meu assessor interrompe a brincadeira com Denapria.

"Mas foi ela quem completou o bacharel em História da Ársia!" - digo, cansado. Hoje era o dia dela ir em compromisso, e eu ficaria cuidando da Denapria.

"Princesa Normanda está passando muito mal, senhor. Sugiro que vá vê-la." - ele me diz. Meu coração pesa.

"Onde ela está?" - pergunto.

"Acabou de ser encaminhada para o ambulatório de Nova Kiev." - ele responde.

"O que houve com a mamãe?" - Denapria sai do esconderijo e pergunta.

"Não sei, amorzinho. Vamos descobrir, Lady Denapria???" - pergunto e a pego no colo, enquanto ela acena com a cabeça.

E vamos seguindo.

Bato na porta do consultório e me pedem para entrar. Ponho Denapria no chão e ela segura minha mão.

"Príncipe Klaus, que bom que chegou. A situação de Normanda não é muito boa. Já fazem 3 dias que ela me procura sobre uma irremediável dor no estômago, que não cessa há quase uma semana." - o médico me diz e surge um ponto de interrogação em minha cabeça. Normanda aparentava estar normal para mim, não reclamou de nada.

"Eu vou encaminhá-la para o Hospital de Prayamar para uma bateria de exames. Estou suspeitando que o câncer de mama tenha regressado e se fixou no estômago." - ele diz, preocupado, me deixando louco.

Não, o câncer não pode voltar. Já sofremos demais naquela vez, Normanda já não tem um seio por conta disso. Não aguentaria passar por tudo de novo.

Deixei Denapria em Nova Kiev e tive de acompanhar Normanda de ambulância, mesmo sendo um trajeto curtíssimo, pois ela estava muito enjoada.

E lá se vai mais um tempinho até que me chamam, alegando que os testes estavam completos. Achei estranho, pois foi muito pouco tempo que se passou desde que chegamos até agora.

Me parece que já descobriram a causa de tudo isso, e me convidaram para o ultrasom.

Normanda está grávida. E o problema parece ser hiperêmese gravídica.

Agora seguimos com um minucioso tratamento, pois é uma condição grave.

...

Estava eu em um compromisso, representando a Imperatriz Issayra, minha mãe, quando recebo a notícia que Normanda havia sido encaminhada para o Hospital Geral de Prayamar. Sem mais nenhuma notícia, termino minhas tarefas e vou seguindo, louco para encontrar Normanda, e com a preocupação crescendo em meu coração.

Chegando lá, novamente, nenhuma notícia me é dada no lobby, e sou encaminhado diretamente para o quarto onde ela se encontra.

Normanda dorme. O médico está preocupado, pois, com o histórico dela, as chances de um parto natural eram muito baixas, e um parto natural era tudo o que Normanda queria.

Ela foi encaminhada por precaução, não havia nenhuma situação preocupante além de tonturas e enjôos. O cuidado do staff de Nova Kiev é impressionante.

Então aguardo. Tranquilo, mas ainda um pouco tenso.

Pela manhã, Normanda é liberada do hospital, e vamos caminhando até Nova Kiev, já que é próximo.

“Como está Denapria?” – ela me pergunta. Está preocupada, pois Denapria teve de ser deixada aos cuidados do staff de Nova Kiev enquanto esteve no hospital.

“Não sei ainda, vim direto da cidade de Jytomir. Também estou preocupado.” – respondo.

E seguimos com calma e tranquilidade até o Palácio.

...

É madrugada. Normanda e Denapria não estão no quarto. Não as encontro em local nenhum da suíte. Ligo para o staff, e peço que procurem por elas.

Elas estavam na cozinha, porque Denapria parece ser um buraco sem fundo, e acordou com fome no meio da noite. Normanda, esperta e com desejos, aproveitou para se afundar nas montanhas de açúcar longe de mim.

Não tardou para que somente Denapria entrasse no quarto, pedindo para eu ajudar a mamãe. Ela me guiou até onde Normanda se encontrava, e lá eu a achei, sentada no chão, se sentindo mal.

“O que houve?” – pergunto a ela.

“Não sei, somente uma espécie de cólica. Me ajude a ir pro quarto, minha perna está dormente.” – ela me tranquiliza.

