História Stella Maximat - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter, Mitologia Nórdica
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Insensatez


Fanfic / Fanfiction Stella Maximat - Capítulo 1 - Insensatez

– James e Philip. – chamou Hayden, de pé olhando para fora. A parede era completamente feita de vidro, de forma que o rei podia enxergar os cruzadores lá fora. Naves guiadas por magia voando como verdadeiros papagaios reais por aí. É, é assim que eu os via.

Muito prazer, meu nome é James Hazard. Talvez o nome mais belo de todos os tempos se não fosse, talvez, o nome do avô que abandonou a nossa família. Não sei porque o pai quis me dar esse nome. Acredito que ele nutria esperanças que eu fosse embora um dia quando era pequeno. Talvez ainda nutra. Hm…

Eu estava vestindo minhas roupas de apresentação. Basicamente uma armadura moderna, nada mais que uma vestimenta branca simples e justa e ombreiras de placa de um metal flexível. Philip estava logo ao meu lado, ambos havíamos sido chamados pelo rei no próprio Ninho, um complexo aéreo que acompanhava a construção de defesas e edificações nos céus de Visária. Assim que todos os projetos tivessem sido concluídos, o Ninho seria posicionado na órbita da Terra, tornando-se o primeiro satélite mágico.

Blá-blá-blá, baboseiras do meu pai que acha que é algum tipo de líder dessa gente. Sinceramente eu investiria todo o dinheiro de uma empresa militar em… Bem, eu não sei. Eu iria no cinema muitas vezes, pode apostar.

Paramos atrás dele. Hayden se virou para nós, ele vestia um terno cor de grafite, uma camisa social preta e uma gravata prateada. Em seus ombros um manto fino real emoldurava seus músculos. Uma barba grossa circulava seu maxilar, e seus cabelos rebeldes eram jogados para trás, de forma que suas feições parecessem mais joviais do que realmente eram. Seus olhos brilhavam em um azul mágico.

– Como estão? A mãe de vocês deixou comerem o almoço? – ele perguntou, em um tom divertido. Eu e meu irmão rimos.

– Sim, ela deixou. – respondeu Philip.

– Na verdade, nós comemos na nave. – retruquei, lembrando-me do molho de anchovas. – Isso vai demorar muito? Eu ainda estou com certa fome.

Hayden estreitou os olhos para ele. “Cuidado, ainda é uma reunião real.” Mas abriu um sorriso  e virou-se novamente para a parede. “Venham cá.” Me postei ao seu lado esquerdo e Philip em seu lado direito.

– Quero que me respondam com cuidado, os dois. – ele disse, em tom sério dessa vez. Prestei atenção. – O que vocês enxergam daqui?

Parei para refletir. Os cruzadores voavam de um lado para o outro carregando materiais para construção de bases e cidades suspensas. Era uma nova fase de Visária. Eu sabia que papai tinha a ambição de que a nação fosse tri nivelada, atuando em terra, mar e ar. Era progresso.

– Bom… – disse Philip. – Sinceramente, vejo um passo para frente. Construir partes de Visária no céu, como Albion fez, garante algumas vantagens de proteção, ainda mais se estivermos falando de centros militares e de pesquisa. Porém, é aquilo, para quê? – ele coçou a nuca. – O Ninho, por exemplo, vai se tornar o primeiro satélite militar mágico. Qual o potencial de destruição dele, pai? O que você pretende fazer em torno de Visária para protegê-la?

– Você sabe que eu jamais atacaria ninguém levianamente. O satélite é apenas para instalações espaciais e funcionará como uma medida de proteção. – ele respondeu. – Acha que eu iria atacar outros países com isso?

– Não, é claro que não. – Philip respondeu. – Nunca, eu sei disso. Mas não sabemos do amanhã, não sabemos por quanto tempo estaremos aqui. E vamos dar esse potencial todo para quem? Com o tempo, eles seguirão nossos ideais… Mas depois, eles vão começar a se fazer perguntas. Primeiro perguntarão se devem usar as armas. Então começarão a perguntar quando devem usar as armas. E finalmente, um por um, eles vão se convencer. E nós que demos esse poder a eles.

Silêncio. Meu pai fitava o horizonte com seriedade. Até demais para o meu gosto. Ele então assentiu pesadamente. Levou uma mão ao ombro de Philip e o afagou.

– Perfeita análise. Como sempre.

E então se virou para mim. “E você?”

– Bem, eu vejo nuvens. – falei, estreitando os olhos. – Isso, nuvens.

Philip gargalhou baixinho, mas meu pai apenas deu um suspiro divertido.

– Eu digo de verdade, James. – ele frisou.

Assenti devagar, pensando comigo mesmo.