A ajudo a levantar e seguimos. No quarto, deito-a em sua fortaleza de travesseiros, porque sua barriga já está enorme e não há jeito de dormir confortavelmente.

Denapria vai para o seu quartinho, sozinha. Ah, ela já tem 5 anos. Como o tempo passa rápido. Logo ela terá um irmão ou irmã.

O restante da noite é tranquilo.

Pela manhã, quando acordo, Normanda já está acordada. Penso que ela acordou enjoada novamente, mas dessa vez, a encontro na banheira, quase dormindo.

“Normanda?” – pergunto, tirando-a da tranquilidade. Ela só me dá uma virada de olho que, se fosse uma faca, teria me feito em mil pedaços.

“Está tudo bem?” – pergunto, e ela me nega com a cabeça. Aí o inferno rola solto.

“Normanda, o que está havendo? Por favor, não seja teimosa!” – esbravejo.

“Somente um pouco de cólica. Nada mais. A água quente ajuda a aliviar.” – ela responde, pacificamente.

Balanço a cabeça. Quanta teimosia para uma pessoa só.

Volto a nossa suíte. Mando alguns empregados virem buscar Denapria, que ainda dorme, para ficar em um outro apartamento, sendo entretida pelo resto do dia, enquanto ajeito a nossa suíte para Normanda se sentir confortável. Aumento a temperatura no termostato, escureço as luzes, e espero até que se sinta melhor para voltar para a cama.

“Klaus!” – ouço Normanda me chamar, antes que caia no sono. Vou até ela, que encontra em pé, fora da banheira.

“Acho que a minha bolsa estourou!” – ela tenta me acalmar.

“Tudo bem, vou mandar que preparem um carro para nos levar ao hospital.” – falo, e vou saindo.

“Pode preparar um carro para nós? Creio que a bolsa de Normanda estourou.” – peço, pelo interfone.

“Temos a Bentley disponível, mas precisamos colocar sua bandeira para sinalizar.” – me avisam.

“Esqueçam a insígnia, não há tempo de preparar um carro, só nos coloque em um e nos leve ao hospital.” – digo, meio irritado.

Minutos depois, estamos descendo em direção ao carro. Normanda exagerou um pouco, mesmo com dor, e colocou um vestido verde que ficou lindo nela, mas poderia ter se preparado um pouco mais simples.

Estamos a caminho do hospital. Por sorte, todos os sinaleiros estão abertos para nós.

Tudo o que sinto é a Bentley girando e girando, acho que capotamos duas voltas. Acho que bati a cabeça.

Ouço Normanda gritar. Ela segura minha mão. E eu apago.

...

Quando finalmente acordo, percebo que estou internado.

Estou com vários acessos intravenosos. Então não posso sair dessa cama.

Aperto o botão que chama pelos enfermeiros.

Logo vem mamãe, papai e um médico.

“Normanda? Como ela está?” – não resisto e pergunto.

“Ambas estão bem.” – o médico responde. O que ele quis  dizer com ambas?

“Ambas?” – pergunto, confuso.

“Sim. As duas Princesas estão bem.” – ele continua.

“Filho, você é pai de mais uma menina.” – minha mãe diz, com orgulho.

“Mas como? Normanda estava de 34 semanas!” – digo, ainda mais confuso.

“Depois explicamos exatamente o que houve. Agora, vamos te levar até o quarto dela. Consegue andar?   “ – ele me diz.

“Acho que sim.” – respondo.

Graças a Deus posso me levantar, consigo andar.

Mãe e pai vão esperar em uma outra sala.

Chegando no quarto de Normanda, na maternidade, a cena é um tanto incrível e aterradora ao mesmo tempo.

Todo o seu lado direito está escoriado. E esse é o único lado o qual ela pode amamentar, então a experiência deve estar sendo dolorosa.

“Como estão minhas princesas?” – pergunto.

“Estão bem, meu amor.” – Normanda responde.

“Tem algumas fotos ali na mesa, que a ArsiaPress tirou, e que eu escolhi para serem publicadas. Precisam da sua aprovação. Sua mãe e seu pai também já aprovaram.” – ela me diz. Não entendo o porque de precisar de aprovação para publicarem as fotos, mas tomando-as nas mãos, eu vejo o porque.

A primeira foto, no topo da pilha, é a de Normanda, já no hospital, amamentando a nossa mais nova princesa. O motivo, é que ela está despida da cintura para cima, mostrando a cicatriz e a ausência de seu seio esquerdo. As escoriações estão bem acentuadas, frescas, mas a cena é terna, muito linda.

“Essa é a danadinha. Eu só vou mandar para a imprensa se você concordar. Eu sei que existem prós e contras. Mas eu quero a sua opinião. Você aceitaria publicar a Princesa Consorte seminua, após um acidente?” – ela me pergunta, enquanto mostro a foto para ela.

“O que disse a Imperatriz?” – pergunto.

“Ela acha uma publicação interessante, mas, se for lançada, terei que me preparar para uma possível onda de críticas.” – ela me explica.

“Sim, sim. Eu concordo. Seria um exemplo vindo de uma princesa. Sobrevivente de um acidente de carro, de um letal câncer, de uma explosão que a deixou surda. Tem o meu total apoio.” – digo, sorrindo.

Ela sorri. Sei que estava animada para essa publicação.

“Então temos uma nova princesinha. Como podemos chama-la?” – pergunto.

“Já que temos Denapria, do rio Dnieper, acho que poderíamos chama-la de Danastria, do rio Dniester.” – ela responde. É uma ótima idéia.

“Princesa Danastria da Ársia. É perfeito.” – murmuro, e Normanda concorda.

Entram alguns médicos, e eu aproveito para falar com meus pais.

“Já foi anunciado o nascimento?” – pergunto a eles.

“O nascimento sim, mas não se sabe o sexo nem o nome.” – meu pai responde.

“Podemos então passar para a imprensa, Princesa Danastria.” – sorrio.

Eles comemoram. “Danastria. É perfeito!” – minha mãe comenta.

Não tarda muito para que o anúncio saia em todos os meios de comunicação.

“Teremos uma sala de imprensa amanhã a tarde, com todos os first responders que trabalharam para trazê-los até aqui.” – meu pai me avisa.

Isso será bem interessante. É uma maneira de eu saber de tudo o que aconteceu e ao mesmo tempo, uma forma de agradecer pelo trabalho e pelo cuidado com que fomos atendidos.

Devo voltar ao meu quarto agora. Minha cabeça dói.

...

Vou entrando na sala de conferências em Nova Kiev e sou cegado pelos mil flashes de câmeras.

Tento esconder meus olhos, que doem com a claridade. Logo, todos os flashes param e só se ouve os clicks das câmeras.

Os first responders que trabalharam para nos tirar do carro são 5, quase todos homens, apenas uma mulher trabalhava na equipe.

Eles começam explicando o que aconteceu.

“Nós recebemos uma ligação constando uma Bentley capotada em frente ao prédio principal da Universidade de Prayamar.” – um deles começa.

“Depois é que soubemos que, quem estava no carro eram o Principe Klaus e a Princesa Consorte Normanda. De acordo com as filmagens, a Bentley de Vossas Altezas estava trafegando corretamente através de um semáforo aberto e foi atingida por um outro carro em alta velocidade.” – outro continua.

“O lado atingido foi justamente onde estava a Princesa Normanda, e a Bentley capotou duas vezes, amassando o teto. Por sorte, não houve danos extensivos ao motor, e não houve risco de explosão.” – um terceiro relata.

“Tiramos por primeiro a Princesa, que, insistia que retirássemos primeiro o Príncipe e o motorista, que estavam desmaiados. Ela era a única consciente quando chegamos. Tivemos de usar um cortador hidráulico para cortar a porta da Bentley, que ficou completamente amassada e impossível de ser aberta. Enquanto uns trabalhavam para retirar a Princesa, outros iam verificando o Príncipe e o motorista, da maneira que era possível.” – o quarto fala.

“Quando tiramos a Princesa, que, enquanto trabalhávamos para tirá-la, tentava soltar o cinto do Príncipe, desesperadamente, enquanto ele permanecia desacordado, ela foi para a ambulância. Ela estava bem, somente escoriações leves, apesar do susto.” – o primeiro socorrista fala novamente.