– Vejo possíveis relações de anexação com Albion. Mais tratados. Um novo mercado de infraestrutura nos céus, veículos aéreos, etc. – eu disse, respirando fundo. Sério, eu odeio isso. – E, é claro que o Philip disse tem sentido, mas não vejo apenas como um potencial destrutivo. Um satélite pode produzir nuvens de teor curativo, curando surtos, epidemias e pandemias em escala global. Além de ser significativo nos nossos avanços para o Exterior.

– Muito bem, é verdade. – analisou Hayden, sorrindo e afagando meu ombro. – O projeto Pax Arcania ainda é uma das prioridades de Visária e da Walker Enterprises. E é sobre isso que eu queria falar com vocês. Philip. Quero que você gerencie o projeto.

Eu e meu irmão nos entreolhamos.

– Eu?! – ele perguntou, confuso.

– Sim. – respondeu nosso pai, erguendo as sobrancelhas. – Por que a surpresa?

– Bom, porque… É o projeto mais importante que temos atualmente. Achei que fosse querer administrar de perto.

– Eu confio plenamente em você para isso. E vou estar por perto, acredite. – ele sorriu de leve. Então virou-se para mim. – Já James, quero que fiscalize as viagens e portais.

Silêncio. Franzi a sobrancelha e olhei para ele de lado.

– O quê? É sério?

– Sim. Existem algumas fendas no tecido espacial que não estão se reparando tão rápido, é preciso de um cuidado manual e pessoal nesse setor. – explicou meu pai.

– Fiscalizar as viagens e portais? – perguntei, incrédulo. – Sério?

– Qual é o problema? – ele parecia não entender. Eu não estava acreditando.

– Você confia ao Phil o maior projeto da nação e fala para eu ficar vigiando pessoas viajando pelo país? – dei um passo para trás. Ele se virou na minha direção e Philip pareceu recuar, parecia se sentir culpado. – Qual é o problema? Não confia em mim?

– Para ser honesto, James, não. – Hayden disse, com frieza. – Você ainda não tem a cabeça necessária para isso. É um garoto imaturo e que não tem preparo para liderar um projeto dessa magnitude toda. Por isso estou lhe colocando nessa posição e espero que cresça nela. E um dia eu irei confiar em você tanto quanto confio em Philip com Pax Arcania e em Lyanna nas escavações da dorsal mesoatlântica.

– O quê? – eu perguntei, fervilhando de raiva.

– Essa é uma ordem real. E uma decisão final. – ele frisou. – Preciso voltar ao trabalho. Vão para casa, eu os vejo no jantar. – disse, virando-se e caminhando em direção a CASA DO CARALHO.



 

Eu e Philip ficamos sentados na beirada de um prédio do complexo do Ninho, fitando as nuvens abaixo de nós. Havíamos tirado nossas vestimentas de apresentação, usando apenas camisas e calças jeans. Phil parecia tentar me consolar ao passo que tentava esconder a excitação de estar na frente de Pax Arcania.

– Sabe o que é pior? – eu comecei, suspirando. – Ele está certo. Lyanna é responsável e metódica, ela está se saindo perfeita nos projetos subaquáticos. As escavações estão rendendo diversos minérios para nós e a dorsal é uma fonte de estudo sobre a magia no núcleo da Terra para nós. Logo ela deve virar governadora das nossas colônias no mar.

“E você é simplesmente você, não é? Porra, fala sério. Pax Arcania, cara. Parabéns, é sério.” Nós dois sorrimos e eu o envolvi com um dos braços.

– Obrigado, irmão. – ele disse, sorrindo. – E não fique assim, papai logo lhe dará algo grandioso também, tenho certeza. É só não fazer piadinhas por aí, sabe disso.

– Eu não me controlo. – ri baixinho. Algumas naves passaram voando lá embaixo. – Não acredito que vou ter que ficar sentado em uma sala estudando alterações no tecido espacial por meses. Eu simplesmente não acredito. Não vou aguentar, Philip! Eu vou me matar no processo!

– Pare de ser dramático. – ele riu.

– Já vejo a luz, ó! – levei a mão á testa e tombei o corpo por cima do dele, que tentava me levantar enquanto ria. – É isso… É o fim! Diga ao papai que estou mandando ele tomar no cu dele, ok? E que eu espirrei na escova da Lyanna uma vez.

– Que nojo. – Philip me empurrou para o lado. – Só na da Lyanna, não é?

– Claro. – abanei com a mão. Fitei o pôr do sol, que decaía no distante. – Você acha que um dia seremos tão fortes como os nossos avôs?

– Sim. – respondeu Phil, direto. Olhei para ele.

– Mesmo?

– É. Grande coisas nos aguardam, irmão. O Sol vai brilhar sobre nós.

 



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