“Foi questão de 3 a 4 minutos que a Princesa permaneceu na ambulância, enquanto retirávamos com cautela o Príncipe e o motorista. Foi quando ouvimos o choro da Princesa Danastria. A Princesa Normanda havia dado à luz em silêncio, em público, sem que ninguém percebesse. Mas encontramos a Princesa Normanda beirando o desmaio. Então subi, deixei tudo o que estava fazendo e fui ajudar a Princesa.” – a única mulher da equipe fala.

Nunca vi uma sala inteira ficar em silêncio ao ouvir uma história sobre a Família Imperial.

“Quanto ao motorista que bateu na Bentley, já o encontraram?” – um jornalista pergunta.

“Sim, a polícia já o encontrou. Ele era um fugitivo, então o acidente acabou aumentando o tempo de pena dele.” – um representante da polícia fala.

“Príncipe Klaus, nós vimos a reportagem da ArsiaPress sobre o acidente e o nascimento da mais nova Princesa. É verdade que a foto de capa foi escolhida pela própria Princesa Consorte?” – um outro jornalista pergunta.

“Sim. A foto foi escolhida por ela e aprovada por todos nós.” – respondo.

“Só quero deixar aqui, registrado, que a Princesa Consorte, de fato, honra a posição que ocupa. Ela é uma mulher forte, é um exemplo de superação e de conquista. Realmente eu a vejo como a futura Imperatriz da Ársia, e a foto de capa só serve para realçar isso.” – a socorrista faz um adendo.

Todos aplaudem.

Fico surpreso em saber como a minha princesinha Danastria veio ao mundo. Normanda é realmente muito forte.

Ao fim da coletiva, retorno ao hospital, dessa vez, para acompanhar Normanda.

Ao chegar no quarto, eu encontro duas princesas se acabando em lágrimas. Uma por simplesmente ser um bebê, e a outra, por não conseguir acalmá-la.

“Quer que a leve para o berçário?” - pergunto.

Normanda me estende Danastria. Eu a pego e a levo pelo corredor, até encontrar uma enfermeira que a leve ao berçário. De início, relutou em levar a chorona da Danastria, mas expliquei que a mãe estava igualmente irritada com o choro dela. Então, compreendeu e a levou.

Ao retornar ao quarto, Normanda está visivelmente mais calma.

“Tudo bem?” – pergunto.

“Será que agora você pode ser Klaus Grigorichenko, não o Príncipe da Ársia?” – ela explode.

“Eu estou aqui, agora. Danastria foi para o berçário. Agora somos só nós dois.” – tento tranquiliza-la.

Ela me abraça forte. Nunca a vi fazer com a força que está me abraçando.

“Eu sei. Já passou. Estou bem.” – sussurro enquanto a ouço se afundar em lágrimas novamente, dessa vez, em meu peito.

Baby blues.

“Tem algo que queira falar?” – pergunto. Ela nega com a cabeça.

“Eu tenho. Só quero que saiba que estou orgulhoso. Eu nunca vi tamanha força concentrada em uma única pessoa. Sua atitude é a de uma verdadeira princesa.” – falo, calmamente.

“Do que está falando?” – ela está um pouco confusa.

“Na coletiva de imprensa, eles tornaram público o resgate. Sua atitude impressionou o país. Enquanto trabalhavam para cortar a porta e te tirar, você tentava soltar o meu cinto. E quando finalmente foi para a ambulância, lá nasceu a nossa princesa.” – digo.

“Eu só lembro de que a Bentley foi atingida exatamente onde eu estava, de capotar 2 vezes, e depois, ainda meio confusa, sentir Danastria fora de mim. Eu só atingi a realidade quando cheguei no hospital, envolta em alumínio, com Danastria sendo carregada pela socorrista.” – ela explica. Então Normanda não estava inteiramente lúcida quando foi resgatada.

Acho que ela já falou o suficiente, e pelo que percebo, está sendo difícil admitir tudo isso.

“Me ajude a subir na cama, estou com frio.” – ela me diz, e eu a coloco na cama.

“Ah, finalmente posso deitar no meu lado esquerdo.” – ela murmura.

...

“Damos as boas-vindas à Princesa Danastria da Ársia! Depois de um baita susto, as Princesas Normanda e Danastria foram liberadas do Hospital Geral de Prayamar e agora vão para a segurança do Palácio de Nova Kiev.” – leio o anúncio da ArsiaPress, e olho o nosso retrato oficial como uma família de 4!



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